sexta-feira, março 07, 2008

Uefa: Sporting dá passo importante em Bolton

BOLTON 1-1 SPORTING
(Mccann; Vukcevic)



Outra vez Vukcevic! Não há Liedson mas há um montenegrino que, jogo após jogo, tem resolvido. Já lhe chamam o incrível Vuk e, pelos vistos, com algum sentido. O número "10" do Sporting tem justificado a aposta que o clube fez e tem feito jogos absolutamente extraordinários. Foi pena para os "leões" aquela lesão no ombro que o afastou de alguns jogos já que, estando Liedson mais apagado daquilo que nos habituou, seria deveras importante para Paulo Bento poder contar com a excelente forma de Simon no máximo número de jogos possíveis.
Relativamente ao jogo de ontem, confesso que, por motivos óbvios, apenas consegui ver alguns momentos do mesmo. Por aquilo que vi, pareceu-me que os "leões" tiveram alguma dificuldade em lidar com o estilo muito britânico do Bolton de bola para a frente, muito contacto físico e muita procura do jogo aéreo. Aliás, creio que a baixa estatura dos jogadores do Sporting foi notória e, como é natural, o Bolton aproveitou essa situação e explorou-a ao limite. Apesar disso, sempre que o Sporting conseguiu meter a bola no chão e trocá-la de pé para pé, sentiu-se que a equipa do Bolton tinha dificuldades.
Mais do que olhar para os prós e contras da exibição do Sporting, o mais importante a retirar deste jogo é efectivamente o resultado. E esse, quer queiramos quer não, foi bom. Marcar fora mesmo a um clube inglês é sempre positivo, independentemente de se achar que o Bolton vive momentos difíceis ou algo do género. Não deixa de ser um clube que milita na melhor liga do Mundo e que tem uma mentalidade guerreira muito forte que faz com que empates em Madrid com o Atlético ou em Munique com o todo poderoso Bayern sejam possíveis.
Perspectivando já o jogo da segunda mão, apetece-me dizer que o Sporting tem tudo para seguir em frente. Tirando o tal jogo aéreo, parece-me que o clube leonino é mais forte em quase todos os aspectos do jogo. Agora, não se pense que o Bolton vem para Alvalade já derrotado porque isso não vai acontecer. O Bolton vai tentar defender bem e explorar um lance de bola parada ou um erro da defesa do Sporting. Confiança sim mas precaução também, Sporting!

Taça Uefa: Getafe vence na Luz



A expressão que me vem à memória e que, no meu entender, melhor classifica este jogo é: falta de cabeça. Ontem o Benfica fez porventura uma exibição de qualidade ao nível da vontade, do esforço e da dedicação com que disputou cada lance mas, após a expulsão inacreditável de Oscar Cardozo, faltou aquilo que não poderia nem deveria faltar, isto tendo em conta que estamos numa prova a duas mãos: organização. Nesse aspecto, o Benfica foi uma equipa completamente desorganizada e cometeu inúmeros erros defensivos que, perante uma equipa do Getafe que faz do contra-ataque a sua melhor arma, pagam-se bem caros. O resultado foi bem duro para as aspirações encarnadas mas a verdade é que até poderia ter sido bem pior, isto porque o Benfica, mesmo tendo jogado bem, não pode abordar um jogo da Uefa como o faz em Portugal. Em jeito de comparação, vimos na quarta-feira o Porto a jogar com 10 unidades e a ter de ir em busca do resultado e nem por isso vimos desorganização defensiva. É verdade que o Schalke também não activou o contra-golpe da maneira que o Getafe o fez mas, efectivamente, Paulo Assunção e sempre dois ou três jogadores da defesa garantiam estabilidade ao reduto mais defensivo da equipa. Já o Benfica, tendo jogado com uma paixão enorme, com um coração estrondoso, com um espírito de entreajuda fantástico, no meu entender, deveria ter tido o discernimento para não correr de forma louca durante 80 e tal minutos e não pressionar tão alto frente a uma equipa que precisamente explora o adiantamento dos adversários.

Pelo exposto, apesar de ter ficado satisfeito com o comportamento dos jogadores, acho que faltou alguma experiência a esta equipa para, mesmo com dez unidades, ter feito um resultado que lhe permitisse encarar a segunda mão com outro optimismo. Posto isto, naturalmente que a tarefa "encarnada" é muito complicada. Com esta mentalidade e onze contra onze até poderá ser diferente; agora, nesta fase, há que se cometer menos erros e ser mais felino na hora da finalização. Não vou dizer que não acredito na reviravolta mas, sinceramente, estaria a mentir se dissesse que estou optimista, até porque gostei muito de ver a forma simples e objectiva com que o Getafe jogou na Luz. Aliás, parece-me evidente que há um cunho pessoal de Michael Laudrup nesta equipa. Troca de bola notável no meio-campo (Granero e De la Red são dois jogadores de grande qualidade) e lançamentos rápidos para o ataque, algo que, por exemplo, viamos no Benfica versão Champions League 2006 onde Simão, Miccoli e Geovanni eram especialistas nessa matéria.

Para terminar, ao nível dos destaques individuais, destaque desde logo para a fantástica exibição de Cristian Rodriguez numa posição mais central do terreno. Já venho batendo nesta tecla e insisto: o "cebola", apesar de render como extremo e de lhe reconhecer algumas qualidades para fazer essa posição, parece-me ser claramente um jogador para posições mais interiores. É rápido e gosta de actuar como vagabundo. Para tal, é ultra necessário jogar nas costas do avançado, algo que lhe permita cair ora à esquerda ora à direita. Fez uma estrondosa exibição, foi, de longe, o melhor em campo e, para bem do Benfica, é bom que o uruguaio continue por muitos e bons anos.
Destaque também para a entrada de Mantorras em campo que, mais uma vez, justificou mais minutos; saliência também para a boa prestação de Sepsi que deu conta do recado e fez com Léo uma boa dupla na ponta esquerda.
Pela negativa, mais uma vez, não posso deixar de falar de Edcarlos que é um jogador ridículo e não tem a mínima qualidade para ser jogador do Benfica. Que Luisão e David Luiz voltem depressa.

quarta-feira, março 05, 2008

Champions: Injustiça no Dragão

UM PAPÃO CHAMADO NEUER



O Porto está fora da Champions e da maneira mais inglória. Perder nas grandes penalidades e depois de 120 minutos de grande qualidade, não é a melhor forma de se sair de uma competição como esta. Culpados para este afastamento? Apetece-me apontar três, sendo que dois o são de forma indirecta. Desde logo, Tarik e Quaresma. É verdade que o Porto fez um jogo impressionante, é certo que o massacre que o Schalke viveu no dragão deveria ter sido mais que suficiente para a passagem dos azuis e brancos, é também correcto dizer que uma equipa alemã que veio defender de princípio ao fim não merecia marcar presença nos quartos-de-final da prova; Tudo isso tem a sua lógica mas, meus amigos, falhar golos da forma que o Porto falhou neste jogo quase que apetece dizer que quem falha tanto assim, se calhar também não merece estar entre os 8 melhores. É que, objectivamente, também é na "hora da verdade" que se vê quem são as grandes equipas. O Porto, no último capítulo, na fase capital de um jogo, não soube materializar em golo as inumeras ocasiões que dispôs. Referi-me a Tarik e Quaresma porque tiveram nos pés e na cabeça (de Tarik) as ocasiões mais flagrantes do jogo. É verdade que houve muito mérito de Manuel Neuer (já lá vamos) mas, efectivamente, houve também muita falta de cabeça destes dois atletas. Naturalmente que é sempre mais fácil analisar estas situações através do sofá mas, quer o marroquino quer o português, tinham de fazer mais e melhor. Se Tarik conseguiu fazer o impossível que foi não fazer golo de cabeça quando estava dentro da pequena área, já Ricardo Quaresma mostrou a falta de frieza que, por exemplo, Lucho ou Lisandro teriam naquela situação. Quaresma é um grande jogador, disso não há a mais pequena dúvida, mas, estando completamente isolado e tendo a seu lado Ernesto Farias - em muito melhor situação para marcar -, impunha-se, desde logo, a assistência para o seu companheiro. Quaresma tem um enorme talento mas enquanto não mudar a mentalidade em que primeiro pensa no seu umbigo e só depois na equipa, então nunca será um jogador de top mundial.

Caros leitores, já vejo futebol há muitos anos mas acho que nunca vi nada assim. Sim, estou a referir-me claramente à exibição de Manuel Neuer, guarda-redes do Schalke 04. Já vi Preud'Homme, Casillas, Buffon, Petr Cech, até Dassaev fazerem exibições de grande nível mas, muito sinceramente, não me recordo de uma exibição individual da qualidade que vimos ontem em Neuer. Se o Schalke está onde está, bem pode agracecer a Neuer já que foi um gigante à prova de fogo que conseguiu apagar a chama do dragão. Não tenho presente dados estatísticos mas estou convencido que Neuer terá feito mais de 10 defesas, sendo que algumas delas quase que impossíveis de defender. Entre essas, há duas que me apetece destacar: a enorme defesa com os pés após cabeceamento na pequena área de Tarik e a grande penalidade - ver imagem em cima - que o alemão negou a Lisandro Lopez. Assim sendo, só por este homem é que o Schalke mereceu seguir em frente.

Em rápidas pinceladas sobre o jogo - apesar de já muito ter dito -, diria que há alguns aspectos que não podemos ofuscar. Primeiramente, falar da disposição táctica do Schalke. Acho inacreditável como é que uma equipa vem ao dragão jogar "à Beira-Mar", portanto, com o autocarro estacionado em frente à baliza. Quando Asamoah e Rakitic ficaram sentados no banco, rapidamente se percebeu para o que é que o Schalke vinha. Mesmo assim, o "crime" compensou. Depois, destacar, mais uma vez, a atitude dos jogadores do Porto que tudo fizeram para inverter o rumo dos acontecimentos. O regresso de Bosingwa ajudou muito a equipa e, mais uma vez, Lucho e Lisandro (não esquecer também Paulo Assunção) tiveram absolutamente incríveis. Segundo a estatística, Lucho González terá corrido quase 15 km, o que é a mesma coisa que dizer que o argentino encheu completamente o campo. Lucho e Lixa, se dúvidas houvesse, mostraram que são dois jogadores de nível mundial.
Por último, não podemos deixar de falar da arbitragem. A não expulsão de Helton - defendeu um remate com as mãos fora da área - é algo de inacreditável. Nem foi preciso recorrer à repetição para analisar este lance. Foi uma falha enorme e que poderia ter tido influência directa no desfecho desta eliminatória. Depois, tivemos a expulsão exagerada de Fucile que prejudicou o Porto. Mesmo assim, o Porto teve muito bem com 10 elementos e foi por mera infelicidade que não marcou no prolongamento.

Tudo dito, o Porto está fora da Champions muito por culpa de um super Neuer e de uma frieza germânica nas grandes penalidades, algo que já estamos acostumados.

Que desilusão!



A Liga dos Campeões ficou mais pobre. O Sevilha, uma das equipas que pratica melhor futebol na actualidade, caíu ontem à noite aos pés de um surpreendente Fenerbahce. Não vi o jogo, não li nada sobre o mesmo que me possa dizer sobre a justiça ou não do resultado mas, o que fica é mesmo o afastamento de uma equipa que depositava muitas esperanças.
Como disse, sem ter em minha posse todos os detalhes sobre o que se passou em Sevilha, diria que faltou a esta equipa aquilo que, no fundo, lhes tem faltado noutros jogos nesta temporada: consistência defensiva. Contrariamente aos anos anteriores, o Sevilha é uma equipa que tem sofrido muitos golos. É verdade que em termos ofensivos a equipa continua com uma média impressionante mas, muitas vezes, a eficácia no ataque não compensa os danos causados lá atrás. Ontem, a entrada demolidora do conjunto andaluz com dois golos nos primeiro dez minutos preconizava uma noite histórica para o clube espanhol. O grande problema é que esta equipa não sabe jogar ao estilo das equipas pequenas. Melhor dizendo, o Sevilha não tem sangue italiano no seu futebol. Ora, estou plenamente convencido que uma qualquer equipa italiana, nesta fase da prova e vendo-se em vantagem na eliminatória com um 2-0 em casa, dificilmente se deixaria surpreender pelo adversário.
Não creio que falte experiência internacional a esta equipa sevilhana - apesar de ser a primeira vez que participa na LC - mas a verdade é que os erros numa fase a eliminar pagam-se caros. Parabéns ao Fenerbahce que, mesmo tendo um guarda-redes que, a ver pelos dois primeiros golos sevilhanos, deixa muito a desejar, soube ser inteligente na forma como anulou o ataque do Sevilha e explorou os erros defensivos cometidos pelo adversário. Destaque também para os dois golos do antigo jogador do Sporting, Deivid, que, não sendo nada de mais, nesta altura daria um enorme jeito ao conjunto leonino.

Cuidado Sir Alex Ferguson...

Ontem tive oportunidade de ver o Manchester United - Lyon e, para ser curto e grosso, não gostei nada do que vi. É óbvio que a equipa inglesa colocou a fasquia muito alta e, como tal, habituou mal os adeptos. No entanto, já o referi aqui, a fraca exibição do United e a pouca produção ofensiva que vislumbrámos deveu-se, na minha maneira de ver, à alteração do sistema de jogo por parte do seu treinador. É verdade que com um maior povoamento do meio-campo o Manchester não correu tantos riscos e controlou melhor as investidas do seu adversário. Em termos defensivos, excepção feita a um remate ao poste de Keita e a um ou outro remate de longe de Ben Arfa (o melhor jogador em campo), praticamente não tivemos Lyon. Neste particular, nota positiva para o Manchester, se bem que houve alguma falta de ambição do conjunto francês. O problema é que o United não sabe jogar para o empate nem muito menos tem uma mentalidade italiana de ver o que dá o jogo sempre no sentido de primeiro controlar as investidas do adversário e só depois preocupar-se em tentar o golo. Já no jogo da primeira mão não gostei do Manchester precisamente porque não vi aquela equipa que estou habituado a ver na Liga Inglesa. Tudo bem, é verdade que a exigência da Premiership não é a mesma daquela que estamos habituados a ver na Champions. Contudo, se bem estão recordados, já vi o Manchester ganhar 7-1 à Roma a jogar em 4-2-4 e também vi o United perder 3-0 com o Milan a jogar em 4-3-3.
Pelo exposto, parece-me que os "red devils" deveriam apostar no futebol que praticam em termos internos. Se vemos em campo Rooney e Tevez contra Arsenal ou Chelsea, por que razão não podemos ver esta dupla mais Ronaldo e Giggs contra um qualquer colosso europeu? Se efectivamente mostrarem um futebol de ataque e o espectáculo que estamos habituados, então acredito que esta equipa tem condições para conquistar o maior título ao nível de clubes. Agora, se continuarem com uma mentalidade conservadora, aí as coisas vão ser bem mais complicadas.

PS: Ao contrário do meu "colega" do blog, eu acredito que o Inter ainda tem uma palavra a dizer na eliminatória. Forza ragazzi!!

CHAMPIONS LEAGUE: GRANDES JOGOS COM MUITOS PORTUGUESES EM ACÇÃO






Na noite desta quarta-feira, mais quatro equipas irão carimbar o passaporte para os quartos-de-final da Liga dos Campeões.
Para além de serem jogos muito aguardados, dado o nome das equipas, também será algo especial, já que, muitos portugueses irão estar em campo, tentando ajudar as suas equipas a seguirem em frente.
Desde logo o FC Porto. Os azuis-e-brancos recebem o Schalke 04, no Estádio do Dragão, e espera-se que consigam inverter o resultado negativo trazido da Alemanha, onde perderam por 1-0. A turma germânica não é, de todo, uma potência europeia, nem tão pouco um clube que lute, ano após ano, pelo título de campeão no seu país. Mas, o que é facto é que esta época conseguiram o apuramento para a Champions, ultrapassaram a fase de grupos, e na primeira mão destes oitavos-de-final derrotaram o campeão português, em Gelsenkirchen. Todos estes dados somados darão, à partida, alguma vantagem à turma de Jesualdo Ferreira, mas só um grande Porto poderá, esta noite, levar de vencida o Schalke, e subir aos quartos. O técnico portista já disse, e bem, que primeiro há que lutar para marcar um golo, e automaticamente anular a desvantagem, e só depois pensar no restante. Tudo isto, claro está, para retirar grande parte da pressão psicológica que se poderá abater sobre os seus pupilos. Os alemães jogam no Dragão com o tal golo de vantagem, vão tentar evitar sofrer um golo cedo, tentarão também, procurar enervar ao máximo o Porto, e esperar um erro contrário para explorar o contra-ataque. E se, porventura, conseguirem fazer um golo, a tarefa dos portistas fica mesmo muito complicado, pois a partir daí, só 3 golos azuis garantem o apuramento.
Pede-se paciência, a jogadores e adeptos, para que o Porto consiga concretizar os seus objectivos, e voltar a figurar nos oito melhores clubes da Europa. Portugal e o ranking da Uefa agradecem!

Em Espanha, o Real Madrid tem tarefa complicada para seguir em frente. Depois da derrota por 2-1, em Roma, os madrilenos terão que marcar um golo apenas, é certo, mas perante um equipa italiana, a coisa complica-se. E se o cenário já não é muito favorável à turma de Bernd Schuster, pior ficou, com a ausência, por lesão, da sua referência ofensiva, Ruud Van Nistelrooy, que está fora de combate. Se a isto juntarmos mais impedimentos (Robben, lesionado, e Sérgio Ramos, castigado), a turma do internacional português Pepe (está recuperado e vai jogar), terá que jogar nos limites para dar uma grande alegria a toda a "afficción". Do lado italiano, todo o plantel está disponível, incluíndo Antunes, que figura na lista de convocados.

Porventura com o mais duro osso de roer, estará o Inter de Milão, na recepção ao Liverpool. É certo que os italianos estão a fazer uma temporada interna (leia-se, Série A), absolutamente excepcional (a primeira derrota na prova aconteceu na passada jornada, em Nápoles, e porque Roberto Mancini poupou muitos dos habituais titulares para o jogo desta noite), e os ingleses não estão, de todo, a fazer uma boa Premiership, mas o que é facto é que, ano após ano, este Liverpool de Rafael Benítez vem demonstrando que é uma equipa fortíssima nas provas a eliminar. Conseguiu uma vantagem que pode ser decisiva no jogo da primeira mão, onde venceu por 2-0, e levará para Itália o segredo de contra-atacar, para gelar San Siro. O Inter tentará dar o tudo por tudo para inverter o rumo da eliminatória, e para isso contará com os contributos de Pelé, Maniche e Figo.

Em Inglaterra, o Chelsea (Paulo Ferreira e Ricardo Carvalho convocados) terá a vantagem de ser a melhor equipa da eliminatória, com melhores valores individuais e colectivos do que o Olympiakos. O empate a zero na primeira mão deixa tudo em aberto, mas perante os seus adeptos, os "blues" não vão facilitar, estou em crer. Os gregos não têm qualquer responsabilidade na prova, e uma vez passada a fase de grupos, tudo o que consigam daí para a frente, é lucro. Ou seja, o Olympiacos estará completamente descomplexado em Londres, sem o peso de ter de ir para cima do adversário, e sem a obrigação de ter de ser apurado. Ainda assim, os seus jogadores não deixaram de pensar na ideia de fazer uma gracinha, até porque, a acontecer, levaria à loucura os seus adeptos, que são completamente fanáticos.

OS MEUS PALPITES:

FC PORTO 3 SCHALKE 0

O Porto vai jogar à Porto, e apurar-se para os quartos-de-final.

REAL MADRID 2 ROMA 0

Prevejo algumas dificuldades para os "blancos", mas Raúl e Robinho darão colorido à festa madrilista.

CHELSEA 3 OLYMPIAKOS 0

Os "blues" não vão facilitar e vão carimbar o passaporte para a fase seguinte.

INTER 1 LIVERPOOL 1

Vão dar o tudo por tudo, os "nerrazurri", mas a desvantagem trazida de Inglaterra, dificilmente será anulada.

LIGA DOS CAMPEÕES: RONALDO, NANI E DECO SEGUEM EM FRENTE, DUDA FICA PELO CAMINHO, E ATENÇÃO À IRREVERÊNCIA DOS MENINOS DE WENGER!

Sortes diferentes para as equipas que jogaram em casa, nos jogos da segunda mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões.
Em Espanha, só um conjunto do país vizinho conseguiu o apuramento, o Barcelona (com Deco a tempo inteiro), que voltou a vencer o Celtic, agora por 1-0, confirmando a vitória que já havia alcançado na Escócia (2-3).
Já o Sevilha (Duda não saíu do banco) disse adeus à competição, mesmo vencendo o Fenerbahce por 3-2, precisamente o mesmo resultado que se havia registado na primeira mão, mas a favor dos turcos. Perante isto, e como o prolongamento não teve qualquer golo, foi preciso recorrer ao desempate pelo pontapé da marca da grande penalidade, e aí, o guardião turco foi herói, apurando a turma orientada pelo brasileiro Zico para os quartos-de-final, pela primeira vez na sua história.
Por Terras de Sua Majestade, o Manchester United (Cristiano Ronaldo e Nani titulares), como era esperado, confirmou o seu favoritismo, embora sem a facilidade que, porventura, se esperaria. Depois de um empate a uma bola em França, os "red devils" venceram o Lyon, por 1-0, com mais um golo do inevitável Cristiano Ronaldo, que, a par de Messi, já é o melhor marcador da Champions, com 6 tentos apontados.
Talvez a maior surpresa da noite milionária, tenha sido a precoce eliminação do AC Milan, que há 5 anos consecutivos conseguia chegar, pelo menos, aos quartos-de-final, a caír, no seu estádio, perante o Arsenal, recheado de grandes promessas, com muita gente jovem, mas com muito valor. Está fora de prova o ainda detentor do troféu!
RESULTADOS E MARCADORES:
BARCELONA 1 CELTIC 0
(Xavi)
MANCHESTER UNITED 1 O.LYON 0
(Cristiano Ronaldo)
SEVILHA 3 FENERBAHCE 2 (2-3, após grandes penalidades)
(Daniel Alves, Keita e Kanouté; Deivid [2])
AC MILAN 0 ARSENAL 2
(Fabregas e Adebayor)

terça-feira, março 04, 2008

LIGA DOS CAMPEÕES: OITAVOS-DE-FINAL








Começa hoje e estende-se até amanhã, a segunda mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões.
Em Inglaterra, o Manchester United tem a vantagem de ter marcado um golo em França, no terreno do Lyon, no empate a uma bola, mas quererá, por certo, vencer a partida, para evitar surpresas. Cristiano Ronaldo e seus pares, irão, certamente, colocar em campo todo o seu futebol, baseado no ataque continuado, e prevejo que ganharão a partida até de forma algo folgada.

O MEU PALPITE: MANCHESTER UNITED 3 LYON 0

Por terras transalpinas, está tudo a zeros. AC Milan e Arsenal empataram sem golos, no jogo da primeira mão em Londres, e não é de esperar um grande espectáculo, estou em crer, já que os italianos têm no sangue, aquele estilo de jogo passivo, ao passo que os ingleses, ainda que gostem de futebol ofensivo, não podem arriscar em demasia, sob pena de sofrerem com o pragmatismo milanês.

O MEU PALPITE: AC MILAN 0 ARSENAL 0, após prolongamento, e na lotaria das grandes penalidades, os italianos seguirão em frente.

No país vizinho disputar-se-ão as outras duas partidas desta terça-feira. Na Cidade Condal, o Barcelona tem uma grande vantagem em relação ao seu adversário, depois da belíssima vitória conseguida no jogo da primeira mão, na Escócia, por 3-2. Assim sendo, muitos problemas terá o Celtic, perante uma equipa claramente superior, com a tal vantagem, e muito apoiado pelo seu público que, certamente lotará Camp Nou.

O MEU PALPITE: BARCELONA 2 CELTIC 0

Também em Espanha, mas em Sevilha, terá lugar o jogo que opõe o Sevilha ao Fenerbahce. No jogo da primeira mão, os turcos venceram por 3-2, e não vai ser nada fácil aos espanhóis darem a volta ao texto. É certo que têm um excelente conjunto, com bons artistas, mas não é menos verdade que o Fenerbahce tem jogadores muito experientes, o que, nesta prova, é muito importante. Assim sendo, estou em crer que deste jogo sairá a primeira surpresa dos oitavos-de-final da Liga Milionária, já que, a turma orientada por Zico, e com Roberto Carlos (que não poderá alinhar, já que se encontra lesionado) e Alex a liderarem uma autêntica armada brasileira, irá deixar os adeptos sevilhanos com um amargo de boca.

O MEU PALPITE: SEVILHA 1 FENERBAHCE 1

TAÇA DE PORTUGAL: SERÁ ESTE O DERBY DO TIRA-TEIMAS? CONTINUARÁ O BRILHANTE VITÓRIA À BEIRA-SADO?








Há muito tempo que a Taça de Portugal não conseguia juntar os três maiores clubes portugueses em fase tão adiantada da prova.
Sendo que já só restam 4 equipas em competição, era certo e sabido que um dos jogos iria pôr frente-a-frente dois gigantes.
Assim sendo, e conforme ditou o sorteio das meias-finais, realizado no auditório Manuel Quaresma, na sede da Federação Portuguesa de Futebol, os jogos são os seguintes:


VITÓRIA DE SETÚBAL - FUTEBOL CLUBE DO PORTO

SPORTING CLUBE DE PORTUGAL - SPORT LISBOA E BENFICA


Claro está que o jogo cabeça de cartaz desta eliminatória é o derby de Lisboa, mas atenção ao jogo do Estádio do Bonfim, uma vez que o Vitória está a fazer uma temporada, a todos os níveis, notável, e não vai ser pêra doce para os dragões, o apuramento para a final.

As partidas irão realizar-se no próximo dia 16 de Abril, podendo, em virtude dos interesses televisivos, ser uma delas disputada no dia 17.

A SIC, independentemente dos jogos se realizarem no mesmo dia ou não, transmitirá os dois encontros, uma vez que é a estação de Carnaxide que detém os direitos televisivos da Taça de Portugal, nesta época de 2007/2008.

PARABÓLICA

Na Parabólica desta semana temos muitos e bons golos. Desde bicicletas a extraordinários remates de fora de área, temos um pouco de tudo. Destaque para o golo de Totti - pelo domínio de bola, pela jogada e pelo grande remate -, o cabeceamento de Wendell de fora da área (golos que não vemos todos os dias) e pelo regresso de mais um jogador que já foi analisado aqui no OlhóPlayer: Diego Buonanotte, jogador do River Plate.


segunda-feira, março 03, 2008

ROLABOLA - Jornada 27

BOLETIM:

1. Estugarda - Werder Bremen

2. Nápoles - Roma

3. Génova - Juventus

4. Rennes - PSG

5. AZ - Feyenoord

6. Barcelona - Villarreal

7. Guimarães - Sporting

8. Benfica - União de Leiria

9. Nacional - Braga

OLHÓGOLO:

10. Belenenses - Boavista

Olhógolo MVP:

Marcador de Serviço:

PRAZO: Sábado, 12h00

ROLABOLA

Resultados e Marcadores:

West Ham 0-4 Chelsea (Joe Cole (2), Lampard, Ballack)

Bolton 1-3 Liverpool (Cohen; Gerrard, Babel, Aurélio)

Schalke 04 0-1 Bayern Munique (Klose)

Lille 0-1 Lyon (Fred)

Nápoles 1-0 Inter (Zalayeta)

Espanhol 2-0 Valência (Luis Garcia (2))

Corunha 2-1 Sevilha (Willhelmson, Lafita; Kanouté)

Atlético Madrid 4-2 Barcelona (Aguero (2), Fórlan, Maxi; Ronaldinho, Eto'o)

Boavista 0-0 FC Porto

OLHÓGOLO:

Sporting 1-1 Benfica
(Vukcevic; Cardozo)

OLHÓGOLO MVP: João Moutinho (Sporting)

PONTUAÇÕES:

Faustino: 19
Faria: 12
Eduardo: 12
Neves: 15
Miguel Braz: 18
Gonçalo Seco: 12
André Braz: 15
Zé Boinas: 14
Doc: 25+3=28
João Araújo: 16
Pele: 9
Cristina: 15
Sérgio Gouveia: 15
Vitinho: 14
Bruno Rocha: 9

Palpites da Semana:

Bruno Rocha: Boavista - Porto (x)
João Araújo: Sporting - Benfica (1-1)
João Faustino: Sporting - Benfica (1-1)

CLASSIFICAÇÃO:

1º DOC 462
2º Pedro Faria 416
3º André Braz 415
4º Zé Boinas 411
5º Vitinho 406
6º Sérgio Gouveia 401
7º Bruno Rocha 389
João Araújo 380
9º Pele 375
10º Miguel Braz 368
11º Cristina 363
12º Neves 352
13º João Faustino 328
14º João Marques 294
15º Eduardo Marques 276
16º G. Seco 220

CONSIDERAÇÕES:

- Esta jornada trouxe-nos mais do mesmo. Doc voltou a mostrar todo o seu potencial e deixou mais uma vez para trás a concorrência. É verdade que ainda nada está decidido mas também é verdade que este participante está mais perto do título.

- Jornada com poucos motivos de interesse já que quase toda a gente optou por não arriscar muito. Nesse sentido, não houve grandes diferenças ao nível da pontuação, mantendo-se praticamente tudo na mesma em termos classificativos.

- Uma jornada em que, de certa forma, deu para ver o que é que alguns participantes valem. Contrariamente ao habitual, Lisandro e Liedson não puderam dar o seu contributo às respectivas equipas. Resultado, só 3 jogadores ganharam pontos com o Marcador de Serviço. Sintomático!

Bwin Liga: Deu empate o derby

SPORTING 1-1 BENFICA
(Vukcevic; Cardozo)



Sporting e Benfica empataram a uma bola no derby, resultado que se aceita face àquilo que ambas as equipas produziram. Com este resultado, ao contrário do que se tem dito, não fica tudo na mesma já que o Benfica fica com vantagem no confronto directo, resta menos uma jornada por disputar e, a juntar a isso tudo, o Sporting cai para a 5ª posição atrás de Guimarães e Setúbal.

Antes de dar a minha opinião em relação ao jogo propriamente dito, gostaria excepcionalmente de falar da actuação de Paulo Paraty. Ora, para ser claro, diria que a arbitragem deste senhor foi má. Aliás, se dúvidas houvesse, creio que ficou provado que Paraty não tem tarimba nem classe para jogos deste calibre. Atenção, nem sequer me baseio unicamente nos lances mais polémicos. Houve muitas faltas por marcar, outras foram marcadas quando na verdade não existiam, cartões mal mostrados e outros por mostrar; enfim, salvou-se a dupla de assistentes que, se não estou em erro, não cometeram quaisquer erros ao nível de foras-de-jogo.
Ainda em relação a Paraty, apesar de ser mais fácil avaliar os lances polémicos através da televisão, aqui ficam as minhas impressões:

- Mão de Miguel Veloso dentro da área
(Esteve bem Paraty. A bola vai à mão e não o contrario.)

- Agressão de Cardozo a Tonel
(Vermelho que ficou por mostrar ao paraguaio).

- Falta de Léo sobre Vuk dentro da área
(Nem precisei da repetição para analisar este lance. Penalty claríssimo sobre o montenegrino).

- Entrada de Nélson sobre Celsinho
(Não sendo escandaloso o vermelho, a verdade é que me parece exagerado. Amarelo era a decisão mais acertada.

- Katsouranis com Purovic dentro da área encarnada
(Não há falta. Purovic tenta sacar a penalidade).

Perante estes casos, parece-me que o Sporting acabou por ser a equipa com mais razões de queixa em relação ao trabalho do árbitro.

O JOGO

Efectivamente, assistiu-se ontem em Alvalade a um bom derby. Aliás, atendendo ao mau momento que ambas as equipas vivem, foi até muito bom o nível de jogo que tivemos. Em ambas as partes, entrou melhor o Sporting, com mais determinação, mais pressionante e com maior sentido de baliza. O problema é que quer numa parte quer noutra, o gás leonino nunca teve longa duração. Basta ver que quando Nélson foi expulso, o Sporting já não tinha discernimento para encostar o Benfica ao seu reduto.
No que diz respeito ao Benfica, creio que a equipa de Camacho terá feito o melhor jogo nos últimos 3 meses. Não foi daquelas exibições de encher o olho mas, contrariamente àquilo que vem sendo habitual, a equipa revelou tranquilidade aquando da posse de bola, denotou maior ligação de sectores - nesse aspecto destaque para a boa arrumação do meio-campo com Bynia e Maxi na recuperação e Rui Costa na transição ofensiva - e finalmente houve velocidade no ataque com Rodriguez e Di Maria nas alas.

Não fugirei muito à verdade se disser que, mesmo com tantos erros ao nível da arbitragem, seria injusto se alguém vencesse este derby. Me pareceu que o Sporting esteve mais perto do triunfo mas o Benfica demonstrou em vários momentos da partida que, estando satisfeito com o empate, se tivesse oportunidade, tentaria ganhar o jogo. O maior elogio que se pode dar à equipa benfiquista é que quer Grimi quer Abel, contrariamente ao habitual, desta vez não tiveram qualquer influência ao nível ofensivo.
Pelo exposto, resultado justo que deixa tudo em aberto em relação ao segundo lugar.

Em relação aos destaques individuais, começando pelo Sporting, nota muito positiva para João Moutinho e Simon Vukcevic. Creio que foram os jogadores mais deste conjunto leonino e porventura aqueles que mais tentaram remar contra a maré. Ainda em relação ao montenegrino, mais uma vez mostrou o porquê de ser considerado o melhor reforço do Sporting para esta temporada.
No Benfica, houve vários jogadores com nota alta: Quim, Léo, Rui Costa, Cardozo (muito esforçado) e o próprio Maxi (menos trapalhão e muito batalhador) mas, na minha opinião, Bynia e Cristian Rodriguez foram os grandes jogadores deste derby. O camaronês, qual Paulo Assunção, fez um jogo absolutamente notável. Recuperou imensas bolas, não fez tantas faltas como é o habitual, e revelou muita serenidade na forma como entregava o esférico depois de o ter recuperado. Não tenho qualquer tipo de dúvidas que, neste momento, este camaronês é titular e o actual Petit é suplente.
Quanto a Cristian Rodriguez, acho que foi fundamental na manobra ofensiva da equipa. Mexido, com excelente controlo da bola, procurou tabelar com os companheiros e procurou sempre zonas interiores do terreno o que causou alguma instabilidade na defensiva leonina. Já o disse e volto a dizer: o "cebola" não é extremo. É um jogador estilo Ronaldinho que, gostando de aparecer nas alas, prefere também flectir para o meio no sentido de procurar o remate à baliza. Foi por mera infelicidade que não fez a igualdade num remate fora da área, isto ainda na primeira parte.

domingo, março 02, 2008

LA LIGA: Sensacional Atlético vulgariza Barcelona

"DEIXOU AGUERO NA BOCA"



Grande jogo de futebol no Calderon. Depois de ter visto este jogo, cada vez mais fico convencido de que, por vezes, o futebol não tem lógica e é por isso que este desporto é bonito de se ver e causa tanta paixão em todo o Mundo.
Que grande entrada do Barça no jogo. Com 20 minutos iniciais de total assédio à baliza de Abbiati, longe de mim pensar que teriamos um outro cenário que não a vitória folgada do clube catalão. Perante uma posse de bola a rondar os 78% para os visitantes, perante a monumental assobiadela que a equipa do Atlético estava a levar e ainda com o nulo no marcador, facilmente me levariam a pensar que, nessa partida, o clube madrileno iria ser "amarrotado". Com mais convicção fiquei quando vi uma autêntica obra de arte de Ronaldinho Gaúcho. Pode estar gordo, pode estar desmotivado no Barça, pode já não figurar no onze ideal das nossas cabeças mas o que é certo é que a qualidade continua lá e, do nada, pode fazer coisas maravilhosas. O bicicleta de Ronny foi, sem dúvida, um dos momentos altos da partida.
Em posição de vencedor, o Barcelona não tirou o pé e continuou a carregar. O Atlético , por sua vez, continuava a ver jogar, perdendo inúmeras bolas e com um futebol sem ideias e sem soluções. Mas, como o futebol é um fenómeno por vezes surreal, o Atlético de Madrid na primeira vez que se aproximou da baliza de Valdez fez efectivamente golo. Assistindo-se a um cenário de total incapacidade em chegar à baliza do Barça, Aguero tentou a sua sorte de longe e foi muito feliz. Num remate que à partida seria inofensivo, acabou por tabelar num defesa blaugrana e a bola traiu o, até então, tranquilo Victor Valdez. Contra a corrente de jogo e contra todas as expectativas, o Atleti empatava a contenda.

Não se pense que o golo dos da casa tivesse tido grande impacto na tendência do jogo. Nada disso. O Barcelona continuou a controlar a partida, a dominar e em campo adversário, sendo que o Atlético limitava-se a defender bem atrás da linha de meio-campo para, quem sabe, aproveitar uma situação de contra-golpe. Não há dúvida que a estratégia de Aguirre era interessante até porque sabemos que com Simão, Maxi, Aguero e Forlan a jogar em contra-ataque e com espaços, a coisa podia "pegar fogo". E foi o que aconteceu.
Se a igualdade já era injusta, que dizer do segundo golo do Atlético de Madrid bem perto do intervalo. Mais uma vez, Kun Aguero tomou a iniciativa e, num passe de grande qualidade, isolou o seu compatriota Maxi Rodriguez que, perante Valdez, não teve dificuldade em desviar a bola deste para o poste mais distante. Para total surpresa, numa primeira parte completamente dominadora do Barcelona, o Atlético chegava ao descanso em vantagem. Uma tremenda injustiça, portanto.

Na etapa complementar, pensar-se-ia que o Barcelona - já com Messi em campo - iria entrar a "matar" no sentido de rapidamente empatar o jogo. Pois bem, Rijkaard tinha uma equipa ofensiva em campo, tinha efectivamente armas mais que suficientes para remontar o encontro; o problema é que o holandês não contava com a inspiração de Sérgio Aguero. Este jovem jogador esteve absolutamente brutal e devastou completamente a defesa blaugrana. Tivemos um bom Simão, um regular Maxi Rodriguez, um esforçado e inteligente Diego Fórlan mas foi o jovem astro argentino que levou a equipa às costas. O terceiro golo dos visitados apareceu devido a uma grande penalidade ganha por Aguero mas, como normalmente sabe bem deixar o melhor para o fim, Aguero reservou-nos precisamente uma surpresa bem saborosa. Mais do que as minhas palavras, o melhor é verem o vídeo (bem como o de Ronaldinho) que deixarei no final deste post.
O Barcelona, completamente incrédulo perante as incidências deste jogo, ainda conseguiu encurtar distâncias através de um golo de Eto'o mas tal facto foi insuficiente para responder à extraordinária segunda parte do Atleti.
Pela injustiça da primeira parte, poderiamos dizer que o resultado final seria injusto para o Barça mas, sinceramente, pela extraordinária exibição de Aguero e pela forma como os da casa abordaram o segundo tempo, diria que a vitória encaixa bem nos pupilos de Javier Aguirre. Que venham mais exibições deste nível porque o Atlético é um clube que eu simpatizo bastante e, além disso, há Simão.

GOLO DE RONALDINHO



A RESPOSTA DE AGUERO


quinta-feira, fevereiro 28, 2008

PURO...VIC...ÍO DA SORTE






Foi muito feliz o Sporting em ter vencido esta partida, não só na forma como obteve o golo, mas também por ter sido já em tempo de descontos.

Quando tem que ser Purovic a decidir um jogo a favor do Sporting, a crítica ao jogo leonino não pode ser muito positiva.
Pois bem, a verdade é que foi um golo (uma verdadeira obra-de-arte, diga-se!!!) do montenegrino, que selou a passagem do Sporting para as meias-finais da Taça de Portugal.
Com pouca mexidas no onze, Paulo Bento deixou bem claro à sua equipa que só havia um objectivo para esta partida: ganhar!
Ainda assim, não foi de grande qualidade o futebol apresentado pelos leões, que tiveram alguns momentos de confrangedora atitude, para desespero dos 7500 espectadores presentes em Alvalade.
O Estrela, por seu turno, apresentou-se bem no recinto leonino, com uma atitude muita digna, a querer disputar o jogo taco-a-taco, e também teve as suas oportunidades para marcar mas, ora por ineficácia dos seus elementos da frente, ora por boas intervenções de Rui Patrício, a bola nunca violou as redes leoninas.
O Sporting controlou quase toda a partida, mas jogando a um ritmo muito lento, com dificuldades de progressão e com uma clara falta de ideias (João Moutinho não pode estar em todo o lado, ainda que por vezes pareça que está!).
O resultado de tudo isto era o empate a zero que se registava ao intervalo, e que se aceitava perfeitamente, face àquilo que as duas equipas (não) fizeram no primeira metade.
Para a etapa complementar, Paulo Bento foi obrigado a ir ao banco e mexer por duas vezes nos primeiros dez minutos, uma por opção e outra forçado, sendo que primeiro lançou o russo Izmailov para o lugar de Abel (recuando Pereirinha para lateral direito), na tentativa de dar mais criatividade ao meio-campo, e depois colocou Purovic no lugar de Liedson (o levezinho saíu com dores na coxa direita, e está inclusivamente em dúvida para o derby de domingo com o Benfica).
Melhorou um pouco mas não muito o Sporting, fruto também da boa organização dos amadorenses que emprestavam muita agressividade (no bom sentido, leia-se) aos lances, e não deixando que os criativos de Alvalade pegassem no jogo.
O jogo arrastava-se quase penosamente para o seu final, quando, eis que não quando surge D.Sebastião!
No meio do nevoeiro, com os defensores estrelistas a tentarem ver o que quer que fosse, Purovic, qual santo milagreiro, vê, literalmente, a bola aparecer-lhe à frente da cabeça e, talvez ainda hoje ele próprio esteja para saber como, conseguiu que esta lhe batesse e se encaminhasse no caminho da baliza. Um golo muito feliz, aparecido quase do nada, mas que valeu a passagem do Sporting à eliminatória seguinte. O Estrela foi sempre uma equipa abnegada, e talvez tivesse feito por merecer, pelo menos, o prolongamento. Ainda assim, caíu de pé!


FICHA DE JOGO:

Estádio Alvalade Século XXI, em Lisboa

ÁRBITRO: Duarte Gomes, de Lisboa

SPORTING: Rui Patrício; Abel, Tonel, Polga e Ronny; Miguel Veloso, Pereirinha, João Moutinho e Romagnoli; Tiuí e Liedson.

SUPLENTES: Stojkovic, Gladstone, Grimi, Adrien, Izmailov e Purovic.

SUBSTITUIÇÕES: Abel por Izmailov (aos 50m), Liedson por Purovic (aos 53m) e Ronny por Grimi (aos 77m)

TREINADOR: Paulo Bento


ESTRELA DA AMADORA: Pedro Alves; Rui Duarte, Hugo Carreira, Maurício e Hélder Cabral; Fernando, Celestino, Vítor Moreno e Mateus; Nuno Viveiros e Mendonça.

SUPLENTES: Filipe Mendes, Wagnão, Marco Paulo, Abdul, Marcelo Goianira, Pedro Pereira e Giancarlo.

SUBSTITUIÇÕES: Hélder Cabral por Pedro Pereira (aos 37m), Nuno Viveiros por Giancarlo (aos 65m) e Mateus por Marco Paulo (aos 75m).

TREINADOR: Daúto Faquirá


DISCIPLINA: Cartão amarelo a Hélder Cabral (aos 36m), a Celestino (aos 54m), a Tiuí (aos 57m), a Miguel Veloso (aos 59m), a Rui Duarte (aos 68m) e a Maurício (aos 93m).

MARCADORES: 1-0 por Purovic, aos 92m.

SÓ O MAESTRO DÁ MÚSICA EM ORQUESTRA DESAFINADA!







Começando pelo fim, o maior elogio que pode ser dado a este Moreirense, é que o Benfica só apresentou alguma qualidade, e só conseguiu chegar ao golo, depois da entrada de Rui Costa. Porque antes, alguns dos seus jogadores, deveriam pensar que este não seria mais do que um simples jogo-treino...

Com mais uma exibição decepcionante (e estarei a ser simpático), o Benfica segue em frente na Taça, depois de bater o Moreirense por 2-0.
Jogando no seu estádio, perante pouco mais de 10.000 espectadores, a turma encarnada voltou a desiludir, mesmo tendo pela frente um adversário da II Divisão Nacional, e só na segunda parte, já com Rui Costa em campo, os golos apareceram, curiosamente ambos apontados por homens vindos do banco.
José António Camacho optou por rodar o plantel, dando minutos de jogo a atletas habitualmente pouco rodados, e o que é facto é que o Benfica nunca se conseguiu impor na totalidade, estando mesmo exposto a alguns dissabores, já que os de Moreira de Cónegos nunca viraram a cara à luta, e espreitaram, sempre que puderam, o ataque, mas encontraram pelo caminho um obstáculo muito forte, um dos melhores em campo, imagine-se!, chamado Hans-Jorg Butt.
A turma de Daniel Ramos não foi uma presa fácil, bem pelo contrário, deixando sempre a defensiva encarnada em sentido, e revelando uma grande consistência defensiva, que ía adiando o golo benfiquista, ainda que as ocasiões não fossem muitas.
O nulo ao intervalo e a monumental assobiadela com que o público se despediu dos jogadores em tempo de descanso, terão levado o técnico espanhol a repensar estratégias, mas, principalmente a olhar para o banco de suplentes e chamar Rui Costa, que havia de ser lançado aos 10m do segundo tempo, para tentar iluminar o futebol encarnado. E, como quem sabe, tanto joga bem com o Milão, como com o Moreirense, o maestro colocou ordem no jogo, lançou o perfume do seu futebol, e foi mesmo o obreiro do primeiro golo, com um grande remate de fora da área, após primorosa assistência de Óscar Cardozo que, com o peito, serviu de bandeja para o 10 atirar a contar. Descansavam um pouco mais os adeptos, mas ainda assim não se livraram de alguns calafrios, por os forasteiros acreditaram sempre que era possível chegar à igualdade e, quiçá, fazer uma gracinha que se poderia tornar escândalo, em pleno Estádio da Luz.
E como vem sendo hábito na turma encarnada esta época, o sofrimento durou quase até ao fim, sensivelmente até ao minuto 87, quando Ariza Makukula, com alguma felicidade à mistura, aproveitou um desvio de Pedro Mantorras, para sentenciar de vez a partida, e carimbar o passaporte do Benfica para a fase seguinte.
Mais uma vez voltou a ter que ser o "jovem" Rui Costa a emprestar uma ponta de classe à equipa, e, se olharmos para um futuro próximo (entenda-se final de época), o Benfica terá que entender, de uma vez por todas que não pode depender quase em regime de exclusividade do maestro, porque, infelizmente, este não dura sempre...


FICHA DE JOGO:

Estádio da Luz, em Lisboa

ÁRBITRO: Elmano Santos, da Madeira

BENFICA: Butt; Luís Filipe, Edcarlos, Zoro e Sepsi; Binya, Maxi Pereira e Nuno Assis; Di María, Freddy Adu e Óscar Cardozo.

SUPLENTES: Moreira, Nélson, Katsouranis, David Simão, Rui Costa, Mantorras e Makukula.

SUBSTITUIÇÕES: Luís Filipe por Rui Costa e Freddy Adu por Makukula (aos 55m) e Cardozo por Mantorras (aos 75m).

TREINADOR: José António Camacho


MOREIRENSE: Rui Marcos; Tiago Lopes, João Duarte, Hélio e Serafim; César Marques, Rui Borges e Bino; Nuno Fonseca, Luisinho e Quim.

SUPLENTES: Ricardo, Artur Jorge, Miki, Jonas, Marquinho, Tiago e Cascavel.

SUBSTITUIÇÕES: Nuno Fonseca por Jonas (aos 75m), César Marques por Cascavel (aos 79m) e Rui Borges por Marquinho (aos 84m).

TREINADOR: Daniel Ramos


DISCIPLINA: Cartão amarelo para Freddy Adu (aos 28m) e para Binya (aos 42m).

MARCADORES: 1-0 por Rui Costa, aos 70m; 2-0 por Makukula, aos 87m.

TARIK ENSINA COMO SE DIZ G(O)ALO EM MARROQUINO...








O FC Porto apurou-se para as meias-finais da Taça de Portugal, depois de uma vitória por 1-0, sobre o Gil Vicente, resultado que acabou por ser melhor do que a exibição.
Num dia em que o Estádio do Dragão registou a pior assistência da sua história (um pouco à imagem dos outros "grandes", que também tiveram os seus estádios praticamente "às moscas"), os azuis-e-brancos jogaram, claramente, em poupança de esforços, mas ainda assim, cumpriram e alcançaram o objectivo.
Jesualdo Ferreira poupou muitos jogadores, deixando de fora 7 dos habituais titulares, não só para lhes dar descanço, mas também para dar oportunidade a jogadores menos rodados. Nesta óptica, houve dois que mais se destacaram, casos do guardião Nuno (3 defesas extraordinárias a impedir o golo do Gil), e Mariano González, que deu seguimento ao golo que havia marcado ao Paços de Ferreira, na última jornada do campeonato.
Os de Barcelos apresentaram-se descomplexados no Dragão, jogando de igual para igual, e criando vários situações de golo, mas acabaram por nunca serem felizes na finaliazação.
O Porto adiantou-se no marcador à passagem do minuto 23, com um golo do internacional marroquino Tarik Sektioui, num lance em que a rapidez e inteligência do extremo vieram ao de cima. A partir daí, e até ao intervalo, o Gil Vicente reagiu, criando duas belas ocasiões de golo, ambas superiormente negadas por Nuno.
Mesmo em vantagem no marcador, Jesualdo mexeu no seu conjunto para a segunda metade, e vendo-lhe "o chão a fugir dos pés", colocou Lucho González, para dar mais experiência à equipa, e dotá-la de uma maior capacidade técnica. Acertada a decisão do técnico, já que, o argentino acabou por ser a melhor unidade em campo, fruto de toda a sua qualidade.
Os visitantes nunca deixaram de acreditar, e durante a etapa complementar acercaram-se várias vezes da baliza de Nuno, mas nunca conseguiram chegar ao empate.
Até ao final da partida, tempo ainda para alguns lances de "frisson", junto a ambas as balizas, mas ainda assim o resultado acabou por não mais sofrer alteração, e o Porto apurou-se para as meias-finais da Taça de Portugal.


FICHA DE JOGO:

Estádio do Dragão, no Porto

ÁRBITRO: Paulo Pereira, de Viana do Castelo


FC PORTO: Nuno, Bosingwa, João Paulo, Stepanov e Lino; Paulo Assunção, Kazmierczak e Mariano González, Tarik Sektioui, Hélder Barbosa e Ernesto Farías.

SUPLENTES: Ventura, Pedro Emanuel, Marek Cech, Castro, Lucho González, Lisandro López e Adriano.

SUBSTITUIÇÕES: Tarik Sektioui por Lucho González (ao intervalo), Hélder Barbosa por Lisandro López (aos 58m) e Ernesto Farías por Adriano (aos 72m).

TREINADOR: Jesualdo Ferreira


GIL VICENTE: Paulo Jorge; Paulo Arantes, Pedro Ribeiro, Diego Gaúcho e João Pedro; Filipe Fernandes, Luís Miguel, Zongo e João Vilela; Maciel e Hermes.

SUPLENTES: Hugo Marques, Valnei, Luís Manuel, Tiago André, Zezinho, Luís Coentrão e Bruno Filipe.

SUBSTITUIÇÕES: Luís Miguel por Luís Coentrão (ao intervalo), Zongo por Tiago André (aos 59m) e João Vilela por Bruno Filipe (aos 71m).

TREINADOR: Paulo Alves

DISCIPLINA: Cartão amarelo para Pedro Ribeiro (aos 80m).

MARCADORES: Tarik Sektioui (aos 23m).

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

VITÓRIA DE SETÚBAL APURADO: LEANDRO NÃO DEIXOU O MARCADOR EM BRANCO...




O Vitória de Setúbal é o primeiro semi-finalista da Taça de Portugal, da época 2007/2008.
Os sadinos foram à Figueira da Foz bater a Naval, por 2-1, e caribaram o passaporte para a fase seguinte.
Numa partida nem sempre bem disputada, foram os comandados de Ulisses Morais que assumiram as rédeas do encontro na primeira parte, jogando em ataque continuado, estando o Vitória à espera do erro adversário para tentar a sua sorte em contra-ataque. Mas como as oportunidades de golo não foram muitas durantes os primeiros 45 minutos, o nulo verificado ao intervalo, era perfeitamente justo.
Para a segunda metade, Carlos Carvalhal lançou Bruno Gama e Leandro Branco, para tentar dar mais vivacidade à sua equipa, e teve sucesso. O Vitória passou a explorar mais as faixas laterais, trazendo assim muitos problemas à defensiva figueirense, que não tinha antídoto para as investidas dos sadinos. E no seguimento desta toada, não estranhou que os forasteiros se adiantassem no marcador, fruto de um golo, precisamente de Leandro Branco, numa jogada onde os protestos quanto à legalidade do lance foram muitos por parte dos navalistas, culminados mesmo com a expulsão de Saulo.



Mas quando tudo indicava para que o Setúbal tivesse um final de jogo tranquilo, já que estava em vantagem no marcador, e tinha um elemento a mais, eis que responde de imediato a Naval, no ataque imediatamente seguinte, com China a bater um pontapé de canto, e Paulão, de cabeça, a fazer o empate. Mas, demonstrando que a grande época que está a fazer não é por acaso, o Vitória voltou a assumir o encontro, e foi recompensado, 5 minutos depois, com a obtenção do segundo golo, por intermédio de Robson, que, também de cabeça, selou o resultado final. Até ao final da partida, a Naval tentou o tudo por tudo, mas com menos um elemento em campo as coisas foram bem mais difíceis, sendo mesmo os setubalenses a beneficiarem da última grande oportunidade, mesmo no último lance do encontro, com Cláudio Pitbull a aproveitar um erro de Taborda e a enviar a bola às malhas laterais da baliza.
Assim sendo, é o Vitória de Setúbal a primeira equipa a apurar-se para as meias-finais da Taça de Portugal, ficando agora à espera dos resultados dos restantes encontros dos quartos-de-final, para depois, no sorteio, ver quem lhe calhará em sorte para a última fase antes da final do Jamor.

FICHA DE JOGO:

Estádio José Bento Pessoa, na Figueira da Foz

ÁRBITRO: Jorge Sousa, da A.F. Porto


NAVAL: Taborda; Mário Sérgio, Paulão, Diego Ângelo e China; Gilmar, Godemeche e Davide; Saulo, Marinho e Marcelinho.

SUPLENTES: Rodrigo Café, Lopes, Gaúcho, Dudu, Hugo Santos, João Ribeiro e Elivelton.

SUBSTITUIÇÕES: Mário Sérgio por João Ribeiro e Gilmar por Elivelton (aos 66m) e Davide por Dudu (aos 76m).

TREINADOR: Ulisses Morais


VIT.SETÚBAL: Eduardo; Janício, Robson, Auri e Jorginho; Sandro, Elias e Ricardo Chaves; Bruno Ribeiro, Paulinho e Cláudio Pitbull.

SUPLENTES: Milojevic, Hugo, Adalto, Filipe Gonçalves, Bruno Gama, Leandro Branco e Bruno Severino.

SUBSTITUIÇÕES: Bruno Ribeiro por Bruno Gama e Paulinho por Leandro Branco (aos 46m) e Ricardo Chaves por Filipe Gonçalves (aos 83m).

TREINADOR: Carlos Carvalhal


DISCIPLINA: Cartão amarelo a Sandro (aos 18m) e a Diego Ângelo (aos 90m). Cartão vermelho directo a Saulo (aos 61m).

MARCADORES: 0-1 por Leandro Branco aos 60m, 1-1 por Paulão aos 64m, 1-2 por Robson aos 69m.


TAÇA DE PORTUGAL: DEPOIS DA SUBIDA AOS QUARTOS, QUEM TIRARÁ AS MEIAS?




Têm lugar esta quarta feira os quartos-de-final da Taça de Portugal. Com 6 equipas da I Liga ainda presentes, aos quais se somam uma da Liga de Honra e outra da II Divisão, os jogos decorrem durante todo o dia, com o pontapé de saída a ser dado na Figueira da Foz, onde, Naval e Vitória de Setúbal medem forças a partir das 15h. No Estádio do Dragão disputar-se-à a segunda partida, com o F.C.Porto a receber o Gil Vicente, actual 5º classificado da Liga de Honra. Para a capital do País estão marcados os outros dois encontros, primeiro no Estádio da Luz, onde pelas 19:45, o Benfica recebe o Moreirense, e depois no Estádio AlvaladeSéculo XXI, com o actual detentor do troféu, o Sporting, a receber o Estrela da Amadora.


EQUIPAS PROVÁVEIS:


NAVAL: Taborda; Mário Sérgio, Paulão, Diego Ângelo e China; Gilmar, Godemeche e Davide; Saulo, Marinho e Marcelinho.

Outros Convocados: Rodrigo Café, Lopes, Elivélton, Dudu, João Ribeiro, Hugo Santos e Gaúcho.

Treinador: Ulisses Morais

VIT.SETÚBAL: Eduardo; Janício, Auri, Robson e Jorginho; Sandro, Elias e Ricardo Chaves; Bruno Ribeiro, Paulinho e Cláudio Pitbull.

Outros convocados: Milojevic, Marco Tábuas, Hugo, Adalto, Filipe Gonçalves, Bruno Gama, Leandro Branco, Bruno Severino e Kim.

Treinador: Carlos Carvalhal

O jogo tem início às 15h, no Estádio José Bento Pessoa, na Figueira da Foz, e será arbitrado pelo portuense Jorge Sousa.



FC PORTO: Nuno; Bosingwa, João Paulo, Pedro Emanuel e Marek Cech; Paulo Assunção, Kazmierczak e Mariano González; Tarik Sektioui, Hélder Barbosa e Ernesto Farías.

Outros convocados: Ventura, Stepanov, Lino, Castro, Lucho González, Lisandro López e Adriano.

Treinador: Jesualdo Ferreira

GIL VICENTE: Paulo Jorge; Paulo Arantes, Pedro Ribeiro, Diego Gaúcho e João Pedro; Zezinho, Filipe Fernandes, Luis Coentrão e Luis Miguel; Hermes e Maciel.

Outros convocados: Hugo Marques, Óscar, Tiago André, Bruno Filipe, Zongo, Valnei, Luis Manuel e João Vilela.

Treinador: Paulo Alves
O jogo tem início às 18:30, no Estádio do Dragão, no Porto, com arbitragem de Paulo Pereira, de Viana do Castelo.
BENFICA: Butt; Luís Filipe, Edcarlos, Zoro e Sepsi; Binya, Maxi Pereira e Nuno Assis; Di María, Freddy Adu e Óscar Cardozo.
Outros convocados: Moreira, Nélson, Katsouranis, David Simão, Rui Costa, Makukula e Mantorras.
Treinador: José António Camacho
MOREIRENSE: Rui Marcos, Tiago Lopes, João Duarte, Hélio e Serafim; César Marques, Bino e Rui Borges; Nuno Fonseca, Luisinho e Cascavel.
Outros convocados: Ricardo, Tiago, Miki, Jonas, Marquinho, Quim e Artur Jorge.
Treinador: Daniel Ramos
O jogo inicia-se às 19:45, no Estádio da Luz, em Lisboa, com arbitragem de Elmano Santos, do Funchal.
SPORTING: Rui Patrício; Abel, Gladstone, Tonel e Ronny; Adrien, Pereirinha, Farnerud e João Moutinho; Liedson e Tiuí.
Outros convocados: Stoijkovic, A.Polga, Grimi, Miguel Veloso, Izmailov, Romagnoli e Purovic.
Treinador: Paulo Bento

ESTRELA DA AMADORA: Pedro Alves; Rui Duarte, Wagnão, Maurício e Hélder Cabral; Fernando, Celestino, Vítor Moreno e Mateus; Mendonça e Anselmo.
Outros convocados: A lista de convocados só hoje é divulgada.
Treinador: Daúto Faquirá

O encontro realiza-se às 20:45, no Estádio Alvalade Século XXI, em Lisboa, com arbitragem do também lisboeta Duarte Gomes, e terá honras de transmissão televisiva, na SIC.

terça-feira, fevereiro 26, 2008

PARABÓLICA

Uma Parabólica com golos menos espectaculares em relação ao habitual mas, ainda assim, com alguns bons momentos.

PS: O golo do PSG faz-me lembrar os meus tempos de jogador... :)


ACADÉMICA E BOAVISTA EMPATAM... COM CABEÇA!




Está concluída a jornada 20 da Liga Portuguesa. Académica e Boavista empataram a uma bola, no Estádio Cidade de Coimbra, com 4650 espectadores presentes, o que é óptimo, se atendermos ao facto do jogo ser disputado a uma segunda-feira à noite e com transmissão televisiva, ainda que em canal codificado.
Quem, como eu, teve oportunidade de assistir à partida, ao vivo, não terá ficado com grandes saudades do espectáculo, uma vez que, em termos de qualidade de futebol jogado, este deixou muito a desejar... Ainda assim, existe uma atenuante para tal facto, e que tem que ver com a posição de ambas as equipas na classificação, ainda longe dos lugares tranquilos e por isso, qualquer ponto conquistado acaba por ser positivo, especialmente quando se trata de dois adversários que lutam, actualmente, pelos mesmos objectivos, no caso, a manutenção.
Com um domínio repartido ao longo de todo o encontro, foram os estudantes que mais vezes se acercaram com algum perigo da baliza de Petr Jehle, sem, no entanto, conseguirem chegar ao golo, fruto da muita ineficácia dos seus elementos mais adiantados. O Boavista espreitava o erro do adversário, e só em contra-ataque pôs à prova Pedro Roma que, quando foi chamado a intervir, fê-lo sempre a preceito.
Lógica conclusão deste conjunto de factores foi o nulo que se verificava ao intervalo, resultado perfeitamente adequado àquilo que se passou nos primeiros 45 minutos. Para a etapa complementar, ambos os técnicos jogaram as suas armas, na tentativa de darem mais acutilância aos sectores ofensivos das suas equipas, e nesse sentido, os estudantes implementaram melhor as ideias de Domingos Paciência, já que, jogaram muito mais tempo no meio campo adversário, criando mais problemas à defensiva boavisteira que ía resolvendo os problemas como podia. Mas, à passagem do minuto 58, após canto da direita de Vitor Vinha, Orlando, ao segundo poste devolve a bola para o centro da área onde, o seu parceiro de sector, Kaká, de cabeça, abre o activo. Ainda os da casa festejavam o tento alcançado quando, no ataque imediatamente seguinte, os axadrezados chegavam ao empate, também de cabeça, por intermédio de Mateus que respondeu de forma fulminante a um cruzamento da esquerda de Luís Loureiro. Estávamos, por esta altura, a meia hora do final da partida e, diga-se, durante esse período, a Académica foi a equipa que mais procurou o golo que lhe valesse a conquista dos 3 pontos, mas nem sempre as jogadas de ataque foram bem jizadas, e o tento da vitória acabou por não aparecer.
O resultado acaba por se ajustar ao desenrolar dos 90 minutos, e o Boavista acaba por ser a equipa mais satisfeita com o ponto conquistado.
A arbitragem de Lucílio Baptista foi de altíssimo nível, sendo que para isso muito contribuíram os jogadores de ambos os lados, que pouco trabalho deram ao juíz setubalense.

FICHA DE JOGO:

Estádio Cidade de Coimbra, em Coimbra

ÁRBITRO: Lucílio Baptista, de Setúbal

ACADÉMICA: Pedro Roma; Pedrinho, Orlando, Kaká e Vitor Vinha; Pavlovic, Nuno Piloto, Cris e Ivanildo; Lito e Edgar.

SUPLENTES: Ricardo, Markus Berger, Paulo Sérgio, Luís Aguiar, William Tiero, Miguel Pedro e Joeano.

SUBSTITUIÇÕES: Pavlovic por Paulo Sérgio (30m), Ivanildo por Miguel Pedro (ao intervalo) e Lito por William Tiero (69m).

TREINADOR: Domingos Paciência


BOAVISTA: Petr Jehle; Bruno Pinheiro, Moisés, Marcelão e Brayan Angulo; Luís Loureiro, Fleurival e Jorge Ribeiro; Laionel, Mateus e Charles Obi.

SUPLENTES: Carlos, Ricardo Silva, Gilberto, Diakité, Hussaine, Zé Kalanga e Fary.

SUBSTITUIÇÕES: Bruno Pinheiro por Hussaine (23m), Charles Obi por Zé Kalanga (ao intervalo) e Laionel por Gilberto (65m).

TREINADOR: Jaime Pacheco


DISCIPLINA: Cartão amarelo a Bruno Pinheiro aos 14m, a Vítor Vinha aos 26m e a Moisés aos 88m.

MARCADORES: Kaká, aos 58m e Mateus, aos 60m.