quinta-feira, junho 22, 2006

Grupo C: Holanda no caminho de Portugal!





Holanda e Argentina proporcionaram ontem à noite um mau espectáculo de futebol tendo o resultado final (0-0) espelhado na totalidade aquilo que se passou dentro das quatro linhas. De um lado vimos uma Argentina a meio gás, isto apesar de ter alinhado com uma frente de ataque jovem, irrequieta e de grande classe, no caso, Tevez e Lionel Messi; de outro lado, assistimos a uma Holanda organizada, com boa circulação de bola a meio campo mas com uma gritante falta de clarividência ofensiva. A ausência de Robben não explica tudo. Sinceramente, creio que esta Holanda, apesar de contar com jogadores perigosos do meio-campo para a frente, é ainda muito inexperiente e, a meu ver, pode muito bem ser eliminada no Domingo. A experiência dos nossos jogadores, a motivação e o crescendo de forma de alguns atletas pode ser um trunfo para este díficil encontro.

FIGURA DO JOGO PARA A FIFA:


11. CARLOS TEVEZ (ARGENTINA)

SÉRVIA 2-3 COSTA MARFIM



O futebol tem destas coisas. Uma equipa como a Sérvia e Montenegro que tinha carimbado o passaporte para o Mundial com um sensacional primeiro lugar à frente da poderosa Espanha e onde tinha apenas sofrido um golo em toda a competição, acaba o campeonato do Mundo em último lugar marcando dois golos e sofrendo dez (10) golos em apenas três partidas. É certo que o grupo onde os sérvios estavam inseridos não era de todo fácil mas a verdade é que se pedia mais a esta equipa.
Relativamente à Costa do Marfim, apesar de ter sido eliminada, acaba por deixar uma boa imagem neste Mundial. Deu luta à fortíssima Argentina, complicou muito a vida à Holanda e, neste último jogo e sem Drogba, resolveu dar dois de avanço à Sérvia para depois arrancar para uma exibição fantástica.
Ficou mostrado o porquê da Costa do Marfim ter deixado os Camarões fora do Mundial!

FIGURA DO JOGO PARA A FIFA:


15. ARUNA DINDANE

quarta-feira, junho 21, 2006

Portugal garante primeiro lugar do grupo





PORTUGAL 2-1 MÉXICO

1-0 MANICHE
2-0 SIMÃO (g.p)
2-1 FONSECA









Algumas notas soltas em relação a esta partida:

- Portugal conseguiu os objectivos príncipais, venceu, garantiu o primeiro lugar do grupo, tem todo o plantel disponível para os oitavos, vai jogar no Domingo e conseguiu fazer descansar alguns jogadores importantes. O único objectivo não conseguido foi o facto de ter sofrido o primeiro golo no Mundial;

- Scolari sujeitou-se a perder Miguel. Incompreensível como não tirou o lateral português ao intervalo sabendo que este tinha amarelo. Fez o penalti da segunda parte e teve sorte em continuar em campo. Foi substituido minutos depois por Paulo Ferreira;

- O México entrou melhor no jogo, dominou e podia ter marcado a abrir. Contudo, Portugal, contra a corrente do jogo, marcou por intermédio de Maniche e a partir daí, arrancou para 25 minutos de grande qualidade, culminados com o segundo golo por intermédio de Simão, numa grande penalidade indiscutível;

- A segunda parte foi dominada totalmente pelo México. Os mexicanos desperdiçaram algumas boas ocasiões para marcar, tendo inclusivé desperdiçado uma grande penalidade por parte de Omar Bravo;

- De dizer que, nesta segunda parte, Portugal, propositadamente, deu o dominio de jogo ao México e limitou-se a defender, gerir o esforço e controlar a partida. Aceita-se.

DESTAQUES INDIVIDUAIS (PORTUGAL):

NOTA MAIS :

Simão: talvez o melhor jogador de Portugal neste encontro. Quer na direita quer na esquerda, foi sempre uma dor de cabeça para os defesas mexicanos. Ficou ligado ao marcador já que assistiu Maniche no primeiro golo e fez o segundo de grande penalidade.

Maniche: Boa entrada em jogo. Está a subir de rendimento nomeadamente a nível fisico. Ainda assim, tal como no jogo frente ao Irão, mostrou que ainda não tem capacidade para aguentar os noventa minutos. Caíu no segundo tempo.

Caneira: Grande jogo do lateral português. Seguro a defender, inteligente na ajuda aos centrais, Marco Caneira teve inclusivé capacidade para, de quando em vez, ajudar Simão nas tarefas ofensivas. A meu ver, poderia muito bem substituir Nuno Valente no próximo jogo.

NOTA MENOS:

Helder Postiga: Em todo o jogo fez ZERO. Estar lá ele ou o Eusébio era a mesma coisa. Tem a seu favor o facto de, muitas vezes, ter andado isolado no ataque português. Pois bem, quem tem uma oportunidade de ouro como esta, dê por onde der, tem de fazer o possível e impossível para a agarrar. Não foi feliz.
Já Nuno Gomes, em 20 minutos, fez muito mais que Postiga no jogo todo. Mostrou outra atitude, outra vontade, outra determinação. Só por este jogo, ficou demonstrado quem é que deveria ser a solução para a ausência de Pauleta...


MELHOR EM CAMPO PARA A FIFA:


17. JOSÉ FONSECA (MÉXICO)


No outro jogo....

ANGOLA 1-1 IRÃO
(Flávio 60´; Sohrab 75´)


MELHOR EM CAMPO PARA A FIFA:


17. ZÉ KALANGA

domingo, junho 18, 2006

RolÁbola do Mundial - Jornada 3 -






NOTA: TODOS OS JOGADORES DEVERÃO FAZER OS SEUS BOLETINS ATÉ ÀS 0h00 DE TERÇA-FEIRA

ATENÇÃO: A JORNADA DOS OITAVOS DE FINAL COMEÇA NO SÁBADO, DIA 24 DE JUNHO. OS JOGADORES TERÃO QUE EFECTUAR AS SUAS APOSTAS NA 6ª FEIRA (23 DE JUNHO) E NO SÁBADO DE MANHÃ (ATÉ ÀS 12H00).

3ª JORNADA

(Palpite ou Resultado)

Holanda - Argentina
*Figura do Jogo:

Costa do Marfim - Sérvia e Montenegro
*Figura do Jogo:

Portugal - México
*Figura do Jogo:

Irão - Angola
*Figura do Jogo:

República Checa - Itália
*Figura do Jogo:

Gana - Estados Unidos
*Figura do Jogo:

Japão - Brasil
*Figura do Jogo:

Croácia - Austrália
*Figura do Jogo:

OlhóGolo: (Só palpite)

Portugal - México

Grupo D: Portugal garante oitavos...



PORTUGAL 2-0 IRÃO



Portugal venceu ontem o modesto Irão por duas bolas a zero e garantiu aquilo que, no fundo, era obrigatorio garantir, ou seja, a qualificação para os oitavos de final da prova.
Um golaço de Deco, já no segundo tempo, abriu o caminho para uma vitória que poderia ter sido bem mais fácil. O Irão limitou-se a defender o empate e Portugal, apesar de com uma dinâmica bem melhor que no jogo anterior contra a Angola, tinha sempre poucos homens no ataque para tanto defesa iraniano. Pauleta esteve francamente apagado mas tem a seu favor o facto de se ter sentido, em todo o encontro, bastante desacompanhado.
Ainda assim, a selecção nacional está de parabéns já que mostrou um futebol bem mais agradável do que àquele mostrado frente aos angolanos. A defesa, embora sem trabalho, revelou-se mais compacta. O meio campo apresentou-se a bom nível. Costinha revelou-se um elemento útil nas dobras, Maniche, sempre disponivel, foi um elemento muito activo no primeiro tempo. Quanto a Deco, creio que o facto da Fifa o ter considerado o melhor jogador em campo diz tudo em relação à exibição do médio. A verdade é que com Deco a equipa portuguesa é outra. Qualidade de passe, variação de ritmos de jogo, inteligência táctica, enfim, Deco é um grande jogador e dá outra qualidade à equipa portuguesa.
Na frente, viu-se um Figo a confirmar que está num bom momento e totalmente disponivel para ajudar a selecção a atingir os seus objectivos, vimos um Cristiano Ronaldo que, apesar de por vezes agarrar-se em demasia à bola, mostrou a qualidade que todos lhe reconhecemos. Estou em crer que o melhor Ronaldo vem aí nos próximos jogos. Por fim, Pedro Pauleta... é díficil falar deste avançado. Em determinados lances mostra o seu poderio dentro da área, com boas desmarcações e com faro pela baliza, noutras ocasiões, revela-se com fobia pela bola e pelo jogo. Não esteve numa tarde inspirada.
Cristiano Ronaldo fez de grande penalidade o segundo golo português, resultado que, a meu ver, ilustrou aquilo que se passou dentro das quatro linhas. Tivemos um Portugal dominador no primeiro tempo mas pouco incisivo no ataque e, na segunda parte, com as súbidas de rendimento de Cristiano Ronaldo e Deco, verificámos uma selecção mais alegre, com mais oportunidades de golo e com mais vontade de ganhar. Dois golos, exibição agradável e tranquilidade absoluta para o próximo jogo frente ao México.


FIGURA DO JOGO PARA A FIFA:


20. DECO (PORTUGAL)

No Grupo E

REPUBLICA CHECA 0-2 GANA



FIGURA DO JOGO PARA A FIFA:


8. MICHAEL ESSIEN (GANA)


ESTADOS UNIDOS 1-1 ITÁLIA




FIGURA DO JOGO PARA A FIFA:


18. KASEY KELLER (U.S.A)

sexta-feira, junho 16, 2006

Holanda vence.... México e Angola empatam!



HOLANDA 2-1 COSTA DO MARFIM

1-0 Robben
2-0 Nistelrooy
2-1 B. Koné



FIGURA DO JOGO PARA A FIFA:


11. ARJEN ROBBEN

MÉXICO 0-0 ANGOLA



FIGURA DO JOGO PARA A FIFA:


1. JOÃO RICARDO (ANGOLA)

Grupo C: Argentina esmaga sérvios!



ARGENTINA 6-0 SÉRVIA E MONTENEGRO



1-0 Maxi Rodriguez (6´)
2-0 Cambiasso (31´)
3-0 Maxi Rodriguez (41´)
4-0 Crespo (78´)
5-0 Carlitos Tevez (84´)
6-0 Lionel Messi (90´)


A Argentina venceu de forma categórica a Sérvia e Montenegro e mostrou ao Mundo o propósito com que está neste Mundial da Alemanha.
Podia efectivamente estar à procura de inumeros adjectivos que qualificassem a exibição desta selecção argentina mas não o vou fazer. Creio que os números, os nomes dos marcadores e a qualidade deste plantel argentino dizem tudo. Para quem tinha dúvidas do poderio desta selecção, creio que hoje ficou bem claro que a Argentina é, se não o mais sério candidato, uma das três equipas mais candidatas a ganhar o troféu.
Uma coisa é certa, para bem de Portugal, é bom que a selecção de Pekerman não "choque" connosco já nos oitavos de final.

A FIGURA DO JOGO PARA A FIFA:


10. RIQUELME (ARGENTINA)

quinta-feira, junho 15, 2006

Jogos de hoje:



EQUADOR 3-0 COSTA RICA



FIGURA DO JOGO PARA A FIFA:


11. AGUSTIN DELGADO (EQUADOR)

INGLATERRA 2-0 TRINIDAD E TOBAGO



FIGURA DO JOGO PARA A FIFA:


7. DAVID BECKHAM (INGLATERRA)

SUÉCIA 1-0 PARAGUAI



FIGURA DO JOGO PARA A FIFA:


9. FREDDIE LJUNGBERG (SUÉCIA)

quarta-feira, junho 14, 2006

Mundial: Brasil vence, Itália convence... França desilude!






Itália, França e Brasil foram os mais recentes candidatos ao título a entrar em cena. Apesar de favoritos, estes três gigantes do futebol mundial tinham, no plano teórico, adversários algo incómodos. A Itália jogava contra o Gana, uma selecção com pouca experiência mas com jogadores bem conhecidos que representam boas equipas na Europa; A França jogava contra a Suiça, uma equipa jovem mas que tem vindo a melhorar a "olhos vistos" nestes últimos anos; e, finalmente, o Brasil que, apesar de super favorito, tinha pela frente uma bem organizada Croácia que causa sempre dificuldades a quem quer que seja.

ITÁLIA 2-0 GANA



A Itália venceu o Gana por duas bolas a zero e mostrou que está neste Mundial com o objectivo de chegar até ao fim. Se no plano defensivo a Itália mostrou aquilo que todos estamos habituados, ou seja, uma enorme coesão e uma fantástica qualidade dos seus jogadores recuados, com particular destaque para a dupla de centrais Nesta e Cannavaro, a nível ofensivo vimos uma Itália muito objectiva, com um futebol mais directo e altamente pragmática.
Este jogo frente ao Gana serviu para mostrar que não foi por acaso que Luca Toni, avançado da Fiorentina que está a caminho do Inter de Milão, foi o melhor marcador do campeonato italiano. Este avançado, muito forte fisicamente e excelente a jogar de costas para a baliza adversária, é uma autentica dor de cabeça para qualquer equipa que o defenda. Ter um jogador destes é uma mais valia para qualquer seleccionador. E depois, quando se tem Pirlo e Totti, jogadores finos com uma excelente capacidade nos passes de média/longa distância, tudo se torna mais fácil.
Pelo que se viu, neste Mundial vamos ter uma Itália fortíssima.

FRANÇA 0-0 SUIÇA



Que desilusão esta França. Nem Henry potter, nem Zidane, nem ninguém. A selecção francesa mostrou um futebol fraco e, mais que isso, demonstrou um sentido colectivo bastante pobre. Não fosse uma Suiça tão acomodada ao empate...
Apesar de contar com jogadores de primeira categoria, a continuar assim, a França vai ter muitas dificuldades para se qualificar. Pensar no título mundial, neste momento, parece-me uma utopia!

BRASIL 1-0 CROÁCIA



Depois de ter observado atentamente este encontro, fiquei nitidamente com a mesma ideia que vinha tendo ultimamente. Parece-me que é muito ataque para pouco Emerson. Creio que, com este sistema de jogo, o Brasil provavelmente vai ter muitas dificuldades neste Mundial. É obvio que, nesta primeira fase, com maior ou menor dificuldade, os canarinhos vão somar nove pontos mas, daí para a frente, se Parreira mantiver este sistema com Kaká, Ronaldinho, Adriano e Ronaldo só com olhos para o ataque, creio que o Brasil poderá vir a ter muitos dissabores.
Este encontro, frente à Croácia, viu-se precisamente os prós e os contras deste arrojado sistema de jogo. A nível ofensivo, é obvio que ter tanto jogador na frente e de inegável qualidade, naturalmente que causa enormes problemas a qualquer adversário. No entanto, quando o Brasil passa para um plano defensivo, as dificuldades são evidentes. Emerson é o único médio com características puramente defensivas. Veremos se o médio defensivo é capaz de dar conta do recado neste Mundial.
Sinceramente, tenho a convicção que o Brasil não vai ser campeão do Mundo!

segunda-feira, junho 12, 2006

RolÁbola do Mundial - Jornada 2 -





2ª JORNADA

(Palpite ou Resultado)

Equador - Costa Rica
*Figura do Jogo:

Inglaterra - Trinidad e Tobago
*Figura do Jogo:

Suécia - Paraguai
*Figura do Jogo:

Argentina - Sérvia e Montenegro
*Figura do Jogo:

Holanda - Costa do Marfim
*Figura do Jogo:

México - Angola
*Figura do Jogo:

Portugal - Irão
*Figura do Jogo:

República Checa - Gana
*Figura do Jogo:

Itália - Estados Unidos
*Figura do Jogo:

OlhóGolo: (só palpite)

Portugal - Irão

domingo, junho 11, 2006

Grupo D: Portugal derrota Angola




PORTUGAL 1-0 ANGOLA



1-0 Pauleta (4´)


Portugal venceu esta noite a selecção Angolana por uma bola a zero e juntou-se ao México na liderança do grupo.
Em relação ao jogo, este resume-se basicamente ao golo de Pauleta no inicio da partida. Cinco minutos foi o tempo que tivemos de futebol jogado. O resto resumiu-se a uma imcompreensível e sofrível exibição lusa, a tal ponto de termos ouvido, via tv, os primeiros assobios deste Mundial. Foi, seguramente, o pior jogo da competição até ao momento.
Para este encontro, Scolari voltou a surpreender tudo e todos ao colocar no onze inicial Petit, Tiago e Simão. Sim, para mim, a inclusão de Petit no onze inicial também foi uma surpresa já que, mesmo com as noticias durante a semana que davam conta da utilização do médio benfiquista na equipa titular, sempre pensei que Scolari optasse por Maniche. Simão rendeu Deco já que o médio se encontrava lesionado e Tiago, que não vinha aparecendo como titular nem nos jogos amigáveis, de repente, surgiu em detrimento de Costinha.
A equipa portuguesa entrou muito bem no jogo. Rápida sobre a bola, pressionante sobre o adversário quando não tinha a posse da mesma, Portugal entrou empenhado em rapidamente marcar. Pedro Pauleta, logo aos 15 segundos e após excelente passe de Simão, isolou-se e rematou de pé esquerdo levando a bola a passar muito perto do poste esquerdo de João Ricardo. Estava dado o primeiro sinal de aviso.
Aos 4 minutos, Figo, numa grande jogada individual, arrancou determinado em direcção à baliza angolana, deixou o central Kali pregado à relva e, à saída de João Ricardo, ofereceu literalmente o golo a Pauleta. O açoreano, oportuno como sempre, não teve quaisquer dificuldades em fazer o primeiro da partida.
Em vantagem e com um futebol agradável, pensar-se-ia que a nossa selecção continuasse a carregar e procurasse o segundo do jogo. Puro engano. A rapidez no ataque, a qualidade do passe e a boa circulação de bola desapareceram por completo. A equipa portuguesa recuou no terreno e deu o dominio de jogo à Angola. Em todo o primeiro tempo, apesar da Angola só ter assustado duas vezes, uma por intermédio de Akwá num pontapé de bicicleta e outra num remate de André de fora da área que obrigou Ricardo a defesa apertada, o que é certo é que a selecção africana passou a jogar no meio-campo adversário e, incompreensivelmente, a passividade portuguesa e o adormecimento foi geral. Ainda assim, Portugal conseguiu levar um resultado positivo para o intervalo.



Na segunda parte, o jogo não melhorou. Muito pelo contrário. Portugal, em velocidade de cruzeiro, preocupou-se muito mais em defender a vantagem do que propriamente em procurar o segundo golo, tento esse que lhe permitiria certamente dar outra tranquilidade. Scolari, fiel a si proprio, foi tirando fantasia ao futebol da selecção em busca de coesão defensiva. As entradas de Costinha e Maniche e a saída de Cristiano Ronaldo são exemplos disso mesmo.
Até ao final do jogo, salvo um ou outro remate, recordo-me de uma "bomba" de Maniche a obrigar João Ricardo a boa defesa, nada mais houve de significante. Como tal, vitória magra de Portugal que certamente não vai deixar recordações. Depois de termos visto a segunda parte do México e a exibição de grande qualidade da selecção holandesa, é caso para dizer que a nossa equipa terá de fazer muito mais e melhor se quer fazer coisas bonitas neste Mundial.


FICHA DE JOGO:

Portugal: Ricardo, Miguel, Ricardo Carvalho, Fernando Meira, Nuno Valente, Petit (Maniche), Tiago (Hugo Viana), Figo, Simão, C. Ronaldo (Costinha) e Pauleta;

Angola: João Ricardo, Locó, Jamba, Kali, Delgado, André, Figueiredo (Miloy), Zé Kalanga (Edson), Mendonça, Mateus, Akwá (Mantorras);

Ao intervalo: 1-0

Resultado Final: 1-0



FIGURA DO JOGO PARA A FIFA:


7. LUIS FIGO (PORTUGAL)

Grupo D: Fúria mexicana atropela Irão




MÉXICO 3-1 IRÃO



1-0 (Omar Bravo 28´)
1-1 (Golmohammadi 36´)
2-1 (Omar Bravo 76´)
3-1 (Zinha 79´)


Na abertura do grupo de Portugal, o México venceu a modesta selecção iraniana muito por culpa de uma segunda parte de grande nível. O Irão mostrou efectivamente aquilo que, sinceramente, já esperava. Uma equipa que está, ano após ano, a subir mas, efectivamente, ainda demonstra claras fragilidades fundamentalmente a nível defensivo. Qualquer coisa que não seja o afastamento da equipa asiática nesta primeira fase será, para mim, uma enorme surpresa.


FIGURA DO JOGO PARA A FIFA:


19. OMAR BRAVO

Grupo C: Show de Robben na vitória laranja



HOLANDA 1-0 SÉRVIA E MONTENEGRO



1-0 Robben (18´)

Findada que está a primeira jornada relativa ao grupo C e depois do que pudemos constatar ontem em relação à Argentina e principalmente hoje a respeito da Holanda, é caso para dizer que da Alemanha chegam más noticias para Portugal. Como é sabido, a nossa selecção, caso ultrapasse os adversários do grupo, terá como adversário nos oitavos de final uma equipa do grupo C, ao que tudo indica, Argentina ou Holanda. Pois bem, esta tarde, a laranja mecânica deu uma demonstração daquilo que vale e dos argumentos que tem para atacar este Mundial. Qualidade de passe, circulação da bola, jovialidade, irreverência dos jogadores mais ofensivos, frescura fisica já que a média de idades da equipa é muito baixa e a maior parte dos jogadores actuou em campeonatos onde o desgaste foi menor e... ARJEN ROBBEN. Palavras para quê, o extremo do Chelsea esteve simplesmente fantástico e foi o grande responsável pelo triunfo holandês. Para além do golo que marcou, tento que significou o triunfo da equipa, Robben foi sempre uma "dor de cabeça" para a Sérvia.
Naquele que foi, seguramente, o jogo mais interessante do Mundial, é caso para dizer que Portugal vai ter de sofrer muito se quer chegar aos quartos-de-final, meta determinada por Scolari como é conhecido.
Numa breve análise à partida, a Holanda entrou muito bem no jogo mostrando um futebol atractivo e bastante apoiado. Apesar de contar com Nistelrooy ao centro e Van Persie à direita, o ataque holandês foi, quase na totalidade, entregue a Robben. Todas as jogadas de perigo sairam da esquerda e dos pés do holandês. Curiosamente, foi pela zona central que a Holanda chegou ao golo. No entanto, o actor principal foi o jogador do Chelsea que, aproveitando um passe de morte de Nistelrooy, isolou-se e encostou fácil para o primeiro.
A Sérvia, que até nem jogou mal, tentava, aqui e ali, fazer o seu jogo e procurava, através de um jogo mais directo, chegar à baliza de Van der Saar. Contudo, Kezman e Savo Milosevic, sempre bem marcados, eram "presas" fáceis para os defensores holandeses.
Ao intervalo, a vantagem da equipa treinada por Van Basten era totalmente justa.

No segundo tempo, apesar do calor que se fazia sentir, não se pense que a qualidade e intensidade do jogo diminuiu. Mesmo não sendo um jogo fantástico, desenrolado a um ritmo frenético, o que é certo é que as duas equipas procuravam jogar de forma aberta beneficiando o espectáculo.
Apesar de muita vontade da equipa balcânica, por um lado, e da inteligência e velocidade do jogo holandês, por outro, até final o resultado não mais viria a ser alterado. Assim sendo, a Holanda somou três justos pontos e acentuou ainda mais o seu favoritismo a passar à próxima fase, claro está, a par da super favorita Argentina.

FICHA DE JOGO:

Holanda: Van der Saar, Heitinga, Ooijer, Mathijsen (Boularhouz), Van Bronckhorst, Van Bommel (Landzaat), Cocu, Sneijder, Robben, Van Persie, Nistelrooy (Kuijt);

Sérvia: Jevric, Duljaj, Krstajic, Gravancic, Dragutinovic, Nadj, Djurdjevic (Koroman), Stankovic, Kezman (Ljuboja), Milosevic (Zigic);

Ao intervalo: 1-0

Resultado Final: 1-0


FIGURA DO JOGO PARA A FIFA:


11. ARJEN ROBBEN (HOLANDA)


Grupo C: Argentina entra a ganhar




ARGENTINA 2-1 COSTA DO MARFIM



1-0 Crespo (24´)
2-0 Saviola (38´)
2-1 Drogba (82´)


A Argentina entrou da melhor forma neste Mundial já que venceu a díficil formação da Costa do Marfim, ainda que pela margem mínima e com enormes dificuldades.
Os celestes foram surpreendidos pela entrada bastante forte do adversário e tiveram algumas dificuldades em impor o seu futebol. Só a partir do golo de Crespo a meio do primeiro tempo é que se vislumbrou um "cheirinho" do perfume argentino.
A Costa do Marfim mostrou ser uma equipa bastante organizada e com processos ofensivos simples e extremamente rápidos. Contudo, no primeiro tempo e a nível defensivo, teve duas falhas que acabaram por se revelar fatais.
Ao intervalo, a vantagem dos celestes por duas bolas de diferença era algo exagerada face à ousadia e entrega dos marfinenses.
No segundo tempo, a Argentina procurou baixar o ritmo do jogo e recuou as suas linhas. Já a Costa do Marfim, pese embora tenha criado poucas ocasiões de golo, nunca desistiu e foi com justiça que Drogba, a 8 minutos do fim, reduziu o placar fazendo ainda sonhar os adeptos africanos.
A experiente argentina, a partir do momento que se viu em vantagem por apenas um golo, controlou a posse de bola, fechou-se bem a nível defensivo e não mais permitiu ao adversário acercar-se da sua baliza.
Jogo entretido e agradável com um vencedor, a meu ver, justo e que saiu do encontro com uma vitória muito saborosa dado à valia e demonstração de qualidade denotada pela Costa do Marfim.

FICHA DO JOGO:

ARGENTINA – Abbondanzieri; Burdisso, Ayala, Heinz, Sorín, Maxi Rogriguez, Mascherano, Cambiasso, Riquelme (Aimar, 90 m), Saviola (Lucho Gonzalez, 75 m) e Crespo (Palacio, 63 m).

COSTA DO MARFIM – Tizié; Eboué, Meité, Kolo Touré, Boka, Zokora, Yaya Touré, Keita (Arouna Koné, 76 m), Kalou (Dindane, 55 m), Akalé (Bakary Koné, 62 m) e Drogba.

Ao intervalo: 2-0

Resultado Final: 2-1

FIGURA DO JOGO PARA A FIFA:


7. JAVIER SAVIOLA (ARGENTINA)

sábado, junho 10, 2006

Grupo B: OS PIRATAS DAS CARAÍBAS!



"Esforço, dedicação e empenho de Trinidad e Tobago na primeira grande surpresa da prova!"

SUÉCIA 0-0 TRINIDAD & TOBAGO



Sorte, desinspiração sueca, o que lhe queiram chamar. A verdade é que a equipa das Caraíbas acabou por merecer o ponto que conquistou. É obvio que Trinidad e Tobago foi muito feliz neste encontro, Hislop, o guarda-redes da equipa, apresentou-se numa tarde profundamente inspirada defendendo rigorosamente tudo o que havia para defender; é claro que a Suécia revelou-se bastante perdolária e, quando assim é, somando todas as particularidades do jogo, achamos que toda esta dedicação, empenho, luta, bravura, entrega (às vezes excessiva!) dos jogadores de Trinidad fizeram com que a sorte viesse ao seu encontro e, assim sendo, creio que o empate acabou por ser justo. Paralelamente, o resultado acaba por ser penalisador para a equipa sueca que não foi capaz de contrariar o estilo de jogo do adversário, não foi capaz de encontrar o caminho do golo mesmo com o adversário reduzido a dez unidades por expulsão de A. John no inicio da segunda parte.
Vida díficil para a Suécia que terá de jogar frente a Paraguai e Inglaterra, porventura, as selecções mais fortes do grupo.
Relativamente a Trinidad, creio que a festa com que festejou após o final da partida diz tudo em relação aos objectivos com que a equipa veio para o campeonato do Mundo. Conquistar um ponto neste grupo teria o mesmo significado que uma equipa ganhar a copa.
Ainda a respeito da Suécia, é minha convicção que os escandinavos vão passar à próxima fase juntamente com a Inglaterra. Apesar do jogo menos bom, uma equipa que tem Ljungberg, Willhelmson, Larsson e Zlatan Ibrahimovic no onze tem obrigatoriamente de ser uma equipa de muito respeito.

FICHA DE JOGO:

Trindad e Tobago: Shaka Hislop, Cyd Gray, Brent Sancho, Dennis Lawrence, Avery John, Densill Theobald (Aurtis Whitley, 66), Christopher Birchall, Dwight Yorke, Carlos Edwards, Collin Samuel (Cornell Glen, 52) e Stern John.

Suécia: Rami Shaaban, Erik Edman, Teddy Lucic, Olof Mellberg, Niclas Alexandersson, Tobias Linderoth (Kim Kallstrom, 78), Anders Svensson (Marcus Allback, 62), Freddie Ljungberg, Christian Wilhelmsson (Mattias Jonson, 78), Zlatan Ibrahimovic e Henrik Larsson.


Ao intervalo: 0-0

Resultado Final: 0-0

MELHOR EM CAMPO PARA A FIFA:


19. DWIGHT YORKE (TRINIDAD)

GRUPO B: GOLO MADRUGADOR SALVA INGLATERRA!



INGLATERRA 1-0 PARAGUAI



1-0 Carlos Gamarra (4' a.g)

A Inglaterra entrou da melhor forma no Mundial já que venceu o Paraguai, algo que era, no fundo, o mais importante.
Apesar do triunfo, o jogo não foi nada fácil para os ingleses. A selecção sul-americana, apesar de ter incomodado pouco o guarda-redes inglês Robinson, foi sempre um conjunto bem organizado e raramente deixou o adversário praticar o seu futebol. O único senão foi o facto da equipa do Paraguai não ter sido capaz de criar grandes problemas à defesa inglesa. Roque Santa Cruz, a estrela da equipa, foi sempre muito bem vigiado e esteve praticamente ausente da partida.
Relativamente à Inglaterra, os 15 minutos iniciais de jogo mostraram uma equipa muito forte sobre a bola, com grande pressão no meio campo adversário e excelente circulação do esférico com Beckham, Gerrard e Lampard em evidência nesse particular. O golo madrugador dos ingleses antevia uma tarde bastante prometedora para a equipa de Erikson e, paralelamente, um dia muito complicado para os sul-americanos.
Apesar do jogo não ter sido fraco, o que é certo é que, tal como ontem, à medida que os minutos iam passando, a qualidade do encontro ia decaindo. O Paraguai, aqui e ali, procurava a igualdade, a Inglaterra, bastante pragmática, defendia bem e não dava grandes veleidades ao adversário. Assim sendo, o resultado acabou por ser justo, pena foi que a Inglaterra não tivesse continuado a carregar no acelerador, pena foi que o Paraguai não tenho tido a felicidade de empatar o jogo e obrigar a equipa de Erikson a ter de ir à procura de novo golo.

FICHA DE JOGO:

INGLATERRA - P. Robinson; G. Neville, R. Ferdinand, Terry, Ash. Cole; Beckham (cap), S. Gerrard, Lampard, J. Cole (Hargreaves 83); Owen (Downing 56) e Crouch

Técnico: Sven-Goran Eriksson.

PARAGUAI - Villar (Bobadilla 8); Caniza, Caceres, Gamarra (cap), Toledo (Nunez 82); Bonet (Cuevas 68), R. Acuna, Riveros, Paredes; Nelson Valdez e Santa Cruz.

Técnico: Anibal Mano Ruiz


Ao intervalo: 1-0

Resultado Final: 1-0

MELHOR EM CAMPO PARA A FIFA:


8. FRANK LAMPARD (INGLATERRA)

sexta-feira, junho 09, 2006

Grupo A: EQUADOR DERROTA POLÓNIA



POLÓNIA 0-2 EQUADOR



0-1 Carlos Tenório (24´)
0-2 Agustin Delgado (80´)


Surpresa só para quem não viu o jogo ou só para quem não conhecia esta selecção do Equador. A selecção sul-americana mostrou o porquê de ter ficado, na fase de qualificação, à frente de selecções como o Chile, a Colômbia ou o Uruguay.
Apesar de não ser uma selecção com grandes individualidades ou com grande valia técnica, é um conjunto que vale essencialmente pelo seu colectivo e pela forma organizada como defende. Muito embora tenha um guarda-redes que é, pelo que se viu neste encontro, no minimo suicida, o Equador tem uma linha defensiva organizada e um meio campo muito forte fisicamente. Depois, lá na frente, Carlos Tenório, Edison Mendez e Augustin Delgado, procuram falhas do adversário para tentarem surpreender o mesmo.
Relativamente à Polónia, assistimos a uma selecção bastante desorganizada e sem qualquer fiu de jogo. Tirando Smolarek, um excelente jogador que procurou levar a equipa "às costas", não se vislumbrou grande qualidade no ataque polaco. Sinceramente, pelo que se viu neste jogo, custa a acreditar como Saganowski nem sequer é chamado a esta selecção.

A história do jogo está, na minha opinião, bem traduzida naquilo que foi o resultado. O Equador venceu bem, não que tivesse dislumbrado, muito longe disso, mas foi sempre a equipa mais organizada, mais disciplinada tacticamente e, jogando com as suas armas e dentro das suas limitações, foi sempre o conjunto mais inteligente e mais seguro durante os 90 minutos.
Assim, vitória justa da equipa do Equador que, se nada de surpreendente acontecer, vai vencer a Costa Rica e vai passar aos oitavos de final.
Quanto à Polónia, creio que farão 3 jogos.

FICHA DE JOGO:

Polónia: Boruc - Baszczynski, J. Bak (cap), Jop, Mi. Zewlakow - Radomski, Sobolewski (Jelen 68), Krzynowek (Kosowski 78) - Szymkowiak - Smolarek, Zurawski (Brozek 84)

Equador: Mora - De la Cruz, Hurtado (cap) (Guagua 69), Espinoza, Reasco - Mendez, Castillo, E. Tenorio, Valencia - Delgado (Urrutia 83), C. Tenorio (Kaviedes 65)

Ao intervalo: 0-1

Resultado Final: 0-2

MELHOR EM CAMPO PARA A FIFA:


11. AGUSTIN DELGADO (EQUADOR)

ALEMANHA ENTRA A GANHAR!



"Muita parra, pouca uva"

ALEMANHA 4-2 COSTA RICA



1-0 Lahm (6´)
1-1 Wanchope (11´)
2-1 Klose (17´)
3-1 Klose (61´)
3-2 Wanchope (73´)
4-2 Frings (87´)

Enganador! A Alemanha venceu no jogo inaugural a fraca selecção da Costa Rica entrando assim com o pé direito no Mundial. Contudo, apesar dos muitos golos que houve, alguns deles candidatos a melhor golo do Mundial, não se pense que o jogo foi de grande qualidade. Muito pelo contrário. A Alemanha foi, de facto, um justo vencedor mas, revelou gritantes fragilidades, príncipalmente no sector defensivo. Em termos ofensivos, apesar dos quatro golos, algo que é sempre positivo para qualquer selecção, a Alemanha revelou algumas dificuldades na transposição defesa/ataque e denotou pouca criatividade no meio campo. Se dúvidas houvesse, hoje ficou bem claro que esta selecção depende bastante de Michael Ballack. Correndo o risco de estar a cometer um tremendo erro de análise em relação à equipa treinada por Klinsmann, diria que a Alemanha com Ballack é um conjunto forte, até porque joga em casa, sem o seu capitão, como se viu hoje, é uma equipa vulgar com tremendas dificuldades em trabalhar a bola. Se hoje tivessemos visto uma equipa mais forte que a Costa Rica, provavelmente teriamos tido a primeira surpresa deste Mundial!

Numa breve análise ao encontro, a Alemanha entrou bem no jogo, com muita vontade e bastante rápida sobre a bola. Por sua vez, a Costa Rica entrou completamente perdida em campo.
Aos 6 minutos de jogo, sem grande surpresa, chegou o golo inaugural do Mundial, um golo fantástico do defesa esquerdo Lahm. O defesa alemão, um dos melhores em campo, depois de tirar um adversário do caminho, rematou com o pé direito colocado, levando a bola a embater no ângulo superior esquerdo do guarda-redes Porras.
Com este golo e com a forma convicente com que a Alemanha entrara em campo, pensar-se-ia que iriamos assistir a uma goleada. Pois bem, sem nada o fazer prever, 6 minutos depois, a Costa Rica empatava. Paul Wanchope, avançado costa riquenho, aproveitou o "buraco" que a defensiva alemã provocou e, frente a Lehmann, não teve dificuldades em fazer o golo.
Com nova igualdade, a Alemanha voltou a carregar e, com naturalidade dado as fraquezas do adversário, voltou a adiantar-se no marcador. Aos 17 minutos, o inevitável Miroslav Klose, apareceu sozinho na área a concluir um remate de Schweinsteiger.
Em vantagem e depois dos primeiros minutos serem prometedores por parte da equipa da casa, esta acomodou-se ao resultado e desapareceu totalmente do jogo.
Até ao intervalo, não mais houve qualquer acontecimento digno de registo.

Na segunda parte, o jogo, por incrivel que pareça, ainda caíu mais de qualidade. A Alemanha não conseguia criar ocasiões de golo e nem sequer era capaz de funcionar a nível ofensivo. Já a Costa Rica, limitava-se a ver jogar e procurava não sofrer mais golos.
Até final, houve mais três golos, muito embora nada o fizesse prever. Aos 61 minutos, Klose fez novamente o gosto ao pé num golo profundamente facilitado pela defesa contrária.
Por falar em facilidades, a defesa alemã, não contente do brinde que havia dado na primeira parte, voltou a facilitar e Wanchope, o melhor jogador da Costa Rica, voltou a não perdoar. Importa referir, no entanto, que o avançado estava ligeiramente adiantado antes de rematar para o fundo das redes de Lehmann.
Não se pense que com o resultado em apenas um golo de diferença que, efectivamente, o jogo animou. Nada disso. A toada do encontro continuou a mesma, a postura da Costa Rica igual, a incompreensivel apatia dos alemães não mudou.
Se o jogo não fez animar o público, quem decidiu dar um "pontapé na monotonia" foi Frings. O médio do Werder Bremen arriscou um remate de 30 metros e fez um golo fabuloso, mais um direitinho para o Top 10 dos melhores golos do Mundial.
Num jogo fraco e sem grandes motivos de interesse, só mesmo os golos permitiram dar alguma cor a este jogo inaugural do campeonato.
Venham mais golos deste calibre!

FICHA DE JOGO:

Estádio Allianz Arena, em Munique

Árbitro: Horácio Elizondo (Argentina)

Assistentes: Rodolfo Otero e Dario Garcia (Argentina)

ALEMANHA: Lehmann; Friedrich, Mertesacker, Metzelder e Lahm; Schneider (Odonkor, 90m), Frings, Borowski (Kehl, 71m) e Schweinsteiger; Klose (Neuville, 78m) e Podolski.

COSTA RICA: Porras; Marin, Sequeira e Umaña; Gonzalez e Solis (Bolanos, 77m); Fonseca, Centeno, Martinez (Drummond, 66m) e Gomez (Azofeifa, 90m); Wanchope.


Ao intervalo: 2-1

Resultado Final: 4-2

MELHOR EM CAMPO PARA A FIFA:


11. MIROSLAV KLOSE (ALEMANHA)

RolÁbola do Mundial



Aí está o Mundial e aí está o nosso jogo do RolÁbola do Mundial. O blog deseja a todos os participantes as maiores felicidades. Esperemos que jogadores que estão para o futebol como o Herman José está para o fado, que não repitam a gracinha do Rolàbola português :)

Para quem não leu o regulamento, ou para quem ainda tem algumas dúvidas, aqui ficam algumas notas importantes relativas ao concurso:

1ª JORNADA

Jogos dias 9, 10 e 11 de Junho (Sexta, Sábado e Domingo).

2ª JORNADA

- o Boletim será colocado na parte principal do blog no dia 12 de Junho assim como a classificação. Está já também na parte lateral do blog.

Jogos dias 15, 16 e 17 de Junho (Quinta, Sexta e Sábado).

3ª JORNADA

- o Boletim será colocado na parte principal do blog no dia 18 de Junho assim como a classificação. Está já também na parte lateral do blog.

Jogos dias 21 e 22 de Junho.

OITAVOS DE FINAL (ATENÇÃO!!)

- o Boletim será colocado no blog no dia 23 de Junho, dia em que haverão os últimos jogos da fase de grupes. Estes não estarão englobados no concurso.

- o concorrente apenas terá este dia (1 dia!) para fazer o boletim dos oitavos-de-final.

Jogos dia 24, 25, 26 e 27 de Junho (Sábado, Domingo, Segunda e Terça-Feira).

QUARTOS DE FINAL

- O Boletim relativo aos quartos-de-final será colocado no dia 28 de Junho bem como a classificação.

Jogos dia 30 de Junho e 1 de Julho.

MEIAS FINAIS E FINAL

- O mesmo procedimento.

PONTUAÇÕES:

Vencedor da Jornada: + 3 pontos (pode ser + que um vencedor da jornada)

Acertar no palpite simples (1x2): 3 pontos

Acertar no resultado (ex: 1-0): 5 pontos

Se o resultado for 1-0 e o concorrente colocar 1-1: 0 pontos

Acertar na figura do jogo: 4 pontos (estava estipulado em 3 mas foi alterado para 4 pontos).


Olhógolo (acertar o resultado): 5 pontos

Critério da escolha da figura do jogo: O mesmo que o da FIFA (site oficial)

NOTA IMPORTANTE: Todos os concorrentes podem efectuar as alterações que entenderem (figura do jogo ou um qualquer palpite) desde que nos devidos prazos e com a devida identificação.

BOA SORTE A TODOS OS PARTICIPANTES!!

FRONTAL COMO SEMPRE...






Fonte: Jornal "A Bola"

"Aqui há umas semanas houve um debate, salvo erro na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, sobre o jornalismo desportivo. Li nos jornais queumdos participantes, jornalista, contou que no voo que levou recentemente a equipa do Benfica a Moçambique, Luís Filipe Vieira terá passado um violento raspanete a toda a imprensa desportiva que acompanha normalmente a equipa, já não sei a propósito de que assunto. E que, estranhamente, tal episódio não foi relatado nem referido por nenhum dos destinatários que seguiam a bordo. Não sei se a história é verdadeira ou não; sei que veio publicada na imprensa não desportiva e que ninguém que eu tivesse visto, a desmentiu, assim confirmando implicitamente a sua veracidade e as lições que ela implica. Lembrei-me disso a propósito da conferência de imprensa em que o seleccionador nacional anunciou a sua escolha dos 23 para a Alemanha. Obviamente, o interesse principal era ouvir da boca dele uma explicação para a não convocação de Quaresma e outros. Mas bastou que Scolari tivesse anunciado previamente que não respondia a perguntas sobre os não convocados para que todos os jornalistas presentes acatassem obedientemente a sua ordem. Do mesmo modo, só depois de alguns comentadores terem levantado a questão de saber se o calor de Évora era o melhor ambiente para preparar a Selecção e se os jogos contra Cabo Verde e o Luxemburgo seriam os testesmais adequados, é que alguns jornalistas ousaram aflorar o assunto para logo serem ameaçados pelo dr. Madail, que jura que vai voltar da Alemanha de dedo em riste para apontar os «antipatriotas» que ousam questionar a infalibilidade divina de quem decide estas coisas transcendentes.

Quero apenas recordar que o silêncio e a submissão da imprensa são maus conselheiros. Lembrem-se de Saltillo, onde o silêncio conivente perante a rebaldaria em que vivia a Selecção, no total desconhecimento de todo o país, foram contributo decisivo para um dos mais vergonhosos episódios do desporto português de todos os tempos. Quem lá está é que sabe com que linhas se deve coser. Mas seguramente não podem crer que andamos todos bem informados com a simples menção de mais um treino ligeiro da Selecção ou aquelas conferências de imprensa onde, com algumas raras excepções como Costinha, os jogadores debitam as maiores banalidades possíveis como se dissessem coisas de uma imensa importância e profundidade. Não basta relatar que a Selecção foi recebida em Marienfeld por dez mil emigrantes portugueses, numa impressionante demonstração de amor ao país distante e crença na equipa nacional que o representa e cuja simples presença tanto significa para esses portugueses longe de Portugal. É preciso contar também que a Selecção passou por eles como se não os visse, não perdendo sequer três minutos a lhes agradecer o esforço, o estímulo e o sacrifício.

A seu tempo e se estiver para me chatear com o assunto, darei a devida resposta à parte que me tocou da entrevista do sr. Scolari à imprensa brasileira. Por ora, limito-me a dizer que ela apenas confirma o que já se sabia, mas que também é tabu: que o seleccionador nacional é um sujeito mal-educado, arrogante, ignorante e saudoso de regimes sem liberdade de imprensa nem regras de conduta democrática. Até pode, por absurdo dos deuses, voltar da Alemanha com o título mundial na bagagem: nem isso, a meu ver, o tornaria qualificado para representar e chefiar a Selecção do meu país. E pouco me importa se, como ele diz, houver 99,9 de portugueses que não pensam assim. Sorte a dele!"