domingo, outubro 29, 2006

Bwin: Porto feliz derrota Benfica!



FC PORTO 3-2 BENFICA

SÃO MORAES!!



Nem sempre quem procura a sorte é premiado, esta é a grande lição que se pode tirar deste encontro. Muito honestamente, creio que foi muito feliz a equipa do FC Porto na maneira como ganhou este encontro. Vai ficar para a história uma vitória azul no dragão mas, diga-se de passagem, com uma enorme dose de felicidade já que, no compto geral, creio que o Benfica acabou por ser a melhor equipa em campo. Clubismos à parte, penso que o Porto justificou a vantagem por duas bolas, quiçá até mais qualquer coisa, depois de 30 minutos de grande qualidade mas, valha a verdade, a partir do momento em que Anderson, por lesão, saíu de cena, o Porto acabou. A partir desse importante acontecimento no encontro, fiquei com a nitida impressão que só o Benfica se preocupou em atacar e jogar para marcar golos. Conseguiu fazer dois golos no Dragão, tal como no ano passado, e, incrivelmente, ainda continuou por cima no jogo em busca de uma "cambalhota" histórica no marcador. O resto da história já todos nós sabemos. Depois de ver o primeiro golo, depois de Helton ter feito aquilo que fez na primeira parte a Kikin e, finalmente, depois do que vi nos descontos em que pareceu-me que o último jogador azul a desviar para a baliza de Quim foi O'Sullivan e não Bruno Moraes, creio que explica em que lado esteve a felicidade, explica que hoje era dia do Porto ganhar e do Benfica obter uma vitória moral.
Fica para a história este excelente e inglório jogo onde, há que dizer, Lucilio Baptista sai com uma nota muito positiva. Tudo dito e tudo em aberto naturalmente!

MELHOR EM CAMPO PARA O BLOG:


7. Ricardo Quaresma

- Exibição de grande nível do extremo português culminada com um golo de levantar o estádio. Na ausência precoce de Anderson, foi ele o motor da sua equipa.

sexta-feira, outubro 27, 2006

Bwin: Leão travado em Aveiro com grande Buba!




BEIRA-MAR 3-3 SPORTING



Beira-Mar e Sporting empataram esta noite a três golos naquele que foi, seguramente, o melhor jogo da presente temporada. Buba, central aveirense, marcou um hattrick e foi a grande figura do jogo.

Em relação ao jogo, houve duas coisas que me saltaram desde logo à vista. Em primeiro lugar, parece-me claro que o Sporting tem de rever algumas situações a nível defensivo, particularmente no que diz respeito aos lances de bola parada. É evidente que a estatura média dos leões é extremamente baixa. Depois, se tivermos em linha de conta que Ricardo tem bastantes dificuldades em responder com eficácia aos cruzamentos, facilmente chegamos à conclusão que os leõs têm um enorme ponto fraco onde efectivamente não deveriam ter já que, como é sabido, no futebol de hoje, uma das principais armas das equipas é a exploração dos lances de bola parada.
Paulo Bento tem tentado corrigir essa situação e, ultimamente, tem colocado no onze inicial Carlos Paredes, um atleta muito forte no jogo aéreo. O problema é que Paredes e eventualmente Tonel não chega. Se analisarmos bem, ontem o Beira-Mar tinha Buba, Diakité, Jorge Leitão e numa fase final Jardel, todos eles com grande capacidade no jogo de cabeça. Pois, sempre que a bola estava na área leonina e estes jogadores estavam presentes, o perigo era uma realidade. Uma equipa que coloca Nani num lance de bola parada a marcar Jardel, ou não estudou minimamente o adversário, ou então Paulo Bento tem total confiança que os seus jogadores, por mais baixos que sejam, têm capacidade para ombrear com os melhores cabeceadores do opositor.

Erros leoninos à parte, creio que assistimos a um excelente jogo de futebol, encontro em que o resultado espelha bem aquilo que se passou em campo. Muitos golos, superioridade dos ataques às defesas, equilibrio, emoção, portanto, tudo aquilo que um adepto de futebol pode desejar. Apesar da superioridade do Sporting a nível de posse de bola, apesar do maior volume ofensivo que os leões tiveram, creio que, neste jogo, era injusto se houvesse um perdedor. O Beira-Mar, surpreendentemente, foi uma equipa muito organizada e com grande espirito de união e sacrificio. Todos os jogadores deram o máximo até ao apito final de Paulo Baptista. Além disso, os aveirenses não se limitaram a defender. É obvio que tiveram muitas preocupações defensivas, é evidente que o Sporting jogou mais no meio-campo do adversário chegando, por vezes, a massacrar o opositor mas, valha a verdade, o Beira-Mar nunca deixou de atacar sempre que tinha oportunidade e quando o fazia criava muitos problemas à defensiva leonina.
Portanto, creio que o resultado se ajusta perfeitamente àquilo que se passou em Aveiro.

quarta-feira, outubro 25, 2006

Lucilio Baptista no FC Porto - Benfica






REACÇÃO???

- Acho sinceramente que vai conseguir fazer um pouquinho melhor que o camarada deste video!!


Rolàbola - 2ª Jornada






Resultados:

1. Marselha - Lyon (1-4)

2. Manchester Utd - Liverpool (2-0)

3. Reading - Arsenal (0-4)

4. Udinese - Inter Milão (0-0)

5. Corunha - Atlético Madrid (1-0)

6. Real Madrid - Barcelona (2-0)

7. Werder Bremen - Bayern Munique (3-1)

8. Benfica - Estrela Amadora (3-1)

9. Naval - Braga (1-1)

OLHÓGOLO:

10. Sporting - FC Porto (1-1)

Pontuações:

João Araújo - 0 pontos
André Doc - 0 pontos
João Faustino - 15 pontos
Nelson Granada - 23 pontos
André Braz - 0 pontos
Rui Faria - 17 pontos
Duarte - 17 pontos
Neves - 15 pontos
Bruno Rocha - 9 pontos
João Marques - 0 pontos
Pedro Faria - 18 pontos
Pedro Violante - 12 pontos
Eduardo Marques - 14 pontos

VENCEDOR DA JORNADA: Nelson Granada "27 pontos"

CLASSIFICAÇÃO:

1º GRANADA 39 PONTOS
2º Pedro Faria 36
3º Bruno Rocha 34
4º João Faustino 33
5º Rui Faria 32
6º Duarte 32
7º Pedro Violante 30
8º Eduardo Marques 29
9º Neves 27
10º Doc 18
11º João Marques 15
12º André Braz 15
13º João Araújo 9

Próxima Jornada:

1. Sheffield Utd - Chelsea

2. Bolton - Man Utd

3. Milão - Inter

4. Udinese - Roma

5. Santander - Valência

6. Real Sociedad - Villarreal

7. Getafe - Corunha

8. Estugarda - Schalke 04

9. Beira-Mar - Sporting

OLHÓGOLO:

10. FC Porto - Benfica

quinta-feira, outubro 19, 2006

Champions: Bayern surpreende leões



SPORTING 0-1 BAYERN MUNIQUE



O Sporting perdeu ontem em casa frente ao Bayern de Munique e permitiu ao Inter de Milão voltar a entrar nas contas pelo apuramento. Já a equipa alemã, com dois triunfos forasteiros diante dos concorrentes directos, garantiu praticamente um lugar na próxima fase da Liga dos Campeões. Cabe ao Sporting, na próxima jornada, adiar esse mais que prevísivel apuramento dos germânicos.

Relativamente ao jogo, sinceramente, não o vi. Como tal, não vou opinar sobre o mesmo. Ainda assim, pelo que ouvi nos comentários pós-jogo, creio que o Sporting acabou por justificar um resultado diferente daquele conseguido. Contudo, creio que os leões têm todas as condições para seguir em frente já que o Inter de Milão ainda não justificou o que quer que fosse para continuar na prova.

quarta-feira, outubro 18, 2006

O novo barbeiro do Nuno Gomes é...



Depois da terrível noite europeia de ontem, nada como um video para animar um pouco a malta...


RoláBola - 1ª Jornada -





Resultados:

1. SAMPDÓRIA - MILÃO (1-1)

2. REGGINA - AS ROMA (1-0)

3. READING - CHELSEA (0-1)

4. WIGAN - MAN UTD (1-3)

5. LENS - MARSELHA (1-1)

6. GETAFE - REAL MADRID (1-0)

7. BARCELONA - SEVILHA (3-1)

8. FC PORTO - MARÍTIMO (3-0)

9. ESTRELA AMADORA - SPORTING (0-1)

OLHÓGOLO (RESULTADO EXACTO):

10. U.LEIRIA - BENFICA (0-4)

Pontuações:

Resultado normal (1x2) - 3 pontos
Resultado certo (ex: 1-0) - 6 pontos
Olhógolo: 5 pontos
Vencedor da jornada: + 4 pontos

João Araújo - 9 pontos
André Doc - 18 pontos
João Faustino - 18 pontos
Nelson Granada - 12 pontos
André Braz - 15 pontos
Rui Faria - 15 pontos
Duarte - 15 pontos
Neves - 12 pontos
Bruno Rocha - 21 pontos
João Marques - 15 pontos
Pedro Faria - 18 pontos
Pedro Violante - 18 pontos
Eduardo Marques - 15 pontos

VENCEDOR DA JORNADA: Bruno Rocha "25 pontos"

PRÓXIMA JORNADA:

1. Marselha - Lyon

2. Manchester Utd - Liverpool

3. Reading - Arsenal

4. Udinese - Inter Milão

5. Corunha - Atlético Madrid

6. Real Madrid - Barcelona

7. Werder Bremen - Bayern Munique

8. Benfica - Estrela Amadora

9. Naval - Braga

OLHÓGOLO:

10. Sporting - FC Porto

Champions: Benfica de duas faces goleado em Glasgow



CELTIC 3-0 BENFICA



Ora aí está um jogo de fácil análise. Enquanto o Benfica teve "pernas", o Celtic pareceu ser sempre uma equipa ao alcance dos encarnados. Tirando os primeiros minutos do jogo em que os católicos, por jogarem em casa e empurrados por um público impar, dominaram por completo, tivemos uma primeira parte agradável do Benfica, com alguma personalidade e, sempre importante no futebol, bastante rematadora. Não justificando a vantagem ao intervalo já que o equilibrio foi a nota dominante, a verdade é que o primeiro tempo realizado pela equipa de Fernando Santos perspectivava algo de bom para o segundo tempo.



Na etapa complementar, quando se pensava que o Benfica pudesse até ser mais audaz no sentido de ir à procura dos três pontos, um tal de Miller apareceu na partida, marcou dois golos num espaço de 10 minutos e resolveu o encontro a favor dos escoceses. Se é certo que o primeiro golo do Celtic surgiu de forma inesperada, não é menos verdade que, a partir desse momento, o Benfica não mais existiu em campo e o Celtic, apoiado num Nakamura de classe e um ataque desconcertante muito por culpa de Miller e Maloney, foi redondamente superior, merecendo por inteiro o resultado que conseguiu.
Explicações para esta derrota? creio que o problema maior foi essencialmente o aspecto físico. No entanto, há que dizer, mentalmente, o Benfica não esteve ao nível daquilo que é exigido numa competição deste nível.
A queda física encarnada de alguns jogadores foi clara. Jogadores como Miccoli, Petit e de forma ainda mais acentuada, o grego Katsouranis, fizeram com que as esperanças benfiquistas fossem por água a baixo. Depois, para além disso, é incompreensível como é que uma equipa, ao sofrer um golo, se desorganiza por completo. Basta ver como é que num canto a favor da equipa se sofre um golo contra.
Tudo isto somado fez com que o Benfica perdesse bem e comprometesse por completo o apuramento para a próxima fase da competição. Agora, só um milagre poderá fazer com que o clube português consiga o segundo lugar do grupo atrás do Manchester United que passeia autenticamente neste grupo.
Para já, há que vencer em casa o Celtic que, contínuo a dizer, é uma equipa perfeitamente ao alcance do Benfica.

domingo, outubro 15, 2006

Bwin: Sporting vence frágil Estrela da Amadora



Tonel resolveu tudo à cabeçada!




Péssimo jogo de futebol na Amoreira, casa emprestada ao Estrela da Amadora. O temporal que se fez sentir durante todo o jogo, a fraquissima equipa da Amadora e a fraca prestação leonina explicada em parte pelas alterações efectuadas por Paulo Bento e por alguma incapacidade física dos príncipais jogadores fez com que o jogo de hoje à noite fosse considerado como um dos piores encontros na presente Superliga. Ainda assim, o Sporting foi a equipa que mais fez para ganhar o encontro e, graças a um bom golo de cabeça por intermédio de Tonel já ao cair do primeiro tempo, conseguiu o mais importante, ou seja, três pontos e a repartição da liderança com o FC Porto.
Gostava de descrever pormenores importantes em relação à partida mas, sinceramente, tirando um ou outro pormenor de Nani, exceptuando a habitual entrega e qualidade táctica de João Moutinho e o saudoso regresso de Carlos Martins à competição, não vejo mais nada de interessante que mereça análise detalhada.

Ligue 1. Lyon vence com mais um golo de Tiago




LYON 2-1 SAINT-ETIENNE

PORQUE SERÁ?



O Lyon venceu o Saint-Etienne por duas bolas a uma e garantiu a sua sétima vitória em oito jogos disputados para a Liga Francesa. A equipa treinada por Gerrard Houlier apenas contabiliza um empate e, curiosamente, em casa frente ao modesto Toulouse.
Quem voltou a ser decisivo foi Tiago, jogador que mesmo em grande forma, não consegue "roubar" o lugar ao velho Costinha ou ao inconstante Maniche. O português marcou o primeiro golo dos campeões franceses, golo esse em que, mais uma vez, o internacional português demonstrou toda a sua capacidade técnica e inteligência na forma como apareceu na área vindo de trás.
A titulo de curiosidade, o golo da vitória do Lyon foi alcançado por Juninho Pernambucano já ao cair do pano. O brasileiro havia falhado uma grande penalidade 5 minutos antes.
Assim vai o campeão francês...

Bwin: Porto e Benfica goleiam e ganham moral para a Champions!



PORTO 3 MARITIMO 0

"SAMBA DE ANDERSON... EFICÁCIA DE POSTIGA"



O Porto venceu de forma natural o Maritimo num jogo em que o brasileiro Anderson voltou a mostrar toda a sua classe. O número 10 portista encheu o campo e foi a figura de um encontro que só teve história até aos 35 minutos de jogo, altura em que Helder Postiga fez o primeiro golo dos dragões.
A história do jogo resume-se basicamente aos golos já que, para além dos mesmos, pouco há a dizer. O Porto, talvez a pensar no jogo frente ao Hamburgo, a partir do momento em que se encontrou na posição de vencedor, desacelerou e, não fosse a inspiração de Anderson e o acerto de Postiga que marcou por duas vezes, talvez o Marítimo pudesse ter conseguido mais qualquer coisa no dragão. O certo é que, mesmo com algumas quebras, os azuis e brancos revelaram-se bastante eficazes em termos ofensivos, o que lhes possibilitou obter um resultado tranquilo e que não deixa margens para quaisquer dúvidas em relação à justiça do vencedor.
No final, três pontos mais para a equipa de Jesualdo Ferreira o que equivale por dizer que o Porto mantém-se na liderança da Superliga. Maior pressão para o Sporting que joga esta noite frente ao Estrela da Amadora.

U.LEIRIA 0 BENFICA 4

"EXIBIÇÃO DE SE LHE TIRAR O CHAPÉU"



Grande exibição encarnada ontem na sempre díficil deslocação a Leiria. O Benfica venceu de forma clara e inequivoca uma União de Leiria que, mais uma vez, voltou a desiludir num jogo contra um grande. Ainda não foi desta que Domingos conquistou pontos frente a um dos três grandes.

Uma primeira parte de grande qualidade por parte dos encarnados ajuda a explicar em muito o desfecho final deste jogo. Com uma excelente troca de bola e uma enorme liberdade de posições no ataque, o Benfica baralhou por completo a defesa leiriense e a estratégia montada por Domingos Paciência para este encontro. O jovem treinador, antigo jogador de Fernando Santos, apresentou um sistema algo diferente com mais homens no miolo do terreno no sentido de ganhar a batalha nessa área tão importante de jogo. Depois, com alas bem abertos, Domingos procurava obrigar os laterais Nélson e Léo a não se incorporarem muito no ataque, algo que é costume acontecer.
O problema foi que com Petit a jogar à frente dos centrais, como tanto gosta e sabe, e Katsouranis, em grande forma, a jogar "à Lucho", o Benfica ganhou o meio-campo e, com Nuno Assis, Simão, Miccoli e o próprio Nuno Gomes a aparecerem de todos os lados, a superioridade encarnada fez-se sentir e as ocasiões foram aparecendo com bastante naturalidade.
Aos 30 minutos, e já depois de ter ameaçado, o italiano Miccoli abriu o marcador e colocou, com inteira justiça, os encarnados no comando da partida. Quanto ao golo, creio que, para quem o viu na televisão ou no estádio, percebe o quanto é díficil descrever este momento. Simplesmente, um golo de bandeira, ou melhor dizendo, um golo "à Miccoli" já que não é a primeira vez que o "rato" faz coisas destas.
Com a obtenção do golo e contrariamente ao que é muitas vezes habitual em equipas portuguesas, o Benfica continuou a carregar, procurou sempre ter a bola e trocá-la através de passes curtos e, mantendo a estratégia da mobilidade ofensiva, foi, efectivamente, perturbando tudo o que de branco havia dentro das quatro-linhas. Ora, consequência dessa supremacia, o Benfica, aos 43 minutos, chegou ao golo da tranquilidade em mais um tento de grande nível, não só pela excelente finalização de Miccoli mas também pela jogada em si e pela assistência de grande qualidade de Nuno Gomes, mais uma vez a demonstrar toda a sua inteligência a jogar com um companheiro na frente de ataque.
Ao intervalo, resultado mais que justo numa exibição de grande nível do Benfica e, contrariamente, uma fraca prestação leiriense, explicada em parte pela valia do opositor.



No segundo tempo, como era de esperar, o Benfica não foi tão pressionante nem tão virado para a baliza leiriense como o fez na primeira parte. Domingos Paciência também mexeu ao intervalo, colocou Paulo Machado no lugar do apagado (como é habitual!) Cadú da Silva e, valha a verdade, o Leiria não cometeu tantos erros e equilibrou um pouco mais a partida.
Apesar de menos ofensivo, o que é certo é que os encarnados estavam bastante objectivos nas suas acções de ataque. Com poucos toques e com muita velocidade, nomeadamente nas alas, os encarnados destabilizavam muito os homens mais recuados do Leiria e criavam situações claras de golo.
Pois, foi com naturalidade que o Benfica chegou à goleada. Aos 61 minutos, Nélson aventurou-se no ataque, foi à linha de fundo e tirou um cruzamento a meia altura para a zona da grande penalidade. Valdomiro, central brasileiro, falhou a intercepção e Nuno Gomes, num remate de algum requinte técnico fez o terceiro do jogo e chegou à bonita marca dos 100 golos na Superliga.
Com três golos de desvantagem, o treinador Leiriense procurou amenizar o resultado e tirou Harison fazendo entrar o sempre atrevido Ivanildo. O Leiria mexeu na equipa mas foi o Benfica que alterou novamente o resultado, desta feita de grande penalidade e por intermédio do capitão Simão Sabrosa.
Estava consomada a goleada, havendo tempo para descansar alguns jogadores, dar alguns minutos a jogadores menos utilizados como Beto ou Kikin e, fundamentalmente, encarar com mais entusiasmo e confiança o jogo de terça-feira frente ao Celtic, equipa que também goleou para o campeonato escocês (1-4) e com destaque para o hattrick do japonês NaKamura, jogador de grande qualidade que terá de merecer especial cuidado.

quinta-feira, outubro 12, 2006

Portugal apático perde na Polónia



POLÓNIA 2-1 PORTUGAL



Portugal perdeu na Polónia por 2-1, resultado que não traduz aquilo que se passou em Chorzow. A selecção polaca foi a melhor equipa durante quase toda a partida e pelas inumeras ocasiões que dispõs, poderia ter alcançado um resultado bem mais embaraçoso para as cores nacionais.

Para este encontro e em comparação com o último frente ao Azerbaijão, Scolari prescindiu de Maniche, preferindo ganhar alguma consistência defensiva com a inclusão de Petit. Não condenando esta opção do treinador, apenas gostaria de realçar mais um indicador claro das pretenções do seleccionador para este jogo: empatar, claro está.
Com Nuno Valente em baixo de forma, Costinha sem ritmo para jogar numa qualquer primeira divisão de um dos melhores campeonatos da Europa, Petit ainda muito abaixo das suas possibilidades, Simão ainda à procura do seu melhor depois dos problemas que conheceu nesta pré-temporada e com Tiago e Nani em super-forma e no banco de suplentes, Scolari iniciou esta díficil missão na Polónia com o pressuposto de correr pouco e, qual equipa pequena, tentar empatar onde a modesta Finlândia goleou. Pois bem, como já é sabido, quem joga para empatar, normalmente, arrisca-se a perder. Ora, a nossa selecção parece que viu o jogo dos sub-21. O problema foi que cometeu exactamente os mesmos erros que a Rússia. Resultado, uma derrota inteiramente justa que, acredito eu, não vai comprometer o apuramento já que, mesmo com tantas asneiras, Scolari tem a felicidade de, em primeiro lugar, ter uma sorte descomunal e, em segundo, contar com um grupo bastante acessível.
Fico-me por aqui já que não quero deitar mais abaixo o seleccionador que dirigia a nossa selecção quando esta chegou à final do Euro2004 e às meias-finais do campeonato do Mundo. Agora, uma coisa é certa, ainda não me convenceu e dificilmente me vai convencer ganhe o que ganhar ao serviço de quem quer que seja!

quarta-feira, outubro 11, 2006

Boa miudos!




PORTUGAL 3-0 RUSSIA



Grande exibição dos jovens jogadores nacionais que com uma atitude fantástica e um acreditar sensacional, conseguiram, de forma categórica, recuperar uma eliminatória que parecia mais que perdida. Louve-se a corajem de Couceiro em arriscar tudo neste jogo, em fazer tudo o que estava ao seu alcance para modificar um resultado adverso proveniente da primeira mão. É caso para dizer que, em tantas asneiras como treinador, houve um dia em que acertou.

Numa breve sintese do jogo, creio que Portugal mereceu por inteiro a qualificação para o campeonato Europeu do próximo ano. Seria uma tremenda injustiça premiar uma selecção que só jogou futebol na primeira mão. Digo mais, se o seleccionador russo não tivesse medo de Portugal, o que veio a acontecer, creio que com maior ou menor facilidade, a Russia iria estar no Euro2007 fruto da grande vantagem que trazia do primeiro jogo. Não obstante, Portugal acreditou, correu muito, teve ocasiões mais que suficientes para golear o seu opositor e, com inteiro mérito, levou de vencida este, ainda assim, valoroso adversário.

Como notas individuais, gostaria de destacar três jogadores. João Moutinho fez um jogo enorme, marcou o primeiro golo e foi ele o motor da equipa. Correu quilómetros e foi talvez o melhor jogador da partida.
Depois, gostaria de destacar Helder Barbosa. O "dragãozinho" que está emprestado à Académica entrou ao intervalo e mexeu por completo com o flanco esquerdo da selecção. Se é verdade que Miguel Veloso (lateral) e Diogo Valente (ala) deram alguma dinâmica ao corredor na primeira parte, é bom dizer que com Helder Barbosa a extremo e Diogo Valente a falso lateral, a "conversa" foi outra. Helder ganhou quase todos os duelos individuais, arrancou inumeros cruzamentos e, mais importante, foi da sua cabeça que veio o terceiro golo luso, um lançe em que é o defesa russo que intromete a bola na sua própria baliza. Creio que está aqui mais um bom valor do nosso futebol, com a particularidade de ser esquerdino puro, algo raro por cá.
Finalmente gostaria de deixar uma nota a respeito de MIGUEL VELOSO. Começou o jogo como lateral esquerdo, no inicio da segunda parte actuou como defesa central, posteriormente jogou inclusivé como médio tal era a disponibilidade atacante da nossa selecção. Meus amigos, estamos na presença de uma nova estrela. Miguel Veloso é, hoje por hoje, imprescindivel na estratégia de Paulo Bento. No Sporting joga como médio defensivo, posição que, a meu ver, é aquela onde o jovem jogador português rende mais. A sua visão de jogo é tremenda, o seu posicionamento é fantástico, a forma como recupera bolas sem fazer muitas faltas é notável. Custódio que me desculpe mas, com este menino, o banco só pode ser o seu destino.
Miguel Veloso tem a particularidade de ser polivalente, algo que é muito importante no futebol actual. O facto de ser esquerdino poderá beneficiá-lo no futuro. Uma possível presença no Euro2008, sinceramente, não me surpreendia. Parabéns a Paulo Bento que teve a corajem de lançar mais um crack no futebol português.
E atenção a Yannick Djaló...

RolÁbola






Está de regresso o já conhecido ROLÁBOLA, concurso que trás mais interactividade e diversão ao blog. O jogo terá o seu inicio deste Sábado a 15 dias.

As regras do jogo serão basicamente as mesmas que o RolÁbola do ano passado. Todos sem excepção poderão participar, podendo começar na primeira ou nas últimas jornadas. O objectivo será acertar em jogos de futebol, sendo que, normalmente, serão escolhidos para efeitos de concurso, os jogos mais importantes dos melhores campeonatos europeus.

Cada participante terá de efectuar um palpite simples (1x2) em determinados jogos, havendo um último (OlhóGolo) onde o participante procurará acertar no resultado exacto. A particularidade do concurso deste ano prende-se com o facto do concorrente poder tentar acertar no resultado exacto num qualquer jogo. Assim sendo, em caso de sucesso, o jogador ganha 6 PONTOS. Caso não acerte, não contabiliza qualquer ponto.

Quem preferir jogar normalmente (1x2), em caso do tiro ser certeiro, ganhará 3 pontos.

No final, quem ganhar a jornada ganhará mais 4 PONTOS.

NOTA: Todos os concorrentes poderão efectuar os seus palpites até 45 minutos antes do primeiro jogo para efeitos de concurso.

Aqui fica já o boletim da primeira jornada para os concorrentes começarem a pensar nas suas apostas:

ROLÁBOLA "1ª JORNADA":

(PALPITE SIMPLES OU RESULTADO EXACTO)

1. SAMPDÓRIA - MILÃO

2. REGGINA - AS ROMA

3. READING - CHELSEA

4. WIGAN - MAN UTD

5. LENS - MARSELHA

6. GETAFE - REAL MADRID

7. BARCELONA - SEVILHA

8. FC PORTO - MARÍTIMO

9. ESTRELA AMADORA - SPORTING


OLHÓGOLO (RESULTADO EXACTO):

10. U.LEIRIA - BENFICA

terça-feira, outubro 10, 2006

O Futebol que temos!






Com o campeonato nacional parado devido a compromissos das selecções, achei relevante e até pertinente falar sobre um tema que, no mundo do futebol, é muito pouco discutido. Ora, o que realmente gostaria de analisar com este artigo e, quem sabe, trocar opiniões com alguns visitantes do blog, é a questão do posicionamento de determinados jogadores, sobre o tempo de adaptação dos mesmos ou até mesmo a prestação de determinado atleta consoante a tactica ou o companheiro de equipa que faz parceria num determinado sector do campo. Esta história, à primeira vista, poderá não ter ponta por onde se lhe pegue. No entanto, baseando-me em exemplos concretos, creio que o leitor poderá ter uma melhor visão da essência deste post.

A QUESTÃO DO TEMPO NO FUTEBOL

Como é sabido, o tempo é fundamental no futebol. Nenhum treinador consegue idealizar uma equipa e implementar um sistema de jogo em dois dias. Por sua vez, um jogador, por muito bom que seja, naturalmente que necessitará de tempo para se ambientar às ideias do treinador e às maneiras de jogar dos companheiros de equipa. Depois, haverá outras conjecturas como o clima, o país, a comida ou a língua que ajudam ou prejudicam um qualquer atleta.

Mediante esta questão, vamos aos primeiros exemplos. Em Inglaterra, temos um treinador chamado Arséne Wenger, actual treinador do Arsenal. O Francês foi para Inglaterra e, mesmo sabendo da hegemonia do Manchester United, pegou na equipa e mediante o conhecimento que tinha do futebol francês, começou a construir um plantel à sua imagem. A direcção dos "gunners" deu tempo ao treinador para fazer a equipa à sua imagem. Hoje, com o mesmo treinador, o Arsenal é uma das melhores equipas do Mundo. Tome-se também o caso de Rafael Benitez, treinador que tem feito épocas pouco conseguidas, isto no que diz respeito à Premiership, mas, sabendo da confiança que lhe foi depositada por parte da direcção, tem feito, aos poucos, uma grande equipa que inclusivé já foi campeã da Europa de clubes.
Partindo para outro campeonato, aterramos em Espanha, mais precisamente, em Barcelona. O técnico holandês Frank Rijkaard, treinador sem experiência, foi uma das armas de Laporta, actual presidente blaugrana. O holandês, de ínicio muito contestado, foi sempre tendo o apoio da direcção do clube. Pois, Rijkaard, com tempo e espaço de manobra, foi formando um conjunto que é só, hoje em dia, o número 1 do Mundo. Se Rijkaard tem sido despedido após um mês ou dois de trabalho, duvido que o Barcelona tivesse a equipa que tem hoje.
Chegando a Portugal, local que é, no fundo, onde realmente quero aprofundar todas as questões que forem apresentadas neste artigo, prendemo-nos com uma interssante permissa: para quem quer que seja, não há tempo algum. Com efeito, os adeptos exigem resultados imediatos, exigem que a contratação A marque 3 ou 4 golos no primeiro jogo oficial, exige que o treinador ganhe todos os jogos que disputa, exigem que a equipa jogue bem em todos os jogos, seja em que período da época for, seja com quem for.
Ainda em relação a treinadores, veja-se o caso de Fernando Santos. O treinador do Benfica começou a ser criticado bem antes do mesmo ter entrado na Luz. É verdade que os encarnados não entraram bem na presente temporada. E daí? depois das questões que houve em torno de Simão, depois do caso de Karagounis, as lesões de Miccoli e Rui Costa, as naturais adaptações de Manú, Paulo Jorge, Katsouranis, Kikin ou Miguelito... será que isto tudo não influencia uma equipa? e o sistema de jogo? uma equipa que anda há três ou quatro épocas a jogar num 4-2-3-1, de repente muda para um 4-4-2 em losango como aconteceu no príncipio de época... será que a equipa estava preparada para obter resultados imediatos? pois é, são estas questões que, muitas vezes, são ofuscadas pelos adeptos e fazem com que um trabalho que até poderá vir a dar frutos no futuro, venha por água abaixo à minima adversidade.
Veja-se também o caso de Jesualdo Ferreira no Braga. O "professor" desenvolveu um projecto no clube que visava atingir objectivos mais animadores passado duas ou três épocas. O presidente do clube aceitou esse desafio e apostou na experiência do treinador português. Construindo uma equipa à sua imagem, tendo o tempo necessário para desenvolver o seu trabalho, os resultados, hoje em dia, estão à vista.
Portanto, é essencial dar tempo ao tempo, como se costuma dizer. No Sporting, Paulo Bento teve a época passada para montar uma equipa e um plantel segundo a sua filosofia e maneira de trabalho. Acredito piamente que o Sporting nos próximos anos vai ter muitos êxitos à conta de Paulo Bento e, obviamente, da direcção.
No Porto, Pinto da Costa já afirmou que vai contar com Jesualdo Ferreira por muitos e bons anos. Pois bem, também estou convencido que o Porto vai ser nos próximos meses uma equipa muito forte e com grandes ambições quer no campeonato quer na Liga dos Campeões.
Já no Benfica, curiosamente, acredito que também vai ter coisas boas com Fernando Santos. Luis Filipe Vieira é um grande presidente e dificilmente vai mudar a opinião que tem a respeito do engenheiro. Ora, eu sou daqueles que ainda estou do lado de Fernando Santos e ainda acredito que vamos ter um Benfica forte e ao nível do Porto e do Sporting. Agora, é tudo uma questão de tempo!

UMA QUESTÃO DE ADAPTAÇÃO

Outro dos temas que vos queria falar era do posicionamento e das adaptações no futebol. Pois bem, tomando como exemplo os três grandes, gostaria de analisar algumas situações. Vamos por pontos:

1. O caso Liedson




Em relação ao Liedson, se bem me lembro, o brasileiro foi, nestas últimas épocas, o melhor marcador da equipa leonina. Se olharmos para a ficha do brasileiro desta época, podemos constatar que o "levezinho" apenas contabiliza um golo e de grande penalidade.
Pergunta simples: O que mudou da época passada para esta? a resposta é igualmente simples. Liedson não perdeu o faro pelo golo, simplesmente ainda não se encontra na sua melhor forma, algo que é perfeitamente natural. Mas não é só. Se repararmos, este ano Liedson já formou dupla de ataque com Carlos Bueno, Yannick Djaló e Alecsandro. Pergunto, quantas vezes jogou Liedson com qualquer um destes jogadores nas épocas transactas? creio que a resposta todos saberão.
Agora, este caso leva-nos irremediavelmente para outro. Se um outro avançado, recentemente contratado por um grande, jogasse 5 jogos como titular, todos eles quase com a totalidade dos minutos, e marcasse apenas 1 golo e de grande penalidade, o que dirião os adeptos, o que diria a imprensa desportiva? é evidente que por muito bom que esse jogador fosse, teria naturalmente pouca margem de manobra. E porquê? porque o tempo é coisa que não existe em Portugal. E depois quando se perde um "Liedson" porque não se deu tempo ao tempo e vê o mesmo marcar "n" golos no país vizinho...

2. Katsouranis viu-se "grego"

Creio que Katsouranis é um caso gritante de como um jogador só funciona mediante determinada função em campo, mediante determinado posicionamento. Na pré-temporada e nos primeiros jogos oficiais do Benfica, Katsouranis jogou sempre ao lado de Petit, ambos como médios defensivos. Resultado? sempre que os dois foram titulares, um anulava-se ao outro. Creio que houve um ou outro jogo onde ambos cumpriram. Aliás, quando se tem atitude, é dificil não cumprir. Agora, creio que é notório que um destes jogadores, sozinho, rende muito mais e é suficiente. É a velha questão, um é excelente, dois são de mais. A expulsão de Petit no Bessa obrigou Fernando Santos a jogar unica e exclusivamente com um médio defensivo, no caso, Katsouranis. Pois, nos jogos imediatos viu-se um Katsouranis absolutamente transfigurado, com um sentido táctico fantástico, justificando o porquê de ser peça fundamental na selecção grega. Digo mais, a jogar com um médio defensivo, tenho muitas dúvidas entre o melhor Katsouranis e o melhor Petit.
Este exemplo é facilmente comparável aos casos de Frank Lampard e de Steven Gerrard na selecção inglesa. Como é sabido, estes dois jogadores são, actualmente, dois dos melhores centro-campistas do Mundo. Porém, o que é certo é que, fruto de possuirem características muito semelhantes, quando estão a representar a sua selecção, não conseguem mostrar todo o seu potencial. Parece que um está a ocupar o espaço do outro e, ao mesmo tempo, a ofuscar o potencial do companheiro.
Cabe ao treinador detectar estas "pequenas-grandes" questões. São estes detalhes que definem o bom do grande treinador. Nem sempre é o jogador o culpado de não render. Muitas vezes acusa-se o atleta de não correr, de não se esforçar, de não jogar tão bem quanto mostrou no clube anterior, quando, no fundo, não se sabem as verdadeiras razões para o sub-rendimento do atleta. Já viram se, por exemplo, Jaime Pacheco treinasse Rui Costa e o obrigasse a jogar da mesma forma que fazia com Lucas? se calhar perdiasse um jogador e não era por o mesmo não saber. Pensem nisto!

sábado, outubro 07, 2006

Portugal a meio gás supera modesto Azerbaijão



O SUSPEITO DO COSTUME

PORTUGAL 3-0 AZERBAIJÃO



Portugal venceu de forma tranquila a fraca selecção do Azerbaijão num jogo em que Cristiano Ronaldo voltou a destacar-se dos demais companheiros, realizando uma partida de grande nível, culminada com dois golos. Aliás, não fosse o mau juízo do árbitro auxiliar em que não considerou um golo perfeitamente válido de Cristiano Ronaldo e o madeirense teria mesmo conseguido um hattrick.

Quanto à história do jogo, pouco há a dizer. Portugal jogou exactamente da mesma forma que costuma jogar contra equipas modestas e defensivas. Trocas de bola a um ritmo reduzido e mudanças de velocidade quando Deco ou Cristiano Ronaldo têm a bola.
Numa coisa Scolari tem razão. Contra estas equipas já não há goleadas. Não por que o adversário seja demasiado débil mas sim por que numa equipa treinada por Scolari dificilmente há goleadas. O onze tipo não varia consoante o grau de dificuldade das selecções, as substituições, mesmo para quem não tem dotes mágicos, são de todo previsiveis.
Assim sendo, estão conseguidos os 3 pontos. É caso para dizer que falta 1 ponto a Portugal para Scolari considerar esta dupla operação um sucesso.

terça-feira, outubro 03, 2006

BWIN: Braga moralizado surpreende o Porto



BRAGA 2-1 FC PORTO

1-0 Marcel
1-1 Helder Postiga
2-1 Luis Filipe



O Braga venceu o lider Porto por duas bolas a uma e terminou em grande uma das mais saborosas e carismáticas semanas que o clube bracarense tem memória. Depois de eliminar o Chievo Verona, um clube que tem apresentado resultados extremamente positivos nos últimos anos no Calcio, o Braga conseguiu derrotar o FC Porto, algo que, logicamente, não é histórico, mas, não deixa de ser noticia, isto se tivermos em conta os últimos confrontos registados em Braga, entre as duas equipas, na última década. Por sua vez, o Porto, que registou a sua segunda derrota consecutiva já que havia perdido em Londres durante a semana, conheceu o seu primeiro desaire no campeonato, deixando de ser lider isolado e terminando com a invencibilidade na Superliga. Neste momento, já todas as equipas conheceram o amargo sabor da derrota.

Relativamente ao encontro, a primeira parte ficou marcada pelo equilibrio. O Porto entrou melhor, Lucho, logo nos primeiros minutos, isolou-se e poderia ter aberto o activo para os dragões, algo que Paulo Santos não permitiu. A meio do primeiro tempo, foi a vez de o Braga tomar mais iniciativas de ataque, sendo que, numa delas, chegou à vantagem. O brasileiro Marcel, aproveitou uma bola na área, dominou bem o esférico e rematou para o primeiro do jogo.
Em desvantagem, o Porto, grande equipa que é, respondeu e foi à procura da igualdade. Anderson, desta vez, a jogar "à Messi", portanto, como médio ala direito, tentava pegar no jogo e fazer jogar a equipa mas, era do flanco esquerdo que vinha o verdadeiro perigo. Ricardo Quaresma, sempre muito activo, arrancava boas jogadas individuais culminadas com cruzamentos perigosos à procura de Postiga. Ora, aos 42 minutos, foi precisamente através de um centro de Quaresma ao segundo poste que o Porto chegou ao golo. O internacional português percebeu a movimentação de Postiga, tirou um cruzamento milimétrico e o avançado, sozinho, não teve quaisquer problemas em fazer o primeiro do Porto.
Ao intervalo, registava-se uma igualdade a uma bola, resultado que explicava aquilo que se havia passado no Municipal de Braga.



No segundo tempo, quando se esperava que o Porto fosse mais dominador já que era lider e o Braga havia feito 120 minutos em Chievo durante a semana, foi precisamente o clube bracarense que se mostrou mais atacante e com mais vontade de ganhar. Carlos Carvalhal, mostrando essa ambição de querer vencer a partida, lançou João Pinto tirando um médio com características mais defensivas, no caso, Castanheira.
Assim sendo, o Braga reentrou melhor e aos 55 minutos chegou ao segundo golo. Luis Filipe, numa excelente arrancada, rematou forte e colocado num lance em que Hélton poderia ter feito melhor. O lateral bracarense fez o seu primeiro golo em 5 temporadas e logo contra o campeão nacional.
Em desvantagem, o Porto, como lhe competia, foi para a frente, Jesualdo colocou em campo Alan e Vieirinha com o intuito de dar mais rapidez, frescura e criatividade às alas do Porto mas, o que é certo é que o Braga nunca se desuniu e foi sempre um conjunto consciente, equilibrado e rigoroso nas suas acções defensivas.
O Porto ainda dispôs de duas ou três boas ocasiões para marcar mas, a dada altura, percebeu-se que os jogadores do Braga, com enorme coração e uma grande disponibilidade, não mais iriam perder ou empatar este jogo.
Em conclusão, vitória feliz e muito sofrida do Braga que acaba por se aceitar dado àquilo que todos os jogadores do Braga, sem excepção, fizeram durante os 90 minutos, isto perante a réplica de uma grande equipa como é o FC Porto.

Bwin: Sporting vence U.Leiria




EM CAMPO PESADO RESOLVEU O LEVEZINHO!





O Sporting venceu a União de Leiria por duas bolas a zero e, fruto da derrota do Porto em Braga, ascendeu ao segundo lugar da prova, tendo os mesmos pontos que os dragões. Nani, na primeira parte, e Liedson, de grande penalidade, na segunda, coloriram o marcador, resultado que não sofre a mínima contestação.

Na primeira parte, apesar do ascendente leonino, a verdade é que o Leiria mostrou sempre alguma coesão defensiva e, com um meio-campo defensivo reforçado (Paulo Gomes e Faria como trincos), o Sporting tinha algumas dificuldades em criar verdadeiras ocasiões de golo.
Aos 35 minutos, o Sporting conseguiu finalmente desbloquear a bem organizada defesa Leiriense, muito por culpa de um erro infantil de Marcos António. João Moutinho aproveitou, endossou o esférico para Alecssandro, este de forma inteligente serviu Nani e o miudo encostou facilmente fazendo o seu terceiro golo na BWIN liga. Mesmo à beirinha do intervalo, o Sporting dava um passo de gigante rumo à vitória. É que, como é sabido, o Leiria, mesmo numa noite profundamente desinspirada, tem jogadores na frente extremamente rápidos que colocam em respeito qualquer defesa. A registar-se uma igualdade ao intervalo, Paulo Bento teria de arriscar e poderia correr enormes riscos de ser surpreendido em jogadas de contra-ataque. Depois, o golo foi importante porque apareceu numa altura em que a bola ainda rolava nas melhores condições. A chuva intensa que foi caindo durante todo o encontro foi degradando o terreno de jogo e prejudicando as transições das equipas. Naturalmente que o Sporting, se não marcasse, seria o mais prejudicado já que com tais condições climatéricas, quem tivesse a obrigação de atacar, como era o caso leonino, teria muito mais dificuldades.
Mas, tais cenários não vieram a desenrolar-se e o Sporting foi, com inteira justiça, para o intervalo na posição de vencedor.



No inicio do segundo tempo, apareceu uma União de Leiria mais desinibida em termos ofensivos mostrando alguma vontade em querer discutir o encontro. Nos primeiros 10 minutos, apesar de não criar verdadeiras ocasiões de golo, o Leiria, mormente pelo flanco esquerdo com Ivanildo que entrara a meio do primeiro tempo, tentava explorar um possível desgaste dos jogadores do Sporting e empatar novamente a partida.
Se é certo que a União estava melhor, pois Éder, lateral direito leiriense, fez questão de acabar com toda a esperança de um possível resultado positivo por parte do conjunto de Domingos Paciência. Num lance inofensivo, Éder, incompreensivelmente, precipitou-se e derrubou Nani na área. É caso para dizer que o brasileiro do Leiria e William, o central do Aves, poderiam muito bem fazer um ninho já que ambos foram "passarinhos" prejudicando claramente as suas equipas.
Quem aproveitou os erros contrários foi o brasileiro Liedson. O "levezinho" pegou na bola, assumiu o risco e marcou de forma tranquila a grande penalidade. Estava feito o segundo do Sporting, estava definitivamente encontrado o vencedor da partida, estava redescoberto o caminho dos golos para Liedson, algo que, pelo que o brasileiro fez neste jogo, foi merecido por inteiro.
Até final, ambos os treinadores mexeram nas respectivas equipas, Paulo Bento com o objectivo de descansar jogadores e Domingos com o objectivo de tentar ainda colocar alguma pressão, algo que não foi conseguido.
No final, vitória justa do Sporting num jogo em que a União de Leiria foi uma pequena desilusão já que, pela qualidade do seu plantel e por aquilo que já mostrou neste inicio de época, nomeadamente em Braga, tinha a obrigação de fazer um pouco mais.

segunda-feira, outubro 02, 2006

Bwin: Benfica vence fraco Desportivo das Aves







O Benfica venceu de forma relativamente fácil o Desportivo das Aves por 4-1, num jogo sem grandes motivos de interesse, muito por culpa da estratégia da equipa forasteira que se limitou exclusivamente a defender. Os encarnados, sem realizarem uma grande exibição, venceram e marcaram quatro golos, algo que, dado ao momento do clube da Luz, não deixa de ser moralizador.
Paulo Jorge, Nuno Gomes, Simão e Karagounis fizeram os golos do Benfica ao passo que Filipe Anunciação deu expressão ao marcador Avense, num golo com colaboração do guarda-redes Quim.

quarta-feira, setembro 27, 2006

Champions: Manchester pragmático derrota Benfica




BENFICA 0-1 MAN UTD
Saha



O Benfica perdeu na passada Terça-Feira frente ao Manchester United por uma bola a zero e complicou muito uma possível passagem à próxima fase da competição. A derrota acabou por ser um pouco penalisadora para os encarnados que, embora nem sempre muito objectivos, tudo fizeram para tentar um resultado diferente.

Numa análise rapida do jogo, até porque já muito se disse a respeito do mesmo, creio que o Manchester acabou por vencer bem, isto apesar de só na segunda parte ter realmente dado sinais de que também estava na Luz para ganhar o encontro. A história deste jogo poderá ser facilmente comparada à história da lebre e do caracól. O Benfica, qual lebre, entrou a todo o gás na partida de forma a chegar à meta com um resultado profundamente animador. Por outro lado, o Manchester, de forma lenta, ia procurando baixar o ritmo, controlar o jogo a meio-campo e apostar num raide de Ronaldo ou Saha. Ora, no primeiro tempo, o Benfica dominou, a determinadas alturas do jogo sufocou o adversário mas, valha a verdade, nunca conseguiu atormentar verdadeiramente Van der Saar. Se é certo que o United deu, a espaços, sinais de perturbação pelo pressing exercido pelo adversário, o que é certo é que chegando ao intervalo com um nulo no marcador, os ingleses sabiam que no segundo tempo a história do jogo iria ser diferente. Quer queiramos quer não, nenhuma equipa do Mundo consegue, nesta fase da temporada, fazer um pressing campo inteiro durante os 90 minutos. Se tivermos em conta que os encarnados jogaram poucos dias antes num campo muito pesado como foi o de Paços de Ferreira e onde o desgaste físico foi brutal, estava-se mesmo a ver que dificilmente o Benfica ganharia o jogo. Depois, há a questão do poder de fogo na frente. O Benfica tem Paulo Jorge que se estreou na Liga dos Campeões, tem Simão que ainda está à procura da melhor forma e, finalmente, Nuno Gomes que é um avançado e não um ponta de lança. A diferença das duas equipas viu-se precisamente neste "pormaior". Cristiano Ronaldo esteve hiperactivo e Saha, na primeira vez que foi bem servido, fez aquilo que todos sabemos. Com efeito, o Manchester, que, não nos podemos esquecer, não é uma equipa qualquer, foi mais inteligente, soube sofrer nos momentos que tinha de sofrer e, apesar de ter sido feliz, soube explorar o contra-ataque e matar o opositor quando este menos esperava.
No final, vitória do Manchester que deixa muito complicada a vida do Benfica. No entanto, há que dizer que os adeptos encarnados foram extremamente injustos com a equipa e com Fernando Santos ao mostrarem um cartão vermelho, ou melhor dizendo, lenços brancos. Creio que não foi pelo treinador que o Benfica perdeu isto apesar de achar que o pressing do primeiro tempo, para esta altura da época e contra o adversário em questão, foi algo exagerada. Contudo, Fernando Santos arriscou e não deve ser penalisado por isso. Relativamente aos jogadores, creio que quiseram mais do que nunca ganhar, deixaram tudo o que tinham dentro do campo e, não fosse a esperteza e valia do adversário, certamente que teriam triunfado. Parabéns ao Manchester que, mesmo com alguns erros que Alex Ferguson já nos habituou, conseguiu montar uma estratégia que, com algumas ratoeiras, surpreendeu o adversário.




sábado, setembro 23, 2006

Bwin: Benfica deixa dois pontos em Paços de Ferreira



MALDITOS DESCONTOS!!

PAÇOS FERREIRA 1-1 BENFICA



Como num minuto apenas se pode alterar toda a história de um jogo. Bastaria o jogo de ontem ter terminado ao minuto 91 e estariamos aqui a escrever sobre a primeira vitória dos encarnados fora de portas, triunfo que se justificaria perfeitamente dado aquilo que as duas equipas fizeram ao longo dos 90 minutos. O problema é que num lance aparentemente controlado, o Paços fez o golo, gelou o coração dos adeptos benfiquistas e conquistou um ponto que dado ao desenrolar da partida, equivaleu a três. Ao invés, o empate para a equipa de Fernando Santos soube a derrota. São estes jogos que deixam marcas num conjunto que trabalhou bem durante os 90 minutos e, sem fazer um grande jogo, foi sempre superior ao seu opositor, tendo oportunidades mais que suficientes para trazer do Norte os três pontos na bagagem. Pois, tal não veio a acontecer e José Mota, com o resultado em apenas um golo de diferença, acreditou sempre, fez as alterações que tinha de fazer no sentido de conseguir pontos e, aos 92 minutos, tal como havia sido em 90´ frente ao Sporting, foi feliz. João Paulo, que entrara a meio do segundo tempo, fez o golo dos Aveirenses, naquele que terá sido, porventura, o primeiro golo da carreira do avançado português, ironicamente falando.
O golo dos encarnados foi marcado na primeira parte por intermédio do grego Katsouranis que, a par de Paulo Jorge, foi o melhor jogador do Benfica neste jogo.
Se as coisas não estavam a correr bem à equipa treinada por Fernando Santos que tardava em encontrar-se com as boas exibições e bons resultados, o empate de ontem, mais do que deixar a equipa mais longe do Porto, vai certamente deixar marcas no psicológico dos jogadores que, a dado momento do jogo, sempre deram a vitória como um dado garantido.

Jornada 4: Porto vence e reforça liderança



OUTRA VEZ O GAROTO!!

PORTO 3-0 BEIRA-MAR



O Porto venceu ontem à noite o Beira-Mar por 3-0 e garantiu por mais uma jornada a liderança isolada no campeonato. Os golos dos dragões foram marcados somente na segunda parte, isto apesar do dominio azul ter sido uma constante durante todo o encontro. Helder Postiga, Alcaraz, perdão, Lisandro Lopez e Tarik foram os marcadores numa noite em que o Harry Potter Quaresma e Anderson Copperfield foram os mágicos de serviço.

Os primeiros vinte minutos do jogo conheceram um Porto muito forte e extremamente pressionante. Apesar de só ter assustado o guarda-redes aveirense num lance em que Postiga, de cabeça, fez a bola passar muito perto do poste direito de Danrlei, o FC Porto efectuava muitos cruzamentos, ganhava muitos pontapés de cantos e obrigava o Beira-Mar a correr muito e quase sempre sem bola. Nesta primeira fase do jogo, o perigo vinha quase sempre das alas, onde neste particular, Quaresma assumia quase sempre o papel príncipal. Postiga foi sempre mais um apoio a Adriano no miolo do terreno e Jorginho nunca foi capaz de explorar os espaços deixados fundamentalmente no flanco esquerdo.
Curiosamente, sem nada o fazer prever, a primeira grande oportunidade de golo do jogo pertenceu a Ratinho, o número 10 aveirense que, já dentro da área, rematou colocado obrigando Hélton a mostrar o porquê de ter sido recentemente convocado para a selecção canarinha. Ora, este lance, foi mesmo o único sinal de vida da turma de Augusto Inácio em todo o jogo.
O último quarto de hora deste primeiro tempo foi mais calmo para a defensiva aveirense, isto porque o meio-campo azul começou a perder mais bolas e a jogar de forma mais lenta. Jorginho era uma unidade a menos, Lucho revelava-se um pouco desgastado não tendo tanta capacidade para fazer as transições defensivas e ofensivas como tanto sabe e Paulo Assunção, sem a companhia de Raúl Meireles, via-se muitas vezes obrigado a recorrer à falta para travar um qualquer contra-ataque aveirense.
Ao intervalo, apesar do ascendente natural do Porto, o nulo subsistia.



Para o segundo tempo, Jesualdo Ferreira deixou Adriano e Jorginho no balneário e lançou Anderson e Lisandro. Pois bem, as substituições resultaram desde logo. Lisandro entrou muito bem no jogo, rápido no flanco esquerdo e com um bom sentido de baliza. Mas, quem realmente mexeu com o jogo foi Anderson. O brasileiro, mal entrou em jogo, contagiou por completo os seus companheiros. Se o Porto havia jogado bem no primeiro tempo, a verdade é que com o prodígio brasileiro, a música foi outra. O "10" portista pegou no jogo, estabeleceu o ritmo do mesmo e empurrou a equipa para um triunfo fácil. Aos 54 minutos, Helder Postiga fez o primeiro dos dragões, numa jogada individual de qualidade mas muito facilitada pelo central Alcaraz que teve uma noite tremendamente infeliz.
Aos 72 minutos, Lisandro Lopez fez o segundo do Porto, num lance em que Alcaraz ficou, mais uma vez, muito mal na fotografia. Estava sentenciado o jogo, estava encontrado o vencedor do mesmo.
Já com o Beira em desvantagem numérica e com Tarik em jogo, o Porto chegou à goleada. O marroquino tabelou bem com o argentino Lisandro, isolou-se e, sem dificuldades, desviou a bola do inconformado guarda-redes aveirense. Ficava assim definido o marcador final deste encontro, um resultado que ilustra perfeitamente aquilo que foi o jogo.
Bom teste para a equipa de Jesualdo Ferreira que encara assim com mais optimismo o jogo de terça-feira frente ao fortíssimo Arsenal.

quarta-feira, setembro 20, 2006

RESULTADOS E MARCADORES DA 3ª JORNADA DA LIGA BWIN 2006/2007







SPORTING 0 PAÇOS DE FERREIRA 1 (Ronny)

ACADÉMICA 1 BELENENSES 1 (Gélson; Nivaldo)

BEIRA-MAR 2 ESTRELA DA AMADORA 0 (Jardel e Alcaraz)

MARÍTIMO 0 DESP. AVES 0

BENFICA 1 NACIONAL 0 (Luisão)

NAVAL 0 FC PORTO 2 (Marek Cech e Mário Sérgio [p.b.])

SP.BRAGA 0 UNIÃO DE LEIRIA 1 (Paulo César)

VIT.SETÚBAL 1 BOAVISTA 0 (Julien)

segunda-feira, setembro 18, 2006

BWIN LIGA: Benfica e Porto vencem na jornada 3




BENFICA 1-0 NACIONAL
(Luisão)



Um golo de Luisão na primeira parte foi suficiente para o Benfica alcançar a sua primeira vitória no campeonato. A vitória acabou por ser algo sofrida já que os encarnados desperdiçaram inumeras oportunidades de golo e, mesmo jogando contra dez unidades devido à expulsão de Cléber por acumulação de amarelos, não conseguiram matar o encontro, permitindo ao adversário acreditar que seria possível outro resultado que não a derrota.
De salientar o regresso de Simão ao Estádio da Luz, a estreia de Kikin Fonseca como titular, o reaparecimento de Karagounis que, também ele, jogou de inicio e, finalmente, o tão desejado retorno do italiano Miccoli, um jogador que é claramente uma mais valia para o conjunto orientado por Fernando Santos.

NAVAL 0-2 FC PORTO
(Cech, Mário Sérgio p.b)



O Porto venceu na Figueiró da Foz por duas bolas a zero e confirmou o primeiro lugar na Superliga onde ficará a aguardar pelo desfecho do Braga - Leiria de Segunda-Feira para saber se com ou sem companhia.
Fácil, muito fácil a vitória dos dragões que, desde cedo se começou a desenhar. Aos 10 minutos, Ricardo Quaresma arrancou pela direita, tirou dois adversários do caminho e solicitou Marek Cech. O eslovaco, já dentro da área, rematou cruzado não dando hipóteses ao guarda-redes da Naval. Estava assim aberto o activo.
Com um meio campo muito activo quer a defender quer a pressionar para depois lançar rapidamente o ataque, o Porto continuou a carregar em busca do segundo golo e a consequente tranquilidade absoluta. Com dois golos de vantagem, certamente que o vencedor da partida estaria encontrado.
Ora, aos 26 minutos, os dragões chegaram ao 2-0 numa jogada de puro contra-ataque, iniciada no guarda-redes Hélton. O brasileiro lançou Bosingwa na direita, este galgou uns bons 60 metros até tirar um cruzamento a meia altura onde encontrou a perna do defensor Mário Sérgio que, infeliz e descoordenado com o guarda-redes Taborda, colocou a bola na sua própria baliza e deu maior expressão à vitória portista.
Estava feito o segundo do jogo resultado que não mais viria a sofrer alteração. A equipa azul e branca, fruto do compromisso semanal frente ao CSKA, preferiu gerir o esforço físico e controlar as operações mais a meio-campo em vez de arrancar para uma goleada.
No final, vitória tranquila e inteiramente justa dos dragões que levam já três vitórias em três jogos realizados na prova.

Off Record: Aposto que no próximo jogo do Porto frente ao Beira-Mar, o primeiro golo dos dragões vai ser marcado pelo lateral direito Jorge Vidigal.

sábado, setembro 16, 2006

Bwin Liga: Sporting derrotado em casa pelo Paços




POUCAS PERNAS E MUITO BRAÇO




À terceira jornada apareceu a primeira derrota do Sporting, em casa, num jogo em que, infelizmente, o árbitro da partida, João Ferreira, foi o maior protagonista. Os leões perderam por uma bola a zero, num golo de Ronny com o braço. Admitindo que o juíz do encontro possa não ter visto, a verdade é que os pontos já não podem ser devolvidos aos leões e, como tal, quer queiramos quer não, foi João Ferreira que definiu o resultado final da partida.

A respeito do encontro, importa salientar que os leõezinhos estiveram muito abaixo da grande exibição produzida frente ao Inter. Aliás, tal seria perfeitamente natural já que o adversário de hoje era diferente a todos os níveis. Ainda assim, os pupilos de Paulo Bento dispuseram de oportunidades mais que suficientes para conseguir a vitória. Falta de sorte, uma arbitragem infeliz e, a meu ver, alguma incapacidade física no segundo tempo derivada do desgaste do jogo europeu foram as príncipais causas para termos conhecido a primeira grande surpresa na Superliga.

No final, vitória injusta e profundamente feliz do Paços de Ferreira que veio a Alvalade em busca do Totoloto e saíu-lhe o Euromilhões.

PONTUAÇÕES:

PONTUAÇÕES:

Real Madrid 3-1 Almería
Valencia 2-1 Valladolid
Athletic Bilbao 1-1 Saragoça
Deportivo (hoje) Bétis
Espanyol (hoje) Getafe
Maiorca (hoje) Villarreal
Racing Santander (hoje) Levante
Murcia (hoje) Atlético Madrid
Sevilha (hoje) Recreativo Huelva
Osasuna (hoje) Barcelona

quinta-feira, setembro 14, 2006

LIGA DOS CAMPEÕES: RESULTADOS E MARCADORES




RESULTADOS E MARCADORES DA PRIMEIRA JORNADA DA FASE DE GRUPOS DA LIGA DOS CAMPEÕES:



GRUPO A:

Chelsea 2 Werder Bremen 0 (Essien e Ballack [g.p.])

Barcelona 5 Levski Sófia 0 (Iniesta, Giuly, Puyol, Eto'o e Ronaldinho)

GRUPO B:

SPORTING 1 Inter de Milão 0 (Marco Caneira)

Bayern Munique 4 Spartak Moscovo 0 (Pizarro, Santa Cruz, Schweinsteiger e Slihamidzic)

GRUPO C:

Galatassaray 0 Bordéus 0

Psv Eindhoven 0 Liverpool 0

GRUPO D:

Olympiakos 2 Valência 4 (Konstantinou e Castillo; Morientes [3] e Raúl Albiol)

Roma 4 Shakhtar Donetsk 0 (Taddei, Totti, De Rossi e Pizarro)

GRUPO E:

Lyon 2 Real Madrid 0 (Fred e TIAGO)

Dínamo Kiev 1 Steaua Bucareste 4 (Rebrov; Ghionea, Badea e Dica [2])

GRUPO F:

Copenhaga 0 BENFICA 0

Manchester United 3 Celtic 2 (Saha [2] e Solskjaer; Vennegoor of Hesselink e Nakamura)

GRUPO G:

FC PORTO 0 CSKA Moscovo 0

Hamburgo 1 Arsenal 2 (Sanogo; Gilberto Silva e Rosicky)

GRUPO H:

Anderlecht 1 Lille 1 (Pareja; Fauvergue)

Milan 3 AEK Atenas 0 (Inzaghi, Gourcuff e Kaká)

PORTO PERDULÁRIO DESPERDIÇA OPORTUNIDADE DE VITÓRIA






O FC Porto empatou a zero na recepção ao CSKA Moscovo, em jogo a contar para a primeira jornada da Liga dos Campeões.
Num grupo algo complicado, o Porto necessita de conquistar pontos que na teoria sejam mais facéis de alcançar, nomeadamente nos jogos em casa.
Foi precisamente o que a equipa tentou, tendo momentos de bom futebol, e criando diversas ocasiões de golo.



Com o "maestro", Anderson, a rubricar mais uma excelente exibição, e a colocar os companheiros de equipa em situações de golo eminente, os azuis-e-brancos não conseguiram ultrapassar a barreira defensiva russa, muito por culpa da excelente exibição do guardião contrário, Akinfeev.
O tridente ofensivo composto por Ricardo Quaresma, Tarik Sektioui e Adriano esteve bastante abaixo do esperado, e nem com as entradas de Hélder Postiga, Lisandro López e Alan, o Porto conseguiu encontrar o caminho do golo.
Por sua vez, o CSKA vivia da criatividade de Daniel Carvalho, mas este nunca teve o devido acompanhamento do seu compatriota Vagner Love, que rubricou uma exibição bastante aquém do exigivél para um internacional brasileiro.
Um empate que acaba por deixar tudo em aberto, já que o FC Porto tem condições para pelo menos pontuar na Rússia, pode perfeitamente vencer os dois jogos com o Hamburgo, e porventura, arrancar algum ponto frente ao Arsenal. Nesta conjuntura, os dragões teriam as portas dos oitavos-de-final bem abertas!
No outro jogo do grupo, o Arsenal venceu no terreno do Hamburgo por duas bolas a uma, confirmando a ideia de que, à partida, será o primeiro classificado do grupo.



FICHA DE JOGO:

Estádio do Dragão, no Porto

ÁRBITRO: Tom Henning Ovrebo, da Noruega

FC PORTO - Hélton; Bosingwa, Pepe, Bruno Alves e Ezequias; Paulo Assunção, Lucho e Anderson; Ricardo Quaresma, Tarik Sektioui e Adriano.

SUPLENTES: Vitor Baía, Ricardo Costa, Jorge Fucile, Jorginho, Alan, Lisandro López e Hélder Postiga.

SUBSTITUIÇÕES: Tarik Sektioui por Hélder Postiga (ao intervalo), Ricardo Quaresma por Alan (61m) e Adriano por Lisandro López (71m).

CSKA - Akinfeev; Ignasevich, Semberas e A.Berezutski; Krasic, Rahimic, Aldonin, Dudu e Zhirkov; Daniel Carvalho e Vagner Love.

SUPLENTES: Madrykin, Gusev, Olic, V.Berezutski, Taranov, Grigoriev e Gorelov.

SUBSTITUIÇÕES: Vagner Love por Olic (76m), Dudu por V.Beresutski (87m) e Daniel Carvalho por Gusev (90+2).

DISCIPLINA: Cartão amarelo para Rahimic (36m), para Dudu (41m) e para Zhirkov (46m).

Champions: Benfica mediocre empate na Dinamarca






Os jogadores do Benfica estão de parabéns já que, nos 90 minutos, conseguiram cumprir na integra as ordens que lhes foram transmitidas para este jogo por intermédio do engenheiro Fernando Santos. Os encarnados saíem da Dinamarca com um empate que significa quase que garantidamente o terceiro lugar no grupo e o consequente apuramento para a Taça Uefa.
Quanto ao jogo, gostaria de apresentar uma crónica com os detalhes mais importantes do mesmo e, como tal, limitar-me-ei a salientar o minuto 75, momento em que Paulo Jorge, um dos poucos jogadores benfiquistas que correu, de pé esquerdo, enviou a bola ao poste do guarda-redes dinamarquês.
Resultado justo naquele que é, sem dúvida, candidato ao pior jogo da Liga dos Campeões da presente temporada.

PS: Kikin Fonseca rendeu Nuno Gomes ao minuto 89.

quarta-feira, setembro 13, 2006

Liga dos Campeões: Super Sporting vence Inter de Milão



TÃO GRANDES!!

SPORTING 1-0 INTER



O Sporting entrou com o pé direito na Champions League depois de ter conseguido um fantástico triunfo frente ao todo poderoso Inter de Milão. Marco Caneira, aos 64 minutos, fez o único golo do jogo, um golo, diga-se, de levantar qualquer estádio por essa Europa fora.

A primeira parte foi pautada pelo equilibrio. O Inter jogava de forma cautelosa, tentando sempre manter um ritmo baixo na partida. A equipa italiana deu sempre a sensação que o empate era um resultado que servia perfeitamente. Por sua vez, o Sporting, apesar de no primeiro tempo praticamente não ter incomodado Francesco Toldo, deu sempre sinais de que estava em campo para discutir os três pontos. Jogadores como Abel, Tonel, Miguel Veloso, João Moutinho ou Nani não davam quaisquer sinais de nervosismo ou de perturbação mental por estarem a fazer o seu primeiro jogo na Champions League.
Ao intervalo, apesar do nulo, os leõezinhos mostravam que com trabalho, espírito de sacríficio e, príncipalmente, humildade, seria possível bater uma equipa de muitas vedetas, muitas estrelas mas de um futebol pouco colectivo e profundamente triste.



No segundo tempo, a tendência do encontro não foi muito diferente daquele que haviamos assistido no primeiro tempo. Por um lado, deparávamo-nos com um Sporting ofensivo, com boa circulação de bola, com muitas correrias e, agora sim, com maior sentido de baliza. Caneira e Abel, os laterais, começavam a perder o respeito a Figo e Stankovic e, a espaços, procuravam criar desequilibrios no ataque leonino. Por outro lado, viamos um Inter ligeiramente melhor mas, ainda assim, muito lento nas transições defesa-ataque. Talvez o futebol dos italianos tivesse sido mais eficaz se à frente de Dacourt e Vieira no meio-campo houvesse um pensador de todo o jogo do Inter.
Aos 64 minutos, chegou o grande momento do jogo. Tonel lançou Caneira pela esquerda, este dominou de peito, tirou Maicon do caminho e, com a bola a saltitar, tentou a sua sorte. Com um grande pontapé, Caneira fez um grande golo e, com inteira justiça, colocou os leões na frente do marcador. Pois bem, o Inter, em desvantagem, teria obrigatoriamente de começar a fazer aquilo que os jogadores do Sporting haviam feito durante uma parte e meia: correr, lutar, atacar e, por que não, respeitar o adversário.
Com um resultado adverso, esperava-se um Inter naturalmente diferente para melhor. O problema foi que três minutos depois de sofrer o golo, os italianos levaram novo "soco no estômago". Patrick Vieira viu o segundo amarelo, foi expulso e obrigou Mancini a alterar os seus planos que, certamente, passariam por um fortíssimo "xek" ao rei leão. Tal cenário não só não veio a acontecer como, contrariamente ao que se podia pensar, até foi Paulo Bento o técnico mais arrojado e que correu mais riscos nas alterações efectuadas. Com Romagnoli fisicamente debilitado, Bento lançou Alecsandro no sentido de não fazer recuar a sua equipa e, se possível, marcar mais um golo que lhe garantisse uma total segurança no marcador.
Pois, o resultado final não mais sofriria alteração e o Sporting conseguiu mesmo triunfar e entrar da melhor forma na Liga Milionária. Mais do que esta grande vitória, uma certeza: não foi o Inter que perdeu este encontro... foi PAULO BENTO que, construindo uma equipa à sua imagem, apoiando-se no crer, na luta, na garra, no espírito de sacríficio, no colectivismo acima do individualismo e fundamentalmente no acreditar que os seus jogadores são os melhores jogadores do Mundo, só assim é possível fazer o que o Sporting alcançou hoje. Mais do que os três pontos, uma lição do que é encarar um jogo de futebol!
PARABÉNS SPORTING!!

domingo, setembro 10, 2006

Bwin: Boavista atropela Benfica



NOITE NEGRA AO GOSTO DA PANTERA!!

BOAVISTA 3-0 BENFICA

(Linz (2), Kazmierczak)





O Benfica entrou da pior maneira na BWIN Liga, perdendo de uma forma clara contra o Boavista, equipa que já tinha deixado alguns bons pormenores no Estádio de Alvalade, na jornada inaugural. O resultado (3-0) não deixa qualquer margem para dúvidas em relação à justiça do vencedor. O Boavista foi, durante quase todo o jogo, a melhor equipa em campo e, como tal, louve-se o mérito axadrezado e não o demérito do vencido. Não obstante, importa realçar que os encarnados estiveram muito abaixo do seu real valor, revelando muitas dificuldades a nível ofensivo.

Numa análise mais objectiva do jogo, a primeira parte foi pautada pelo equilibrio. Ainda assim, o Boavista mostrava-se com mais vontade, maior simplicidade de processos e, quando não tinha a bola em seu poder, uma capacidade fisica interessante que lhe permitia fazer uma pressão em zonas muito avançadas do terreno. Já o Benfica, com Miguelito e Manú apagados nas alas e com Nuno Gomes muito sozinho na frente, apostava em Rui Costa todo o jogo encarnado. Ora, neste capítulo, Tiago e Lucas, os médios mais defensivos do Boavista, conseguiam quase sempre controlar as operações.
Aos 36 minutos, surgiu o prémio para a atitude activa do Boavista e, contrariamente, a atitude passiva encarnada. Linz, avançado austriaco, aproveitou uma falha de Anderson e, depois de dominar com classe a bola no peito, rematou colocado não dando hipóteses a Quim. Estava feito o primeiro do jogo, golo que se aceitava dado à postura das duas equipas no jogo.
Ao intervalo, 1-0 para os da casa.



No segundo tempo, Fernando Santos tentou mexer com o jogo. O técnico encarnado apostou em Kikin Fonseca em detrimento de Miguelito. Apesar de uma ligeira melhoria, a verdade é que a substituição não trouxe os frutos desejados.
Com o passar do tempo, o Benfica não mostrava capacidade para ultrapassar a bem organizada defesa boavisteira. O meio campo encarnado revelava-se algo cansado e muito lento nas transposições defesa-ataque. Petit e Katsouranis denotavam algum desgaste e Rui Costa, fruto da lesão que o afectou nas últimas semanas, era, nesta fase do jogo, uma unidade a menos. Apercebendo-se da situação, Santos lançou Nuno Assis no lugar do número 10 encarnado. Mais uma vez, a alteração não trouxe nada de significativo ao jogo, neste caso particular, muito por culpa da expulsão por acumulação de amarelos do capitão Nuno Gomes, isto, 5 minutos depois da substituição.
Se as coisas estavam muito complicadas para os encarnados, com a inferioridade numérica, o vencedor ficou desde logo definido. O Boavista estava bem fisicamente e controlava o jogo. O minuto 75 foi a prova da tranquilidade boavisteira. Grzelak, excelente jogador, arrancou uma jogada magistral pelo flanco direito, tirou Léo do caminho, puxou a bola para o seu melhor pé (o esquerdo) e tirou um cruzamento milimétrico para a cabeça de Linz. O austriaco, à vontade no meio dos centrais encarnados, não teve dificuldades em fazer o seu segundo golo no jogo.
Com o vencedor do jogo totalmente definido, restava ao Benfica tentar deixar uma imagem de esforço, dedicação e espírito de sacrificio. Em desespero, F. Santos ainda lançou Mantorras no lugar do grego Katsouranis. Ora, tal alteração permitiu ao Boavista trocar a bola a seu bel-prazer permitindo aos adeptos vulgarizarem ainda mais o adversário com os já conhecidos "olés". Pois bem, como se não bastasse, o Benfica ainda viria a sofrer mais um golo, desta feita por Kazmierczak, e viria a perder mais dois jogadores para o próximo jogo, diante do Nacional, no caso, Petit e Manú.
Num completo desnorte, o Benfica saíu copiosamente derrotado do Bessa e, como se não bastasse, leva na bagagem para a Dinamarca uma moral bastante fragilizada.

Bwin: Sporting convence e passa díficil teste da Madeira




NACIONAL 0-1 SPORTING
(Nani)


Golo irregular mas... OUTRA VEZ O PUTO MARAVILHA!!

photo

Justo! O Sporting venceu e convenceu na deslocação à Madeira. Nani, o miudo do momento, voltou a ser decisivo para os leões e marcou o único golo do jogo, num chapéu de grande categoria.

Na primeira parte, o jogo foi de boa qualidade, isto se tivermos em conta o facto de estarmos no príncipio de temporada. As duas equipas procuravam o golo o que beneficiava o espectáculo. Mas, num jogo em que os protagonistas se estavam a exibir com qualidade, houve um interveniente que naturalmente não se fez rugado e resolveu entrar também em cena. Paulo Paraty, ao seu estilo, começou a inventar e perdeu totalmente o controlo do jogo. O mau trabalho do árbitro portuense iniciou-se aquando do golo do Sporting. Paraty não viu uma falta clara de Nani sobre Ávalos e nessa jogada surgiu o golo leonino. Pois bem, a partir daqui, o desnorte foi total. Faltas por marcar, cartões por mostrar, enfim, uma série de situações que em nada beneficiaram o espectáculo. Um exemplo claro da incapacidade de Paraty ficou evidente num lance caricato protagonizado por Cardozo. O central, depois de entrar de forma duríssima sobre Bueno, resolveu dar uma "peitada" em Paraty, situação normal segundo o juíz da partida.
Ao intervalo, no meio de escaramussas e alguns bons momentos de futebol, o Sporting superiorizava-se ao seu adversário.

No segundo tempo, o jogo caíu de qualidade. O Nacional tentava através de cruzamentos para a área em busca de Chilikov, que entrara ao intervalo, chegar ao golo da igualdade mas, a bem organizada defensiva leonina, com destaque para Polga, no eixo da defesa, e Miguel Veloso e João Moutinho no meio campo, não permitiam grandes situações aos da casa.
Até final, o Nacional foi sempre a equipa com mais tempo de posse de bola mas, efectivamente, foi o Sporting, em contra-ataque, e com Nani em grande destaque, a equipa mais perigosa e sempre mais perto de chegar ao golo.
No final, apesar de um golo irregular, o Sporting venceu com todo o mérito.

quinta-feira, setembro 07, 2006

RESULTADOS E MARCADORES DESTA JORNADA EUROPEIA DE SELECÇÕES




EURO 2008 - FASE DE QUALIFICAÇÃO


GRUPO A:

Azerbeijão 1 Cazaquistão 1 (Ladaga; Byakov)

Arménia 0 Bélgica 1 (Van Buyten)

Finlândia 1 PORTUGAL 1 (Johansson; Nuno Gomes)

Polónia 1 Sérvia 1 (Matusiak; Lazovic)

GRUPO B:

Ucrânia 3 Geórgia 2 (Shevchenko, Rotan e Rusol; Arveladze e Demetradze)

Lituânia 1 Escócia 2 (Miceika; Daily e Miller)

França 3 Itália 1 (Gouvou [2] e Henry; Gillardino)

GRUPO C:

Noruega 2 Moldávia 0 (Stromstad e Iversen)

Turquia 2 Malta 0 (Nihat e Metin)

Bósnia-Herzegovina 1 Hungria 3 (Misimovic; Huszti, Gera e Dardai)

GRUPO D:

Eslováquia 0 República Checa 3 (Sionko [2] e Koller)

San Marino 0 Alemanha 13 (Podolski [4], Schweinsteiger [2], Klose [2], Hitzlsperberger [2], Ballack, Schneider [g.p] e Friedrich)

GRUPO E:

Rússia 0 Croácia 0

Israel 4 Andorra 1 (Benayoun, Shushan, Gershon [g.p] e Temile; Fernandez)

Macedónia 0 Inglaterra 1 (Crouch)

GRUPO F:

Suécia 3 Liechtenstein 1 (Allback [2] e Rosenberg; Frick)

Islândia 0 Dinamarca 2 (Rommedahl e Tomasson)

Irlanda do Norte 3 Espanha 2 (Healy [3]; Xavi e David Villa)

GRUPO G:

Bulgária 3 Eslovénia 0 (Bojinov, Petrov e Telkiyski)

Albânia 0 Roménia 2 (Dica e Mutu [g.p.])

Holanda 3 Bielorrúsia 0 (Van Persie [2] e Kuijt)


quarta-feira, setembro 06, 2006

DEU À "COSTA" O EMPATE...









A selecção nacional não conseguiu melhor do que um empate a uma bola, na deslocação à Finlândia, no primeiro jogo de apuramento para o EURO 2008.
Depois de um discurso cauteloso de Luiz Felipe Scolari, que afirmara que a turma portuguesa iria sentir grandes dificuldades perante o bom jogo aéreo dos finlandeses, o que se viria a verificar, Portugal entrou em campo com uma postura um pouco defensiva, estando mais na expectativa. E foi precisamente por aí que os nórdicos "pegaram", aproveitando a apatia do seu opositor, e partindo para lances ofensivos contínuos, com especial incidência, claro está, no jogo aéreo. As bolas por alto começaram desde cedo a ser um problema para a defensiva lusa, e nos primeiros minutos da partida o perigo rondou por várias vezes a baliza de Ricardo.
Como consequência lógica dos acontecimentos, foi com alguma naturalidade que surgiu o golo finlandês, apontado pelo ponta de lança, Johansson, aproveitando uma falha defensiva entre Caneira e Ricardo Costa para abrir o activo. Curiosamente, o tento acabaria por ser marcado com o pé, num excelente movimento ofensivo, culminado com um belíssimo gesto técnico do homem mais adiantado da turma nórdica.
Por incrível que pareça, parece que Portugal estava à espera de sofrer um golo para "entrar" em cena, uma vez que daí para a frente tudo foi diferente. Os comandados de Luiz Felipe Scolari começaram, finalmente, a assumir as despesas do jogo, a jogar pelas alas, com os laterais a apoiarem correctamente o ataque, permitindo que ora Nani ora Cristiano Ronaldo aparecessem mais junto a Nuno Gomes, até aqui, completamente sozinho na frente de ataque. Ora, foi precisamente por aí que Portugal chegou ao golo, fruto de uma arrancada "à Deco", que depois de furar por entre dois contrários, fez um passe de "morte" para Nuno Gomes, que, à saída do guardião, Jaaskelainen, desviou para o golo. Estava feito um empate, que se justificava pela supremacia já evidenciada pelos vice-campeões da Europa.
Depois do intervalo, Portugal reentrou como tinha saído para os balneários, ou seja, bem. Com posse de bola, com qualidade nos ataques construídos, com deambulações bem conseguidas pelos homens de ataque, até que surgiu a grande contrariedade para Scolari. Aos 54 minutos, Ricardo Costa, que já tinha visto um cartão amarelo, tem uma entrada à margem das leis e é (bem) expulso. Duro golpe nas ambições lusitanas!
Se durante a semana Scolari havia dito que o empate em terras finlandesas não seria um mau resultado, claro que a partir deste momento, o ponto conquistado acabaria por ser quase...excelente!
Scolari logo mexeu na equipa, colocando Ricardo Rocha em detrimento de Nani (mais uma boa exibição do "leãozinho"), reorganizando as tropas no sector defensivo.
Condenado ao sofrimento através do jogo aéreo, Portugal sobe gerir sempre bem as acções ofensivas dos finlandeses que mesmo com mais um elemento nunca demonstraram superioridade suficiente para chegar à vitória. Aqui e ali, Ricardo ainda teve que se aplicar, jogando Portugal no contra-ataque, sobretudo tentando aproveitar os "raides" de Cristiano Ronaldo, mas as tentativas do prodígio do Manchester United, acabaram por ser infrutíferas.
Perante todas estas circunstâncias, é facilmente constatável que o ponto conquistado na Finlândia, acaba por ser positivo, permitindo a Portugal encarar os próximos encontros com toda a ambição possível de conquistar o primeiro lugar do grupo A, com vista à presença na fase final do EURO 2008.

FICHA DE JOGO:

Estádio Olímpico de Helsínquia, na Finlândia

Árbitro: Konrad Plautz (Áustria)

FINLÂNDIA – Jaaskelainen; Tihinen, Hyypia, Kallio e Taini; Pasanen, Heikkinen e Kolkka (Eremenko Jr., 82 m); Litmanen, Johansson (Kuqi, 65 m) e Mika Vayrynen.

PORTUGAL – Ricardo; Caneira, Ricardo Costa, Ricardo Carvalho e Nuno Valente; Costinha e Petit; Cristiano Ronaldo, Deco (Tiago, 86 m) e Nani (Ricardo Rocha, 57 m); Nuno Gomes (João Moutinho, 76 m).

Ao intervalo: 1-1

Golos: 1-0, Johansson (22 m); 1-1, Nuno Gomes (42 m).

Resultado final: 1-1

Disciplina: Cartão amarelo a Litmanen, Ricardo Costa, Heikkinen, Petit e Eremenko Jr.; Cartão vermelho (acumulação de amarelos) a Ricardo Costa (54 m).