BENFICA 3-1 PSG
SÓ SIMÃO TEVE PERNAS PARA DANÇAR A MÚSICA ATÉ AO FIM!

O Benfica venceu o PSG e seguiu em frente para os quartos-de-final da Taça Uefa. Com maior ou menor dificuldade, o objectivo foi cumprido. Aliás, outra coisa não seria de esperar. Qualquer resultado que não passasse pela vitória frente a esta fraquinha equipa francesa seria, a meu ver, um escândalo quase que comparável àquele protagonizado pelo Atlético em pleno Estádio do Dragão.
Numa breve análise, diria que o PSG surpreendeu o Benfica pela forma como entrou no jogo. E surpreendeu de duas maneiras. Primeiramente, pelo onze titular escolhido por Paul Le Guen. Muitos habituais titulares de fora e uma defesa remodelada foram as curiosidades neste PSG que, mais uma vez, contou com Pauleta na frente de ataque. Depois, a equipa francesa surpreendeu pela forma desinibida com que entrou no jogo e, mesmo com uma revolução no seu onze, mostrou-se interessada em atacar e assustar a defesa encarnada. O problema disto tudo é que só nos primeiros 10 minutos é que assistimos a um PSG incomodativo. A partir daí, o Benfica tomou iniciativa do jogo e chegou rapidamente à vantagem. Simão, após bom passe de Nuno Gomes, inaugurou o marcador e deu maior tranquilidade à equipa.
Ao marcar o golo, o Benfica continuou a dominar e podia ter chegado à meia hora de jogo com uma margem bem confortável. Recordo-me do minuto 14, o chamado "minuto grego" em que Katsouranis enviou a bola à barra e, na sequência do lance, foi a vez de Karagounis rematar ao poste da baliza de Landreau.
Depois de mais algumas boas jogadas de ataque, eis que chegou o momento do jogo. Petit, de fora da área, fez um golo monumental e colocou o Benfica com dois golos de vantagem. Um chapéu a fazer lembrar Miccoli em Leiria não deu hipóteses ao guarda-redes francês. Estava mais que encontrado o caminho da baliza do PSG e só não ficou ainda mais descoberto porque o Benfica, tal como disse Fernando Santos, deslumbrou-se e perdeu alguma concentração a nível defensivo, o que lhe custou, momentos depois, um golo de Pauleta que mudou por completo o jogo. Ainda em relação ao mesmo, de dizer que Moretto, surpreendentemente titular em detrimento de Moreira, foi muito infeliz no lance, como foi, de resto, em tantos outros sempre que foi titular pelos encarnados.
Na segunda parte, se disser que esta se resume ao golo de penalty de Simão já bem perto do final não estarei a fugir muito ao que se passou no Estádio da Luz. O Benfica desapareceu do jogo e, apesar de bem nas transições defensivas onde aí destaca-se o jovem João Coimbra que, entrando ao intervalo no lugar de Karagounis, foi importante nesse aspecto, nunca foi capaz de fazer bem as transições ofensivas. O desgaste físico fez sentir-se e, exceptuando Simão que, aqui e ali, procurava dar velocidade ao jogo encarnado, nunca a equipa conseguiu encostar o PSG ao seu reduto.
Pelo que fez na primeira parte, é minha convicção que o Benfica mereceu a passagem à próxima eliminatória. No entanto, desde já alerto que para seguir em frente numa próximo embate, o Benfica tem de jogar muito mais do que aquilo que fez no conjunto das duas mãos frente ao PSG. Qualidade e capacidade tem. Agora, a grande questão é saber se haverá ou não pernas para atacar a Uefa. Esperemos que sim porque, afinal, Glasgow está ali tão perto...
Resultados:
1. Barcelona - Real Madrid (3-3)
2. Osasuna - Valência (1-1)
3. Atlético Madrid - Deportivo da Corunha (2-0)
4. Bétis - Zaragoça (1-1)
5. Inter - Milan (2-1)
6. Palermo - Fiorentina (1-1)
7. Bayern Munique - Werder Bremen (1-1)
8. Marítimo - FC Porto (1-2)
9. Benfica - U. Leiria (2-0)
OLHÓGOLO:
10. Sporting - Estrela Amadora (3-1)
PONTUAÇÕES:
Neves: 6
João Faustino: 15
Duarte Silva: 9
Pedro Faria: 15
Eduardo Marques: 6
Bruno Rocha: 12
João Marques: 6
Nelson Granado: 6
Blackbird: 6
VENCEDOR DA JORNADA: Pedro Faria / João Faustino "19 pontos"
CLASSIFICAÇÃO:
1º PEDRO FARIA 302 PONTOS
2º João Faustino 276
3º Duarte 245
4º Nelson Granado 215
5º Bruno Rocha 210
6º Rui Faria 209
7º Eduardo Marques 207
8º Neves 207
9º João Marques 201
10º André Braz 166
11º Blackbird 159
12º Doc 128
ANÁLISE À JORNADA:

Pedro Faria/João Faustino: Está animada a luta pelo primeiro lugar. Os dois jogadores continuam fortes e a mostrar todo o seu potencial. Ambos foram os vencedores da jornada, ambos esperam por um deslize contrário. Vantagem, para já, do lider da prova que só depende de si e da sua regularidade para chegar ao final no topo.
PRÓXIMA JORNADA:
1. Recreativo Huelva - Barcelona
2. Saragoça - Atlético Madrid
3. Aston Villa - Liverpool
4. Everton - Arsenal
5. Fiorentina - Roma
6. Rennes - PSG
7. Schalke 04 - Estugarda
8. Estrela Amadora - Benfica
9. Santa Clara - Vitória Guimarães
OLHÓGOLO:
10. FC Porto - Sporting
3º LUGAR - Cavani no empate do Palermo ante a Fiorentina
DUAS PEDRADAS NA MONOTONIA!
BENFICA 2-0 U.LEIRIA

O Benfica venceu a União de Leiria por dois golos sem resposta no jogo de encerramento da jornada 21.
Tal como se esperava, o jogo não foi de grande qualidade e muito menos disputado a um ritmo muito elevado. É que, nesta fase da temporada, o objectivo passa pura e simplesmente pela obtenção dos três pontos. Qualquer tipo de lesão ou qualquer esforço suplementar pode deitar por terra as aspirações do Benfica na conquista do título nacional.
Neste contexto, a exibição encarnada acabou por ser "quanto-baste", isto apesar da boa réplica Leiriense que nunca baixou os braços e nunca se deu por vencida.
Em relação à partida, creio que, tal como Domingos a analisou, tivemos duas partes bem distintas. O Benfica apareceu, no primeiro tempo, bastante determinado em marcar cedo para evitar um desgaste maior. Com muitos remates e muita mobilidade no ataque, o conjunto encarnado baralhou por completo a defesa leiriense e, com alguma naturalidade, cedo chegou à vantagem. O inevitável Simão, de pé esquerdo, fez um golo fabuloso que permitiu à equipa baixar o ritmo e até baixar as suas linhas.
Foi precisamente o que aconteceu. Após o golo, propositadamente, a equipa de Fernando Santos deixou de pressionar, deixou de tomar, com tanta insistência, a iniciativa do jogo. Ora, acontece que o Leiria é uma equipa que não gosta muito de assumir as despesas do jogo, não gosta de jogar em ataque continuado. Resultado? a União de Leiria teve inumeras dificuldades em assumir o controle da partida e raramente incomodou Quim.
Na etapa complementar, o desgaste físico em alguns jogadores do Benfica fez sentir-se ainda com maior intensidade e o Leiria aproveitou para, aqui e ali, tentar assustar Quim. De dizer que só por uma vez o ataque leiriense assustou verdadeiramente a equipa encarnada. N'Gal teve uma excelente oportunidade para marcar, isto após um remate de longe de Paulo Machado. Neste lance resultou a lesão de Quim que, ao que tudo indica, vai falhar os próximos compromissos encarnados.
Até final, e com o Benfica a jogar praticamente em contra-ataque, houve tempo para mais um golo encarnado, desta feita por intermédio de Petit que, à sua imagem, arrancou uma "bomba" que só parou no fundo das redes de Fernando.
Pelo exposto, é facilmente perceptível que o Benfica venceu bem, não forçou muito o ritmo e geriu de certa forma o esforço para compromissos futuros.
MELHOR EM CAMPO PARA O BLOG:
David Luiz: Poderia ter sido Simão ou até mesmo Karagounis. Mas, a meu ver, e pela propria surpresa que causou, escolhi o central brasileiro que se estreou a titular para a Liga Bwin. David Luiz teve uma noite impecável. Não falhou um único lance e, ao invés do que acontece com Anderson, todos os lances que disputou com o adversário, conseguiu o desarme sem cometer falta.
Se continuar assim, não tenho dúvidas que Luisão terá um novo parceiro no sector defensivo.
SHOW DE MESSI NUM HINO AO FUTEBOL!
BARCELONA 3-3 REAL MADRID

Que grande jogo! Barcelona e Real Madrid proporcionaram aos amantes da modalidade um encontro do outro Mundo. Golos, emoção, defesas espectaculares, expulsões, substituições mal feitas, incerteza no resultado até final, enfim, uma panoplia de condimentos típicos de um grande espectáculo de futebol. E quem saíu a ganhar, para além de Sevilha e Valência, foi essencialmente o espectador já que o empate a 3 golos não satisfez nem Barcelona nem Real Madrid. Ainda assim, e curiosamente, os catalães ficaram mais satisfeitos com o resultado do que propriamente o Real Madrid que, efectivamente, perdeu uma boa oportunidade para ganhar mais uma vez na casa do seu eterno rival. Seria a primeira vitória de Fábio Capello no mítico Camp Nou.
AS EQUIPAS
Para este encontro, Frank Rijkaard apostou numa táctica profundamente ofensiva. O 3-4-3 tão ao jeito dos treinadores holandeses foi a aposta. Oleguer, Thuram e Puyol formaram o trio de centrais; no meio-campo, Rafa Marquez foi o trinco com Xavi, Iniesta e Deco a assumirem as despesas do jogo; no ataque, o trio maravilha composto por Ronaldinho à esquerda, Lionel Messi à direita e Samuel Eto'o ao meio, sendo que as trocas posicionais eram constantes.
Por parte do Real Madrid, a ausência de Roberto Carlos fez com que Michel Salgado voltasse ao onze titular, passando o jovem Torres para lateral esquerdo. As ausências de Cannavaro, Emerson e Beckham também se fizeram sentir na equipa madrilena. Assim, Capello apostou em Casillas, Salgado, Helguera, Sérgio Ramos e Torres; Gago, Diarra, Guti, Raúl, Higuain e o matador Nistelrooy que, mais uma vez, voltou a ser decisivo.O JOGO DOS JOGOS
Sinceramente, conto pelos dedos de uma mão jogos que tenha assistido com a qualidade e intensidade daquele que vi ontem à noite. Assim do género, recordo-me, por exemplo, de um Barcelona - Atlético de Madrid, na década de 90, a contar para a Taça do Rei, jogo que terminou com um fantástico 5-4 para o Barcelona. No clube catalão pontificavam jogadores como Vitor Baia, Fernando Couto, Figo, Ronaldo e até Pizzi que, recordo-me, saíu do banco e ajudou o Barça a recuperar. No Atlético de Madrid, jogadores como Caminero, Kiko, Aguilera ou Pantic, este último, o número 10 que abrira o activo, davam expressão e qualidade à equipa madrilena.
Pois bem, o jogo de ontem, tal como o exemplo acima mencionado, vai certamente perdurar para sempre na minha memória. Muito honestamente, é difícil fazer aquilo que Barcelona e Real Madrid fizeram ontem. É difícil jogar com aquela brutal intensidade de jogo que os dois colossos espanhois implementaram desde o princípio do encontro até ao seu terminus. Mais, era impensável que estas duas grandes equipas fizessem o que fizeram depois de uma semana em que ambos saíram de forma justa da Liga dos Campeões. Mas, a verdade, é que o jogo de ontem aconteceu, o jogo de ontem foi mesmo real. E, como havia dito, quem ganhou foi o espectador que pôde deliciar-se com futebol de altíssimo nível.
A PARTIDA
Em relação ao jogo, creio que cedo se percebeu que as duas equipas estavam em campo para ganhar. Objectivamente, era impensável que uma delas não jogasse para tal. Se não vejamos. O Barcelona vinha de uma vitória com sabor a derrota no terreno do Liverpool e, sabendo da impossibilidade de conquistar a Liga dos Campeões, a única possibilidade de salvar a época seria conquistar o campeonato. Ora, nada melhor que uma vitória frente ao eterno rival Real Madrid para subir a moral e, mais importante que isso, ganhar uma vantagem sobre o seu opositor, diria, praticamente impossível de ser anulada.
Por sua vez, o Real Madrid, que vive humilhação atrás de humilhação, a última delas conhecida em Munique, teria obrigatoriamente de vencer para acalentar alguma esperança na conquista do título. Um novo desaire siginificava o adeus ao campeonato e isso implicava autocamaticamente nova temporada sem a obtenção de qualquer título desportivo. E já lá vão 4 épocas!!
Neste contexto, assistimos a uma primeira parte verdadeiramente alucinante parte a parte. O Barcelona entrou melhor no jogo mas quem marcou foi o Real Madrid por intermédio de Nistelrooy num remate colocado sem hipóteses para Valdez. O sistema virado para o ataque de Rijkaard conhecia bem cedo o primeiro desgosto.
Mas, quem olhava para a equipa do Barcelona e via tanta gente de qualidade do meio-campo para a frente, naturalmente que antevia, mais minuto menos minuto, golos por parte do Barcelona. E foi isso que Messi se encarregou de fazer à passagem do minuto 11. Estava reposta a igualdade e imaginavam-se momentos difíceis para o Real Madrid.
Contra todas as expectativas, um minuto depois, uma nova investida dos madrilenos ao ataque significou novo golo. Guti foi carregado por Oleguer e o árbitro assinalou de imediato a marca da penalidade. O central viu a cartolina amarela e Nistelrooy fez o segundo do Real, mostrando, mais uma vez, a sua enorme frieza em transformar lances deste género.
Doze minutos de jogo e já 3 golos. Todos nós sabiamos que iria haver reacção do Barcelona. O 3-4-3, mais do que nunca, era motivo mais que suficiente para a equipa da casa atacar, pressionar e lutar em busca de um outro resultado. E foi efectivamente o que aconteceu. A máquina blaugrana começou a funcionar com maior acutilância o que fez com que o Real Madrid vivesse momentos de grande turbulência. Assim sendo, o golo de Messi que aconteceu por volta do minuto 28 foi algo perfeitamente esperado.
Reposta a igualdade, o jogo conheceu um quarto de hora final mais equilibrado, muito embora o Barcelona tivesse sempre com sinal mais. Recordo-me, por exemplo, de uma boa defesa de Iker Casillas a remate de Eto'o (isolado) que fez com o resultado se mantivesse igual no final dos primeiros 45 minutos. Contudo, a primeira parte não terminaria sem antes Oleguer ver o segundo amarelo e a consequente expulsão. A entrada do central espanhol sobre Gago não deu outra alternativa ao árbitro. O Barcelona teria agora de jogar com menos uma unidade todo o segundo tempo. Naturalmente que a ausência de Oleguer obrigava Rijkaard a ter de fazer alterações. Jogar num sistema de 2-4-3 frente ao Real Madrid seria deveras arriscado. O treinador holandês preferiu esgotar uma alteração (já lá vamos) mas também poderia ter recuado Marquez passando a jogar num sistema de 3-3-3. Rijkaard assim não quis e preferiu mesmo mexer na equipa.
Normalmente, o treinador de bancada tem sempre o seu palpite, tem sempre as suas ideias. Como é natural, na minha maneira de pensar, Rijkaard "perdeu" o jogo na alteração que efectuou ao intervalo. Como já tinha referido, creio que recuar Marquez mantendo os 3 defesas era a melhor solução. Sinceramente, achei muito mal feita a alteração que o treinador do Barcelona fez. Tirar Samuel Eto'o, o avançado da equipa que estava a fazer um jogo de altíssimo nível e colocar Sylvinho foi como que dizer ao adversário que o empate já sabia a vitória. Na minha maneira de ver, a fazer alguma alteração, nunca abdicaria de um dos 3 jogadores da frente. Mostrar medo ao adversário normalmente dá maus resultados. E depois não é só isso. O intuito de Rijkaard, numa primeira instância, passava por equilibrar novamente a equipa de modo a não ser surpreendido pelo Real. Mas... e se fosse? e se o Real Madrid marcasse, como veio a acontecer? se a "porta fosse arrombada", como é que era? colocávamos novo ponta de lança em busca de nova igualdade, isto quando o adversário mais moralizado e com uma unidade a mais não teria tantos problemas em suster as investidas do adversário? pois bem, o Real marcou mesmo e teve sempre o jogo controlado até final já que o Barcelona nunca mais conseguiu responder da melhor forma.
O curioso é que estou mais que convencido que se o Barcelona mantivesse Messi, Ronaldinho e Eto'o na frente e se mantivesse, de certa forma, o ritmo à partida que estava a impor desde o primeiro minuto, pois creio que o Real Madrid corria sérios riscos de perder a partida. Rijkaard optou por outra estratégia e deu num empate que caíu simplesmente do céu, ou, se preferirem, dos pés de Messi que fez um golo monumental. Quem tinha dúvidas do valor deste argentino, depois do jogo que o mesmo efectuou, desfez essas mesmas.
A segunda parte foi, logicamente, menos intensa do que a primeira. E não era para menos. O Barcelona jogava com menos um elemento e o Real Madrid, apesar de confiante pela vantagem numérica, sabia de antemão que com Ronaldinho e Messi em campo, toda a atenção era pouca. Como havia referido, a estratégia de medo de Rijkaard implicou desde logo uma subida das linhas do Real Madrid. Ferido no seu orgulho por tudo o que tem passado esta época, os madrilenos queriam mostrar que afinal têm valor e têm qualidade suficiente para lutar por títulos. Confesso que pelo que tinha visto de Real Madrid esta temporada, se me dissessem que a exibição do Madrid ontem era real e possível, eu não acreditava.
O que é certo é que, na etapa complementar, a equipa de Capello assumiu o jogo e o Barcelona passou um mau bocado. O Real dispôs de inumeras ocasiões para marcar o segundo golo. O problema foi que aparaceu inesperadamente um heroí improvável: Victor Valdez. O guardião espanhol efectuou 3 ou 4 defesas do outro planeta. Lembro-me perfeitamente de uma em que Valdez negou o golo a Nistelrooy quando o holandês se encontrava completamente isolado. Ruud tentou picar a bola sobre o espanhol mas este, com uma magnífica agilidade, conseguiu com uma mão negar autenticamente o golo ao ponta-de-lança.
Não marcou Nistelrooy, marcou Sérgio Ramos de cabeça num pentear de bola fabuloso. Nem o proprio queria acreditar quando viu a bola no fundo das redes, isto apesar da plena intensionalidade do central no gesto efectuado.
Com nova vantagem madrilena e com o jogo a aproximar-se do seu final, já ninguém acreditava que houvesse novo golo catalão. Rijkaard ainda lançou Gudjhonsen em jogo mas, como era de esperar, nada de significativo trouxe ao ataque blaugrana.
O problema disto tudo é que quem tem Ronaldinho ou, neste caso específico, quem tem Lionel Messi, arrisca-se a, do nada, aparecer um lance de génio, um golo fabuloso ou uma jogada do outro Mundo. Pois bem, o puto maravilha fez o que as imagens documentam. Estaria a ser injusto se adjectivasse o lance do argentino porque sinceramente não há muitas palavras que qualifiquem o golo e a exibição do extremo.
Palavras para quê. Messi deu literalmente um ponto ao Barcelona que permitiu ao clube manter a diferença pontual sobre o Real Madrid. Já o Madrid, se não ganhou desta vez, quase que diria que dificilmente volta a ter oportunidade para ganhar no Camp Nou.
Grande espectáculo... obrigado às duas equipas!
SPORTING 3-1 ESTRELA AMADORA

O Sporting venceu esta noite o Estrela da Amadora por três bolas a uma, resultado que faz com que o Sporting veja com mais tranquilidade aquilo que Porto e Benfica fazem Domingo e Segunda-Feira, respectivamente. É que, uma não vitória da equipa de Paulo Bento esta noite e em vésperas de um FC Porto vs Sporting, seria como que o acabar totalmente com a réstea de esperança que ainda existe no seio leonino.
Em relação ao jogo, pelo que ouvi, o Sporting acabou por ganhar com inteira justiça. João Moutinho abriu o activo, Djaló com dois golos a abrir a segunda parte, fechou as contas dos leões em termos de marcador. Já numa fase final da partida, o Estrela marcou o seu golo solitário por intermédio de Moses.
E mais não digo em relação a este jogo porque, sinceramente, não o podia ver. É que, quem como eu tinha a opção Barcelona - Real Madrid à mesma hora, certamente terá ficado de olhos postos naquele que foi, sem dúvida, o melhor jogo da presente temporada e, quiçá, o melhor jogo dos últimos anos.
GRUPO A
Albino Moital - José Carvalho
Vitor Costa 3-2 Paulo Gonçalves
Manel (Francesinhas) 3-0 Moisés Vieira
Pedro Fernandes 1-3 Paulo Oliveira
GRUPO B
Sérgio Paulo 3-0 Vitor Crespo
Francisco Marques 3-1 Luis Oliveira
Helder Marques 3-0 Nuno Pedrosa (FC)
Miguel Frade 0-3 Rui Pereira
GRUPO C
Miranda 2-3 Pedro Oliveira
Luis Gradil 3-0 Antonio Filipe (FC)
Nuno Matos 3-2 José Carlos
Edgar Rodrigues 3-0 Joaquim Carreira (FC)
GRUPO D
Leão 0-3 Luis Miguel
Daniel Palhais 0-3 Paulo Mota
Glaucio Souza 1-3 Filipe Margarido
Paulo Sanches 3-2 Carlos Carvalho
GRUPO E
Abel 3-1 Agostinho Carvalho
Vasco Carvalho 3-2 Tó Clemente
Nuno Graça 1-3 João Pedro Costa
Pump 3-1 Fernando Marques
GRUPO F
António Gonçalves 1-3 Jorge Marcelino
Eduardo Lopes 3-1 Carlos Silva
Fernando "Brasas" 0-3 Fernando Vala (FC)
Horácio Sandro 3-2 Zé Carlos
GRUPO G
Joaquim Labronço 3-0 Octavio
Marco Morais 2-3 Nuno Laranjeiro
Pedro "BA" 3-2 Carlos Caçador
Vitor Antunes 0-3 Pedro Senhas
GRUPO H
Pedro Serralheiro 2-3 João Santo
Eduardo Marques 3-1 Nelson Soares
Bruno Rocha 3-0 Carlos Pinto
João Tavares 3-0 Micael Martins (FC)
GRUPO A
Moisés Vieira 0-3 Albino Moital
Pedro Fernandes 0-3 José Carvalho
Manel "Francesinhas" 1-3 Paulo Gonçalves
Paulo Oliveira 3-0 Vitor Costa
GRUPO B
Sérgio Paulo 3-2 Nuno Pedrosa
Francisco Marques 2-3 Vitor Crespo
Helder Marques 3-2 Rui Pereira
Miguel Frade 0-3 Luis Oliveira (FC)
GRUPO C
Miranda 3-0 José Carlos
Luis Gradil 3-1 Pedro Oliveira
Nuno Matos 3-0 Joaquim Carreira (FC)
Edgar Rodrigues 3-0 Antonio Filipe (FC)
GRUPO D
Leão 0-3 Filipe Margarido
Daniel Palhais 3-2 Luis Miguel
Glaucio Souza 1-3 Carlos Carvalho
Paulo Sanches 2-3 Paulo Mota
GRUPO E
Abel 0-3 João Pedro Costa
Vasco Carvalho 3-0 Agostinho Carvalho (FC)
Nuno Graça 3-0 Fernando Marques (FC)
Pump 3-1 Tó Clemente
GRUPO F
António Gonçalves 1-3 Fernando Vala
Eduardo Lopes 2-3 Jorge Marcelino
Fernando "Brasas" 0-3 Zé Carlos (FC)
Horácio Sandro 3-2 Carlos Silva
GRUPO G
Joaquim Labronço 1-3 Carlos Caçador
Marco Morais 3-0 Octavio
Pedro "BA" 3-0 Pedro Senhas (FC)
Vitor Antunes 3-0 Nuno Laranjeiro
GRUPO H
Pedro Serralheiro 1-3 Carlos Pinto
Eduardo Marques 3-2 João Santo
Bruno Rocha 3-0 Micael Martins (FC)
João Tavares 0-3 Nelson Soares
GIGANTE APAGÃO EM 10 MINUTOS DEFINIU RESULTADO...
PSG 2-1 BENFICA
Desilusão total. O Benfica perdeu em França frente a um PSG que justificou o porquê de estar a lutar pela permanência na Liga Francesa. A equipa de Paul Le Guen, a meu ver, roça a mediocridade. O problema foi que o Benfica só jogou 15 minutos e, após ter chegado à vantagem, convenceu-se que o jogo estava ganho ou, pelo menos, convenceu-se que marcando um golo fora era suficiente para voltar a Lisboa com a sensação de dever cumprido.
Estou em crer que a segunda mão vai ter pouca história, isto se a equipa liderada por Fernando Santos entrar em campo determinada em encostar o seu opositor "às cordas". Seria uma profunda desilusão se o Benfica não eliminasse esta fraca equipa do Paris Saint-Germain.
Em relação à partida, esta resume-se em dois momentos. O primeiro momento está intrinsecamente ligado ao golo do Benfica. Nos primeiros 15 minutos, a equipa encarnada entrou com determinação e vontade em marcar golos. Derlei ameaçou primeiro e Simão fez, de cabeça, o golo encarnado. Até então, não vislumbrávamos o PSG, não detectávamos qualquer aparição ofensiva do clube francês à área encarnada.
O segundo momento apareceu mais ou menos aquando da lesão de Luisão. O gigante brasileiro teve de ser substituido e para o seu lugar entrou o estreante David Luiz. Pois, nos primeiros 15 minutos que esteve em campo, o PSG marcou os seus dois golos e aproveitou algumas falhas defensivas que não podem ser explicadas pela adaptação do central aos seus companheiros. Uma equipa com a experiência do Benfica tem de rapidamente adaptar-se às circunstâncias que o jogo em si proporciona. Ora, o PSG, com um golo sem querer e outro com uma mistura de mérito de Kalou com burrice dos defesas encarnados, viu-se em posição de vantagem na eliminatória e, como equipa fraca que é, agarrou-se por completo a esse score, não mais incomodando Quim e companhia.
O Benfica, por sua vez, deu-se por satisfeito com o resultado, isto porque os jogadores sabiam que uma vitória pela margem mínima na Luz lhes daria a passagem à próxima fase. Naturalmente que as ausências de Luisão e Katsouranis fizeram com que a equipa se tornásse mais fraca e pensasse pequeno. Enfim, quem opta por construir um plantel onde apenas existem 13 jogadores válidos, tem que se sujeitar a jogos deste género, isto quando acontece o caso de as tropas não estarem todas reunidas para o combate. Esperemos que na segunda-mão, em Lisboa, os onze magníficos estejam disponiveis para arrumar de vez este PSG que de príncipes não têm nada.
Helton leva Chelsea a bom Porto...
CHELSEA 2-1 FC PORTO

Acabou o sonho europeu do FC Porto. O adeus do clube português aconteceu em pleno solo inglês, com a curiosidade do Porto, tal como o Benfica em Manchester, ter chegado à vantagem e colocado em sentido o poderoso Chelsea de José Mourinho e companhia.
A verdade é que Porto e Benfica lutaram muito, deram o seu melhor em Portugal e em Inglaterra mas não superaram os seus adversários porque, objectivamente, Manchester e Chelsea têm melhor equipa, mais soluções, melhor preparação física e sobretudo mais estaleca neste tipo de competição. Ainda assim, de salutar a boa prestação efectuada pelo Porto nestes dois jogos que, apoiado numa boa estrutura defensiva com Pepe e Paulo Assunção em nota de maior destaque e, a nível ofensivo, centrado num Quaresma muito móvel e bastante forte no "um para um", conseguiram adiar ao máximo o desfecho desta eliminatória.
Num breve olhar para aquilo que foi o jogo de Londres, creio que a vitória do Chelsea é incontestável. Jesualdo Ferreira surpreendeu pela equipa que apresentou em campo, diria, um onze de maior contenção com a inclusão de Ricardo Costa como lateral esquerdo e de Marek Cech como médio interior, deixando Quaresma e Lisandro soltos na frente. Pois, na minha maneira de ver, apesar do Porto se ter dado bem com a equipa que fez entrar em campo, apesar de ter realizado uma boa primeira parte em que conseguiu chegar ao golo e perturbar o seu adversário, penso que Jesualdo não teve a melhor opção em mudar o estilo de jogo à equipa. E explico porquê.
Em primeiro lugar, creio que Ricardo Costa, pelo que não tem jogado esta época, dificilmente teria ritmo para segurar Robben, Shevchenko ou Drogba, isto quando um dos três caísse no seu flanco; depois, o abdicar do seu avançado num jogo em que o Porto teria obrigatoriamente de ganhar era demasiado arriscado. É certo que o adversário era o Chelsea, era natural que Jesualdo quisesse ver o que a primeira parte podia dar para depois atacar o jogo num segundo momento. Ora, eu que fui jogador, sentia bem quando um treinador demonstrava medo perante o adversário. Recordo-me por exemplo de um jogo que fiz pelo meu último clube em que estando na 4ª posição, recebiamos o líder do campeonato, isto depois de na primeira volta termos conseguido contra o mesmo um empate a zero golos. Pois, no jogo da segunda volta, o treinador decidiu, sem qualquer tipo de treino específico ou aviso prévio, mudar o sistema de jogo e abdicar do ponta de lança da equipa em detrimento de mais um médio defensivo. Resultado? perdemos 1-4 porque precisamente não encarámos o jogo com o sentimento de vitória desde o primeiro minuto. Neste sentido, creio que Jesualdo errou ao montar o esquema mas foi feliz porque na primeira vez que chegou à baliza contrária conseguiu marcar. Naturalmente que estando muito cedo em vantagem, o esquema táctico implementado por Jesualdo Ferreira teve mais probabilidades de êxito.
Ainda em relação ao sistema de jogo implementado pelo treinador portista, penso que Ricardo Quaresma não funciona tão bem em zonas interiores, isto comparando por exemplo com Simão. O extremo portista é efectivamente um jogador que vive da sua velocidade e dos cruzamentos que efectua das zonas laterais do campo. O número 7 portista não é um jogador que se dê muito bem a jogar de costas para a baliza, não é um jogador que se dê muito bem em zonas interiores do terreno onde pelo aglomerado de jogadores, não tem nem tempo nem espaço para driblar e encarar os seus opositores.
Finalmente, creio que Jesualdo errou em não jogar com uma referência no centro do ataque já que possibilitou a Essien e Ricardo Carvalho jogarem como tanto gostam. Sem terem unidades específicas para marcar, o ganês e o português puderam, como tanto gostam, subir muitas vezes no terreno e, com a bola controlada, serem as primeiras unidades na organização do ataque londrino. Naturalmente que as constantes subidas dos centrais e, claro está, a qualidade dos médios do Chelsea, foram desgastando os médios portistas.
Se em relação ao primeiro tempo, o Porto teve o condão de perturbar o Chelsea, com o intervalo e, seguramente, com a revisão de processos e um discurso baseado na confiança e numa injecção de tranquilidade aos jogadores por parte de José Mourinho, naturalmente que o Porto abanou e o Chelsea arrancou para uma vitória justa e incontestável. Estou convencido que se o jogo fosse a prolongamento que o Porto sairia de Stamford Bridge com um resultado bastante mais pesado. É que, o desgaste físico a que os jogadores do meio-campo portista foram sujeitos foi brutal. Lucho González foi um dos exemplos disso mesmo. Sinceramente, estranhei o porquê do argentino ter jogado os 90 minutos, estranhei o porquê de Raúl Meireles ter sido substituido numa altura em que o Porto precisava de gente capaz de batalhar com os poderosos médios do Chelsea.
Em suma, penso que o resultado se ajusta com aquilo que foi o jogo e creio que o Porto sai desta eliminatória com uma boa imagem, com a sensação de que tudo fez para eliminar o Chelsea. Não o conseguiu porque, na verdade, o Chelsea tem mais soluções, tem, digamos, mais tudo!
Resultados:
1. Sevilha - Barcelona (2-1)
2. U. Leiria - Sporting (0-0)
3. Portsmouth - Chelsea (0-2)
4. Liverpool - Manchester United (0-1)
5. Livorno - Inter de Milão (1-2)
6. St. Ettiene - Lyon (1-3)
7. FC Porto - Braga (1-0)
8. Hertha - Bayern Munique (2-3)
9. Leverkusen - Estugarda (3-1)
OLHÓGOLO:
10. D.Aves - Benfica (0-1)
PONTUAÇÕES:
Rui Faria: 12
Neves: 15
João Faustino: 20
André Braz: 12
Duarte Silva: 15
Pedro Faria: 21
Eduardo Marques: 6
Bruno Rocha: 20
João Marques: 15
Nelson Granado: 18
Blackbird: 21
VENCEDOR DA JORNADA: Blackbird / Pedro Faria "25 pontos"
CLASSIFICAÇÃO:
1º PEDRO FARIA 283 PONTOS
2º João Faustino 257
3º Duarte 236
4º Rui Faria 209
5º Nelson Granado 209
6º Eduardo Marques 201
7º Neves 201
8º Bruno Rocha 198
9º João Marques 195
10º André Braz 166
11º Blackbird 153
12º Doc 128
ANÁLISE À JORNADA:

Blackbird: Que bela estreia deste concorrente. Na primeira vez que jogou, ganhou. Isto leva-nos a pensar... o que teria sido se o mesmo tivesse começado o jogo desde o príncipio.
Será sorte de principiante ou temos jogador? as próximas jornadas certamente o dirão!!
PRÓXIMA JORNADA:
1. Barcelona - Real Madrid
2. Osasuna - Valência
3. Atlético Madrid - Deportivo da Corunha
4. Bétis - Zaragoça
5. Inter - Milan
6. Palermo - Fiorentina
7. Bayern Munique - Werder Bremen
8. Marítimo - FC Porto
9. Benfica - U. Leiria
OLHÓGOLO:
10. Sporting - Estrela Amadora
U.LEIRIA 0-0 SPORTING
O Sporting empatou em Leiria a zero e disse praticamente adeus ao título. Não acredito que, em tão poucas jornadas para o final e com tantas deslocações de elevado grau de dificuldade, o Sporting consiga ultrapassar não um mas sim dois adversários. Apesar de matematicamente ainda ser possível, só com muita felicidade e muitos azares para Porto e Benfica é que a equipa de Paulo Bento poderá chegar lá. Os leões terão que contentar-se com a Taça de Portugal onde aí sim, têm tudo para ganhar. O sorteio mais uma vez foi-lhes favorável já que jogam em casa e com o adversário mais fácil dos três que poderia ter saído, isto, partindo do princípio que o Braga elimina a sensação chamada Varzim.
Relativamente ao jogo de Leiria, creio que o Sporting não venceu mas fez tudo para conquistar a totalidade dos pontos em disputa. Se com onze unidades em campo, a equipa de Paulo Bento já havia mostrado uma boa entrega, com a expulsão (justa!) de Liedson, os jovens jogadores leoninos uniram-se e arrrancaram para um jogo de uma enorme atitude à qual só faltou o golo da vitória. Ainda em relação ao lance capital deste encontro, na minha opinião, o árbitro expulsou bem Liedson porque este agrediu Rossato mas deveria ter expulsado o lateral brasileiro unionista já que o mesmo tentou agredir Liedson.
Com uma unidade em campo durante 70 minutos, tal como havia acontecido com o Porto, a União de Leiria mostrou-se sempre mais preocupada em não sofrer do que propriamente atacar o jogo em busca da vitória. Esperava-se mais deste Leiria que, ao contrário das épocas anteriores, aparece sempre muito receoso sempre que enfrenta os denominados "grandes". Ainda assim, por mérito de Fernando e com alguma ineficácia do Sporting à mistura, os leirienses conquistaram mais um ponto na sua importante luta pelos lugares de acesso às competições europeias.
Ainda em relação ao Sporting, parece-me que faltou alguém para empurrar a equipa, isto, a nível de meio-campo. João Moutinho, para mim, realizou uma exibição monumental, foi, sem dúvida, o melhor jogador em campo, mas, foi sempre pouco para aquilo que o meio-campo do Sporting tem obrigação de produzir. Parece-me que a ausência de Miguel Veloso fez sentir-se em Leiria. Estou em crer que o Sporting é 20 ou 30 porcento melhor com Veloso em campo do que com Custódio ou Paredes, jogadores que se juntam muito aos centrais e praticamente abdicam de incorporar-se nas movimentações ofensivas da equipa.
Neste contexto, o Sporting, de forma injusta, perdeu dois pontos em Leiria, provavelmente perdeu o seu melhor atacante para os próximos dois jogos e, com tantos azares e tantos deslizes, o que é certo é que o campeonato parece ser uma mera miragem para os lados de Alvalade.
MUITO À JUSTA...
Porto e Benfica venceram os seus compromissos relativos à 20ª jornada e esperam agora por novo deslize leonino, o que, a acontecer, poderá significar o adeus definitivo do Sporting à luta pelo título.
Em relação aos jogos dos dois grandes, é caso para dizer que o resultado foi muito melhor do que a exibição produzida por ambos. No caso do Porto, naturalmente que o adversário era de respeito e, como tal, há que dar mérito ao Braga que, mesmo com muitas ausências, vendeu muito cara a derrota.
Relativamente ao Benfica, custa mais a encaixar tamanha desinspiração encarnada. A ausência de Luisão e as alterações adjacentes a essa baixa não podem justificar uma exibição tão descolorida, uma entrega ao jogo e uma atitude tão distantes daquelas apresentadas nos últimos jogos. Ainda assim, ao contrário do que é habitual, o Benfica jogou bastante mal mas conseguiu vencer o que, obviamente, acaba por ser o mais importante.DESTAQUES:
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Adriano - Decisivo. Foi do seu pé esquerdo que saíu o único golo do desafio. No regresso à titularidade, o brasileiro voltou a deixar a sua marca.
Na minha opinião, o Porto ganhou muito mais com Adriano em campo do que propriamente Postiga.
Helton - Quem viu o jogo do Porto e quem viu momentos antes o encontro do Chelsea, facilmente reparou como é que um guarda-redes consegue literalmente dar pontos ao seu clube.
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Bosingwa - O lateral direito portista lesionou-se e está em dúvida para o difícil encontro de Londres. Sem dúvida uma enorme baixa daquele que, a meu ver, é o melhor lateral direito do campeonato português e, se Scolari quiser, um potencial titular da selecção nacional.
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Nuno Gomes - Pelo segundo jogo consecutivo, Nuno Gomes voltou a marcar. Está a ganhar confiança e a prova disso é a maneira como tem trabalhado e procurado espaços vazios deixados por Simão e Miccoli.
Neste jogo até vislumbrámos remates do "21" de fora da área, uma prova que o internacional português quer marcar, quer mostrar serviço.
Nuno Espírito Santo - O guarda-redes do Aves, apesar de não ter tido muito trabalho, quando foi chamado a intervir, fê-lo de forma segura e, diria até, espectacular. Duas ou três defesas de grande qualidade, uma delas após um remate rasteiro de Nuno Gomes.
Todos os problemas do Aves estivessem na baliza...
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F.Santos - Seria injusto estar a destacar algum jogador do Benfica pela negativa. Houve muita gente abaixo do rendimento normal. Como tal, preferi responsabilizar o treinador pela má noite encarnada. Não houve Benfica na Vila das Aves e Fernando Santos não fez muito para que houvesse.
GRUPO A
Albino Moital 2-3 Vitor Costa
Pedro Fernandes 1-3 Manel (Francesinhas)
Moisés Vieira 3-0 Paulo Oliveira
José Carvalho 3-0 Paulo Gonçalves
GRUPO B
Sérgio Paulo 3-0 Miguel Frade (FC)
Francisco Marques 3-2 Helder Marques
Nuno Pedrosa 0-3 Luis Oliveira
Vitor Crespo 3-2 Rui Pereira
GRUPO C
Miranda 3-1 Edgar Rodrigues
Luis Gradil 1-3 Nuno Matos
José Carlos 3-0 António Filipe (FC)
Pedro Oliveira 3-0 Joaquim Carreira (FC)
GRUPO D
Leão 1-3 Paulo Sanches
Daniel Palhais 2-3 Glaucio Souza
Filipe Margarido 3-2 Paulo Mota
Luis Miguel 3-0 Carlos Carvalho
GRUPO E
Abel 1-3 Pump
Vasco Carvalho 3-1 Nuno Graça
João Pedro Costa 2-3 Tó Clemente
Agostinho Carvalho 1-3 Fernando Marques
GRUPO F
António Gonçalves 1-3 Horácio Sandro
Eduardo Lopes 3-0 Fernando "Brasas" (FC)
Fernando Vala 3-0 Carlos Silva
Jorge Marcelino 3-1 Zé Carlos
GRUPO G
Joaquim Labronço 3-0 Vitor Antunes
Marco Morais 2-3 Pedro "BA"
Carlos Caçador 0-3 Nuno Laranjeiro
Octavio 0-3 Pedro Senhas
GRUPO H
Pedro Serralheiro 3-0 João Tavares
Eduardo Marques 3-2 Bruno Rocha
Carlos Pinto 3-1 Nelson Soares
João Santo 3-0 Micael Martins (FC)
NOTA: Realizam-se hoje jogos relativos à 4ª jornada. Assim, terão lugar no Good Bowling os encontros dos participantes que integram os grupos A, B e C.
"Simão com pés e cabeça"
BENFICA 3-1 PAÇOS FERREIRA 

Trinta minutos de grande qualidade e um super Simão estiveram na base de uma boa vitória encarnada frente a um Paços de Ferreira igual a si mesmo: boa ocupação dos espaços e saídas rápidas para o contra-ataque.
O jogo não podia ter começado da melhor maneira para os encarnados. Aos 8 minutos, Simão abriu o activo através de um lance de bola parada. Foi o regresso do número 20 aos golos de livre directo, o primeiro na presente temporada.
Motivados pelo excelente ambiente que se fazia sentir na Luz, os encarnados continuaram com o pé no acelerador e, fruto de uma mobilidade extraordinária das unidades mais ofensivas e de uma excelente troca de bolas com dois-três passes, chegaram ao segundo golo à passagem do minuto 34. Karagounis, em boa forma, ganhou espaço no flanco esquerdo, tirou um bom cruzamento e Nuno Gomes, de forma pouco habitual, fez um golo à Liedson, um grande golpe de cabeça sem hipóteses para Peçanha.
O Benfica chegava ao golo da tranquilidade, golo esse que se justificava plenamente por aquilo que a equipa de Fernando Santos estava a produzir. E, não fora Peçanha, diga-se que os danos ainda poderiam ter sido maiores para o Paços de Ferreira. Miccoli, após um fantástico passe de Simão, isolou-se, disferiu um potente remate com o pé direito e Peçanha respondeu com uma espectacular intervenção, porventura, a defesa da noite.
A partir do minuto 35, o Paços de Ferreira, finalmente, começou a entrar na partida. Os laterais Antunes e Mangualde começaram a sair mais para o ataque, Fahel e Paulo Sousa começaram a jogar mais perto dos atacantes, fazendo com que as linhas do Benfica recuassem.
Por volta do minuto 43 chegou a primeira grande ameaça do Paços de Ferreira. Geraldo, com um excelente trabalho de pés, nada vulgar para um defesa central, rodopiou bem e disparou de pé esquerdo, um remate que obrigou Quim a uma defesa de grau de dificuldade elevado.
Ora, na sequência do canto, e já com o relógio a bater nos 45, após alguma confusão na área encarnada, Fahel fez o golo forasteiro e voltou a criar a incerteza no marcador. A segunda parte, a partir desse momento, passava a ter outra curiosidade, outro interesse.
No segundo tempo, após 5 minutos de alguma perturbação encarnada bem vincada com uma flagrante ocasião do Paços por intermédio de João Paulo que, com Quim já fora do lance, conseguiu rematar bem perto do poste esquerdo, o Benfica voltou a "pegar" no jogo, foi para a frente e, apoiando-se totalmente em Simão, o melhor jogador em campo, chegou ao golo da tranquilidade. Foi precisamente ao minuto 65, uma jogada em que Nuno Gomes e principalmente Miccoli ficam muito bem na fotografia. A forma como o italiano se desembaraça do defesa e, de costas para a baliza, consegue efectuar um balão buscando o poste mais distante de Peçanha é simplesmente genial. Depois, Simão fez o trabalho mais fácil, encostou de cabeça para o fundo das redes.
Com o resultado praticamente feito e com a vitória garantida, o Benfica limitou-se a gerir o esforço e procurou controlar as operações a meio-campo. Já o Paços, muito bem, aventurou-se aqui e ali no ataque em busca de um segundo golo que lhe permitisse ainda sonhar com a igualdade. João Paulo ainda obrigou Quim a uma excelente defesa mas o resultado, esse, já estava definido. O Benfica vencia de forma convicente e mantinha a distância pontual com que entrou para esta jornada em relação ao FC Porto.
Na próxima jornada, o Benfica desloca-se à Vila das Aves sem Luisão que viu o 5º cartão amarelo.
"Atrevimento Aveirense deu em goleada!"
BEIRA-MAR 0-5 FC PORTO 

Fácil, muito fácil a vitória do Porto em Aveiro frente a um Beira-Mar que pagou caro a forma aberta com que jogou frente ao campeão nacional. De louvar a atitude de Paco Soler em apresentar uma equipa ofensiva, com dois pontas-de-lança à antiga e apenas um médio de características defensivas, no caso, Leandro "Makelelé", um desconhecido no futebol português.
Desde muito cedo se percebeu que o Porto iria sair de Aveiro com os três pontos na bagagem. O curioso é que, por incrível que pareça, o Beira-Mar entrou muito bem no jogo e até criou a melhor oportunidade através de um lance de bola parada que só não deu golo porque Marek Cech estava em cima da linha de golo pronto a afastar o perigo.
Não marcou o Beira e, poucos minutos depois, tomou o primeiro num lance estudado de bola parada. Quaresma bateu o livre, Pepe desviou de cabeça para o poste mais distante do guarda-redes Eduardo e Lisandro, de peito, finalizou de forma tranquila. Estava inaugurado o marcador, estava feito o mais difícil por parte do FC Porto.
A partir daqui, o Porto arrancou para uma exibição de luxo, uma exibição avassaladora. Paco Soler acabou por sair deste encontro goleado e terá como lição o facto de não poder, nesta altura do campeonato, jogar de forma tão aberta contra equipas deste nível. Qualquer ponto para o Beira-Mar é importante e, nos dias que correm, vale mais jogar feio na esperança de pontuar do que jogar aberto, tentar proporcionar um bom espectáculo e perder, diria, de forma humilhante.
Não obstante, todo o mérito para o Porto que marcou mais quatro golos no segundo tempo. Lucho, Raúl Meireles, Alan e o recuperado Adriano de grande penalidade foram os marcadores de serviço.
Maior pressão para o Benfica que terá esta segunda-feira um encontro complicado frente ao Paços de Ferreira.
Sem margem de manobra... É assim que, geralmente, José Mourinho deixa os seus adversários! E porquê? Porque na maioria das vezes ganha... Ganha muitas vezes e muitos troféus!
Esta tarde conseguiu o 11º título da sua ainda curta carreira, o quinto ao serviço do Chelsea! FANTÁSTICO!!!
Desta feita a "vítima" foi o Arsenal, e o troféu em disputa foi a Carling Cup, ou Taça da Liga. O resultado final da partida foi de 2-1 para os "blues", em jogo disputado no Millenium Stadium, em Cardiff, no País de Gales.
Depois de até ter entrado a perder na partida, fruto do golo de Theo Walcott, a equipa mais portuguesa de Inglaterra controlou a partida, chegou ao empate minutos depois, com um golo do inevitável Didier Drogba, resultado que se verificava no final dos primeiros 45 minutos.
Ao longo de toda a segunda parte, o Chelsea foi sempre a equipa que mais argumentos demonstrou para ganhar o jogo, criando inúmeras ocasiões de golo, enviando mesmo a bola à barra por duas vezes. E foi isso mesmo que aconteceu, ou seja, o Chelsea ganhou mesmo, com mais um golo do melhor marcador da Premiership, o costa-marfinense Didier Drogba, que assim bisou na partida, e permitiu a José Mourinho arrecadar mais um troféu na sua galeria, e levar, uma vez mais de vencida, o duelo particular com o francês, Arsène Wenger.

Foi, sem dúvida, mais um grande feito do melhor treinador do Mundo, que continua a demonstrar que, afinal, não será assim tão doente mental...
FULHAM 1-2 MAN UTD
"Pouco United mas... muito Ronaldo"

Feliz. Muito feliz a vitória do Manchester United em Londres frente a um sensacional Fulham que tudo fez para ganhar ao líder da competição. Foi, sem dúvida, um grande espectáculo de futebol, foi, mais uma vez, um grande dia para Cristiano Ronaldo, o melhor jogador em campo e decisivo para o desfecho final do encontro já que, entre outras coisas, marcou o segundo golo numa altura em que nada o fazia prever. E que golo!
"Grande entrada do Fulham"
A primeira parte começou com um enorme dominio do Fulham. Rápida sobre a bola e muito pressionante, a equipa londrina realizou 20 minutos de grande qualidade, o que lhe permitiu chegar com naturalidade ao golo por intermédio do norte-americano Mcbride após falha de comunicação entre Vidic e Van der Saar.
Baseando-se num meio-campo muito forte sob ponto de vista físico onde se destacavam Smertin e Diop e com uma curiosa vocação ofensiva em que Simon Davies era o principal dinamizador, o Fulham só surpreendia quem não estava a ver a partida.
"Reacção do United com Ronaldo e Giggs"
Diria que o Manchester United entrou apático no jogo e só quando se viu em situação de desvantagem é que mostrou alguma determinação e vontade em alterar o rumo dos acontecimentos.
Para este jogo, Alex Fergusson apresentou Wes Brown na lateral direita em detrimento de Gary Neville, um dos jogadores que, tal como havia escrito depois do jogo de Lens frente ao Lille, apresentava-se algo debilitado fisicamente. O internacional inglês já não é propriamente um jovem e, à semelhança de Scholes, Larsson ou Giggs, já não tem capacidade física para aguentar todos os minutos de todos os jogos.
O problema é que quando Sir Alex Fergusson se vê na obrigação ou, melhor dizendo, com vontade de apresentar/inventar uma equipa com jogadores diferentes do habitual, esta ressente-se automaticamente. Naturalmente que numa grande equipa alterar um jogador não deverá constituir motivo de preocupação mas o que é certo é que aquelas diagonais de Ronaldo em que abre espaço para as subidas de Neville não resultaram com Brown porque este não tem qualidade nem capacidade para desempenhar, com a mesma categoria, o papel do número dois inglês.
A reacção do United fez sentir-se quase sempre pela técnica e velocidade de Ronaldo. Quando o internacional português decidia arrancar "para cima" dos defesas do Fulham, o pânico instalava-se de imediato. A primeira grande oportunidade dos "red devils" saíu precisamente do pé direito do português. Ronaldo tirou o adaptado lateral esquerdo Rosenior do caminho e disparou forte e colocado ao lado da baliza de Lastuvka. Era o primeiro aviso do United que igualou o jogo quando estavam decorridos 29 minutos de jogo, diga-se, um grande golo de Ryan Giggs.
Ao intervalo, igualdade a um golo.
"Segundo tempo de grande qualidade do Fulham"
Na segunda parte, e à semelhança do que havia acontecido na primeira, o Fulham reentrou a todo o gás. Van der Saar assumiu-se, nos primeiros 25 minutos do segundo tempo, como o melhor jogador do United. Fez duas defesas impossíveis que permitiram ao United manter-se em jogo com um resultado que lhe permitia discutir os três pontos. Estou em crer que se o Fulham fizesse o segundo golo, o Manchester dificilmente venceria a partida pois, para além da desinspiração da grande maioria dos seus jogadores, a equipa fisicamente apresentava-se muito frágil perante a pujança física do adversário.
"Alex Fergusson no seu melhor..."
Vendo as coisas muito complicadas, Fergusson decidiu, como tão bem ele sabe, inventar. O jogo estava inclinado, o Fulham dominava e, para "ajudar à festa", o técnico dos "red devils" decidiu baralhar o sistema defensivo e abdicar da luta de meio-campo, sector claramente dominado pela equipa visitada. Passo a explicar. O treinador decidiu tirar Vidic e colocar O'Shea (exibição desastrosa) como lateral direito, permitindo a Brown jogar como central. Melhorias? sinceramente, nenhumas. Depois, como se não bastasse, Fergusson decidiu-se pela entrada de Silvestre (em queda e sem ritmo) para o lugar de Patrice Evra. O porquê? sinceramente, não sei e nem imagino. Finalmente, Saha também teve a sua oportunidade e entrou para o lugar de, imagine-se, Carrick, este, o único médio defensivo do United e aquele que, de certa forma, ia conseguindo travar algumas das iniciativas atacantes do adversário.
Assim, o Manchester passou a jogar com Van der Saar na baliza, O´Shea, Brown, Ferdinand e Silvestre (defesa nova durante um jogo!), Giggs(??) e Scholes como médios centro, Ronaldo e Rooney nas alas e, na frente, Larsson e Saha. A intensão era boa, ou seja, jogar para ganhar, a forma inconsciente para o conseguir é que deixou muito a desejar.
"Ronaldo, quem mais para resolver"
À passagem do minuto 88 chegou o MOMENTO DO JOGO. Os melhores do Mundo são aqueles que conseguem, como que do nada, resolver partidas. E hoje, Ronaldo resolveu. Hoje, Cristiano Ronaldo mostrou o que é literalmente dar três pontos a uma equipa que nada fez para o merecer. Mais do que tecer qualquer comentário, acho que "há imagens que valem mais do que mil palavras". O que o português fez numa fase final do jogo só está ao alcance dos predestinados. A forma brilhante como iniciou a jogada passando por Volz, um fantástico lateral direito de nacionalidade alemã que vai dar muito que falar no futebol mundial, é deveras sensacional.
E é assim que se vence uma partida, é assim que, de repente, torna o trabalho deficiente de um treinador num excelente trabalho já que, como sempre, os resultados é que contam.
No jogo mais difícil da época, segundo Fergusson, o Manchester passou e está mais perto do título.
"Aves rapinaram dois pontos aos leões"
SPORTING 0-0 D.AVES

Como perder dois pontos com o último em 90 minutos é aquilo que jogadores, treinadores e adeptos do Sporting devem estar a pensar, isto depois da catástrofe que abalou Alvalade. À medida que o campeonato vai avançando e aproximando-se do seu final, qualquer deslize pode ser fatal para um dos grandes. Pois, quem não ganha em casa ao lanterna do campeonato, dificilmente pode ser campeão. E hoje, diga-se de passagem, o Sporting mereceu por inteiro este castigo. Naturalmente que foi, na maioria dos momentos, superior ao seu adversário, é obvio que os leões dispuseram de algumas boas ocasiões para marcar mas, a meu ver, seria injusto por tudo aquilo que a equipa do professor Neca trabalhou, seria ingrato pela excelente primeira parte produzida pelo Aves em que jogou de igual para igual contra o conjunto leonino, seria um duro golpe nas aspirações avenses se não obtivessem este prémio moralizador que é empatar no campo do Sporting.
Vida difícil para Paulo Bento que poderá ver, no final desta jornada, Benfica com 3 pontos de vantagem e o FC Porto com 7. Na minha opinião, não foi o adeus ao título do Sporting mas, a confirmar-se os piores cenários no final desta ronda, diria que não há mais margem de erro para os leões. Se tivermos em linha de conta que para a semana o Sporting vai a Leiria e, por exemplo, ainda vai ter de deslocar-se a Braga, Porto e Benfica, parece-me que a vida está complicada para o reino do leão.
DINAMO BUCARESTE 1-2 BENFICA
"Triunfo com cabeça!"
Bom jogo do Benfica em Bucareste, especialmente na segunda parte. Aliás, outra coisa não seria de esperar. A equipa de Fernando Santos não passar esta eliminatória era como o Porto não superar o modesto Atlético. Ou seja, o Benfica ficar pelo caminho perante uma equipa sem ritmo, fraca, sem jogadores de renome e que, a meu ver, no campeonato português lutava pelos lugares intermédios da tabela, era um verdadeiro escândalo.
Depois de uma primeira parte tipicamente portuguesa, isto é, o encarar o jogo com o pensamento no resultado efectuado na primeira mão, o jogar de forma passiva a ver aquilo que o adversário era capaz de fazer, naturalmente que o Benfica sentiu algumas dificuldades, muitas delas, criadas pela própria equipa que jogava com as linhas muito afastadas e apostava no "charuto" para a frente à procura da mobilidade de Simão, Miccoli e Derlei, este titular no lugar de Nuno Gomes.
O Dinamo, sem mostrar grandes argumentos, começou a acreditar e, motivado pelo excelente ambiente criado pelo seu público, conseguiu chegar ao golo, num lance em que Anderson ficou mal na fotografia já que procurou jogar em fora-de-jogo, algo que a equipa não está minimamente habituada a fazer.
A perder, logicamente que o Benfica reagiu. Começou aos poucos a fazer o seu futebol, com boa posse de bola e muita mobilidade, o que, obviamente, fez com que o Dinamo Bucareste abanásse.
Ainda assim, mesmo com algumas boas ocasiões para igualar o jogo (remate de Simão e cabeceamento de Katsouranis), o resultado foi para intervalo com uma vantagem romena pela margem mínima.
No segundo tempo, a "conversa" foi outra. Os encarnados entraram com grande vontade e uma enorme determinação em cedo arrumar com a eliminatória. Com tranquilidade, foi precisamente o que aconteceu. Dois golos em dois lances de bola parada. Primeiro Anderson, depois, o inevitável Katsouranis, num golo tão igual a tantos outros.
A partir destes dois importantes momentos, o Benfica geriu a vantagem, também o esforço e até podia ter chegado ao terceiro golo fruto dos espaços deixados pela defensiva romena.
No final, o resultado acabou mesmo por ficar em 1-2, placar que está de acordo com aquilo que foi o jogo.
O próximo adversário encarnado será o PSG, equipa treinada por Paul Le Guen que venceu de forma clara o AEK de Atenas de Manduca. Tal como havia escrito anteriormente, o PSG é uma equipa mais forte que o Dinamo mas, a meu ver, acessível para este Benfica que, em forma, é um adversário a ter em conta.
Resultados:
Roma 0-0 Lyon
COMENTÁRIO: Empate que deixa tudo em aberto para a segunda mão. No plano teórico, o Lyon é favorito e, no seu reduto, vai querer provar isso mesmo. Aposto numa vitória francesa na segunda mão.
Inter 2-2 Valência
(Cambiasso, Maicon ; David Villa, David Silva)
COMENTÁRIO: Por duas vezes em desvantagem, o Valência teve o mérito de acreditar que era possível sair de Itália com um resultado altamente positivo. Foi precisamente o que aconteceu. Dois excelentes golos de David Villa e David Silva deixam o Valência em excelente posição para atacar os quartos-de-final da competição. Mas, atenção... o Inter é uma equipa muito perigosa fora de casa e vive um excelente momento.
Bom jogo em perspectiva. O Inter vai ter de jogar ao ataque porque precisa de marcar em terrenos espanhois.
Porto 1-1 Chelsea
(Meireles ; Shevchenko)
COMENTÁRIO: Entrou bem o Porto, o Chelsea equilibrou a partida e muito cedo se mostrou satisfeita com o empate. Nem a equipa de Jesualdo foi capaz de arranjar soluções para vencer a partida, nem o Chelsea se mostrou interessado em aumentar o ritmo de jogo. Saíu prejudicado o espectáculo.
Na segunda mão o Chelsea vai certamente mostrar que é melhor equipa que o Porto.
Barecona 1-2 Liverpool
(Deco ; Bellamy, Riise)
COMENTÁRIO:A grande surpresa do segundo dia da Champions. O Barcelona não está a passar um bom momento e este resultado é a prova disso mesmo. Contudo, estou em crer que a eliminatória ainda não está acabada. O Barça vai ter uma palavra a dizer em Anfield Road. O segredo? Simão Sabrosa e Miccoli sabem qual é...
Resultados:
Celtic 0-0 Milan
COMENTÁRIO: Resultado esperado. O Celtic é um equipa que em casa tem sempre outra ambição devido ao ambiente infernal que se vive no estádio. Contudo, desta feita o Celtic não marcou golos o que, em boa verdade, pode significar o afastamento do clube escocês que fora costuma dar-se mal.
Como se sabia também, o Milan é uma equipa experiente e que aposta tudo nesta competição para salvar a época.
A equipa italiana vai certamente resolver o problema "Celtic" em sua casa.
PSV 1-0 Arsenal
(Edison Mendez)
COMENTÁRIO: Resultado algo surpreendente mas não totalmente escândaloso. O PSV é uma boa equipa, tem bons jogadores e tem uma transição defesa-ataque muito interessante.
Esperava-se mais deste Arsenal que, valha a verdade, até teve boas ocasiões para sair da Holanda com um resultado mais animador.
Tudo em aberto nesta eliminatória. Não vai ser fácil para a equipa de Wenger tornear este PSV.
Real Madrid 3-2 Bayern Munique(Raúl, Helguera, Nistelrooy; Lucio, Van Bommel)
COMENTÁRIO: O Real Madrid venceu mas voltou a mostrar enormes fragilidades nas transições defensivas e ofensivas. O resultado com que foi para o intervalo (3-1) foi fundamental para o desfecho final da partida. Um golo feliz de Raúl e dois golos de bola parada, acrescentando também a apatia evidênciada pelos bávaros no primeiro tempo, escreveram uma antecipada vitória do Real que só não esteve mais em risco porque o segundo golo alemão apareceu muito tarde. O Bayern de Munique, também em crise, só acreditou que podia sair do Bernabéu com um resultado positivo depois de estar com dois golos de desvantagem. Estou convencido que se a equipa alemã tivesse acreditado, certamente conseguiria ter incomodado este Madrid que pratica um futebol simplesmente miserável.
Penso que o Bayern vai dar a volta à eliminatória em Munique.
Lille 0-1 Man Utd(Giggs)
COMENTÁRIO: Uma desilusão a exibição do Manchester United. É certo que não podemos esperar que este gigante inglês dê sempre espectáculo, vença categoricamente as suas partidas, Ronaldo e companhia fintem tudo e todos e marquem os mais incríveis golos. Não. É obvio que é difícil uma equipa jogar sempre bem, é natural que mediante o adversário e a competição, a postura da equipa se altere um pouco. Sei perfeitamente que estes jogos são diferentes pois são a eliminar e, ao mínimo descuido, o sonho de conquistar este importante troféu pode ficar, desde logo, desfeito.
Em termos objectivos, é inequívoco que o Manchester United alcançou em Lens um fantástico resultado. Marcar golos fora e não sofrer é fantástico e dá uma enorme tranquilidade aos "red devils" que, como é sabido, têm mais que obrigação de superar esta modesta equipa francesa. Porém, há que dizer que a forma feliz e, estou em crer, irregular com que o United chegou ao triunfo é evidente. O Manchester, à imagem daquilo que fizera na Luz ou em Copenhaga,jogou para não perder, jogou claramente para não sofrer golos. Ora, há duas notas que gostaria de salientar a esse respeito: em primeiro lugar, não tenho dúvidas que é Alex Fergusson a incutir esse espírito de efectuar os rendimentos mínimos garantidos para, em Old Trafford, selar de vez a eliminatória. A meu ver, foi eficaz mas é completamente errada esta ideia, até porque, com Barcelonas ou Chelseas, a jogar com esta mentalidade, o Manchester arrisca-se a ficar pelo caminho sem apelo nem agravo; em segundo lugar, pareceu-me que há jogadores que estão a começar a quebrar fisicamente, como, penso eu, é perfeitamente natural. À imagem do que se passa no Benfica, os jogadores não são máquinas e, assim sendo, não podem jogar 3 vezes por semana, disputar 3 ou 4 competições, jogar pelas respectivas selecções nacionais, sempre com a mesma bitola exibicional. Gary Neville, Scholes, Giggs e o próprio Rooney estiveram a "anos-luz" daquilo que já mostraram em outros jogos. E, na minha opinião, isso deveu-se a problemas estritamente físicos.
Assim, terão que ser tomadas decisões para que o que falta de temporada seja risonho para os lados de Manchester. Uma vez que o reforço da equipa já não é possível, penso que uma das soluções é abdicar ou jogar com uma equipa de recurso na Taça da Liga Inglesa. É que, tanto lá como cá, arriscar O´Shea, Brown, Fletcher, Silvestre, Richardson, entre outros, é como arriscar-se a ver fugir campeonato e Liga dos Campeões.
Manchester entra hoje em acção...

Afirmação na Europa. Será desta?
Jogos para hoje:
Celtic Glasgow - AC Milan
PSV - Arsenal
Lille - Manchester United (19h45 Sporttv1)
Real Madrid - Bayern Munique (19h45 Sporttv2)
Arranca hoje os oitavos-de-final da sempre entusiasmante Liga dos Campeões. O FC Porto é a única equipa portuguesa a marcar presença na liga milionária e defronta na 4ª Feira o Chelsea de José Mourinho.
Em relação aos jogos para hoje, diria que o jogo de maior cartaz será aquele que opõe o Real Madrid ao Bayern de Munique. Digo isto pelo simples facto destes serem dois históricos do futebol mundial e duas equipas com grande tradição nesta prova. Ainda assim, por aquilo que ambos têm feito nesta temporada, não acredito que seja um bom espectáculo de futebol. Mas, já lá vamos à análise deste jogo.
Expectativa também para o encontro entre Lille e Manchester United. Grande curiosidade em saber se é este ano que a equipa de Cristiano Ronaldo consegue fazer mais qualquer coisa na Champions, isto porque as recentes edições da competição têm mostrado um Manchester United pouco ambicioso e sem argumentos para ombrear com as grandes equipas.
PALPITE SIMPLES
Celtic Glasgow - Milan (x)
Curiosidade em ver aquilo que o Milan de Ancelotti é capaz de fazer nesta Liga dos Campeões, isto depois de todos sabermos que o campeonato italiano está completamente perdido. Parece-me que o Milan quer apostar fortemente nesta prova. Ainda assim, não creio que os rossoneri tenham argumentos para competir com Barcelona, Chelsea, Manchester ou Arsenal.
Em relação a esta eliminatória, creio que a equipa italiana é favorita. Parece-me, no entanto, que nada vai ficar decidido na Escócia porque o Milan vai actuar de forma calculista com o intuito de resolver tudo em Itália.
O empate é o resultado mais obvio para este jogo.
PSV - Arsenal (2)
Bom jogo em perspectiva. O PSV já mostrou ser capaz de fazer boa figura na Liga dos Campeões sendo, no seu reduto, uma equipa com argumentos. O problema é que pela frente vai ter o Arsenal, equipa que no ano passado quase venceu a Champions e, nesta temporada, gorada a hipótese de vencer a Liga Inglesa, vai fazer tudo para vencer o torneio.
Por tudo isto e muito mais, creio que o Arsenal vai, já neste jogo, mostrar quais os objectivos para esta temporada, isto no que há Champions diz respeito.
Lille - Mancheter United (2)
Claramente 2. O Manchester United, se jogar o seu futebol, creio inclusivé que poderá sair de França já com o apuramento na bagagem. Apesar de na temporada passada o Lille ter causado sensação ao vencer o United por uma bola a zero, não creio que a história se vá repetir, até porque, neste momento, o Manchester United é uma equipa muito mais forte e muito mais homogénea.
Estou convencido que este ano é o ano do United. Já o tinha dito e volto a referir, o Manchester é a equipa que, por esta altura, melhor futebol pratica na Europa. Se mantiver esta consistência exibicional, será difícil alguém parar esta máquina de jogar futebol.
Que se mantenha vitoriosa esta grande equipa é o meu desejo!!
Real Madrid - Bayern Munique (x)
Sinceramente, é difícil prever quem vai passar esta eliminatória. É que, as duas equipas estão a jogar tão mal que faz com que seja complicado prever um qualquer cenário.
Estou convencido que o Real Madrid vai ter muitas dificuldades em vencer este jogo. O ambiente que se vive no Santiago Bernabéu e a total ausência de um modelo de jogo faz com que o Real Madrid tenha enormes problemas em vencer quem quer que seja.
Os primeiros minutos vão ser decisivos para o desfecho final da partida. Estou em crer, ainda assim, que o empate é o resultado mais lógico face àquilo que as duas equipas têm feito, mormente nas competições internas.
Esta semana, temos dois videos made in Portugal
2º LUGAR - Liedson (Sporting) e Cristiano (Paços Ferreira)
1º LUGAR - Miccoli (Benfica)VER AQUI
2ª JORNADA (A realizar-se na próxima 4ª e 5ª Feira)
GRUPO A
Albino Moital 0-3 Manel (Francesinhas)
Pedro Fernandes 2-3 Vitor Costa
Moisés Vieira 2-3 Paulo Gonçalves
José Carvalho 2-3 Paulo Oliveira
GRUPO B
Sérgio Paulo 2-3 Helder Marques
Balakov 3-0 Miguel Frade
Nuno Pedrosa 2-3 Rui Pereira
Vitor Crespo 3-1 Luis Oliveira
GRUPO C
Miranda 2-3 Nuno Matos
Luis Gradil 3-0 Edgar Rodrigues
José Carlos 3-0 Joaquim Carreira (FC)
Pedro Oliveira 3-0 António Filipe
GRUPO D
Leão 2-3 Glaucio Souza
Daniel Palhais 0-3 Paulo Sanches
Filipe Margarido 3-2 Carlos Carvalho
Luis Miguel 2-3 Paulo Mota
GRUPO E
Abel 0-3 Nuno Graça
Vasco Carvalho 1-3 Pump
João Pedro Costa 3-1 Fernando Marques
Agostinho Carvalho 0-3 Tó Clemente (FC)
GRUPO F
António Gonçalves 3-1 Fernando "Brasas"
Eduardo Lopes 0-3 Horácio Sandro
Fernando Vala 1-3 Zé Carlos
Jorge Marcelino 3-1 Carlos Silva
GRUPO G
Joaquim Labronço 3-2 Pedro Pereira (BA)
Marco Morais 3-0 Vitor Antunes
Carlos Caçador 0-3 Pedro Senhas
Octávio 1-3 Nuno Laranjeiro
GRUPO H
Pedro Serralheiro 3-1 Bruno Rocha
Eduardo Marques 3-0 João Tavares
Carlos Pinto 3-1 Micael Martins
João Santo 3-1 Nélson Soares
Nota: Todas as informações ligadas ao 1º Torneio de Snooker, a realizar-se no Good Bowling, Leiria, serão colocadas na parte lateral do Blog.
1ª JORNADA - Resultados -
GRUPO A
Albino Moital 3-1 Pedro Fernandes
Manel (Francesinhas) 3-2 Vitor Costa
Moisés Vieira 1-3 José Carvalho
Paulo Gonçalves 2-3 Paulo Oliveira
GRUPO B
Sérgio Paulo 1-3 Balakov
Hélder Marques 3-2 Miguel Frade
Nuno Pedrosa 3-1 Vitor Crespo
Rui Pereira 1-3 Luis Oliveira
GRUPO C
Miranda 2-3 Luis Gradil
Nuno Matos 3-0 Edgar Rodrigues
José Carlos 2-3 Pedro Oliveira
Joaquim Carreira 0-0 António Filipe (AMBOS DESISTIRAM)
GRUPO D
Leão 3-0 Daniel Palhais
Glaucio Souza 2-3 Paulo Sanches
Filipe Margarido 3-2 Luis Miguel
Carlos Carvalho 0-3 Paulo Mota
GRUPO E
Abel 3-2 Vasco Carvalho
Nuno Graça 3-2 Pump
João Pedro Costa 3-1 Agostinho Carvalho
Fernando Marques 0-3 Tó Clemente
GRUPO F
António Gonçalves 0-3 Eduardo Lopes
Fernando "Brasas" 0-3 Horácio Sandro (FC)
Fernando Vala 0-3 Jorge Marcelino
Zé Carlos 2-3 Carlos Silva
GRUPO G
Joaquim Labronço 1-3 Marco Morais
Pedro Pereira (BA) 2-3 Vitor Antunes
Carlos Caçador 3-1 Octavio
Pedro Senhas 2-3 Nuno Laranjeiro
GRUPO H
Pedro Serralheiro 0-3 Eduardo Marques
Bruno Rocha 3-0 João Tavares
Carlos Pinto 2-3 João Santo
Micael Martins 0-3 Nélson Soares
Resultados:
1. Valência - Barcelona (2-1)
2. Zaragoça - Villarreal (1-0)
3. Empoli - Roma (1-0)
4. Siena - Milan (3-4)
5. Lille - Lyon (1-2)
6. Paços Ferreira - Sporting (1-1)
7. Nacional - Benfica (0-2)
8. U.Leiria - Braga (1-0)
9. Penafiel - Guimarães (0-2)
OLHÓGOLO:
10. Porto - Naval (4-0)
PONTUAÇÕES:
Rui Faria: 9
Neves: 15
João Faustino: 15
André Braz: 9
Duarte Silva: 15
Pedro Faria: 12
Eduardo Marques: 18
Bruno Rocha: 3
João Marques: 15
Nelson Granado: 9
Doc: 9
VENCEDOR DA JORNADA: Eduardo Marques "22 pontos"
CLASSIFICAÇÃO:
1º PEDRO FARIA 243 PONTOS
2º João Faustino 212
3º Duarte 209
4º Eduardo Marques 189
5º Rui Faria 185
6º Nelson Granado 182
7º Neves 174
8º Bruno Rocha 169
9º João Marques 165
10º André Braz 136
11º Doc 116
ANÁLISE À JORNADA:

Bruno Rocha: Uma vergonha! Sem mais comentários.

Eduardo Marques: Parece incrível como este participante está sempre nos destaques da jornada, quer pela positiva quer pela negativa. Desta vez decidiu arriscar os resultados em todos os jogos e acertou 3 deles, algo que lhe permitiu vencer de forma categórica a jornada. Parabéns!
PRÓXIMA JORNADA:

1. Maritimo - U. Leiria
2. Beira-Mar - FC Porto
3. Benfica - Paços Ferreira
4. Gimnastic - Valência
5. Fulham - Manchester United
6. Catania - Inter
7. Atalanta - Palermo
8. Toulouse - Marselha
9. Borussia M'Gladbach - W. Bremen
OLHÓGOLO:
10. Sporting - Aves
NACIONAL 0-2 BENFICA
"Vitória sab(o)rosa com pingos de ratice"

Missão cumprida. O Benfica venceu o difícil teste da Choupana e isolou-se no segundo lugar da classificação, mantendo a diferença de 4 pontos para o FC Porto. O italiano Miccoli, pelos dois golos que marcou, e o inevitável Simão Sabrosa, por aquilo que jogou, foram as grandes figuras do jogo e deste Benfica que, inesperadamente, voltou a realizar uma excelente exibição, não só do ponto vista técnico-táctico mas também sob ponto de vista físico.
Antes de analisar com maior profundidade a exibição encarnada, um breve comentário à exibição do Nacional. Ao contrário do que vimos ontem fazer o Paços de Ferreira, o Nacional não foi capaz de contrariar o favoritismo da equipa encarnada. Muito lenta sobre a bola e sempre mais preocupada em segurar o empate do que propriamente procurar a vantagem, o Nacional desiludiu todos aqueles que vêm em Carlos Brito e nas suas equipas um conjunto atrevido e que, por norma, causa muitas dificuldades aos grandes. Não foi isso que se passou. À medida que o tempo foi passando, a pressão benfiquista tornou-se mais evidente, as ocasiões de golo foram sucedendo-se. Assim sendo, o Nacional perdeu e, como se costuma dizer, perdeu bem.
Relativamente ao conjunto liderado por Fernando Santos, é incrível como é que a equipa respondeu desta forma aos dois jogos menos positivos que fez para a Taça de Portugal e para a Taça Uefa, isto sabendo que a equipa iria encontrar um adversário muito forte no seu reduto, e também pelo facto do momento físico da equipa estar bastante debilitado não só pelo jogo europeu mas também pelos inumeros minutos que os principais jogadores do Benfica levam de Superliga.
A prova deste tremendo desgaste físico que a equipa vem vivendo ficou desde logo vincado em Rui Costa. O número 10 benfiquista saíu lesionado numa fase precoce do jogo, suspeitando-se de uma lesão muscular. Tal como havia escrito anteriormente, Rui Costa já não é propriamente um jovem e é, a meu ver, exagerada a utilização do mágico por parte de F. Santos.
Surpreendentemente, hoje tivemos um Benfica dinâmico, dominador e com grande capacidade em efectuar as transições quer defesa-ataque, quer no sentido inverso. Para isso, muito contribuiu o triângulo do meio-campo. Petit esteve muito bem, Katsouranis voltou aos bons jogos e Karagounis entrou bem na partida, entendo-se muito bem com Simão, o melhor jogador do Benfica neste encontro.
A nível defensivo as coisas têm funcionado relativamente bem desde a saída de Ricardo Rocha. Anderson, apesar de por vezes faltoso e pouco inteligente em lances pouco perigosos, tem pautado pela regularidade e mostrado um bom entendimento com Luisão, este o grande patrão do sector defensivo encarnado.
Pelo exposto, é facilmente entendível que o Benfica venceu de forma clara e mostrou aquilo que todos sabemos: quando há vontade, boa capacidade física, quando o grupo funciona como equipa, o Benfica tem armas mais que suficientes para ganhar em qualquer campo, tem equipa mais que suficiente para lutar com o Porto pelo campeonato.
"Não houve mão...houve (Pe)çanha"
PAÇOS FERREIRA 1-1 SPORTING

O Sporting não foi além de um empate a uma bola no sempre difícil terreno do Paços de Ferreira, equipa que, de resto, conseguiu "roubar" 5 pontos aos leões, pontos esses que, curiosamente, separam os leões dos dragões. O resultado acabou por agradar muito mais à equipa da casa do que propriamente à equipa de Paulo Bento que, valha a verdade, tudo fez para sair da capital do móvel com os três pontos na bagagem.
Analisando a partida, há duas notas que me parecem fundamentais para a história do jogo. Em primeiro lugar, dizer que o Paços de Ferreira bateu-se muito bem e tentou jogar para ganhar o jogo. Os laterais Antunes e Mangualde foram sempre muito ofensivos o que prova que a equipa de José Mota estava em campo também com objectivos bem definidos. O problema foi que, a meu ver, o Sporting realizou uma excelente exibição. Costuma dizer-se que as equipas pequenas jogam o que os "grandes" deixam jogar. Ora, o Sporting praticamente do primeiro ao último minuto não deixou o Paços jogar. Parece algo contraditória esta análise mas, a meu ver, foi o que se passou. Tivesse o Sporting estado a um nível inferior e, creio eu, não teria saído deste encontro com um ponto sequer.
O Sporting alinhou de inicio virado pura e simplesmente para o ataque. João Moutinho a fazer jogar a equipa voltou a ser o cérebro leonino; Nani jogou enormidades; Yannick Djaló apareceu mais a espaços mas causava alguns desequilibrios; na frente, Liedson e Bueno formaram a dupla de ataque, sendo que Liedson voltou a resolver e Bueno a não ajudar. Não foi por falta de unidades ofensivas que os leões não ganharam este jogo.
Saliência para um jogador que me parece ser fundamental na estrutura leonina. Miguel Veloso. É um fantástico jogador. Excelente leitura de jogo, magnifica cultura táctica, é um atleta que comete poucas faltas e tem uma classe brutal. Se a equipa leonina foi mais criativa, mais dinâmica e teve mais sentido de baliza, muito se deve a João Moutinho e, principalmente, a Miguel Veloso. Ver Veloso ou ver Custódio em campo é como presenciar a noite e o dia. Já o tinha referido e volto a referir, não percebo como é que Miguel Veloso, que até começou muito bem a época, passou tanto tempo no banco de suplentes. Curiosamente, coincidiu com o afastamento do Sporting da Liga dos Campeões e com a quebra dos leões no campeonato.
Incidindo-me mais no jogo, creio que o Sporting não ganhou por mera infelicidade. Apesar de uma excelente réplica do Paços, é obvio que o factor sorte teve muito peso neste encontro. Nada a dizer em relação à exibição do Sporting. Naturalmente que a única coisa que se pode apontar é a falta de eficácia. E aí, o Paços foi superior. Teve menos chances que os leões mas obteve a mesma eficácia. E, neste capítulo, o Sporting só se pode queixar de si próprio. Naturalmente que Paulo Bento também se pode queixar perante a estrondosa exibição de Peçanha, guarda-redes que, de resto, pauta pela regularidade.
Nota especial para os dois golos da partida. Liedson faz um golo monumental, isto depois de um passe de Veloso... à Guardiola. Por seu turno, Cristiano do Paços de Ferreira não quis ficar atrás e encheu o pé para um grande golo, sem hipóteses para Ricardo.
Em suma, bom espectáculo de futebol entre duas boas equipas. O resultado favoreceu mais o Paços, equipa que continua sem conhecer o sabor da derrota no seu reduto.
Já o Sporting, perdeu dois pontos na luta para o título, deixou de depender de si mesmo e pode ver o Benfica ascender ao segundo lugar da prova, isto se a equipa de Fernando Santos passar na Choupana.
NOTA: Todos os jogos já realizados bem como os respectivos resultados serão colocados no blog durante o próximo fim-de-semana. A classificação também será exposta.
Em relação às pontuações, os jogadores terão 3 pontos em caso de vitória e 1 ponto para a derrota. Em caso de falta de comparência, o participante terá 0 pontos.
Os jogos serão realizados à melhor de 5 partidas, portanto, ganha quem fizer primeiro três vitórias.
JOGOS DO DIA DE HOJE (5ª FEIRA)
21h30
GRUPO B
Sérgio Paulo vs Helder Marques
Francisco Marques (Balakov) vs Miguel Frade
Nuno Pedrosa vs Rui Pereira
Vitor Crespo (3) vs Luis Oliveira (1) (já realizado)
22h30
GRUPO C
Miranda vs Nuno Matos
Luis Gradil vs Edgar Rodrigues
José Carlos vs Joaquim Carreira
Pedro Oliveira vs António Filipe
23h30
GRUPO D
Leão vs Glaucio Souza (Adiado)
Daniel Palhais vs Paulo Sanches
Filipe Margarido (3) vs Carlos Carvalho (2) - Já realizado
Paulo Mota vs Luis Miguel