quinta-feira, abril 24, 2014

QUE ONZE?


Sem Gaitán, confesso que a minha confiança baixou em 10%. Diria que este tipo de jogos frente a equipas compactas e que defendem com muitos e bons, necessita de jogadores que, por si só, resolvam jogos. Nico é, naturalmente, o artista-mor desta equipa. Com ele e Markovic, as coisas poderiam tornar-se bastante complicadas para a Juve. Ora, com a lesão do argentino, Jesus terá de sacar um coelho da cartola.

Primeiramente, vamos às opções.

1. André Gomes+Enzo+Ivan Cavaleiro+Markovic+Rodrigo+Lima

2. André+Rúben+Enzo+Markovic+Rodrigo+Lima

3. André+Enzo+Marko+Sule+Rodri+Lima

4. André, Enzo e Rúben + Rodri+Marko+Lima

5. André+Enzo+Rodri+Marko+Djuricic+Lima

6. André+Enzo+Rodrigo+Markovic+Lima+Cardozo

7. André Almeida+André Gomes e Rúben + Enzo+Markovic+Rodrigo

De todas as hipóteses lançadas, sinceramente apostaria na hipótese 5, isto é, com André Gomes a "6", Enzo na sua posição natural e depois na frente três criativos nas costas de Lima. Djuricic seria, pois então, a surpresa, sendo que até poderia começar na esquerda a fazer de Gaitán, algo que, de resto, já o fez no passado ao serviço do Herenveen.

Reforçar o meio-campo com um homem como Rúben Amorim também poderia ser uma solução interessante mas não gostaria muito de ver Enzo encostado a uma faixa. Percebo que o possa fazer com qualidade mas estaríamos a mexer em duas posições (médio centro e extremo) quando, creio, temos soluções válidas no plantel para apenas lançar alguém que faça as funções do Nico.

Aguardemos com muita expectativa e muita confiança não só no nosso treinador mas também nos nossos atletas. 

segunda-feira, abril 21, 2014

BENFICA de A a Z


Alegrias. Foram muitas as que o Benfica nos deu este ano. Um futebol alegre, bonito e atraente. 

BenficaTv. O ano ficou marcado pelas transmissões dos jogos em casa no canal do clube. Um sucesso a todos os níveis.

Campeões nacionais. O 33º título nacional foi difícil mas inteiramente justo. 

Dobradinha. Há hipóteses reais do Benfica conquistar campeonato e taça de Portugal. 

Eusébio. Em 2014 o Rei partiu. Onde quer que esteja estará, seguramente, orgulhoso.

Fejsa. Matic partiu em Janeiro e o sérvio teve a difícil missão de ocupar o lugar do seu compatriota. Fê-lo de forma exímia. Um dos grandes pilares do sector recuado e um dos principais responsáveis pela excelente segunda volta a nível defensivo.

Gaitan. O argentino está porventura a fazer a sua melhor temporada de águia ao peito. Das unidades da frente, foi o mais regular e o mais desequilibrador ao longo desta temporada. Juntamente com Luisão e Enzo Perez, Nico estará, provavelmente, na linha da frente para o prémio de jogador do ano 2013/2014.

Homenagens. Eusébio e Mário Coluna deixaram o reino benfiquista mais pobre e os adeptos fizeram questão de transmitir ao mundo a importância que estes dois monstros sagrados tinham, têm e terão. A própria Uefa fez questão de prestar uma bela homenagem 

Inteligência. Jesus teve muito mérito na forma como geriu o seu plantel em função do desgaste físico e dos compromissos nacionais e europeus.

Jesus. Um dos principais responsáveis por esta época cheia de sucesso e vitórias. Estou convencido que vai arrecadar o prémio de treinador do ano.

Liga Europa. Seria fantástico voltar a alcançar uma final europeia. Ainda assim, aconteça o que acontecer frente à Juventus, é fantástico ver o percurso do Benfica nesta competição nestes últimos anos.

Markovic. Chegou ao Benfica como um total desconhecido e cedo demonstrou o porquê da sua contratação. Acabou por fazer uma temporada notável, com grandes momentos de magia e golos de levantar o estádio. O prémio revelação do ano assenta-lhe que nem uma luva.

Nemanja. Matic saíu em Janeiro para o Chelsea mas o título de campeão nacional também lhe pertence. Foi um dos pilares do Benfica de Jesus e um profissional de enorme categoria. 

Oblak. O menino agarrou o lugar a meio da época e segurou-o com a mesma segurança e determinação que habituou os seus companheiros e os adeptos em cada jogo. Juntamente com Artur, fica na história como o primeiro guarda-redes estrangeiro a sagrar-se campeão nacional pelo Benfica.

Pireu. A critica definiu o jogo do Benfica na Grécia como um dos melhores da temporada. Curiosamente, o jogo acabou em derrota e essa mesma ditou a saída precoce da liga milionária. O momento mais triste da equipa no que vai de temporada.

Quatro. O título está arrecadado mas o Benfica tem ainda hipóteses de conquistar as quatro competições em que está envolvido. Seria uma época de sonho se conseguissem o pleno.

Rodrigo. O hispano-brasileiro voltou este ano a mostrar todo o seu valor. Foi o avançado que mais se destacou, não só pelos seus golos mas também pelas suas arrancadas explosivas. Fundamental para a saúde ofensiva que o Benfica demonstrou.

S(a)(i)lvio. As lesões fazem parte do futebol mas aquelas que afectaram Sálvio e Sílvio foram gravíssimas e deixaram marcas em todo o seio benfiquista. O azar bateu à porta destes dois grandes jogadores e marcam também aquilo que de menos bom se fez sentir para os lados da luz.

Táctica. Muitos foram aqueles que apontaram o dedo a Jesus por insistir em jogar em 4x1x3x2, isto é, com muitas unidades ofensivas e com pouca protecção do meio-campo. Hoje todos gostam de ver a dupla Rodrigo-Lima e muitos são os elogios à estratégia defensiva da equipa.

Unanimidade. Quando até a generalidade de adeptos de Porto e Sporting salientam a justiça da vitória do Benfica no campeonato, creio que está tudo dito sobre a diferença exibicional do glorioso para as demais equipas.

Vieira. O grande obreiro. Acreditou em Jesus contra tudo e contra todos. Além disso, voltou a dar-lhe todos os recursos necessários para a elaboração do seu trabalho.

Xerife. Luisão terá feito tão e somente a sua melhor época de sempre. Um autêntico patrão no centro da defesa e um enorme capitão dentro e fora de campo. 

Zero. Foram muitos os jogos esta época em que a equipa encarnada manteve as suas redes invioláveis. Se na era Jesus a equipa sempre se portou melhor em termos ofensivos, este ano a coisa ficou bem mais equilibrada. Mérito de toda a equipa técnica e das contratações que se revelaram mais valias neste parâmetro.


33


Parabéns ao presidente Luis Filipe Vieira por ter confiado no mister e por lhe ter dado todas as condições para fazer um bom trabalho.

Parabéns ao grande Jorge Jesus. Montou uma grande equipa, foi um verdadeiro líder e demonstrou ser, uma vez mais, um treinador de topo europeu. 

Parabéns aos jogadores. Demonstraram ser um verdadeiro plantel. Remaram todos para o mesmo lado e, salvo duas ou três excepções, sempre que chamados mostraram ao mister o porquê de representarem o Sport Lisboa e Benfica. 

Parabéns aos maravilhosos adeptos. Um autêntico mar vermelho se sentiu ontem por todo o país e por muitos cantos do mundo. E não nos foquemos apenas no dia do título. Durante a temporada foram aumentando as expectativas e empurrando a equipa para a conquista dos objectivos. Notável o apoio que, acredito, se irá fazer sentir até Maio.

Parabéns a mim. Sempre acreditei nesta equipa, nestes jogadores e fundamentalmente no treinador. Dizia eu o ano passado (uma ou duas semanas antes de se saber o que o Benfica poderia ganhar) que quem demonstra esta qualidade e este trabalho, está sempre mais perto de conquistar títulos. O ano passado os detalhes foram-nos madrastos. Esta época o azar não poderia bater-nos à porta outra vez. 
Está aí o primeiro grande objectivo e, acredito, outros mais virão.

Posto isto, diga.... 33!!

quinta-feira, abril 17, 2014

A ARTE DO MESTRE ANDRÉ



Quando vi André Gomes de início a "6", desconfiei. Não porque não acredite neste menino - muito pelo contrário - mas porque não via nele um jogador com capacidade e intensidade suficientes para contrariar uma zona intermédia do Porto que, regra geral, costuma ser forte. Pois bem, enganei-me redondamente. O nosso Gomes fez um jogo tremendo, recuperando inúmeras bolas e jogando sempre com critério. Depois, o golo é só uma autêntica obra de arte, de um jogador que sempre me transmitiu boas sensações. Claro que ajuda jogar atrás ou ao lado de um super atleta como Enzo Perez mas, em todo o caso, houve muito mérito de André Gomes que terá feito, sem dúvida alguma, o melhor jogo ao serviço do Benfica.

Não posso deixar, uma vez mais, de tirar o chapéu a Jorge Jesus por mais uma cartada que veio a revelar-se genial. É como ele diz, quem treina os jogadores é o próprio e é o nosso mister quem sabe melhor que ninguém quem e onde deve jogar. 

E por falar em mister, pela segunda vez em dois anos, conseguiu virar uma meia-final após derrota (1-0) na primeira mão. Já tinha sido assim frente ao Fener e voltou a suceder com o FC Porto. E tal como nesse jogo europeu, a reviravolta foi sofrida (depois de chegar à vantagem a equipa também sofreu o golo da igualdade, vendo-se obrigada a marcar dois golos) mas foi totalmente justa. Houve crer, raça, ambição, união, classe e, naturalmente, todo um publico envolvido que elevou a equipa para patamares de excelência. Como dizem os ingleses, remarkable!!

Dizia eu o ano passado - mais ou menos por esta altura - que uma equipa com esta qualidade está muito mais próxima de ganhar títulos. É verdade que o ano passado não ganhámos nada mas ninguém pode pôr em causa a excelência do trabalho do nosso treinador. Felizmente que Luis Filipe Vieira não foi em cantigas. Está aqui a prova de que não só temos um plantel de enorme qualidade mas também uma equipa técnica do melhor que se viu por estes lados. Saibamos dar mérito e valor a quem o tem. Os obreiros de mais uma grande época? os 3 mosqueteiros: Jorge Jesus, o presidente e os jogadores. Parabéns a todos e, da minha parte, o meu muito obrigado por tantas alegrias!

PS: Percebo que, por causa de Ronaldo, Bale não jogue a extremo esquerdo. Na minha opinião, é abissal a diferença de rendimento do galês quando joga nessa posição. Parabéns ao Real que conseguiu superiorizar-se a uma equipa sem centrais, sem guarda-redes e sem treinador.

sexta-feira, abril 11, 2014

I WANNA DO IT AGAIN



Pronto, a minha menção honrosa aos grandes Silence 4 já está feita no título: estamos a fazer o caminho brilhante do ano passado e naturalmente que as expectativas em repetir uma final europeia são elevadas. Matéria prima é o que não falta. A ver mais uma vez pela amostra, qualquer jogador que Jesus lance em campo, está física e mentalmente apto para corresponder.

Dividirei esta crónica em duas partes: positivo e negativo.

POSITIVO:

- Sociedade Sálvio-Rodrigo. Nos momentos iniciais do jogo e ao ver uma qualquer jogada do Sálvio, virei-me para o meu irmão e disse-lhe que o argentino estava de volta. Não sei precisar qual foi o momento mas notei logo que o seu arranque estava muito mais potente. Pois bem, minutos mais tarde fez uma jogada monstruosa para o golo do Rodri e brindou-nos com um punhado de jogadas que tão bem ele sabe fazer. Com efeito, não me surpreenderia que Toto descansasse no fim-de-semana e fosse efectivo no importante confronto com o Porto.
Relativamente a Rodrigo, está numa forma extraordinária. Por favor revejam o primeiro golo do Benfica e notem a sua cavalgada antes de finalizar - a fazer lembrar Ronaldo -. Fantástico momento. Mas o hispano-brasileiro não se ficou por aqui: para além de bisar, proporcionou-nos momentos de pura magia, com rodopios tremendos e alguns passes de ruptura geniais (pena que Cardozo não tenha aproveitado). 

- Solidez defensiva. Tudo bem que o AZ não é uma equipa de topo mas normalmente os conjuntos holandeses fazem golos. Na Luz, tal como em Alkmaar, não foi o caso. E mais do que assinalar as debilidades ofensivas deles, devemos sublinhar o acerto defensivo dos nossos. Todo o sector esteve bem mas aquela dupla de centrais merece um destaque extra. Voz de comando, liderança e inteligência táctica por um lado, classe, poder de antecipação e tranquilidade por outro. Como diz o nosso amigo Octávio Machado... Vocês sabem de quem é que eu estou a falar...

- Rotatividade. Já deu para ver que jogue quem jogar, há fortes possibilidades de êxito. Jesus tem-no feito na perfeição e o plantel tem correspondido na sua plenitude. Faltará um pouquinho mais de Sulejmani e de Djuricic para a festa ser perfeita mas, sejamos justos, é difícil pedir-se mais a este elenco. Como se costuma dizer, tem sido um ano "à Benfica"!

- Arranca Siqueira. Já me começo a habituar a usar mentalmente estas palavras quando vejo o brasileiro ou então o extremo esquerdo com a bola. Está também ele num grande momento e fisicamente sente-se confortável em subir e descer com grande regularidade. Sem Sílvio terá provavelmente de fazer horas-extra neste final de época mas, a ver pela amostra, não me parece que vá ser por aí que vá quebrar. 
Uma coisa me parece evidente: seja por 4, 5, 6 ou 7, Siqueira é para se comprar. 

- Grande Sevilha. Não, meus amigos, não estou a tentar com isto provocar ninguém. Para mim foi uma excelente noticia a passagem dos sevilhanos às meias. Por vários motivos. Desde logo, porque caiu um adversário muito forte e que se costuma dar muito bem connosco; porque adoro este conjunto andaluz e a sua afición; porque entendo que o futebol do Benfica encaixaria mais facilmente frente a esta equipa, já que privilegiam o futebol ofensivo e também deixam jogar o adversário; e finalmente porque não me apetecia nada enfrentar quatro vezes o FC Porto neste final de época, jogos esses que implicam um desgaste físico e emocional acima do normal.

NEGATIVO:

- A lesão de Sílvio. Uma imagem que nos deixou a todos tristes. Uma lesão gravíssima e que ninguém merece. Muito menos este jovem rapaz que estava num excelente momento e a preparar-se para uma viagem justíssima ao Brasil. A pior noticia da noite.

- Petardos. Alguns adeptos do Benfica não aprendem. Continuam com estas coisas e a Uefa já avisou que o clube corre o risco de jogar um jogo à porta fechada. Naturalmente que não o desejo mas era isso mesmo que alguns mereciam. 

- Sulejmani e André Gomes. Gosto dos dois - principalmente o nosso André - mas neste jogo faltou-lhes intensidade. Nota-se que sabem tratar a bola mas por vezes demonstram falta de agressividade e até de velocidade quando querem progredir com o esférico. Foram os jogadores menos rotativos da noite.

E pronto, chegámos a mais uma meia-final europeia. Juventus, Sevilha e Valência são os adversários possíveis. Todos eles são difíceis, obviamente. Já ouvi teorias de que seria melhor jogar com a Juve a duas mãos do que apenas numa. Percebo a ideia. No entanto, mantenho a minha: o objectivo principal neste momento passa por chegar à final. E se todos reconhecemos que os italianos são os mais fortes, pois então que se trate de evitá-los. 
Como escrevi atrás, o Sevilha seria a equipa que, no meu entender, melhor serviria os nossos interesses já que joga para a frente mas também deixa jogar. Eu iria por aqui e, de preferência, com o factor casa a sorrir-nos no segundo jogo. Aguardemos, pois então.

terça-feira, abril 08, 2014

MUY CERCA



Quatro golos sem resposta de três sul-americanos deixaram o Benfica "muy cerca" de mais um título nacional. Extraordinário ambiente numa segunda-feira diz bem da onda que Jesus e companhia ajudaram a criar. E essa mesma equipa fez questão de brindar os seus adeptos com mais um recital de bom futebol. Um autêntico "tiki-taka" com todos os jogadores compenetrados e a participarem nas acções defensivas e ofensivas. O Rio Ave, que até tem uma belíssima equipa, nomeadamente do seu meio-campo para a frente, - muito interessante aquele duplo pivot composto por Felipe Augusto e Tarantini - foi totalmente abafado pelo conjunto encarnado. 

Destaques:


MVP: Nico Gaitán - que classe, meu Deus. Já o disse há uns tempos atrás e volto a repetir: se Sabella convocar o velhinho Maxi Rodriguez em detrimento do Nico, será um crime lesa futebol. Só admito a não convocatória do nosso "20" se o seleccionador argentino estiver a fazer conta de utilizar Lavezzi como extremo esquerdo, juntamente com o indiscutível Di Maria.
Sobre este jogo em particular, serviu com classe Rodrigo no primeiro golo, fez o segundo e vieram dos seus pés algumas das mais belas jogadas da noite. Deu-se ainda ao luxo de, por exemplo, fazer um bicicleta dentro da sua própria área, demonstrando não só a sua habilidade mas também a sua disponibilidade para defender. Um luxo!!

Maxi: Bato-lhe muito na cabeça mas a verdade é que neste encontro em particular foi dos mais regulares. Apareceu muito e bem nas acções ofensivas e nunca virou a cara à luta. Boa exibição do uruguaio.

Sílvio: Um jogador que aparece nesta fase da época muito bem fisicamente. Cumpre à esquerda da mesma forma que o faz à direita. Jesus e principalmente Paulo Bento poderão estar descansados porque caso queiram apostar neste rapaz para qualquer uma das alas, a qualidade sobressairá. 

André Almeida: A equipa recuperou imensas bolas no meio-campo adversário e isso deveu-se muito ao jovem português que conseguiu "empurrar" a equipa para a frente. Fez algumas faltas importantes - para as unidades ofensivas "respirarem" - mas foi nesse tal pormenor de evitar jogar colado aos centrais que mais se destacou. Impressionante como Jesus se dá ao luxo de fazer actuar uma unidade que era, à partida, quarta opção para a posição de trinco (Matic, Rúben e Fejsa) e este responde desta maneira num jogo de (eventual) decisão de campeonato.

Enzo Perez: Depois de ter descansado a meio da semana, voltou esta noite com as baterias totalmente carregadas. Voltou a ser o motor da equipa e, quando ele está bem, todo o futebol benfiquista sofre um boost tremendo. Sacou um penalty como só ele sabe e foi, sem dúvida, das unidades que mais perfume largou no estádio da Luz. Mais um que é preterido por um Banega que actualmente é suplente no Newells Old Boys ou por um Gago que pouco ou nada acrescenta ao meio-campo do Boca Juniors.

Rodrigo: Voltou aos golos mas, mais importante que isso, manteve o nível das exibições que vem produzindo ultimamente. Está muito leve, muito dinâmico e nunca se esconde do jogo. Esteve nos dois primeiros tentos e teve também direito a descansar (saiu por volta dos 75 min), algo que, de resto, se manterá frente ao AZ (arrisco dizer que Djuricic e Cardozo formarão dupla na frente).

Cardozo: "Apenas" pelos dois golos que marcou. No fundo, quando falamos de Óscar, normalmente só sublinhamos a sua eficiência na hora de concluir. Tomaria que os Postigas desta vida tivessem direito a essa "simples" referência da forma recorrente que tem o paraguaio.

Mais uma vitória, menos uma jornada e mais um capítulo fechado rumo ao objectivo. E que bom seria que a este grande feito se juntassem mais uns quantos. Sou muito sincero, gostaria muito de ganhar tudo mas se me pedissem hoje para assinar "apenas" as vitórias no campeonato e na Liga Europa, era já de cruz.

sexta-feira, abril 04, 2014

VITÓRIA IMPORTANTE NA HOLANDA


Jesus é um treinador extraordinário. Conseguiu colocar o Benfica num ponto em que os seus adeptos, exigentes "pa'caramba", não se contentam com uma vitória fora num jogo a contar para os quartos-de-final de uma competição europeia, num país onde o clube não ganhava desde 1969. E isto já para não falar nas "pobres" exibições internas que apenas fazem com que estejamos em primeiro com 7 pontos de avanço sobre o Sporting, 15 sobre o Porto e com o estatuto de melhor ataque e melhor defesa claramente ameaçados pela tal falta de intensidade e de atitude nos últimos tempos.

Eu que já fui jogador, quando por vezes tinha um encontro a meio da semana, sentia logo mazelas para o match seguinte. Experimentem agora jogar sistematicamente 3 partidas por semana como o Benfica tem feito. A gestão tem obrigatoriamente de ser feita e está a sê-la com muita categoria. O plantel está motivado e quem tem jogado, regra geral, tem mostrado qualidade e competência. E atenção, a tal economia de esforços não está a ser feita só de fora para dentro. No próprio jogo os atletas têm-se defendido muito bem. Menos correrias, linhas mais recuadas e maior posse de bola. São estas as principais diferenças que vemos entre o Benfica actual e os dos últimos anos. 

Está a faltar alguma exuberância? Está. Por vezes colocamo-nos a jeito? Talvez. Mas o que ninguém pode negar é que a equipa respira confiança, trabalha muito, tem defendido bem (algo que nem sempre era visível no passado) e tem jogadores com uma categoria individual que permite a Jesus usar uma arma um pouco ao estilo italiano: o cinismo.

Sobre Alkmaar. O AZ entrou bem na partida e causou-nos alguns problemas, nomeadamente através do seu flanco esquerdo com um tal de Beerens, um jogador que já conheço dos tempos do Herenveen, rápido e com boa qualidade técnica. 
A partir dos 25 minutos, a equipa pegou no jogo e controlou totalmente as operações. Marcou um golo e até podia ter feito mais um ou outro caso carregasse no acelerador. Não aconteceu mas a vitória pela mínima deixa-nos praticamente com um pé nas meias.

A noite correu muito bem - deu até para Maxi e Gaitán limparem os cartões - mas não foi perfeita. Infelizmente o Rúben lesionou-se e calculo que tal o impedirá de ir ao mundial. Uma pena. A juntar a isso também os resultados dos outros campos. Não acredito que Porto e Juventus deixem fugir as vantagens conseguidas na ida.

Relativamente aos destaques, Artur esteve bem - muito embora a paragem cerebral perto do fim -, André Gomes cumpriu (mas tem de ser mais intenso em termos defensivos), Sálvio marcou um golo e deu-se muito ao jogo, Cardozo fez o seu melhor encontro de 2014 e Rodrigo foi, quanto a mim, o MVP.

PS: Para aqueles que falam mal da equipa e do nosso treinador, recordo-vos/lhes que há uns anos atrás as capas dos jornais eram assim:


quinta-feira, março 27, 2014

EM ABERTO

O título do post e o seu significado é mesmo o que de melhor o Benfica pode retirar deste jogo. Sair do dragão com uma derrota pela margem mínima deixou, como deu para ver no pós-match, Jesus relativamente satisfeito. 

Este encontro fez-me lembrar a deslocação à Turquia o ano passado. Podíamos ter perdido por mais mas a verdade é que trouxemos para Lisboa um resultado que agradou ao técnico. É mesmo assim, JJ julga-se capaz de, perante o seu público, dar a volta à situação. Eu também tenho essa esperança, muito embora tenha a noção de que o Porto não é o Fener. Aguardemos, pois então.

Tenho de vos dizer que vi este jogo com uma enorme tranquilidade. Por vários factores. Por achar que a equipa vive um bom momento; por não acreditar tanto no poderio do rival; por confiar em todos os jogadores do Benfica; por não ser grande fã da taça de Portugal (muito embora queira que o meu clube ganhe sempre); e por saber de antemão de que haveria uma oportunidade para o Benfica corrigir um resultado negativo.

A questão é que, no meu entender, Jesus exagerou um pouco. Foram mexidas a mais. Percebo a obsessão com o jogo de Braga mas, com tanta alteração, o técnico encarnado correu o risco de ficar já eliminado da taça. Bastaria, por exemplo, o lance de Quintero ter dado em golo e, com 2-0, a meia-final estaria completamente inclinada. Além disso, o Braga também jogava hoje, algo que implicaria desgaste físico. 

Mas... falava eu das alterações de Jesus. Percebi algumas, outras nem tanto. A começar em Cardozo. Sempre disse que, estando ou não em forma, havia jogos em que o paraguaio não deveria ser opção de início. Este era claramente um deles. A equipa iria ser pressionada, muitas vezes dominada, e necessitava de homens rápidos e móveis na frente. Lima ou o próprio Markovic teriam sido a minha opção. Depois, a questão do meio-campo. Rúben e Fejsa sentiram muitas dificuldades para controlar aquele trio composto por Fernando, Defour e Herrera. Ora, não digo que a equipa devesse ter começado com 3 homens no miolo mas ao intervalo, depois de tanto domínio azul, impunha-se a entrada de Enzo Perez. Não seria por jogar 45 minutos que o argentino iria chegar mais ou menos fatigado a Braga, e até porque tem sido dos homens com  direito a mais descanso.
Finalmente, nas alas. Sulejmani e Sálvio são bons de bola mas, em virtude das lesões graves que tiveram, estão sem a explosão que já mostraram no passado. Faltou alguém que desequilibrasse nos flancos. Gaitán ou Markovic, um deles, pelo menos, deveria ter jogado a efectivo.

No meio da tempestade, houve espaço para tirar algumas notas positivas. Garay e Luisão confirmaram a boa forma e Rúben foi gigante no meio-campo. Rodrigo, apesar de algo escondido, demonstrou saúde física e Artur voltou à equipa e também não foi por aqui. E, no meio disto tudo, perder um jogo no dragão pela mínima com 6 habituais titulares de fora (Oblak, Siqueira, Enzo, Marko, Nico e Lima), não se pode dizer que seja alarmante. Mau seria se não houvesse qualidade e espaço para remontar na segunda volta. Se eu acredito? Claramente!

PS: Apesar duma boa arbitragem de Marco Ferreira, fica uma mancha no seu trabalho: o vermelho por mostrar a Fernando por entrada bárbara sobre Fejsa (e a do Herrera sobre o Sálvio também poderia ter sido alvo de uma decisão mais rigorosa).

quinta-feira, março 20, 2014

APURADOS


Não foi uma exibição conseguida (péssima segunda parte) mas, em todo o caso, conseguiu-se o objectivo principal que era seguir em frente. 

Jesus manteve a estrutura atrás e revolucionou por completo o ataque. Se os dois da frente (Djuricic e Cardozo) nada trouxeram ao jogo, já Sálvio e Sulejmani correram muito, ajudaram atrás e conseguiram algumas boas jogadas pelos flancos. Porventura terá faltado alguma intensidade mas isso pode ser explicado por alguma falta de ritmo em alguns jogadores e também por, inconscientemente, a equipa ter "jogado" com o resultado da primeira mão.

Não foi bom - o Tottenham não deixa de ter boas individualidades e aquele espírito britânico de acreditar até ao fim - mas a missão foi cumprida. Não haverá Enzo Perez no próximo encontro europeu mas jogará outro. Não será por aí. Jesus confia em todos e eu também.

Destaques:

MVP: Garay. Pelo golo que marcou e porque foi aquele que mais tranquilo pareceu no sector defensivo.

Sálvio: primeiros 90 minutos depois da lesão. Nem sempre decidiu bem mas os principais lances ofensivos surgiram quase sempre de iniciativas suas. Sai, portanto, com nota positiva, muito embora todos nós tenhamos noção de que pode melhorar e de que está ainda muito longe daquilo que nos habituou.

Oblak: numa noite de pouco trabalho, disse presente nos minutos finais, evitando o terceiro golo dos Spurs. Teve duas ou três intervenções que, à primeira vista, pareceram de dificuldade média-baixa mas, na verdade, acabaram por ser defesas de grande valia e que valeram "pontos". 

Venha o AZ Alkmaar ou então qualquer uma menos a Juventus.  

quarta-feira, março 19, 2014

ESTAMOS LÁ


Finalmente uma alegria vinda de Old Trafford. Não acredito nesta equipa, muito menos no seu treinador, mas em todo o caso estão nas 8 melhores da champions e, logicamente, terão de ser eliminados dentro do campo. 

Vamos ter uns quartos-de-final absolutamente fantásticos. Chelsea, United, Real, Barcelona,  Atlético, Dortmund, Bayern e PSG. Só falta aí o Man City que teve azar no sorteio. Diria mesmo que estamos perante a champions mais forte e emotiva de sempre. 

Em modo Zandinga, queria qualquer coisa como isto:

Chelsea - United 
Real - Bayern
PSG - Dortmund
Atlético - Barcelona

É esperar por sexta-feira.


sexta-feira, março 14, 2014

GRANDES


Enorme jogo do Benfica em pleno White Hart Lane. Fazer do Tottenham uma equipa vulgar no seu reduto e nem sequer com recurso à equipa-tipo é algo absolutamente extraordinário. Mais uma demonstração de classe e de qualidade, com mérito não só para Jorge Jesus mas também para todos os jogadores que, ontem, provaram, uma vez mais, como se joga e como se trabalha em equipa.

E é por isso que não me atrevo a escolher o mvp deste encontro. Acho que esse desiderato deve ser extenso a todos aqueles que estiveram na partida. É como Jesus diz, confia em todos os atletas e todos eles sem excepção sabem o que têm de fazer, seja em que campo for.

Termino com um pequeno-grande apontamento: golo do Tottenham e momento de possível perturbação do Benfica e galvanização inglesa. Jesus lança "só" Enzo e Gaitán no jogo. Resultado? Controle absoluto das operações, mais posse de bola, melhor articulação entre sectores, mais perfume, mais tudo. Tão bom que é ter jogadores deste calibre, isto é, capazes de, num simples estalar de dedos, fazer pender a balança a favor da sua equipa. Fantástico!

PS: Jesus à imagem de Mourinho. É, sem dúvida, um grande treinador mas como pessoa vai ser sempre um individuo sem classe e sem nível. E é pena. Mais do que errar, há que se ter a humildade de se pedir desculpa. Nem isso foi capaz de fazer. Ridículo e desprestigiante para o Sport Lisboa e Benfica.




quinta-feira, março 13, 2014

PARA LOGO

Espero um jogo muito difícil. Jogar em Inglaterra é sempre muito complicado e quando estamos perante uma equipa com a qualidade dos jogadores do Tottenham, tudo pode acontecer. 

Confio em qualquer onze que Jesus apresente, mesmo que esse englobe jogadores como Artur, André Almeida, Sílvio, Jardel, Rúben, Djuricic e Sulejmani. Ainda assim, preferiria ver em campo um conjunto mais perto daquele que joga habitualmente na liga. 

O meu onze seria assim:

Oblak, Sílvio, Luisão, Garay, Siqueira, Fejsa, Rúben, Sálvio, Gaitán, Djuricic e Cardozo.


Independentemente de quem vai jogar logo à noite, é importante deixar uma boa imagem e, se possível, continuar sem derrotas neste ano de 2014. Provavelmente iremos voltar a sofrer golos mas também acredito que marcaremos em Londres. Aguardemos com muita ansiedade e expectativa.

DE VOLTA


Gostei do Barcelona ontem. Frente a uma excelente equipa, voltou a pressionar alto, a ter muita bola e a criar boas ocasiões de golo. Neymar ainda não está no ponto mas já revelou um melhor entendimento com Messi e o astro argentino, aos poucos, está a voltar àquilo que nos habituou.

Com o aparente desligar na La Liga, quem sabe não possamos ter aqui na champions uma boa oportunidade para alcançar a glória. Real Madrid e Bayern são os grandes alvos a abater mas continuo na minha: se o Barça jogar aquilo que sabe, dificilmente cederá numa eliminatória a duas mãos. Depois, na final, aí já teremos outra conversa.

PS: No outro encontro, vitória perfeitamente natural do PSG. Abdicar de Verratti, Matuidi e Motta para dar oportunidade a Rabiot, Cabayé e Pastore é verdadeiramente assustador e demontrativo da qualidade do plantel deles. Não são os principais favoritos mas, num dia bom, podem arrumar qualquer equipa.

quarta-feira, março 12, 2014

RIDÍCULO

http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=465400

ATENÇÃO AO MENINO


Bateu-se bem o Arsenal mas não chegou para sequer meter em perigo a natural passagem do Bayern aos quartos. Ficou-se por um empate que, diga-se, acabou por ser um prémio justo para os ingleses, isto apesar dos bávaros terem tido mais posse de bola e mais e melhores ocasiões de golo.

Duas notas individuais. Este Thiago é absolutamente fantástico e encaixou muito bem nesta equipa. De uma simplicidade de processos brutal, passa, toca, assume a batuta, cabeça sempre levantada, enfim, um talento que o Barcelona não deveria ter cedido. Preferiria, por exemplo, ter abdicado de Fabregas.

No lado do Arsenal, olhos postos no menino Chamberlain, jogador que aprecio particularmente. Desta feita jogou numa posição mais interior mas nem isso o impediu de brilhar e de mostrar as suas duas grandes virtudes: velocidade e capacidade técnica. Nomeadamente no primeiro tempo, foi o único jogador capaz de transportar a bola e de contornar a fortíssima pressão germânica. Vai ser, seguramente, uma das grandes atracções da Inglaterra no Mundial.

Uma nota final para o outro jogo. O resultado final não me causou qualquer tipo de surpresa. O Atlético de hoje é muito superior a este Milan. Desde já deixo o alerta: quem quer que seja o adversário dos espanhóis, não pense que a eliminatória será fácil. Está mais que visto que este Atleti tem uma garra e um espírito de equipa brutais e vai dar tudo para também na champs fazer história. 

PS: O bruxo de Fafe diz que o facto do Messi andar a vomitar em campo se deve a causas sobrenaturais. Parece que alguém lhe terá rogado uma praga. No entanto, o próprio diz-se capaz do curar. Um grande LOL.

segunda-feira, março 10, 2014

GRANDE VITÓRIA


Não há dúvida que os jogos à tarde têm outro sabor. Traz mais gente ao estádio, a temperatura e o ambiente são bem mais agradáveis e isso tudo junto transmite à equipa uma força extra que, nomeadamente nesta fase da temporada, pode revelar-se decisiva. Se há um aspecto positivo da saída do Benfica da Olivedesportos é este: capacidade em definir a hora dos jogos na qualidade de visitado.

Sobre o jogo. Dizia a semana passada que era importante controlar as partidas mas com alguma objectividade. Precisamente o que se fez neste encontro. Entrada altiva e determinada, procura do golo da tranquilidade e depois gestão do esforço mas tentando jogar quase sempre no meio-campo adversário. Mais do que o triunfo, os jogadores encarnados tinham essa necessidade de demonstrar aos adeptos que as últimas vitórias não tinham sido "coladas a cuspo".  E fizeram-no muito bem, isto perante um Estoril que francamente aprecio. É verdade que não foram muito perigosos em termos ofensivos (sentiram-se as ausências de Sebá e Carlitos) mas a tentativa de pressionarem alto, a qualidade ao nível da posse de bola e a preocupação em jogar com linhas adiantadas é demonstrativo da excelência no trabalho de Marco Silva. Repito, só não tivemos mais Estoril porque do outro lado esteve um grande Benfica.

Destaques:

MVP: Fejsa. Difícil escolher a figura quando temos tantos elementos a apresentarem um bom nível. Fico-me pelo sérvio, particularmente pelo facto de ter levado amarelo tão cedo e tal não o ter condicionado minimamente. Foi guerreiro, recuperou inúmeras bolas e mostrou, uma vez mais, simplicidade no passe. Está aqui um dos segredos para a famosa produção defensiva que a equipa vem revelando nestes últimos tempos. E se me permitem, mais um para o rol de méritos de Jorge Jesus. Quando muita gente pensava que ia ser o fim com a venda de Matic...

Rodrigo: grande jogo. Marcou (poderia até ter bisado), deu-se muito à partida, fez alguns passes de ruptura e aparentou viver um bom momento sob ponto de vista físico. Aquela arrancada desde o meio-campo é exemplo disso mesmo. Um dos grandes lances da tarde.

Nico Gaitán. Deu o estouro a meio do segundo tempo, isto porque fez uma primeira parte estonteante. Fartou-se de correr, quer na recuperação quer nas habituais arrancadas para o ataque. Está em grande forma e ultimamente tem deixado pormenores que, por si só, valem o bilhete dos adeptos. Será criminoso se Maxi Rodriguez ocupar a vaga do Nico para o mundial.

Luisão. Claramente a sua melhor época de sempre. Sinceramente, não me lembro de um erro grosseiro da sua parte nesta temporada. Desta feita apimentou a sua exibição com um golo. 

Siqueira. Talvez o melhor jogo do brasileiro desde que chegou ao clube. Muito assertivo a defender e extraordinariamente venenoso a atacar. Esteve no segundo golo mas não se ficou por aí. Revela um excelente entendimento com Gaitán.

E pronto, mais um triunfo, mais uma ronda sem sofrer golos e mais uma prova inequívoca da competência de todo o elenco. Ainda há muito trabalho pela frente - as próximas duas deslocações serão decisivas - e há que continuar com este espírito. Irei dedicar um post especial a este senhor mas aqui fica já um sublinhado ao magnífico trabalho que, mais uma vez, Jorge Jesus está a desenvolver. Parabéns também a Luis Filipe Vieira por, contra a opinião de muita gente, ter mantido aquele que é, para mim, o melhor treinador do Benfica dos últimos 20 anos.

segunda-feira, março 03, 2014

FRAQUINHO



O título do post anterior poderia também caber aqui. Uma vez mais, Nico foi o grande protagonista, marcando um golo só ao alcance dos predestinados. E foi o que de bom teve este jogo. Tudo o resto foi um deserto de ideias e uma partida marcada pela excessiva lateralização e ritmo baixo por parte do Benfica e pela abnegação e espírito de luta por intermédio do Belenenses. Meteu-se, por isso, "a jeito" o conjunto encarnado e até nem se poderia apelidar de injusto caso os azuis levassem um ponto para casa.

Golo mal anulado ao Belém na única ocasião de golo deles. Não gosto assim, confesso. E ainda para mais, quando nem precisei de repetição para verificar a legalidade do lance. Mas pronto, acabou por ser um erro a favor do Benfica e nestas coisas já se sabe que umas vezes se é beneficiado e outras prejudicado. Basta ver o que se passou na luz contra esta mesma formação.

Do que fica deste encontro é um alerta para toda a comitiva vermelha. Há que gerir a posse de bola mas com alguma objectividade. O resultado foi, uma vez mais, positivo mas poderia não ter sido. Independentemente dos encontros a meio da semana e do desgaste adjacente, este Benfica tem obrigação de fazer mais e melhor. Vem aí um ciclo bastante complicado - Estoril, Nacional e Tottenham - e de uma coisa tenho a certeza: este nível exibicional não chegará para levar de vencida qualquer uma destas equipas.

PS: Nico MVP uma vez mais, boa segunda parte do Enzo e Siqueira a melhor unidade na defesa. Bela entrada de Sálvio no encontro, mostrando estar cada vez melhor fisicamente. Salientar também a excelente atitude defensiva de Markovic, ajudando inúmeras vezes o lateral.

sexta-feira, fevereiro 28, 2014

ADIVINHA QUEM VOLTOU



Cedo se percebeu que estava em campo um jogador diferente de todos os outros. Sempre que a bola lhe chegava aos pés, o ritmo de jogo aumentava, a qualidade era notória e o aroma do seu perfume fazia sentir-se de forma mais intensa. Em jogos mornos e frente a rivais competentes mas francamente ao alcance, é sempre bom ter no terreno alguém com a classe e o virtuosismo de Nico Gaitán. Marcou um belo golo e abriu o livro com jogadas e pormenores de pura magia. Saúde-se, pois então, o seu regresso.

Por falar em regressos, que bom que é ver Sálvio e Cardozo em condições de iniciar uma partida. Sobretudo o argentino, é fantástica a forma como já se dá ao jogo e procura os lances de um-para-um com o à-vontade que sempre nos habituou. Ainda lhe falta ritmo mas, para já, contagia a maneira alegre e desinibida com que se apresenta. Com estes dois atletas, a rotação de Jesus, para além de mais fácil, ganha contornos luxuosos.

Tirando um "tremelique" de Artur, tivemos mais uma partida tranquila, com golos marcados (mais uma obra de arte do mini-Messi) e nenhum sofrido. A juntar a tudo isso, nova revolução no onze e o plantel unido e feliz da vida. Vem aí o Tottenham, adversário perigoso mas que não vive um grande momento. A prioridade é o campeonato mas, muito sinceramente, qualquer onze que Jesus venha a introduzir frente aos Spurs dar-me-á esperanças na eliminatória.

Num jogo em que Nico foi o MVP, Rúben controlou o meio-campo e a dupla Marko-Lima foi importante para desbloquear o encontro, deixo também uma nota de destaque para Djuricic que, a espaços, mostrou pormenores de grande qualidade. Quem sabe não poderá vir daqui a "revelação" na próxima eliminatória.

quarta-feira, fevereiro 26, 2014

VERGONHA

Não vi o "meu" United e, pelos vistos, não perdi nada. É uma vergonha este plantel, é inacreditável como este tal de Moyes não coloca sequer o lugar à disposição. Não é preciso ir ao mercado. Está tudo bem.

Gostaria de acreditar que em Old Trafford irá haver "remontada" mas, muito honestamente, não estou a ver esse cenário. E mesmo que tal aconteça, não sei o que é que estes rapazes irão fazer para os quartos. Desiludido, tremendamente desiludido.

terça-feira, fevereiro 25, 2014

Ainda o jogo de ontem...


Mais uma vitória, mais um jogo sem sofrer golos. A pressão começa a fazer-se sentir mas a verdade é que a equipa soube não só controlar o encontro como também aproveitar a qualidade que tem nos seus jogadores ofensivos. 

Sobre essa mesma pressão, transmito-vos apenas uma situação que se passou comigo. Uma coisa é ter a pressão de ganhar juntamente com outras pessoas/equipas, outra coisa é ter essa mesma pressão porque se é o principal candidato a vencer. No snooker, já tive essa mesma experiência. Já entrei em torneios com muitos candidatos a ganhar e consegui vencer e também já me aconteceu ter participado em competições onde era claramente o grande favorito e acabei por não só ser eliminado frente a jogadores mais fracos como inclusivamente sentir-me bem mais pressionado do que frente a pessoas superiores a mim. E é isso que o Benfica vive neste momento. Uma coisa é "dividir pressões" com Porto e Sporting, outra coisa é ser-se unanimemente considerado o principal favorito e até ter a obrigação de triunfar face ao poderio do plantel e aos acontecimentos passados. Esperemos que a equipa saiba aguentar.

Destaques:

Oblak: algumas dificuldades a jogar com os pés mas que em nada bliscam a sua competência. Mostrou presente a um remate cruzado de Mazzou.

Sílvio: melhor no jogo da Grécia. Desta feita não esteve tão sincronizado com os outros elementos da defesa (nomeadamente nas situações de fora de jogo) e a atacar não acrescentou nada de especial.

Siqueira: mais apagado em termos ofensivos do que é habitual. Porém, esteve competente a defender e é isso que primeiro se exige a um defesa.

Fejsa: um dos melhores em campo. Falhou alguns passes mas apagou fogos e roubou muitas bolas. 

Enzo Perez: melhor na segunda parte mas, no geral, muito apagado. O ritmo foi baixo, a equipa não produziu tanto ofensivamente e isso deveu-se muito à "ausência" do argentino.

Rodrigo: bem melhor que Lima. Mostrou-se muito ao jogo e os seus passes revelaram-se decisivos. Apesar de por vezes algo complicativo, a verdade é que revela boa forma física e uma maior confiança no seu jogo.

Lima: completamente ao lado do jogo. Não concordo com certas movimentações do brasileiro. Percebo a mobilidade mas acho-a excessiva. Sai muitas vezes do centro para as linhas e retira espaço aos alas. Naturalmente que depois não está na área para finalizar. Necessita de mais confiança.

MVP: Markovic. Sou fã deste menino. Este tipo de jogos ganham-se com desequilíbrios individuais. Nesse sentido, é importantíssimo que as equipas grandes tenham jogadores tecnicamente evoluídos. Marko não é evoluído, é um super craque. Não engana, meus amigos. 

Equipa em forma, jogadores alegres e concentrados, treinador competente e consciente das dificuldades que ainda hão-de surgir. Gosto.