quinta-feira, março 27, 2014

EM ABERTO

O título do post e o seu significado é mesmo o que de melhor o Benfica pode retirar deste jogo. Sair do dragão com uma derrota pela margem mínima deixou, como deu para ver no pós-match, Jesus relativamente satisfeito. 

Este encontro fez-me lembrar a deslocação à Turquia o ano passado. Podíamos ter perdido por mais mas a verdade é que trouxemos para Lisboa um resultado que agradou ao técnico. É mesmo assim, JJ julga-se capaz de, perante o seu público, dar a volta à situação. Eu também tenho essa esperança, muito embora tenha a noção de que o Porto não é o Fener. Aguardemos, pois então.

Tenho de vos dizer que vi este jogo com uma enorme tranquilidade. Por vários factores. Por achar que a equipa vive um bom momento; por não acreditar tanto no poderio do rival; por confiar em todos os jogadores do Benfica; por não ser grande fã da taça de Portugal (muito embora queira que o meu clube ganhe sempre); e por saber de antemão de que haveria uma oportunidade para o Benfica corrigir um resultado negativo.

A questão é que, no meu entender, Jesus exagerou um pouco. Foram mexidas a mais. Percebo a obsessão com o jogo de Braga mas, com tanta alteração, o técnico encarnado correu o risco de ficar já eliminado da taça. Bastaria, por exemplo, o lance de Quintero ter dado em golo e, com 2-0, a meia-final estaria completamente inclinada. Além disso, o Braga também jogava hoje, algo que implicaria desgaste físico. 

Mas... falava eu das alterações de Jesus. Percebi algumas, outras nem tanto. A começar em Cardozo. Sempre disse que, estando ou não em forma, havia jogos em que o paraguaio não deveria ser opção de início. Este era claramente um deles. A equipa iria ser pressionada, muitas vezes dominada, e necessitava de homens rápidos e móveis na frente. Lima ou o próprio Markovic teriam sido a minha opção. Depois, a questão do meio-campo. Rúben e Fejsa sentiram muitas dificuldades para controlar aquele trio composto por Fernando, Defour e Herrera. Ora, não digo que a equipa devesse ter começado com 3 homens no miolo mas ao intervalo, depois de tanto domínio azul, impunha-se a entrada de Enzo Perez. Não seria por jogar 45 minutos que o argentino iria chegar mais ou menos fatigado a Braga, e até porque tem sido dos homens com  direito a mais descanso.
Finalmente, nas alas. Sulejmani e Sálvio são bons de bola mas, em virtude das lesões graves que tiveram, estão sem a explosão que já mostraram no passado. Faltou alguém que desequilibrasse nos flancos. Gaitán ou Markovic, um deles, pelo menos, deveria ter jogado a efectivo.

No meio da tempestade, houve espaço para tirar algumas notas positivas. Garay e Luisão confirmaram a boa forma e Rúben foi gigante no meio-campo. Rodrigo, apesar de algo escondido, demonstrou saúde física e Artur voltou à equipa e também não foi por aqui. E, no meio disto tudo, perder um jogo no dragão pela mínima com 6 habituais titulares de fora (Oblak, Siqueira, Enzo, Marko, Nico e Lima), não se pode dizer que seja alarmante. Mau seria se não houvesse qualidade e espaço para remontar na segunda volta. Se eu acredito? Claramente!

PS: Apesar duma boa arbitragem de Marco Ferreira, fica uma mancha no seu trabalho: o vermelho por mostrar a Fernando por entrada bárbara sobre Fejsa (e a do Herrera sobre o Sálvio também poderia ter sido alvo de uma decisão mais rigorosa).

quinta-feira, março 20, 2014

APURADOS


Não foi uma exibição conseguida (péssima segunda parte) mas, em todo o caso, conseguiu-se o objectivo principal que era seguir em frente. 

Jesus manteve a estrutura atrás e revolucionou por completo o ataque. Se os dois da frente (Djuricic e Cardozo) nada trouxeram ao jogo, já Sálvio e Sulejmani correram muito, ajudaram atrás e conseguiram algumas boas jogadas pelos flancos. Porventura terá faltado alguma intensidade mas isso pode ser explicado por alguma falta de ritmo em alguns jogadores e também por, inconscientemente, a equipa ter "jogado" com o resultado da primeira mão.

Não foi bom - o Tottenham não deixa de ter boas individualidades e aquele espírito britânico de acreditar até ao fim - mas a missão foi cumprida. Não haverá Enzo Perez no próximo encontro europeu mas jogará outro. Não será por aí. Jesus confia em todos e eu também.

Destaques:

MVP: Garay. Pelo golo que marcou e porque foi aquele que mais tranquilo pareceu no sector defensivo.

Sálvio: primeiros 90 minutos depois da lesão. Nem sempre decidiu bem mas os principais lances ofensivos surgiram quase sempre de iniciativas suas. Sai, portanto, com nota positiva, muito embora todos nós tenhamos noção de que pode melhorar e de que está ainda muito longe daquilo que nos habituou.

Oblak: numa noite de pouco trabalho, disse presente nos minutos finais, evitando o terceiro golo dos Spurs. Teve duas ou três intervenções que, à primeira vista, pareceram de dificuldade média-baixa mas, na verdade, acabaram por ser defesas de grande valia e que valeram "pontos". 

Venha o AZ Alkmaar ou então qualquer uma menos a Juventus.  

quarta-feira, março 19, 2014

ESTAMOS LÁ


Finalmente uma alegria vinda de Old Trafford. Não acredito nesta equipa, muito menos no seu treinador, mas em todo o caso estão nas 8 melhores da champions e, logicamente, terão de ser eliminados dentro do campo. 

Vamos ter uns quartos-de-final absolutamente fantásticos. Chelsea, United, Real, Barcelona,  Atlético, Dortmund, Bayern e PSG. Só falta aí o Man City que teve azar no sorteio. Diria mesmo que estamos perante a champions mais forte e emotiva de sempre. 

Em modo Zandinga, queria qualquer coisa como isto:

Chelsea - United 
Real - Bayern
PSG - Dortmund
Atlético - Barcelona

É esperar por sexta-feira.


sexta-feira, março 14, 2014

GRANDES


Enorme jogo do Benfica em pleno White Hart Lane. Fazer do Tottenham uma equipa vulgar no seu reduto e nem sequer com recurso à equipa-tipo é algo absolutamente extraordinário. Mais uma demonstração de classe e de qualidade, com mérito não só para Jorge Jesus mas também para todos os jogadores que, ontem, provaram, uma vez mais, como se joga e como se trabalha em equipa.

E é por isso que não me atrevo a escolher o mvp deste encontro. Acho que esse desiderato deve ser extenso a todos aqueles que estiveram na partida. É como Jesus diz, confia em todos os atletas e todos eles sem excepção sabem o que têm de fazer, seja em que campo for.

Termino com um pequeno-grande apontamento: golo do Tottenham e momento de possível perturbação do Benfica e galvanização inglesa. Jesus lança "só" Enzo e Gaitán no jogo. Resultado? Controle absoluto das operações, mais posse de bola, melhor articulação entre sectores, mais perfume, mais tudo. Tão bom que é ter jogadores deste calibre, isto é, capazes de, num simples estalar de dedos, fazer pender a balança a favor da sua equipa. Fantástico!

PS: Jesus à imagem de Mourinho. É, sem dúvida, um grande treinador mas como pessoa vai ser sempre um individuo sem classe e sem nível. E é pena. Mais do que errar, há que se ter a humildade de se pedir desculpa. Nem isso foi capaz de fazer. Ridículo e desprestigiante para o Sport Lisboa e Benfica.




quinta-feira, março 13, 2014

PARA LOGO

Espero um jogo muito difícil. Jogar em Inglaterra é sempre muito complicado e quando estamos perante uma equipa com a qualidade dos jogadores do Tottenham, tudo pode acontecer. 

Confio em qualquer onze que Jesus apresente, mesmo que esse englobe jogadores como Artur, André Almeida, Sílvio, Jardel, Rúben, Djuricic e Sulejmani. Ainda assim, preferiria ver em campo um conjunto mais perto daquele que joga habitualmente na liga. 

O meu onze seria assim:

Oblak, Sílvio, Luisão, Garay, Siqueira, Fejsa, Rúben, Sálvio, Gaitán, Djuricic e Cardozo.


Independentemente de quem vai jogar logo à noite, é importante deixar uma boa imagem e, se possível, continuar sem derrotas neste ano de 2014. Provavelmente iremos voltar a sofrer golos mas também acredito que marcaremos em Londres. Aguardemos com muita ansiedade e expectativa.

DE VOLTA


Gostei do Barcelona ontem. Frente a uma excelente equipa, voltou a pressionar alto, a ter muita bola e a criar boas ocasiões de golo. Neymar ainda não está no ponto mas já revelou um melhor entendimento com Messi e o astro argentino, aos poucos, está a voltar àquilo que nos habituou.

Com o aparente desligar na La Liga, quem sabe não possamos ter aqui na champions uma boa oportunidade para alcançar a glória. Real Madrid e Bayern são os grandes alvos a abater mas continuo na minha: se o Barça jogar aquilo que sabe, dificilmente cederá numa eliminatória a duas mãos. Depois, na final, aí já teremos outra conversa.

PS: No outro encontro, vitória perfeitamente natural do PSG. Abdicar de Verratti, Matuidi e Motta para dar oportunidade a Rabiot, Cabayé e Pastore é verdadeiramente assustador e demontrativo da qualidade do plantel deles. Não são os principais favoritos mas, num dia bom, podem arrumar qualquer equipa.

quarta-feira, março 12, 2014

RIDÍCULO

http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=465400

ATENÇÃO AO MENINO


Bateu-se bem o Arsenal mas não chegou para sequer meter em perigo a natural passagem do Bayern aos quartos. Ficou-se por um empate que, diga-se, acabou por ser um prémio justo para os ingleses, isto apesar dos bávaros terem tido mais posse de bola e mais e melhores ocasiões de golo.

Duas notas individuais. Este Thiago é absolutamente fantástico e encaixou muito bem nesta equipa. De uma simplicidade de processos brutal, passa, toca, assume a batuta, cabeça sempre levantada, enfim, um talento que o Barcelona não deveria ter cedido. Preferiria, por exemplo, ter abdicado de Fabregas.

No lado do Arsenal, olhos postos no menino Chamberlain, jogador que aprecio particularmente. Desta feita jogou numa posição mais interior mas nem isso o impediu de brilhar e de mostrar as suas duas grandes virtudes: velocidade e capacidade técnica. Nomeadamente no primeiro tempo, foi o único jogador capaz de transportar a bola e de contornar a fortíssima pressão germânica. Vai ser, seguramente, uma das grandes atracções da Inglaterra no Mundial.

Uma nota final para o outro jogo. O resultado final não me causou qualquer tipo de surpresa. O Atlético de hoje é muito superior a este Milan. Desde já deixo o alerta: quem quer que seja o adversário dos espanhóis, não pense que a eliminatória será fácil. Está mais que visto que este Atleti tem uma garra e um espírito de equipa brutais e vai dar tudo para também na champs fazer história. 

PS: O bruxo de Fafe diz que o facto do Messi andar a vomitar em campo se deve a causas sobrenaturais. Parece que alguém lhe terá rogado uma praga. No entanto, o próprio diz-se capaz do curar. Um grande LOL.

segunda-feira, março 10, 2014

GRANDE VITÓRIA


Não há dúvida que os jogos à tarde têm outro sabor. Traz mais gente ao estádio, a temperatura e o ambiente são bem mais agradáveis e isso tudo junto transmite à equipa uma força extra que, nomeadamente nesta fase da temporada, pode revelar-se decisiva. Se há um aspecto positivo da saída do Benfica da Olivedesportos é este: capacidade em definir a hora dos jogos na qualidade de visitado.

Sobre o jogo. Dizia a semana passada que era importante controlar as partidas mas com alguma objectividade. Precisamente o que se fez neste encontro. Entrada altiva e determinada, procura do golo da tranquilidade e depois gestão do esforço mas tentando jogar quase sempre no meio-campo adversário. Mais do que o triunfo, os jogadores encarnados tinham essa necessidade de demonstrar aos adeptos que as últimas vitórias não tinham sido "coladas a cuspo".  E fizeram-no muito bem, isto perante um Estoril que francamente aprecio. É verdade que não foram muito perigosos em termos ofensivos (sentiram-se as ausências de Sebá e Carlitos) mas a tentativa de pressionarem alto, a qualidade ao nível da posse de bola e a preocupação em jogar com linhas adiantadas é demonstrativo da excelência no trabalho de Marco Silva. Repito, só não tivemos mais Estoril porque do outro lado esteve um grande Benfica.

Destaques:

MVP: Fejsa. Difícil escolher a figura quando temos tantos elementos a apresentarem um bom nível. Fico-me pelo sérvio, particularmente pelo facto de ter levado amarelo tão cedo e tal não o ter condicionado minimamente. Foi guerreiro, recuperou inúmeras bolas e mostrou, uma vez mais, simplicidade no passe. Está aqui um dos segredos para a famosa produção defensiva que a equipa vem revelando nestes últimos tempos. E se me permitem, mais um para o rol de méritos de Jorge Jesus. Quando muita gente pensava que ia ser o fim com a venda de Matic...

Rodrigo: grande jogo. Marcou (poderia até ter bisado), deu-se muito à partida, fez alguns passes de ruptura e aparentou viver um bom momento sob ponto de vista físico. Aquela arrancada desde o meio-campo é exemplo disso mesmo. Um dos grandes lances da tarde.

Nico Gaitán. Deu o estouro a meio do segundo tempo, isto porque fez uma primeira parte estonteante. Fartou-se de correr, quer na recuperação quer nas habituais arrancadas para o ataque. Está em grande forma e ultimamente tem deixado pormenores que, por si só, valem o bilhete dos adeptos. Será criminoso se Maxi Rodriguez ocupar a vaga do Nico para o mundial.

Luisão. Claramente a sua melhor época de sempre. Sinceramente, não me lembro de um erro grosseiro da sua parte nesta temporada. Desta feita apimentou a sua exibição com um golo. 

Siqueira. Talvez o melhor jogo do brasileiro desde que chegou ao clube. Muito assertivo a defender e extraordinariamente venenoso a atacar. Esteve no segundo golo mas não se ficou por aí. Revela um excelente entendimento com Gaitán.

E pronto, mais um triunfo, mais uma ronda sem sofrer golos e mais uma prova inequívoca da competência de todo o elenco. Ainda há muito trabalho pela frente - as próximas duas deslocações serão decisivas - e há que continuar com este espírito. Irei dedicar um post especial a este senhor mas aqui fica já um sublinhado ao magnífico trabalho que, mais uma vez, Jorge Jesus está a desenvolver. Parabéns também a Luis Filipe Vieira por, contra a opinião de muita gente, ter mantido aquele que é, para mim, o melhor treinador do Benfica dos últimos 20 anos.

segunda-feira, março 03, 2014

FRAQUINHO



O título do post anterior poderia também caber aqui. Uma vez mais, Nico foi o grande protagonista, marcando um golo só ao alcance dos predestinados. E foi o que de bom teve este jogo. Tudo o resto foi um deserto de ideias e uma partida marcada pela excessiva lateralização e ritmo baixo por parte do Benfica e pela abnegação e espírito de luta por intermédio do Belenenses. Meteu-se, por isso, "a jeito" o conjunto encarnado e até nem se poderia apelidar de injusto caso os azuis levassem um ponto para casa.

Golo mal anulado ao Belém na única ocasião de golo deles. Não gosto assim, confesso. E ainda para mais, quando nem precisei de repetição para verificar a legalidade do lance. Mas pronto, acabou por ser um erro a favor do Benfica e nestas coisas já se sabe que umas vezes se é beneficiado e outras prejudicado. Basta ver o que se passou na luz contra esta mesma formação.

Do que fica deste encontro é um alerta para toda a comitiva vermelha. Há que gerir a posse de bola mas com alguma objectividade. O resultado foi, uma vez mais, positivo mas poderia não ter sido. Independentemente dos encontros a meio da semana e do desgaste adjacente, este Benfica tem obrigação de fazer mais e melhor. Vem aí um ciclo bastante complicado - Estoril, Nacional e Tottenham - e de uma coisa tenho a certeza: este nível exibicional não chegará para levar de vencida qualquer uma destas equipas.

PS: Nico MVP uma vez mais, boa segunda parte do Enzo e Siqueira a melhor unidade na defesa. Bela entrada de Sálvio no encontro, mostrando estar cada vez melhor fisicamente. Salientar também a excelente atitude defensiva de Markovic, ajudando inúmeras vezes o lateral.

sexta-feira, fevereiro 28, 2014

ADIVINHA QUEM VOLTOU



Cedo se percebeu que estava em campo um jogador diferente de todos os outros. Sempre que a bola lhe chegava aos pés, o ritmo de jogo aumentava, a qualidade era notória e o aroma do seu perfume fazia sentir-se de forma mais intensa. Em jogos mornos e frente a rivais competentes mas francamente ao alcance, é sempre bom ter no terreno alguém com a classe e o virtuosismo de Nico Gaitán. Marcou um belo golo e abriu o livro com jogadas e pormenores de pura magia. Saúde-se, pois então, o seu regresso.

Por falar em regressos, que bom que é ver Sálvio e Cardozo em condições de iniciar uma partida. Sobretudo o argentino, é fantástica a forma como já se dá ao jogo e procura os lances de um-para-um com o à-vontade que sempre nos habituou. Ainda lhe falta ritmo mas, para já, contagia a maneira alegre e desinibida com que se apresenta. Com estes dois atletas, a rotação de Jesus, para além de mais fácil, ganha contornos luxuosos.

Tirando um "tremelique" de Artur, tivemos mais uma partida tranquila, com golos marcados (mais uma obra de arte do mini-Messi) e nenhum sofrido. A juntar a tudo isso, nova revolução no onze e o plantel unido e feliz da vida. Vem aí o Tottenham, adversário perigoso mas que não vive um grande momento. A prioridade é o campeonato mas, muito sinceramente, qualquer onze que Jesus venha a introduzir frente aos Spurs dar-me-á esperanças na eliminatória.

Num jogo em que Nico foi o MVP, Rúben controlou o meio-campo e a dupla Marko-Lima foi importante para desbloquear o encontro, deixo também uma nota de destaque para Djuricic que, a espaços, mostrou pormenores de grande qualidade. Quem sabe não poderá vir daqui a "revelação" na próxima eliminatória.

quarta-feira, fevereiro 26, 2014

VERGONHA

Não vi o "meu" United e, pelos vistos, não perdi nada. É uma vergonha este plantel, é inacreditável como este tal de Moyes não coloca sequer o lugar à disposição. Não é preciso ir ao mercado. Está tudo bem.

Gostaria de acreditar que em Old Trafford irá haver "remontada" mas, muito honestamente, não estou a ver esse cenário. E mesmo que tal aconteça, não sei o que é que estes rapazes irão fazer para os quartos. Desiludido, tremendamente desiludido.

terça-feira, fevereiro 25, 2014

Ainda o jogo de ontem...


Mais uma vitória, mais um jogo sem sofrer golos. A pressão começa a fazer-se sentir mas a verdade é que a equipa soube não só controlar o encontro como também aproveitar a qualidade que tem nos seus jogadores ofensivos. 

Sobre essa mesma pressão, transmito-vos apenas uma situação que se passou comigo. Uma coisa é ter a pressão de ganhar juntamente com outras pessoas/equipas, outra coisa é ter essa mesma pressão porque se é o principal candidato a vencer. No snooker, já tive essa mesma experiência. Já entrei em torneios com muitos candidatos a ganhar e consegui vencer e também já me aconteceu ter participado em competições onde era claramente o grande favorito e acabei por não só ser eliminado frente a jogadores mais fracos como inclusivamente sentir-me bem mais pressionado do que frente a pessoas superiores a mim. E é isso que o Benfica vive neste momento. Uma coisa é "dividir pressões" com Porto e Sporting, outra coisa é ser-se unanimemente considerado o principal favorito e até ter a obrigação de triunfar face ao poderio do plantel e aos acontecimentos passados. Esperemos que a equipa saiba aguentar.

Destaques:

Oblak: algumas dificuldades a jogar com os pés mas que em nada bliscam a sua competência. Mostrou presente a um remate cruzado de Mazzou.

Sílvio: melhor no jogo da Grécia. Desta feita não esteve tão sincronizado com os outros elementos da defesa (nomeadamente nas situações de fora de jogo) e a atacar não acrescentou nada de especial.

Siqueira: mais apagado em termos ofensivos do que é habitual. Porém, esteve competente a defender e é isso que primeiro se exige a um defesa.

Fejsa: um dos melhores em campo. Falhou alguns passes mas apagou fogos e roubou muitas bolas. 

Enzo Perez: melhor na segunda parte mas, no geral, muito apagado. O ritmo foi baixo, a equipa não produziu tanto ofensivamente e isso deveu-se muito à "ausência" do argentino.

Rodrigo: bem melhor que Lima. Mostrou-se muito ao jogo e os seus passes revelaram-se decisivos. Apesar de por vezes algo complicativo, a verdade é que revela boa forma física e uma maior confiança no seu jogo.

Lima: completamente ao lado do jogo. Não concordo com certas movimentações do brasileiro. Percebo a mobilidade mas acho-a excessiva. Sai muitas vezes do centro para as linhas e retira espaço aos alas. Naturalmente que depois não está na área para finalizar. Necessita de mais confiança.

MVP: Markovic. Sou fã deste menino. Este tipo de jogos ganham-se com desequilíbrios individuais. Nesse sentido, é importantíssimo que as equipas grandes tenham jogadores tecnicamente evoluídos. Marko não é evoluído, é um super craque. Não engana, meus amigos. 

Equipa em forma, jogadores alegres e concentrados, treinador competente e consciente das dificuldades que ainda hão-de surgir. Gosto.

segunda-feira, fevereiro 24, 2014

BENFICA 1-0 VITÓRIA DE GUIMARÃES

ANTOLOGIA SEM NOTA ARTÍSTICA




O título desta crónica pode parecer antagónico, mas não o é. Expliquemos: o Benfica venceu, esta noite, o V. Guimarães, por 1-0, com um golo de antologia de Lazar Markovic (onde é que vai parar este menino de apenas 19 aninhos?...), num jogo em que a nota artística foi das mais baixas de toda a temporada.
Porém, e nesta altura da época, os adeptos desejam ardentemente pontos e não exibições de gala. Foi precisamente o que fez o Benfica diante dos minhotos.
Sabendo de antemão que o FC Porto havia perdido na receção ao Estoril, os comandados de Jorge Jesus tinham pela frente uma grande hipótese de aumentar para 7 pontos a vantagem sobre os dragões, mantendo, além disso, o avanço de 5 pontos relativamente ao Sporting.
Talvez por essas razões as águias tenham preferido um jogo mais seguro, deixando de lado o futebol mais rendilhado. Mas a exibição menos conseguida do Benfica não pode ser dissociada da disciplina tática do adversário. Rui Vitória percebeu muito bem de onde vinha o maior perigo – dos passes curtos nas entrelinhas que os encarnados costumam realizar e, assim, abrir buracos nas defensivas contrárias -, e com a colocação de Leonel Olímpio e André Santos à frente do quarteto defensivo conseguiu, por diversas ocasiões, anular a manobra ofensiva do líder do Campeonato.
A juntar à ausência do castigado Nico Gaitán (Garay e Cardozo, ambos a recuperar de lesões, foram convocados mas acabaram por ficar de fora dos 18), e com Enzo Pérez menos ativo do que habitual, coube a Lazar Markovic, desde muito cedo, tentar desbravar o caminho para a baliza de Douglas. O jovem sérvio, tão inteligente quanto rápido, fugiu muitas vezes do flanco direito (onde tinha marcação cerrada de David Addy) para procurar zonas centrais e foi precisamente no meio que… esteve a virtude. Cinco minutos antes do intervalo, e depois de uma excelente assistência de Rodrigo, o prodígio dos balcãs, na cara de Douglas, picou, com um pormenor (ou pormaior?...) só alcance dos predestinados, a bola sobre o guardião brasileiro e depois só teve que encostar para, assim, inaugurar o marcador.
Com a vantagem no bolso, o Benfica preferiu, durante toda a segunda parte, tentar controlar o jogo – pese embora tenha disposto de algumas situações para aumentar a vantagem (a perdida de Lima é de bradar aos céus…) - mas, verdade seja dita, o conjunto encarnado esteve longe da qualidade de outras partidas. Por isso, o V. Guimarães, que continuou sempre muito organizado, acreditou sempre que podia fazer uma gracinha no Estádio da Luz, mas Maazou e companhia, pese embora alguns calafrios que causaram à defensiva benfiquista, nunca colocaram verdadeiramente em causa um triunfo justo, que oferece ao Benfica uma posição altamente privilegiada para conseguir recuperar o título de campeão nacional.

Jorge Jesus já afirmou publicamente que irá dar prioridade ao Campeonato, relegando para segundo plano tanto a Liga Europa como a Taça de Portugal e a Taça da Liga, mas a verdade é que o técnico encarnado tem ao seu dispor um plantel que lhe permite encarar o resto da época com uma enorme dose de tranquilidade e até entusiasmo. Caso, para os lados da Luz, não haja festejos antecipados como houve num passado bem recente, ninguém poderá ficar admirado se, no final da temporada, os encarnados voltarem às grandes conquistas. Os adeptos acreditam (mais de 35 mil espectadores estiveram esta noite na Luz, a uma segunda-feira à noite…), a onda vermelha está a crescer e os resultados continuam a aparecer. O Benfica está no caminho certo.  

Escrito por: Eduardo Marques

domingo, fevereiro 23, 2014

UNIVERSO LEONINO


Mais uma vitória arrancada a ferros do Sporting. Com sorte mas também com mérito, diga-se. A importância de ter jogadores com capacidade para resolver no banco ajuda muito. Carrillo, Slimani e Mané entraram em campo e mudaram completamente o figurino do jogo. Ora, como nesta altura não importa muito a nota artística, o que fica são mais três pontos e mais uma jornada a alimentar o sonho. 

O problema de quem corre atrás (e já com uma diferença pontual considerável) é que, efectivamente, não tem margem de erro. Ao mínimo deslize, o sonho do título termina. E é por isso que não acredito nesta equipa do Sporting. Não reconheço qualidade e experiência suficientes a este plantel para fazerem uma ponta final imaculada. Mais do que os rivais perderem ou não pontos, creio que a falta de maturidade do Sporting virá a terreiro mais cedo ou mais tarde. Ainda assim, há que reconhecer que Leonardo Jardim está a superar todas as expectativas e, mesmo com opções iniciais profundamente discutíveis, lá vai levando a água ao seu moinho. E este trajecto leonino tem semelhanças com dois clubes que, curiosamente, acabaram por ser campeões quando também ninguém acreditava: o Benfica de Trapattoni com Mantorras a fazer de joker e o Boavista com Martelinho a ajudar Pacheco nos momentos apertados. Hoje em dia também ninguém reconhece favoritismo ao conjunto verde e branco mas já toda a gente viu que o madeirense tem uma arma secreta que causa o mesmo impacto que os atrás referidos. 

Termino com duas notas sobre dois jogadores: Carrillo e William Carvalho. Sobre o peruano, volto a bater na mesma tecla. É o único extremo do Sporting com talento puro e capaz de "tirar coelhos da cartola". Pessoalmente acho que os melhores jogadores devem entrar sempre de início mas se Jardim tem outras ideias para começar os jogos, ao menos que pense na "cobra" para a segunda parte. Não o ter colocado no derby foi, como já se viu nestes dois últimos jogos, um erro tremendo.
William Carvalho é um jogador de grande qualidade. Merece não só a ida ao Mundial como também o salto para um clube de topo europeu. E deixo-vos com a simples reflexão: independentemente de se concordar com a naturalização ou não de jogadores, estamos todos de acordo de que Fernando e William são os melhores trincos portugueses. Se ambos forem chamados, não acham que Paulo Bento deveria inverter o triângulo do meio-campo? Imagino que um trio composto por Fernando, William e Moutinho aumentasse consideravelmente as nossas hipóteses de ombrear com a Alemanha, por exemplo. Depois, uma frente ofensiva rápida e móvel composta por Nani, Ronaldo e Rafa poderia fazer a diferença. Mas isto sou eu a divagar, até porque nem acredito que alguns dos nomes que referi venham a integrar o grupo. Um pena.


sexta-feira, fevereiro 21, 2014

PERSONALIDADE


Competência, serenidade e personalidade são os adjectivos que melhor ilustram a exibição do Benfica frente ao PAOK. Boa vitória, poupanças interessantes e ajustadas, plantel motivado e o regresso de Sálvio à competição. Não houve lesões e apenas André Gomes viu o cartão amarelo. Perfeito.

Destaques:

Silvio - fez muito bem o corredor esquerdo. Seguro a defender e inteligente a atacar. Neste flanco tem a particularidade de tanto poder fintar para dentro como de ir à linha e cruzar. Para mim, há muito que justifica a titularidade, muito embora no lado oposto. Apesar de estar melhor do que, por exemplo, o ano passado, é sofrível ver Maxi a defender. 

Lima - bom jogo do brasileiro. Trabalhou na frente, deu-se ao jogo, marcou um golo e raramente perdeu a bola a jogar de costas para a baliza. Precisava deste estimulo.

Sálvio - tão bom que é vê-lo de volta. Pareceu-me com excesso de peso mas nada de preocupante. Acredito que tenha já meia hora frente ao Guimarães e se calhar 60 minutos com esta mesma equipa grega. Será fantástico ver Nico, Marko e Toto juntos na frente de ataque.

Boa vitória, apuramento praticamente garantido e equipa fresca para defrontar o Vitória. Siga.

segunda-feira, fevereiro 17, 2014

BOA SEGUNDA PARTE


Valeu pelo excelente segundo tempo. Essencialmente nota-se que a equipa respira confiança e denota tranquilidade a, digamos, jogar contra o relógio. O 0-0 ao intervalo poderia eventualmente perturbar a equipa do Benfica mas tal não se verificou. Muito pelo contrário. Os jogadores reentraram em campo com maior disposição ofensiva e, aliada a uma pressão alta, conseguiram encostar os defesas e médios pacenses à sua área. O resultado surgiu, pois, com naturalidade.

Mais um jogo sem sofrer golos. Estabilidade defensiva e as muitas situações tácticas no plano ofensivo - que desgastam tremendamente o adversário - são as principais notas deste jogo. Destaques:

Oblak - tranquilo a jogar com os pés. Continua sem fazer defesas.

Garay - está a voltar à forma que nos habituou. Marcou mais um golo importante.

Rúben Amorim - seguro a defender, inteligente a ler o jogo. Não foi abre-latas como Enzo tanto gosta de ser mas foi o Rúben tranquilo e eficaz que tanto gostamos. Não tenho dúvidas que terá um plantel importantíssimo para o que resta de temporada, sendo que irá fazer muitos jogos como titular, nomeadamente na Liga Europa e taças.

Markovic - fez um primeiro tempo horrível. Jesus não o tirou ao intervalo e, pelos vistos, fez bem. Uma segunda parte de luta e transpiração, premiada com um golo que só ele o podia fazer.

Segue-se o PAOK. Oportunidade para ver Djuricic, Sulejmani e eventualmente André Gomes em acção. 

terça-feira, fevereiro 11, 2014

MUNDIAL COM ELE


Começo pelo óbvio: custa-me a entender como é que um seleccionador que até está a par do futebol português se esquece de um jogador como Enzo Perez. Que exibição (mais uma!) do argentino. A encher completamente o campo e a mostrar uma gana e uma vontade de vencer fora do comum. A emoção com que celebrou o seu golo demonstra bem todo o seu crer e toda a sua dedicação dentro de campo. Ah, o golo... fa-bu-lo-so. Pressão alta, roubo de bola, transporte do esférico em velocidade, capacidade de drible e um remate colocado e com intenção com o seu pior pé. Tudo dito. Um jogador fantástico (mais um com dedo do mister) e, mais uma vez, o justíssimo prémio de MVP.

Ainda sobre as escolhas de Sabella, pode também meter os olhos num tal de Nico Gaitán. Uma vez mais, abriu o livro e espalhou magia. E tão bom que é ter um jogador com talento para resolver este tipo de jogos, talento esse que, muito honestamente, não esteve presente no outro lado. Mantenho aquilo que sempre disse, Carrillo poderia ser esse jogador mas Leonardo Jardim assim não o entendeu.

Já o vinha defendido há muito e ontem deu-se a prova disso: é gritante a diferença de qualidade entre um plantel e o outro. Mérito para Leonardo Jardim que tem feito milagres. Basta ver o exemplo das ausências de Jefferson e William Carvalho. Jardim teve de adaptar dois jogadores e a equipa quebrou precisamente por aí. Já Jesus, sem o seu melhor jogador (Sálvio) e o seu melhor marcador dos últimos anos (Cardozo) - já para não falar em Matic -, conseguiu apresentar soluções que acrescentaram valor à equipa. Fejsa, por exemplo, fez um jogo tremendo. Recuperou bolas que se fartou e teve ainda a capacidade para sair a jogar sempre com critério. Já Markovic, voltou a mostrar melhorias no aspecto táctico e a velocidade e as diagonais que trouxe ao jogo baralharam por completo os defesas leoninos. Finalmente na frente, tivemos uma dupla que, pese embora pouco eficaz na hora da finalização, foi muito importante pela luta, pela disponibilidade com que se entregaram ao jogo, pela pressão alta e pelas suas movimentações que permitiram a homens como Gaitán, Enzo ou Markovic correrem com bola sempre com espaço para o fazerem.

Ainda que possam ter chamado menos à atenção, importa salientar as boas exibições de Siqueira e Maxi (ainda que com algumas falhas defensivas) e as tremendas prestações de Garay e Luisão. O capitão, nomeadamente no primeiro tempo, foi mesmo um gigante, cortando todas as iniciativas quer pelo chão quer pelo ar.

Três pontos muito saborosos, uma excelente exibição e moral em alta para atacar os próximos compromissos. Segue-se uma difícil deslocação a Paços de Ferreira. Sem o motor Enzo Perez, cabe a Rúben Amorim ou André Gomes assumirem o jogo. E o melhor elogio que se lhes posso fazer é que, mesmo sem o grande Enzo, estou descansado porque sei que a matéria prima que está no banco me/nos dá/dão garantias.


sexta-feira, fevereiro 07, 2014

RICARDINHO MERECIA MAIS


Ponto prévio: não vejo futsal. Quer dizer, posso eventualmente assistir a um Benfica - Sporting ou a um jogo importante da nossa selecção mas, regra geral, praticamente não acompanho a modalidade.

Vi com atenção os jogos da nossa selecção. Poderei estar a ser injusto mas, sinceramente, achei Portugal mais fraco do que em anos anteriores. Desde logo a começar em Joel Queiróz, uma autêntica desilusão. Depois, vi um Gonçalo Alves já sem andamento para a coisa (não percebo como ainda é titular) e dois jogadores do Sporting que, muito honestamente, não os vi com "dimensão" para fazerem a diferença nos chamados jogos a doer: João Matos e Pedro Cary. Depois, um desinspiradíssimo Leitão que teve mais minutos do que aqueles que merecia. Também relevante, na baliza, confesso que não entendi a rotação e até porque foi evidente a boa forma de Benedito e a diferença que fazia quando estava em campo.

Particularmente neste jogo frente à Itália, só vi três jogadores capazes de fazer a diferença: Ricardinho, Arnaldo e Cardinal. O capitão esteve muito bem e Cardinal, pese o longo periodo de ausência, realizou um excelente campeonato da europa. Mas naturalmente que a estrela foi Ricardinho. O "10" merecia a final. Um jogo fantástico e um repertório de fintas absolutamente magistral. Fiquei triste com o resultado e ainda mais triste por saber que Ricardinho, uma vez mais, vai ver uma final de selecções pela tv. O maior elogio que lhe posso fazer é que vi todas as selecções importantes deste Euro e não vi nenhum jogador com o seu talento. Nem de perto.

Aposto na Itália para vencer os russos. Tal como no futebol, "adorei" o cinismo e a forma como marcavam golos do nada. Os russos terão, no entanto, uma palavra a dizer.

terça-feira, fevereiro 04, 2014

COM HAZARD É OUTRA CONVERSA


Bela vitória do Chelsea frente à equipa  em melhor forma do mundo (a par do Bayern). A habitual segurança defensiva nas equipas de Mourinho e a ratice com que os atacantes londrinos explorararam o contra-golpe foram as grandes virtudes dos blues neste jogo. Depois, a importância de marcar primeiro. Lá como cá, é fundamental ganhar vantagem em jogos tão equilibrados e tão emotivos. Tivesse o City marcado primeiro - e até entrou melhor no jogo - e, calculo, as coisas teriam sido bem diferentes.

Mas não falemos de cenários hipotéticos. O Chelsea mereceu por inteiro a vitória. Que saudades daquele trio que compôs o meio-campo: David Luiz e Matic no centro e Ramires na direita encheram completamente o campo. Não obstante, diria que estes elementos (e todo o sector defensivo) tiveram a sua influência para o Chelsea ter saído de Manchester com zero golos encaixados mas foi fruto da magia dos dois meninos do ataque que residiu toda a diferença. Eto'o apareceu bem na frente mas com Willian e principalmente um tal de Eden Hazard tudo ficou mais fácil. Atrevo-me a dizer duas coisas: o Chelsea tem ali um sério candidato ao prémio de 3º melhor jogador do Mundo e Mourinho, apesar do discurso de chorão e de impotência perante a qualidade do plantel do City, conta com o melhor plantel de sempre, na minha opinião.

Ainda sobre Willian, espero que Scolari não feche as portas do Mundial a este menino. Um talento incrível este rapaz. Não esquecer também Oscar que, apesar de praticamente não ter jogado neste jogo, tem feito uma época impressionante, ao ponto de relegar Lampard para o banco dos suplentes. 

Não que goste do Chelsea mas não sendo adepto do City e vendo o United tão mal na tabela, até que não me importava que os portugueses que por lá andam e os ex-benfiquistas triunfassem.