terça-feira, outubro 23, 2007

Champions: Boas noticias de Kiev mas...



Mais do mesmo. É impressionante como sempre que uma equipa portuguesa defronta uma italiana, o resultado acaba sempre por "nos" ser desfavorável mas a sensação que fica é que o adversário pareceu, em muitos momentos do jogo, perfeitamente ao alcance e, inerentemente, o resultado positivo esteve sempre mais perto de acontecer do que propriamente o contrário. O que é facto é que a Roma, mesmo sem Totti bem cedo na partida, acabou por chegar à vitória pela margem mínima, resultado que se terá de aceitar, isto apesar do Sporting, a dada altura, ter dado a ideia que podia até mesmo chegar ao 1-2 e partir para uma vitória, quiçá, histórica.

Efectivamente, creio que é fácil explicar este jogo. A vitória romana explica-se pura e simplesmente pela maturidade de uma e (a falta desta) de outra equipa. A experiência conta muito e, nesse capítulo, a Roma foi claramente superior ao Sporting.
A Roma entrou melhor no jogo (já se esperava), tomou a iniciativa do mesmo e rapidamente chegou à vantagem. Golo de Juan na sequência de um canto e de um monumental brinde de Tiago. No caso deste guarda-redes, nem se trata de falta de experiência mas sim falta de qualidade.
A vantagem madrugadora dos italianos poderia revelar-se fatal para os "leões". Esta equipa tem um conjunto de jogadores no ataque que são muito fortes a jogar numa posição de vantagem. Giuly, Mancini e Totti são muito inteligentes na ocupação dos espaços e, com uma mobilidade extraordinária, causam muitos problemas a qualquer defesa.
Ora, para felicidade leonina, a resposta ao golo sofrido foi dada da melhor forma, ou seja, com o golo da igualdade. Abel, em boa forma, subiu no flanco, cruzou de forma perfeita e Liedson, mostrando mais uma vez toda a sua classe, revelou-se mortífero de cabeça e enviou a bola para o fundo das redes do brasileiro Doni. Estava feito o golo do empate, estava dado o sinal que o Sporting estava em Roma para discutir o jogo.
Pois bem, depois da igualdade, o Sporting não se mostrou uma equipa defensiva. Muito pelo contrário. O meio-campo, mesmo sem Miguel Veloso que jogou a central no lugar do lesionado Polga, mostrou-se combativo e sem medo de ter a bola. Nesse aspecto, Pipi Romagnoli foi deveras importante e, dos seus pés, sairam as melhores jogadas de ataque da equipa de Paulo Bento. É certo que a Roma, mesmo sem Totti, teve as suas oportunidades para marcar - destaque para Mancini -, mas, o que é certo é que ao intervalo o empate justificava-se e o Sporting estava com o jogo totalmente controlado.

Na segunda parte, o Sporting foi pior equipa. Os sectores estiveram mais afastados, o meio-campo teve menos bola e a equipa sofreu com isso. Ao invés, a Roma reentrou melhor, dispôs bem cedo de uma grande penalidade - Mancini permitiu a defesa a Tiago -, mas não foi aquela equipa massacrante e dominadora que atormentasse sistematicamente a defensiva leonina; nem nada que se pareça. É verdade que o Sporting deixou de ser perigoso no ataque, é certo que permitiu à Roma ter mais bola, algo que não havia tido com tanta frequência no primeiro tempo, mas, valha a verdade, nunca se sentiu que a Roma iria intensificar a pressão sobre o conjunto leonino, de tal forma que se perspectivasse um segundo golo.
Numa jogada individual, caíu a nódoa no melhor pano e nasceu um novo herói na partida. Abel, que estava a ser um dos melhores em campo por parte do Sporting, deixou-se enganar infantilmente pela jogada individual de Vucinic, avançado que nem é muito dotado tecnicamente, e o montenegrino, enganando também Tonel, rematou colocado para o segundo golo dos romanos. É caso para dizer que, desta vez, não foi o sapo que se transformou em príncipe mas sim o contrário. Se a lesão do "príncipe" Totti foi muito bom para o Sporting, a verdade é que a entrada de Vucinic para o seu lugar acabou por ser um sapo bem duro de engolir.
Até final, diria que aconteceu tudo como se esperava. A Roma, uma equipa bem mais experiente e madura, fez valer toda a sua qualidade e não deu quaisquer veleidades à equipa de Paulo Bento. Por sua vez, o Sporting arriscou tudo em busca do empate - acabou a partida com Celsinho, Romagnoli, Moutinho, Yannick, Liedson, Purovic -, mas, mais uma vez, tivemos a prova provada que há jogadores muito verdes e, pelo menos para já, sem a qualidade e a capacidade competitiva que têm os habituais titulares da equipa. Depois, há outro pormenor muito importante. Falta a este Sporting alguém que ajude Liedson na frente. Purovic ainda pouco ou nada mostrou, Derlei está lesionado e não é opção, Yannick fez uma exibição miserável e ainda não tem maturidade nem argumentos futebolísticos para ser titular deste Sporting.

Apesar das boas noticias de Kiev, o Sporting está mais longe do segundo lugar e, mesmo vencendo em casa à Roma, dificilmente conseguirá tirar a equipa de Spaletti do segundo posto.

PALPITES MILIONÁRIOS


Se anularem o "príncipe"...

Está de volta mais uma jornada da Liga dos Campeões, uma ronda que se avizinha difícil para Porto, Sporting e Benfica. Num plano teórico, diria que o Benfica, pelo facto de jogar em casa frente ao Celtic, terá mais probabilidades de averbar os três pontos. Ainda assim, pelo actual momento que vive o conjunto "encarnado", não será mesmo nada fácil levar de vencida o clube escocês.

Sendo o Sporting o primeiro a entrar em cena, centremo-nos então na complicada deslocação a Roma e, também, nos outros jogos relativos ao dia de hoje.

Antes de mais, aqui ficam os meus palpites para hoje:

CSKA - INTER

- Jogo difícil para o Inter. Os russos costumam ser complicados em casa. Os de Mancini, à boa maneira italiana, não vão correr grandes riscos e, portanto, o empate interessa.

Palpite Simples: X

DINAMO KIEV - MANCHESTER

- O Dinamo, se quer ter uma palavra a dizer neste grupo, vai ter de correr riscos. Ora, isso vai acabar por ser fatal para o conjunto ucrâniano já que, do outro lado, está uma equipa temível no contra-ataque.

Palpite Simples: 2

ESTUGARDA - LYON

- Duas equipas que entraram muito mal nesta competição. A derrota significará o adeus à próxima fase da competição. Sendo que nenhuma das duas pode perder, acho que vão acabar por empatar.

Palpite Simples: X

SEVILHA - STEAUA

- De caras. O Sevilha vai ganhar confortavelmente. O conjunto treinado por Juande Ramos está novamente a subir de forma e vai seguramente vencer este jogo.

Palpite Simples: 1

PSV - FENERBAHCE

- Jogo interessante este. São duas equipas que, acredito, poderão muito bem meter em causa a continuidade do Inter nesta competição. O PSV é uma equipa de grande qualidade e com jogadores muito experientes e habituados a esta prova. São favoritos para este jogo, isto apesar de considerar o Fenerbahce uma equipa incómoda e com excelentes executantes do meio-campo para a frente.
Acho que o PSV vai acabar por vencer mas atenção a esta equipa turca que pode muito bem ir ganhar à Holanda.

Palpite Simples: 1

RANGERS - BARCELONA

- Um jogo mais difícil do que parece para o Barcelona. Atenção que o Rangers está muito moralizado e vive um excelente momento na liga escocesa. Creio que o Barça não vai facilitar e, por isso mesmo, vai mesmo acabar por conseguir trazer da Escócia os 3 pontos. É mais equipa, tem melhores jogadores e, mesmo num ambiente adverso, a experiência conta muito.

Palpite Simples: 2

ARSENAL - SLÁVIA

- Jogo tranquilo para os "gunners". Vitória fácil frente a este modesto adversário.

Palpite Simples: 1

ROMA - SPORTING (19h45 RTP1)

Seria ilógico da minha parte atribuir favoritismo ao clube português. Obviamente que a Roma é favorita e tem a obrigação de ganhar o jogo. Creio que este ano a Roma está mais forte e tem um sistema de jogo complicado de contrariar. O modelo de jogo que Spaletti introduziu o ano passado e a maneira como a equipa o interpreta é extraordinária. Depois, houve a inclusão de alguns reforços que fortaleceram a equipa e encaixaram muito bem neste modelo. Nomes como Juan, Cicinho ou Giuly encaixaram que nem uma luva nesta equipa.

É no meio-campo e no ataque que está a grande virtude desta equipa. Aquilani é um jogador fantástico que faz muito bem a ligação defesa-ataque. Além disso, tem uma fortíssima meia-distância . Depois, há ainda Pizarro, um jogador ao estilo de Karagounis; temos normalmente como interiores Perrotta ou Taddei, jogadores menos dotados sob ponto de vista técnico mas importantes na forma como fazem os equilibrios defensivos na equipa; lá na frente, três jogadores de grande qualidade e que, pela sua constante mobilidade, causam muitas dificuldades à defensiva contrária. Mancini, Giuly e Francesco Totti vão ser, logo mais, as grandes ameaças para a defensiva leonina. Temo até que, nos minutos iniciais, o Sporting tenha muitas dificuldades em assentar nas marcações. E, caso sofra um golo cedo, todos sabemos dos problemas que é tentar igualar a partida, tendo em conta que do outro lado está uma equipa italiana.

Se o Sporting aguentar bem os primeiros 20 minutos, se mostrar maturidade e tranquilidade aquando da posse de bola, se Romagnoli e Moutinho tiverem gás para apoiar bem o ataque, então o Sporting poderá sair de Roma com um resultado positivo. Ainda assim, é ultra necessário à defesa leonina estar atenta a todas as movimentações de Totti e Mancini.

Palpite Simples: 1X


PS: Mais uma vez, tenho de "tirar o chapéu" a Paulo Bento. A decisão de não convocar o guarda-redes Stojkovic demonstra que, para o técnico português, não há jogadores com mais ou menos regalias. Se o sérvio chegou tarde, se não treinou, comparativamente com Tiago e Rui Patricio, o número de treinos suficientes para ser convocado, então acho muito bem que este fique em Lisboa. Até pode correr mal o facto de Tiago assumir novamente a titularidade. Mas isso não altera em nada a minha opinião. Paulo Bento é um excelente treinador e sabe como manter um grupo de trabalho forte, unido e competitivo.

segunda-feira, outubro 22, 2007

OLHO CLÍNICO


Era suposto apresentar o olho clínico esta semana mas não vai ser possível. Assim sendo, contamos apresentá-lo para a próxima semana, altura em que volta também o campeonato nacional.

ROLABOLA Jornada 9

ROLABOLA


Resultados e Marcadores:

Everton 1-2 Liverpool
(Hypia a.g; Kuyt (2))

Boro 0-2 Chelsea
(Drogba, Alex)

Aston Villa 1-4 Man Utd
(Agbonlahor; Rooney (2), Ferdinand, Giggs)

Hamburgo 4-1 Estugarda
(Olic (3), Mathijsen; Tasci)

Valenciennes 0-0 PSG

Corunha 2-4 Valência
(Xisco, Bodipo; Joaquin, Baraja, Morientes (2))

Villarreal 3-1 Barcelona
(Cazorla, Senna (2); Bojan)

Espanhol 2-1 Real Madrid
(Riera, Tamudo; Sérgio Ramos)

Rangers 3-0 Celtic
(Nacho Novo (2), Barry Ferguson)

OLHÓGOLO:

Penafiel 3-1 U. Leiria

OLHÓGOLO MVP: Bakero (Penafiel)



CONSIDERAÇÕES:

- Wayne Rooney foi decisivo para a vitória (mais uma!) de Zé Boinas. O concorrente apostou no goleador do United e este rendeu-lhe 8 preciosos pontos. Rooney até poderia ter completado o hattrick caso tivesse finalizado a grande penalidade que dispôs.

- Que dizer da participação de Vitinho. Começou muito mal mas já está no top 5 da classificação. Tem arriscado e muito nos resultados e não se tem saído nada mal. É um exemplo para todos aqueles que lutam desesperadamente para subir na tabela. Se não arriscarem, certamente não vão petiscar.



domingo, outubro 21, 2007

TAÇA É TAÇA!


SPORTING 1-2 FÁTIMA
(Liedson; Cicero, Falardo)

BENFICA 1-1 SETÚBAL
(Adu; Matheu)

Muito bem o Setúbal na Luz - tal como havia feito em Alvalade -, mostrando personalidade e argumentos para discutir o resultado com o Benfica; extraordinária a prestação do Fátima frente aos "leões". Mais do que falar do demérito dos "grandes", mais do que argumentar que ambos os clubes de Lisboa não se apresentaram na sua máxima força, importa sim destacar a prestação dos mais pequeninos, sobretudo deste Fátima que tem, de facto, uma bela equipa. Para quem, há dois anos atrás, nem sequer estava na Liga Vitalis, bater o pé ao Porto e agora ao Sporting, sendo que, neste jogo, venceu no jogo jogado e nunca se remeteu à defesa... É OBRA!

Creio que, na segunda volta, as coisas vão ser substancialmente diferentes. Paulo Bento e Camacho vão certamente apresentar outras armas e vão, seguramente, impor outro ritmo no jogo. Uma coisa me parece mais que evidente: quer Benfica quer Sporting, sempre que apresentam as chamadas "segundas escolhas", é um "ver se te havias" para ganhar a qualquer equipa.

Para terminar, gostaria só de falar sobre dois elementos, um relativo ao Sporting e outro ao Benfica.
Em relação ao Sporting, gostaria de falar sobre Liedson. É impressionante a diferença de atitude do "levezinho" para os jogadores menos utilizados que Paulo Bento teima em dar oportunidades. Ora, o brasileiro foi, para mim, o melhor jogador do Sporting e, para além do golo, foi sempre o mais inconformado, foi sempre o único onde se acreditava que podia sair qualquer coisa. Sendo que em nomes como Celsinho, Farnerud, Paredes e até Purovic é que deveriamos ver a entrega e a atitude no limite... Creio que não é preciso dizer mais nada.

Relativamente ao Benfica, tenho naturalmente de falar sobre Freddy Adu. Sinceramente, não percebo o porquê de Camacho não lhe dar mais minutos. Digam o que disserem, eu continuo na minha. Acho que Adu poderia ser mais útil a esta equipa se lhe dessem mais minutos. Falta-lhe maturidade? é demasiado egoista? ainda não se adaptou ao futebol português? o que eu sei é que contra o Sporting jogou 10 minutos e arrancou uma ou duas boas jogadas; frente ao Estrela para a taça da Liga, marcou o golo do empate e também entrou bem na partida; ontem, mais uma vez, voltou a ajudar a equipa com um bom golo. Pergunto: o que é que já fez Fábio Coentrão para merecer mais minutos - inclusivé a titularidade em 3 jogos - que o norte-americano? Sinceramente, não percebo!!

sexta-feira, outubro 19, 2007

ÓSCARES!

CATEGORIA:

SE NÃO GANHO O PRÓXIMO JOGO, VOU ANDANDO!

CANDIDATOS:

1. JAIME PACHECO

2. PAULO DUARTE

3. CARLOS BRITO

AND THE OSCAR GOES TO...

quinta-feira, outubro 18, 2007

O QUE UNS TÊM A MENOS, OS OUTROS TÊM A MAIS...




Ontem tive a oportunidade de ver o jogo da Holanda contra a Eslovénia e pude constatar que esta "laranja" vai ser muito difícil de descascar no Euro2008. Diria mesmo que do meio-campo para a frente é, a par da França, a selecção europeia que apresenta mais qualidade e em quantidade. A grande questão em relação ao conjunto treinado por Van Basten prende-se fundamentalmente em termos defensivos. Jogadores como Jaliens, Heitinga, Opdam, Oijer, Bouma e Emanuelson são jogadores de qualidade mas não acompanham a experiência e o nível que existe do meio para a frente.

Escolha um, Socolari

Se é evidente as dificuldades que Portugal tem em arranjar um ponta-de-lança "matador", sugeria então que fossemos ao "lixo" da Holanda e trouxessemos de lá um avançado. São muitos os atacantes à disposição de Van Basten mas, sendo o 4-3-3 a táctica preferida do holandês, apenas um "9" é opção. Então temos:

- Makaay (Feyenoord): sem espaço nesta selecção, titular indiscutível na nossa.

- Hesselink (Celtic): não é um enorme avançado mas, pelas suas características, encaixava bem na nossa equipa.

- Koevermans (PSV): é um avançado muito idêntico a Hesselink. Também ele muito forte fisicamente e bom no jogo aéreo. Foi suplente neste encontro frente à Eslovénia.

- Van Nistelrooy: nem sequer o vimos no banco de suplentes. Presumo que não estivesse em condições físicas para poder jogar. Problema para Van Basten? não, de todo. Huntelaar foi a opção.

- Dirk Kuyt: mais um excelente avançado que não precisa de grandes apresentações. Mais um indiscutível na nossa selecção.

- Ryan Babel: este jogador não é bem um "9" mas também faz bem essa posição. Mais um que foi suplente neste encontro e que nos ajudava imenso.

Aqui ficam os que jogaram para perceberem melhor o nível que há nesta selecção sob ponto de vista ofensivo:

- Seedorf
- Van der Vaart
- Wesley Sneijder
- Van Persie
- Huntelaar

Falta alguém?

Exactamente. Arjen Robben foi suplente. Um luxo!

quarta-feira, outubro 17, 2007

Portugal dá mais um passo rumo ao Euro2008


CAZAQUISTÃO 1-2 PORTUGAL
(Byakov; Makukula, Ronaldo)



Portugal venceu esta tarde em Almaty por duas bolas a uma, dando um passo em frente rumo ao Europeu de 2008. Não foi um grande jogo, muito pelo contrário, mas valeu pelos últimos 20 minutos onde aí vimos um pouco da qualidade da nossa selecção. Nesta altura, o mais importante é mesmo vencer os jogos que faltam. Ainda assim, continuo a dizer que, contra selecções deste nível, podemos facilmente golear, dar espectáculo, enfim, vencer de uma forma mais convicente, algo que, sinceramente, não foi o caso.

Nota de destaque para as substituições operadas por Flávio Murtosa. Desta vez, e contra todas as expectativas, vimos alterações com o propósito de vencer a partida. Não sei se houve ou não dedo de Scolari mas a verdade é que gostei de ver entrar Nani por troca com Maniche. Aliás, já tinha referido no blog que, contra estas equipas, bastaria jogarmos com um médio defensivo e dois criativos, por exemplo, Deco e Simão. Ora, Nani entrou muito bem e foi dos seus pés que sairam algumas claras ocasiões de golo; numa delas, Ronaldo marcou mesmo.
Se Nani entrou muito bem, que dizer da estreia de Ariza Makukula. Sensacional a forma como o avançado do Maritimo entrou nesta partida. Em pouco mais de 20 minutos, tivemos um golo de cabeça e uma série de jogadas bem elaboradas por parte de Makukula. Pois bem, aí temos uma agradável surpresa que poderá muito bem vir a ser uma excelente opção para o futuro da selecção - é sempre bem vindo alguém para este posto específico, ainda por mais sabendo que nele poderá estar Postiga -.
Contas feitas, duas vitórias (ainda que pouco conseguidas) fora de casa e, resultado disso, portas abertas para o tão desejado apuramento.

UMA VERDADEIRA EQUIPA DE FUTEBOL!


VENEZUELA 0-2 ARGENTINA


- mais um recital de Lionel Messi...

Sou suspeito para falar desta selecção argentina já que sou um confesso admirador dos celestes. Claro está que detesto o Brasil, naturalmente.
Para quem teve oportunidade de ver este jogo, pôde mais uma vez deliciar-se com toda a qualidade dos argentinos. Importa referir que a Argentina tem um estilo de jogo muito diferente do Brasil. Apesar de possuir um enorme conjunto de estrelas, o colectivo sobrepõe-se ao individual. Diria mesmo que esta selecção é, sem qualquer tipo de dúvida, aquela que melhor joga COMO EQUIPA no Mundo. A forma como todos os jogadores jogam ao primeiro toque e se envolvem no jogo é extraordinário. Os dois únicos atletas que têm liberdade para fintar e ir para cima dos adversários são Messi e Tevez, ou seja, precisamente as unidades mais avançadas.

Relativamente ao jogo desta madrugada, assistimos a um verdadeiro passeio dos forasteiros. Apesar de achar o técnico Basile muito conservador - acho excessivo ter em campo Javier Zanetti, Cambiasso e Mascherano, portanto, três unidades de cariz defensivo no meio-campo -, creio que a Argentina é imparável quando se encontra em vantagem. A forma como o meio-campo trata a bola e controla as operações é fantástico. Ora, a Argentina marcou bem cedo na partida (Gabi Milito) e isso acabou por revelar-se decisivo para o resto da partida. Depois, houve outro pormenor que desequilibrou totalmente a balança a favor dos celestes: Lionel Messi. Está em grande forma a "pulga". Fantástica exibição do atacante do Barcelona. Marcou um grande golo (o segundo) e arrancou jogadas individuais de ver e rever vezes sem conta. Sem dúvida, a grande figura de um jogo que não teve história.

segunda-feira, outubro 15, 2007

GOLAÇO OU FRANGO??

ROLABOLA Jornada 8

ROLABOLA


Resultados e Marcadores:

Roménia 1-0 Holanda
(Goian)

Escócia 3-1 Ucrânia
(Miller, McCulloch, McFadden; Shevchenko)

Dinamarca 1-3 Espanha
(Tomasson; Tamudo, Sérgio Ramos, Riera)

Moldávia 1-1 Turquia
(Frunza; Aydin)

Croácia 1-0 Israel
(Eduardo da Silva)

Chipre 3-1 Gales
(Okkas (2), Chralambidis; Collins)

Bélgica 0-0 Finlândia

Rep. Irlanda 0-0 Alemanha

Islândia 2-4 Letónia
(Gudjohnsen (2); Klavan, Laizans, Verpakovskis (2))

OLHÓGOLO:

Azerbaijão 0-2 Portugal

OLHÓGOLO MVP: Deco (Portugal)



CONSIDERAÇÕES:

- Numa jornada com poucos pontos, destaque único para Vitinho, participante que arriscou em alguns resultados e deu-se bem. Grande subida na classificação para este jogador.











domingo, outubro 14, 2007

O REGRESSO AOS DISTRITAIS


Tal como havia prometido, o futebol distrital regressa ao blog. Mais uma vez, o jogo escolhido teria que passar, naturalmente, pelos Marrazes, equipa que tive oportunidade de representar e com muito orgulho.

JOGO: MARRAZES 2-1 BENEDITENSE

Árbitro: Carlos Amado

Marcadores: André Braz (23´g.p), Seco (66'); João Simões (90´+1)

EQUIPAS:



Jogo interessante esta tarde entre Marrazes e Beneditense. Diria mesmo que, exceptuando os primeiros 15 minutos de jogo, até podemos adjectivar esta partida como boa, isto se tivermos em linha de conta que estamos obviamente a falar de um jogo da distrital.
Entrou melhor a equipa da Benedita. Não porque se tenha superiorizado ao seu opositor em termos de jogo jogado mas sim pelo facto de, no espaço de 20 minutos, ter criado três ocasiões de golo, tendo sido duas delas através de bolas paradas. Curiosamente, todas essas situações de perigo tiveram o mesmo interveniente: o avançado João Simões. Aos 2´ falhou escandalosamente na cara de Cacola; aos 17, cabeçeou à vontade na área mas longe do alvo; aos 21´, na sequência de um canto, apareceu ao segundo poste e, de cabeça, não aproveitou a saída temerária do guarda-redes marrazense.
Pelo exposto, é facilmente entendível que o Marrazes, mesmo a jogar perante o seu público, demorou e muito a entrar no jogo. Provavelmente, uma das causas para essa apatia incial terá sido as muitas novidades que o técnico dos Marrazes introduziu para este jogo. Jogar com um médio centro como lateral direito (Parreira) e um central (Lourenço) adaptado a lateral esquerdo, naturalmente que fez com que as alas dos da casa revelassem pouca ligação, nomeadamente a nível ofensivo. Depois, no meio-campo, mais uma novidade. Márcio, um atleta formado no clube, foi "lançado às feras" e, apesar de ter feito um bom jogo, naturalmente que, nos minutos iniciais, acusou algum nervosismo, algo que é natural.
O minuto 22 do jogo foi aquele que coincidiu com a viragem do encontro. Nuno Sousa cruzou muito bem da esquerda e Miguel, rodando bem sobre o central, rematou de pé esquerdo obrigando Paulo a defesa apertada. Se ainda não tinhamos visto o Marrazes em situações de ataque, este primeiro momento galvanizou a equipa.
Dois minutos depois de ter ameaçado, o conjunto visitado marcou mesmo. Numa jogada aparentemente sem perigo, o árbitro Carlos Amado descortinou uma falta do central Rodrigo sobre o avançado Bocas. Como não existem pequenas ou grandes faltas, o árbitro, no meu entender, esteve bem já que houve, de facto, um puxar de camisola ao avançado do Marrazes.
Na transformação do castigo máximo, o capitão André Braz, com muita tranquilidade, rematou colocado e fez o primeiro do jogo. Estando o jogo a ser desenvolvido praticamente a meio-campo, diria que o golo apareceu sem nada o fazer prever.
Até ao final do primeiro tempo, tivemos sempre mais Marrazes do que Beneditense. A equipa forasteira acusou o golo e não mais conseguiu acercar-se das redes de Cacola. Por sua vez, o Marrazes desinibiu-se, começou a explorar de uma melhor forma as alas e até dispôs de uma excelente ocasião para ampliar a vantagem, isto numa jogada de contra-ataque. Seco, pela direita, passou de forma bastante rápida pelo seu opositor directo e, de imediato, procurou servir o avançado Bocas. Pois bem, caso a bola tivesse chegado ao avançado - mérito para o último defesa que evitou o pior para a sua equipa -, não tenho dúvidas que Bocas faria o segundo do jogo. Assim não aconteceu e o intervalo chegou com uma vantagem mínima para os caseiros.

A etapa complementar foi ainda melhor que a primeira parte, apenas com a semelhança de termos tido uma má reentrada das duas equipas. Os primeiros 15 minutos do segundo tempo foram pouco interessantes.
A partir desse período de jogo, apetece-me dizer que só houve uma equipa em campo e foi precisamente os Marrazes. O mais curioso é que essa superioridade dos visitados surgiu contra todas as expectativas. E explico porquê. Aos 65 minutos, Bocas envolveu-se com dois jogadores da Benedita e, segundo o árbitro, terá mesmo agredido um adversário. Carlos Amado terá visto algo incorrecto e expulsou o avançado. Pois bem, poder-se-ia pensar que seria um grande revés nas aspirações dos Marrazes. Contudo, as "contas" sairam precisamente ao contrário. Se já havia pouco Beneditense, a partir daqui deixou de existir por completo. É bom salientar que dois minutos depois do vermelho de Bocas, o Marrazes chegou ao 2-0 e quebrou o ânimo do Beneditense. Contudo, mesmo assim, esperava-se mais de uma equipa com uma unidade a mais e a jogar com esse benefício 23 minutos.
Importa salientar a jogada que originou o segundo golo do jogo. Grande jogada de Rocha, jogador que havia entrado para o lugar do lesionado Lourenço - Nuno Sousa foi para lateral esquerdo -, que isolou de forma primorosa o rapidíssimo Seco. O número 7, na cara de Paulo, escolheu um lado e foi feliz.
Até final, reforçando a ideia que havia referido, houve sempre mais Marrazes em jogo do que Beneditense. Aliás, o 3-0 esteve perto de acontecer por duas ou três vezes. Recordo-me, por exemplo, de um chapéu de Márcio ao guarda-redes Paulo que só não teve êxito porque apareceu um defesa a tirar o golo em cima da linha. Já a equipa da Benedita, apesar de todas as tentativas do seu treinador em mudar o rumo dos acontecimentos - acabou o jogo em 3-4-3 e com alas muito rápidos -, foi francamente inconsequente em quase todas as suas jogadas. Digo "quase todas" porque ao minuto 91, já com o jogo perto do seu terminus, João Simões, o mais inconformado dos forasteiros em toda a partida, rematou cruzado e (finalmente) bateu Cacola.
O resultado acabou mesmo por fixar-se num triunfo (2-1) dos Marrazes, num jogo entretido e bem conseguido da equipa da casa que assim conquistou a primeira vitória no campeonato.

DESTAQUES:

MARRAZES:

ANDRÉ BRAZ: Grande jogo do central marrazense. Formou com Portugal uma dupla sólida no centro da defesa. O seu companheiro também esteve muito bem mas Braz, pelo golo que marcou, merece esta distinção.

NUNO SOUSA: Nota também muito positiva para Nuno Sousa que tanto a ala como a lateral cumpriu o seu papel e mostrou-se sempre disponível sob ponto de vista físico.

BENEDITENSE:

ALEXANDRE: Bom jogo deste central. Apesar de bastante alto, não me pareceu ser nada "tosco" este atleta. Muito forte no jogo aéreo e relativamente bom com a bola nos pés.

JOÃO SIMÕES: Foi, sem dúvida, o mais inconformado da turma Beneditense. Excelente a jogar de costas para a baliza, revelou pormenores de grande avançado. Não é daqueles que dá nas vistas por fazer excelentes fintas ou grandes arrancadas mas é um jogador muito inteligente na ocupação dos espaços e na forma como trabalha em prol da equipa.

Viagem low cost ao Azerbaijão

JOGO: AZERBAIJÃO 0-2 PORTUGAL

Bernardo Ricardo of Portugal, right, fights for the ball with Elvin Aliev, left, of Azerbaijan during their Euro 2008 Group A qualifying soccer match between Portugal and Azerbaijan in Baku, Azerbaijan, Saturday, Oct. 13, 2007.

Portugal venceu ontem o Azerbaijão com absoluta facilidade e beneficiou, mais uma vez, da exasperante fragilidade dos seus opositores para subir ao segundo lugar do grupo.
Uma vez que o jogo não teve história, isto apesar da boa réplica dos azerbaijaneses que, mesmo reduzidos a dez unidades quase toda a partida, ainda conseguiram criar 2 ou 3 ocasiões de golo - quando não se corre para trás e passeia a classe é assim... -, serve o presente post para falar/escrever unica e exclusivamente sobre um jogador: Deco.
Não, caros leitores... Não creio que seja importante falar da não utilização do Quim; do porquê de Hugo Almeida não ter justificado mais minutos ao longo da qualificação e de só ter jogado por infortunio de um seu companheiro; da passividade com que Portugal desenvolve as suas jogadas de ataque neste tipo de jogos; da forma como (não) defende e permite a adversários destes ter ocasiões de golo... Não, sinceramente acho que não vale a pena. O importante é ganhar e, a partir de 1-0, seja com que adversário for, para Scolari já é missão cumprida.

Ora então vamos ao caso Deco. Não sei se partilham da minha opinião mas, para mim, é vergonhoso aquilo que o luso-brasileiro tem feito nesta qualificação. O vedetismo deste jogador é deveras irritante. Se fosse eu o seleccionador, Deco não jogava a titular contra as denominadas selecções fracas. Pois bem, se tivermos em linha de conta que, neste grupo, de forte só temos a Sérvia (que, curiosamente, só foi forte contra Portugal!), então, muito simples: Deco não teria feito nenhum jogo a titular nesta campanha rumo ao Euro2008.Jogar a passo, fazer umas cuecas, adornar todos os lances, jogar para trás, não defender, marcar todos os livres e cantos de forma directa para a baliza... Para isto tudo, metam-me também a mim em campo. Garanto-vos que sei fazer na perfeição muitas das coisas que referi. Atenção, continuo a achar Deco um grande jogador e, claramente, uma mais valia para a selecção. Agora, isso não invalida de o criticar quando entendo. E acho que a mentalidade retrógrada do seleccionador nacional que utiliza sempre os mesmos independentemente da condição física e psicológica do jogador tem feito com que Deco se acomode ao lugar. Tiago, como já vimos inumeras vezes, vai à selecção para ver o jogo mais perto que eu; João Moutinho, penso eu, só é opção para aqueles jogos em que Portugal está a ganhar pela margem mínima e precisa de alguém que corra um pouco; Simão, que joga tão bem naquela função,também não é opção como "10" - se bem que, neste caso, até compreendo. Scolari não deve saber que o Benfica de Fernando Santos jogava em 4-4-2 losango e que era precisamente Simão a completar o vertice mais adiantado deste; portanto, Deco está nas suas "sete quintas".

Desabafos à parte, Portugal cumpriu a sua missão numa exibição sem brio e q.b, garantindo praticamente a qualificação - acho que até vamos fazer primeiro no grupo porque ganharemos os restantes jogos e a Polónia não ganhará na Sérvia -. Importa ainda referir que Bruno Alves e Hugo Almeida foram os marcadores dos golos e Ronaldo, apesar de por vezes exagerar nas suas acções individuais e de ter falhado uma série de golos, foi, a par de Miguel Veloso, o melhor jogador de Portugal na partida. Quarta-feira há mais e, esperamos nós, um bocadinho melhor.

sexta-feira, outubro 12, 2007

FUTEBOL DE EXTREMOS

Olhando para o futebol actual, cada vez mais temos visto equipas a jogarem em sistemas sem alas, portanto, no bem conhecido losango. Em Portugal, creio que começámos a assistir com mais relevo a este esquema táctico no Porto de Mourinho (Costinha, Maniche, Alenitchev, Deco), sendo que, actualmente, muitas são as equipas e até selecções (Brasil e Itália) que abdicam completamente dos chamados extremos.
Para ser muito sincero, o losango não é, de todo, o sistema que mais me agrada. Confesso que aprecio ver muito mais uma equipa estruturada num 4-5-1 que se transforma em 4-3-3 quando ataca. Um campo de futebol é bastante largo e, quanto mais aproveitarmos isso, melhor é para a equipa e para o proprio espectáculo (o jogo não fica tão afunilado).
Para melhor perceberem as diferenças que acho de um sistema para o outro, diria que a diferença de jogar com alas ou de jogar com um "molhinho" de quatro no meio-campo é a mesma coisa que correr normalmente ou correr com as mãos nos bolsos. Numa corrida de atletismo, seguramente que, de uma ou de outra forma, chegaremos ao destino mas, correr com as mãos nos bolsos acarreta um desgaste físico muito maior e, esteticamente, parece muito menos elegante.
Como amante da modalidade, adoro ver um futebol de ataque, virado para o espectáculo. Obviamente que a busca do resultado terá de ser sempre o principal objectivo mas, o segredo está em saber conciliar os dois.
Ver a época passada o Chelsea de Mourinho e o Manchester United de Ferguson era como ver a noite e o dia. Até podiam os resultados não terem sido os que acabaram por ser. Agora, uma equipa em 4-4-2 losango (Chelsea) criava, por jogo, 3 ou 4 claras ocasiões de golo e a outra, em 4-3-3 ou 4-4-2 com alas bem abertos (Man Utd), criava 10 ou 15. O espectáculo era outro e quem ganhava era o adepto.
Resultados à parte, a verdade é que não me consigo lembrar de uma equipa que dê espectáculo a jogar em 4-4-2 losango, tendo um pivot defensivo, dois interiores (sem características de ala) e um número 10. Vendo alguns exemplos, se repararem bem, recordo-me do Sporting de Peseiro que, segundo diziam, jogava muito à bola... Pois aí, meus caros, se bem se lembram, havia nesse sistema um tal de Douala, um extremo puro; no Bayern Munique deste ano, temos Ribery, um falso "10" que cria desequilibrios precisamente na ala e Schweinsteiger, um jogador que faz os seus movimentos a partir da ala; no Benfica de Fernando Santos, tinhamos o exemplo flagrande de Simão que fazia as suas jogadas de dentro para fora, ou seja, sempre através de diagonais para as alas; ao invés, vejam como flui o jogo de Barcelona, Manchester United, Arsenal, Sevilha , Porto quando realmente os seus jogadores estão em forma...
Pelo exposto, diria que um sistema losango que possua um jogador capaz de cair nos flancos e que, através da sua velocidade e técnica, desequilibre, até pode, bem trabalhado, vir a dar os seus frutos. Agora, jogar com dois interiores criativos e dois pivots defensivos não terá certamente grande futuro, ainda que nessa equipa estejam dois criativos como Ronaldinho e Kaká. E, se repararem com atenção, é precisamente contra equipas mais defensivas e que apostam no contra-ataque que esse sistema tende a não resultar. Por muita qualidade técnica que haja no meio-campo, se os avançados estiverem a ser bem marcados, obviamente que é mais difícil marcarem golos a serem servidos pelo meio e de costas para a baliza do que pelas alas.
Para quem como eu jogou vários anos como médio ofensivo e adorava fazer aqueles passes em diagonais para a entrada do extremo, não sei o que seria se não o pudesse fazer. Mais, para quem gostava de ter espaços no meio, ter a companhia de mais dois companheiros perto de mim, era como se o meu futebol perdesse alegria.
Olhando para Rui Costas ou Decos, especialistas naqueles passes a rasgar, cortando-lhes os "braços" da equipa, é como se lhes cortarem a alma.

quinta-feira, outubro 11, 2007

ATENÇÃO HUGO ALMEIDA


O Jorge Ribeiro disse que um dos principais motivos por ter escolhido o Boavista foi para estar mais perto de Scolari. Mesmo assim, quando jogava no estrangeiro, mais concretamente no Málaga, até tinha sorte. É que os jogos da liga espanhola passavam na Sportv, pelo que provavelmente ainda teria algum "tempo de antena".

Já Hugo Almeida, é daqueles que terá de vir rapidamente para Portugal, isto se quer finalmente começar a jogar na selecção. Competir contra o filho do Felipão e, ainda por cima, sem Sporttv que o valha, cálculo que seja deveras complicado ganhar um lugar no onze da selecção.

Hugo, se quiseres ser titular na selecção nacional, terás de voltar a Portugal para fazeres isto:



Não, Hugo...




Apesar da globalização, esses golos que fazes lá foram ainda não passam na Caparica...

PS: Scolari não vai estar no banco frente ao Azerbaijão. O quê? Tem estado nos outros jogos???

RONALDINHO FORA DAS CONTAS

Há dois anos, fiz um exercício no blog em relação aos jogadores que melhor formariam um "11" ideal. Deu qualquer coisa como isto:



Dois anos depois,com o aparecimento de novas estrelas e o "arrefecimento" de jogadores sobejamente conhecidos, são algumas as diferenças nesta minha nova equipa ideal. Só Buffon, os centrais e o inevitável Cristiano Ronaldo é que continuam a garantir o estatuto de intocáveis.
A (minha) grande surpresa prende-se pelo facto de Ronaldinho Gaúcho não figurar no meu onze ideal. O futebol é o hoje, é o presente... E, actualmente, este Ronaldinho está muito abaixo daquele que já conhecemos.

Eis o meu 11:


quarta-feira, outubro 10, 2007

PERGUNTA AOS LEITORES




Com Bosingwa e Caneira lesionados, Scolari viu-se obrigado a convocar Jorge Ribeiro (??) para a lateral esquerda. Ora, sabendo de antemão da qualidade de Miguel Veloso e vendo as mais recentes apostas de Paulo Bento no "24" leonino na função de defesa esquerdo, a pergunta que se impõe é a seguinte:

- ACHAM QUE MIGUEL VELOSO SERIA, NESTE MOMENTO, UM BOM LATERAL ESQUERDO PARA A SELECÇÃO NACIONAL?

Tenho uma opinião muito clara em relação a este assunto mas gostaria de saber a vossa.

terça-feira, outubro 09, 2007

OLHO CLÍNICO


EQUIPA DA SEMANA: Ajax Amsterdam (Plantel)





ONZE TIPO:


A Estrela:



9. Klaas Jan Huntelaar (12.08.1983)

- É, sem margem para dúvidas, a grande figura deste Ajax. Não tem a força de Edgar Davids, não tem a velocidade de Dennis Rommedhal e muito menos tem a técnica e o virtuosismo do sub-20 uruguaio Luis Suarez. No entanto, Huntelaar possui uma característica que efectivamente o torna um jogador de top mundial: a sua enorme apetência para fazer golos.
Na Liga Holandesa leva 105 golos em 147 jogos. Só este dado confere a Huntelaar uma qualidade extra, tornando-o num dos melhores finalizadores dessa Europa fora. Não é por acaso que já é comparado ao grande Van Basten. E, a verdade é que as suas características são um tanto ou quanto parecidas. É fundamentalmente um homem de área. Ao mínimo espaço remata quer seja de pé esquerdo, direito ou até de cabeça. Não é daqueles jogadores de encher o olho mas é sobretudo um avançado que faz da simplicidade de processos a sua maior arma. Depois, isso aliado a um tremendo faro pelo golo fazem deste holandês um dos 10 melhores avançados do Mundo.
O salto para um colosso europeu deve estar para breve...

PONTOS FORTES:

ATAQUE: São muitas as soluções que o técnico Ten Cate tem para a zona ofensiva. Nomes como Huntelaar, Luis Suarez, o veterano mas eficaz Urzaiz, Albert Luque, Rommedahl e Mitea são motivos de preocupação para qualquer defesa.

JOGO AÉREO: No futebol actual, muitos dos jogos são decididos nas bolas paradas. Torna-se cada vez mais importante nos dias de hoje ter um plantel com jogadores altos e fortes no jogo aéreo, seja para marcar golos, seja para evitá-los. Pois bem, Stam, Maduro, Urzaiz, Huntelaar e Vertonghen são jogadores exímios nessa matéria.

PLANTEL JOVEM: É de conhecimento público a grande escola que o Ajax tem ao nível da formação. Dar condições aos jovens, formá-los e depois vendê-los é uma política digna de registo. Sneijder foi o mais recente "miudo" a fazer-se jogador no Ajax e a dar o salto para um colosso europeu mas, com toda a certeza, não será o único. Nomes como Emanuelson, Heitinga, Maduro, Luis Suarez, Vertonghen ou Huntelaar começam já a merecer especial atenção por parte das grandes potências europeias.

PONTOS FRACOS:

INEXPERIÊNCIA: Normalmente, ter um plantel demasiado jovem tem os seus prós e, obviamente, os seus contras. O Ajax, com uma equipa de qualidade mas ainda com pouca experiência a nível europeu, tem sido menos feliz no que diz respeito às competições europeias. O ano passado perdeu a hipótese de entrar na Liga Milionária ao ser derrotada na pré-eliminatória pelo Copenhaga; esta época já disse adeus à Uefa depois de na passada quinta-feira ter sucumbido aos pés de uma mais experiente equipa do Dinamo de Zagreb.

STEKELENBURG: Já vi dois jogos do Ajax esta época e em ambos fiquei com a ideia que este guarda-redes não está ao nível da restante equipa.

IRREGULARIDADE: O Ajax destes últimos anos já nos habitou a grandes resultados e também a grandes e surpreendentes derrotas. É uma equipa que é capaz de ganhar com grande espectacularidade no terreno de um dos outros candidatos ao título - recentemente foi ganhar 2-3 ao AZ - e, no fim-de-semana seguinte, é capaz de empatar perante uma equipa do fundo da tabela - ontem empatou a dois golos com o Sparta, equipa que luta para não descer -.
Este ano as coisas parecem mais equilibradas. No entanto, já vimos em termos de competições europeias que juventude e irregularidade combinam várias vezes.

JOGADOR REVELAÇÃO: LUIS SUAREZ (20 anos)



Chegar, ver e vencer. Este cliché aplica-se na perfeição a Luis Suarez. Apesar de ter acompanhado o Mundial sub-20, confesso que não me recordo deste jogador. Contudo, um jogo bastou para constatar a categoria deste polivalente jogador. Pela sua mobilidade e capacidade técnica, faz lembrar Kun Aguero ou até Carlitos Tevez, ou não fosse ele um sul-americano por natureza. A sua entrega ao jogo e a sua qualidade futebolística fizeram com que Ten Cate fosse obrigado a entregar-lhe de forma prematura a titularidade para as "mãos". Quando tiverem a oportunidade de assistir a um jogo do Ajax, saberão do que estou a falar.
É daqueles que não engana!

NOTA FINAL:

Pelo facto de já não estar nas competições europeias, o Ajax pode partir para uma grande época a nível interno. Se não perder Huntelaar em Dezembro e se os "garotos" mantiverem uma bitola exibicional constante, então não tenho dúvidas que Ten Cate e companhia podem voltar a conquistar a Liga Holandesa que vem fugindo nestes últimos anos.
Atenção ao PSV, que tem uma grande equipa - em breve também a merecer referência no Olho Clínico -, e também o Feyenoord que se reforçou bem esta época e tem mostrado argumentos para se intrometer na luta.

segunda-feira, outubro 08, 2007

LUCKY SEVEN





SETE - Foram os golos marcados pelo brasileiro Afonso Alves ao serviço do Herenveen frente ao Heracles na goleada dos da casa por 9-0. O internacional brasileiro, que chegou a ser falado para o Benfica nesta pré-temporada, fez história na Eredivisie.
Um dia para mais tarde recordar! (ver
aqui os golos).

SETE - Paulo Bento apostou no "7" leonino e deu-se bem. Marat Izmailov saíu do banco e foi decisivo na vitória do Sporting ante o Guimarães.

SETE - São as vitórias que o Porto já leva em outras tantas partidas. Lucho González, de grande penalidade, foi suficiente para manter o Porto no comando da Bwin Liga.

SETE - São os golos que Trezeguet e Zlatan Ibrahimovic já levam no campeonato italiano - Kaká e Totti estão logo atrás com 6 golos - o que significa que esta temporada vai ser animada em termos de melhor marcador. Dois verdadeiros matadores e dois "10" de grande classe são os favoritos e, a ver por este inicio de época, prometem continuar a dar espectáculo por essa Itália fora.
Para quem diz que em Itália se marcam poucos golos...

ROLABOLA Jornada 7 - Especial Selecções -

domingo, outubro 07, 2007

ROLABOLA

Resultados e Marcadores:

Saint-Etienne 1-0 Marselha
(Dernis)

Bordéus 1-3 Lyon
(Jussie; Anderson, Benzema, Kallstrom)

Vitesse 0-1 Feyenoord
(Hofs)

Bolton 0-1 Chelsea
(Kalou)

Lázio 1-5 AC Milan
(Mauri; Ambrosini, Kaká (2), Gilardino (2))

Fiorentina 1-1 Juventus
(Mutu; Iaquinta)

Osasuna 3-2 Villarreal
(Venta p.b, Dady, Javier Garcia; Rossi, Godin)

Académica 0-1 FC Porto
(Lucho González)

U.Leiria 1-2 Benfica
(Cadú; Nuno Gomes (2))

OLHÓGOLO:

Sporting 3-0 Guimarães
(Izmailov (2), Tonel)

OLHÓGOLO MVP "abola": IZMAILOV (Sporting)



CONSIDERAÇÕES:


- Grande jornada para André Braz. Apostou na goleada do Sporting e deu-se bem. Depois, sempre pela certa e pelo seguro, acertou em 7 dos 9 jogos e conquistou o primeiro lugar na jornada e também na classificação geral. Há jogadores com azar, outros com alguma sorte ao jogo e há o André Braz. Contra isso, nada a fazer...
- Neves chegou a semana passada à liderança e logo demonstrou não ter estofo para ser campeão. Jornada desastrada deste participante, isto apesar de ter chegado para, de mal o menos, garantir o segundo lugar na geral.
- João Pedro tentou acertar nos resultados finais de todos os jogos do boletim. Não conseguiu acertar em nenhum mas fica o registo da audácia deste participante. Foi de facto uma jornada infeliz do concorrente mas, por vezes, quem arrisca, petisca.
- Nota final para o 14º classificado do Rolabola. Segundo consta, este vai finalmente começar a jogar. Tenham medo...

Bwin: Re(vira)volta encarnada em Leiria



Vitória difícil mas justa do Benfica em Leiria perante um adversário logicamente debilitado fisicamente mas, ainda assim, muito incómodo e lutador.
Entrou melhor a União de Leiria. Paulo Duarte manteve o mesmo esquema que havia apresentado frente ao Leverkusen - Tiago como médio defensivo, Toñito e Cadú como organizadores, Maciel e Sogou a darem velocidade às alas e a tentarem solicitar o avançado João Paulo - e o que é certo é que a equipa voltou, à imagem do jogo da Uefa, a entrar praticamente a ganhar na partida. Dois minutos de jogo, Cadú entrou na área e, perante alguma passividade de Edcarlos, rematou cruzado para o primeiro do jogo. Para uma equipa mal colocada na tabela classificativa, nada melhor que entrar a ganhar; para o Benfica que ultimamente tem vivido dias difíceis, nada pior que bem cedo ter de correr atrás do prejuízo.
Camacho apresentou (finalmente) dois avançados, Cardozo e Nuno Gomes, deu a titularidade a Bynia em detrimento de Di Maria (Katsouranis ocupou a ala direita) e Maxi Pereira assumiu (e bem!) a posição de lateral direito. Ora, este sistema táctico, mesmo com aquele revés que foi o golo de Cadú, mostrou alguns resultados práticos ao longo da partida. Em termos de primeiro tempo, o Benfica não acusou o golo madrugador do adversário e, em desvantagem, partiu de imediato para a frente em busca do golo da igualdade. Vinte minutos de qualidade ofensiva valeram a igualdade por parte de Nuno Gomes. O capitão aproveitou da melhor forma um excelente cruzamento do inevitável Cristian Rodriguez e bateu Fernando.
O Benfica ainda esboçou algum atrevimento em tentar novo golo mas, com o passar do tempo, essa intenção foi-se desvanescendo e o primeiro tempo acabou mesmo com uma igualdade e com alguma monotonia à mistura.

No segundo tempo, o Benfica fez claramente para merecer o golo da vitória. Não que tenha feito uma grande exibição - que não fez -, não que o Leiria tivesse abdicado de atacar - Paulo Duarte apostou no contra-ataque e os leirienses disposeram de duas excelentes ocasiões para fazer o 2-1 e aí a história seria diferente -, mas, pela vontade em buscar o golo e também pelas oportunidades que se sucederam nesta etapa complementar, diria que o segundo golo de Nuno Gomes acabou por trazer alguma verdade à partida.
Na parte final, a União de Leiria através de lances de bola parada ainda causou alguma perturbação ao conjunto encarnado mas o resultado viria mesmo a saldar-se num triunfo encarnado.

DESTAQUES:

- Cristian Rodriguez: Pelos golos que marcou, se calhar Nuno Gomes foi o melhor jogador em campo mas, na minha opinião, pelo que jogou e fez jogar, pelo que correu, pela entrega com que se dá a todos os lances, mais uma vez, o "cebola" foi um jogador fundamental para a obtenção dos três pontos. A assistência deste para o primeiro golo do capitão é sensacional.

- Nuno Gomes: Muito se tem falado mal do capitão encarnado mas hoje, há que dizer, Nuno Gomes foi fundamental na vitória em Leiria. Marcou dois golos mas não foi só nesse capítulo que o "21" se destacou. Desta vez, correu, lutou, tentou abrir espaços para Cardozo e acabou por ser feliz na obtenção de dois importantes golos.
Não há dúvida nenhuma que há mais Nuno Gomes quando joga na companhia de outro avançado.

Bwin Liga: Segunda parte de leão vale 3 pontos



Que grande jogo de futebol pudemos nós assistir ontem em Alvalade. Duas equipas totalmente viradas para o ataque, esquemas tácticos profundamente arrojados, substituições com os olhos postos no golo... houve, portanto, dois conjuntos com total interesse pela conquista dos três pontos e é efectivamente disto que o povo gosta. Levou a melhor a equipa da casa mas, independentemente dos números serem expressivos, o Guimarães sai de Lisboa com uma nota muito positiva e com uma imagem completamente digna de quem tentou proporcionar um bom espectáculo de futebol.

Ora, antes de falar do Sporting - e hoje há alguns aspectos que me interessam destacar, inclusivé em termos de selecção nacional -, tenho necessariamente de falar (e bem!) deste entusiasmante Vitória de Guimarães. Primeiramente, uma palavra para o treinador Manuel Cajuda. Sabendo do desgaste físico que poderia afectar a equipa de Paulo Bento, fruto da deslocação a Kiev durante a semana, o técnico vimaranense poderia muito bem ter apostado numa equipa com cariz defensivo, isto com o intuito de obrigar o Sporting a correr, a buscar espaços, a ter uma maior iniciativa de jogo e, inerentemente a isso, ter uma quebra significativa no segundo tempo que pudesse vir a ser explorada pela equipa minhota. Pois, contra todas as expectativas, Cajuda apresentou uma equipa com 4 unidades de ataque: Alan, Carlitos, Ghilas e Desmarets. Resultado? durante os primeiros 45 minutos, o Guimarães jogou literalmente taco-a-taco com o Sporting. Aquilo que vimos na primeira parte, dificilmente voltaremos a ver esta época, inclusivé quando Porto e Benfica se deslocarem ao reino do leão.
Ao intervalo o marcador assinalava um nulo mas, verdade seja dita, um empate com golos ilustrava melhor aquilo que se havia passado. Recordo-me de uma grande defesa de Stojkovic, uma perdida de Ghilas e uma enorme perdida de cabeça de Liedson.

Se na primeira parte tivemos um grande Guimarães e um Sporting mais surpreendido do que propriamente mal na partida, num segundo tempo continuámos a ter um Vitória com carisma, corajem e determinação mas, em contra-partida, pudemos efectivamente ver um Grande Sporting. E o mérito disso, se me permitem, vai inteirinho para Paulo Bento. O técnico leonino, mais uma vez, mostrou ser grande, mostrou ter uma enorme corajem. O jogo estava tremendamente complicado para o Sporting já que o Guimarães dava muito trabalho à defesa leonina e ameaçava marcar a qualquer momento. Ora, para muitos, a formula ideal para quebrar o impeto vimaranense seria povoar o meio-campo e ter mais bola. Para Paulo Bento, não. Segundo este, a maneira mais fácil de anular o ataque vitoriano foi precisamente com uma maior propensão ofensiva da sua equipa. As coisas poderiam ter saído bem caras ao técnico leonino - se tivesse perdido o jogo, estaria hoje mesmo a ser crucificado na praça pública por ter tirado Ronny -, mas este, indiferente a tudo isso, correu o risco, buscou com todo o arsenal disponível a tão ambicionada vitória (tal como havia tentado fazer frente ao Setúbal) e, tal audácia foi premiada com três golos e uma bela exibição. Registe-se: não foi o Guimarães que caíu no segundo tempo, foi precisamente o Sporting que ligou o turbo e arrancou para uma noite de grande inspiração.

Quando os jogos são tão emotivos e tão equilibrados, normalmente costuma dizer-se que heróis precisam-se. Desta vez, Paulo Bento não viu o "leve" assumir o papel principal e também não viu o capitão Moutinho assumir o controle do barco. O "herói" veio do banco e de leste. Nilson foi surpreendido pela frieza russa de Izmailov no primeiro e segundo golos do Sporting. Isto tudo em apenas 8 minutos. Bento havia lançado ao intervalo Izmailov e Purovic para os lugares de Ronny - Miguel Veloso assumiu a posição de lateral esquerdo - e Yannick Djaló e o que é certo é que a equipa teve outra dinâmica ofensiva. Izmailov, não só mas também pelos golos, foi, sem dúvida, a grande figura do jogo.

Quando se fala em anti-jogo, quando normalmente assistimos a jogos fracos na Bwin Liga muito por causa da forma ultra defensiva com que as equipas forasteiras actuam, este Guimarães mostrou como se deve interpretar um jogo de futebol. É certo que perdeu, é claro e inequívoco que saíu de Alvalade com uma pesada derrota; agora, uma coisa também é certa. Da forma como jogou, da maneira ofensiva com que se apresentou em campo, estou convicto que noutros jogos e com as mesmas oportunidades, o resultado vai ser seguramente diferente. Hoje, caros leitores, o Guimarães só saíu de Lisboa derrotado porque tivemos um Sporting com garra e com veia de leão. Tivesse Paulo Bento mostrado medo e hoje o Vitória tinha "amassado" o leão.

Ainda antes de terminar, gostaria de falar de alguns pormenores que me saltaram à vista na equipa leonina. Em primeiro lugar, falar de Miguel Veloso. Já o tinha visto nos sub-21 na posição de defesa esquerdo e hoje tive novamente essa oportunidade no segundo tempo. Mais uma vez, fiquei com a sensação que o jovem prodígio do Sporting poderia muito bem ser o dono da lateral esquerda da selecção nacional. Estamos de acordo que é no meio-campo que Veloso se sente melhor. Agora, na falta de melhor soluções, parece-me que não era descabido tentar adaptar o "24" nessa posição.
Gostaria também de falar de João Moutinho e Romagnoli. No que diz respeito ao capitão dos "leões", tenho a dizer que custa-me ver Moutinho como interior direito. É certo que cumpre bem essa função mas, sinceramente, acho que não está a mostrar todo o potencial que já demonstrou como "6" ou como "10". Percebo Paulo Bento que "não pode" neste momento abdicar de Miguel Veloso ou de Pipi mas, na minha opinião, é uma pena vermos Moutinho em terrenos que não são aqueles que mais brilha.
Uma palavra final para Romagnoli. Está feito um grande jogador. E nem falo do jogo de hoje onde até esteve algo abaixo daquilo que tem revelado ultimamente. Qualidade técnica, capacidade em causar desequilibrios à esquerda ou à direita, enorme qualidade no último passe, enfim, Romagnoli é, hoje por hoje, titular indiscutível deste Sporting. Mais uma vez, o mérito vai inteirinho para Paulo Bento. Recordo-me na época passada que Romagnoli chegou a fazer vários jogos e a ser substituido sistematicamente ao intervalo. A generalidade dos sportinguistas detestavam ver o argentino no onze do Sporting e não percebiam o porquê da insistência de Paulo Bento no ex-Vera Cruz. O técnico português apostou nele, acreditou no seu valor, porventura terá tido influência na não saída de Pipi no mercado de Inverno para o futebol espanhol e, actualmente, toda essa confiança depositada está a ter finalmente os tão desejados frutos.
É um enorme prazer ter Pipi Romagnoli no futebol português e um treinador português que, afinal, percebe e muito da coisa.

sábado, outubro 06, 2007

Liga Inglesa: Manchester arrasa Wigan


JOGO: MANCHESTER 4-0 WIGAN
(Tevez, Ronaldo (2), Rooney)

O MANCHESTER QUE TEM SIDO E O QUE QUER SER!



Duas partes distintas. Na primeira parte, tivemos um Manchester United apático, sem ideias, sem velocidade e fundamentalmente sem golos. No fundo, observámos um Manchester à imagem daquilo que tem sido nesta pré-temporada: com muita bola mas com pouco fio de jogo. Aliás, já o tinha escrito e volto a reiterar a ideia que tem havido demasiada mobilidade nos jogadores mais ofensivos da equipa. É bom saber que Ronaldo tanto joga à direita, ao meio ou à esquerda, é bom ter um Tevez, um Giggs e um Rooney totalmente polivalentes mas, tanta mobilidade tem feito com que, por vezes, os jogadores da frente ocupem efectivamente os mesmos espaços.
Curiosamente ou não, a verdade é que no segundo tempo, Giggs foi quase sempre um ala esquerdo, Ronaldo ocupou mais vezes a ala direita e Tevez e Rooney preocuparam-se mais com as funções de avançado do que propriamente com as habituais incursões pelas alas. Resultado? a equipa ganhou rotinas e partiu para uma segunda parte absolutamente fantástica. Quatro foram os golos obtidos mas muitos mais poderiam ter havido.
Com Anderson a sair cedo do banco para substituir o lesionado Vidic - O' Shea, hoje no meio-campo, rapidamente passou para o centro da defesa -, o United apresentava-se em campo com 6 jogadores totalmente virados para o ataque. É um luxo ter, à disposição e ao mesmo tempo, Scholes, Anderson, Ronaldo, Giggs, Tevez e Rooney. Ora, com tanto gás a nível ofensivo, era natural que, mais minuto menos minuto, o golo viesse a aparecer.
Tevez foi o primeiro a abrir o activo. Força, garra, determinação e classe são os adjectivos que melhor classificam o golaço do argentino. Não é daqueles golos de meter a bola "na gaveta" mas, pelo acreditar e pela forma hábil com que tirou do caminho dois defesas mais o guarda-redes, é efectivamente um golo de grande requinte.
Com o golo, obviamente que o Wigan teve de se abrir em busca da igualdade. Pois bem, é precisamente assim que esta máquina do United se mostra ainda mais. Com espaços, Ronaldo e companhia agradecem. Do primeiro golo à goleada foi uma questão de minutos. Nani só entrou aos 80 minutos e foi do banco que viu Ronaldo bisar e Wayne Rooney colocar o seu nome na lista de marcadores. O português mais mediático dos "red devils", sem fazer um enorme jogo, foi completamente decisivo e, mais uma vez, eficaz. Primeiro de cabeça e depois com o pé direito a finalizar uma boa jogada de Rooney pela esquerda.
Goleada, grande segunda parte, espectáculo, Ronaldo a marcar... enfim... que mais se pode pedir a esta grande equipa. Só se espera é que esta vitória gorda tenha continuidade. E se assim for...

quinta-feira, outubro 04, 2007

Champions: Benfica perde o comboio da Europa...




- Vitória justa do Shakthar na Luz.

- Fantástico aquele trio de meio-campo composto por Jadson, Fernandinho (o melhor em campo) e Ilsinho, sendo que importa também destacar o trinco Lewandowski - polaco que marcou o primeiro golo a Portugal e também no estádio da Luz - que "secou" autenticamente Rui Costa.

- Assustador o banco de suplentes da equipa ucrâniana. Ter 30 milhões de euros no banco só em dois jogadores (Willian e Nery Castillo) não é para todos.

- Camacho continua a apostar em apenas um avançado e, claro está, continua a dar-se mal. Não é preciso perceber muito de bola para ver que Cardozo não sabe jogar sozinho e que Nuno Gomes não é ponta-de-lança.

- Maxi Pereira mostrou ser boa solução para a posição de lateral direito, Katsouranis voltou a fazer um excelente jogo e Rodriguez, mais uma vez, foi o melhor jogador do Benfica. Uma palavra também para Quim que voltou a mostrar o seu grande momento de forma.

- Não percebo a insistência de Camacho em tirar sempre Di Maria. Quando o argentino sai, curiosamente ou não, a equipa quebra.

- Finalmente, gostaria de falar de Rui Costa. Neste jogo e, tal como em jogos anteriores, é evidente a quebra do "maestro". Creio que está na altura de colocar o dez no banco ou então começar a tirá-lo do jogo quando dá o "berro". Neste jogo, ter tirado Di Maria em vez de Rui Costa foi, a meu ver, um erro.

- É praticamente certo o adeus do Benfica à Liga dos Campeões, resta saber se ainda há hipótese de, mal o menos, assegurar o 3º lugar do grupo. A ver pelo que se passou em Glasgow, a tarefa não vai ser fácil.

terça-feira, outubro 02, 2007

Champions League: Primeira vitória do Sporting




RESULTADOS de hoje:

GRUPO E

Estugarda 0-2 Barcelona
(Puyol, Messi)

Lyon 0-3 Rangers
(Mcculloch, Cousin, Beasley)

GRUPO F

Manchester United 1-0 Roma
(Rooney)

Dinamo Kiev 1-2 Sporting

GRUPO G

CSKA 2-2 Fenerbache
(Krasic, Vagner Love; Alex, Deivid)

Inter 2-0 PSV
(Zlatan(2))

GRUPO H

Sevilha 4-2 Slavia
(Kanouté, Fabiano, Escudé, Koné; Pudil, Kalivoda)

Steaua 0-1 Arsenal
(Van Persie)

CRÓNICA:


O Sporting venceu esta noite em Kiev o Dinamo por duas bolas a uma e somou a sua primeira vitória na presente edição da Liga dos Campeões, corrigindo, de certa forma, o resultado negativo que alcançou na jornada inaugural ante o Manchester. Para além dos três pontos, o facto da Roma não ter pontuado em Inglaterra acabou por tornar ainda mais agradável esta segunda jornada para os "leões".


A primeira metade foi estranha. Mesmo para quem não tenha visto o jogo, se lhe disser que Polga marcou um golo e de pé esquerdo, começa desde logo a perceber porque apelidei o primeiro tempo desta forma. Se lhe disser então que Tonel também marcou, então aí é que não restam dúvidas. Mas, já vamos aos golos leoninos.
Primeiramente, tenho que ser justo e dizer que o resultado com que o Sporting foi para o intervalo foi tremendamente injusto. O Dinamo, pelo caudal ofensivo que teve e pelas oportunidades que criou, não merecia chegar ao intervalo em desvantagem.
Até entrou melhor no jogo a equipa de Paulo Bento que conseguiu controlar relativamente bem o jogo a meio-campo. Mais feliz ficou o técnico leonino quando aos 14 minutos Tonel marcou (sem querer!) o primeiro do jogo, golo esse com grande colaboração do guarda-redes. Poder-se-ia pensar que, dada a crise em que o Dinamo se encontra nesta altura da época, o Sporting, com boa qualidade técnica a meio-campo, pudesse controlar melhor o jogo nessa zona fulcral do campo e partir para uma vitória tranquila. Aliás, a "tremideira" que se sentia na defesa ucrâniana sempre que o Sporting chegava perto reforçava essa ideia.
O problema é que, a partir do golo português, o jogo mudou completamente. O Dinamo foi para a frente com muitas unidades e, procurando jogar sistematicamente pelos flancos, causou muitos problemas ao Sporting. Tivemos momentos de grande futebol por parte da equipa de leste e, como tal, foi sem surpresa que chegou o golo da igualdade, imagine-se, pelo central da equipa. O Sporting não conseguiu travar o impeto do adversário, os sectores estavam muito afastados uns dos outros - Romagnoli e Vukcevic defendiam pouco e Miguel Veloso colava-se muito aos centrais - e, nesse sentido, o empate era uma questão de tempo.
O Dinamo, mesmo com um resultado mais interessante, não se ficou por aqui. Continuou a carregar no acelerador e tentou incessantemente o segundo golo. El Kaddouri à esquerda dava muito trabalho a Abel e Moutinho, Milevskiy, quando descaía para a direita, causava enormes problemas a Ronny. Adivinhava-se, portanto, o segundo golo do Dinamo mas, contra a corrente de jogo, marcou o Sporting por intermédio de Anderson Polga. Espectacular o cruzamento de Ronny, Shovkovskiy, mais uma vez, ficou mal na fotografia ao afastar de forma temerária a bola da sua baliza e Polga, surpreendentemente à entrada da área, rematou de pé esquerdo e fez golo. Aos 38 minutos, nada melhor de "quebrar o gelo" com a obtenção de um golo.
Sem nada mais de relevante a registar, o resultado chegava ao intervalo com uma vitória feliz e pouco justa do Sporting.


No segundo tempo, a história do jogo foi substancialmente diferente. O Sporting apresentou-se mais compacto, é certo que não tinha de correr riscos e, em contra-ataque, tentou sentenciar a partida. Se é verdade que o Dinamo, muito menos esclarecido do que no primeiro tempo, até teve boas ocasiões para marcar - nota de destaque para Stojkovic que, desta vez, foi uma mais valia -, há que dizer também que o Sporting teve algumas boas situações para "matar" o jogo. Curiosamente ou não, muitas das oportunidades dos "leões" foi, à imagem do primeiro tempo, fruto de autênticas ofertas dos defesas contrários. Por muito que o Dinamo tivesse feito em termos ofensivos para ganhar o jogo, com uma defesa destas e numa competição deste calibre, dificilmente conseguiria ter um desfecho diferente daquele que acabou por ter.
Para não me alongar muito mais, diria que o filme do segundo tempo foi quase sempre igual. O Dinamo a tentar atacar mas sem grande sucesso, isto apesar de ter tido oportunidades para marcar; já o Sporting, procurou apostar no contra-golpe e na consistência defensiva. Com alguma felicidade à mistura, a verdade é que a questão central, entenda-se a vitória, foi conseguida e, no fim de contas, isso é o que mais interessa para os "leões".
É caso para dizer que volta a acreditar o leão na continuidade na Champions, sendo que o primeiro objectivo de Paulo Bento está mais perto: a taça uefa, pois claro.


MELHOR EM CAMPO PARA O BLOG:
Stojkovic

Dentro ou Fora?


Para aqueles que visitam regularmente o blog, já sabem que é muito raro falar de arbitragens e muito dificilmente justifico vitórias ou derrotas associadas a um dia infeliz do senhor do apito. Contudo, parece-me interessante lançar para o blog um dos lances que mais polémica causaram no derby da capital já que eu tenho uma opinião diferente da grande maioria das pessoas.
Tome-se a seguinte imagem:



- Parece-me evidente que há falta. Aí, todos estamos de acordo. Agora, terá mesmo sido dentro da área? sinceramente, acho que Moutinho comete falta mas fora da área. Se repararem bem, o pé direito do jogador do Sporting está efectivamente dentro mas é a coxa do capitão leonino que toca em Adu e, tanto a coxa como o norte-americano, estão completamente fora da área.
Admito outra interpretação mas aqui fica a minha. Falta sim - ao contrário do que Dias Ferreira diz, não é Adu que procura o contacto - mas fora da área.


segunda-feira, outubro 01, 2007

OLHO CLÍNICO

EQUIPA DA SEMANA: Shalke 04 (Plantel)



ONZE TIPO:



A ESTRELA:



10. IVAN RAKITIC

- Podia ser Kuranyi pelos golos que marca jornada após jornada ou até mesmo Fabian Ernst pela sua experiência e pela forma consistente e regular com que interpreta a função de médio mais defensivo da equipa. Contudo, pelos jogos que já vi deste Schalke 04, estou em crer que a grande figura deste candidato ao título alemão é o jovem croata Rakitic. Muito bom com a bola nos pés, faz da qualidade técnica, espontaneidade de remate (grande golo em Munique) e grande qualidade no último passe as suas maiores armas. Pela sua nacionalidade e pela sua maneira de jogar, compará-lo-ia a Zvonimir Boban, muito embora sob ponto de vista físico seja relativamente mais frágil que a antiga estrela do Ac Milan.

"CARA A CARA"

1. NEUER: Seguro entre os postes. Guarda-redes algo semelhante a Butt do Benfica.

18. RAFINHA: Extraordinário lateral direito. Faz muito bem o corredor direito, ou não fosse ele brasileiro, e tem a particularidade de centrar muito bem. A defender mostra-se sempre atento e disponível quer a cobrir a sua ala, quer a fechar no meio em apoio aos centrais. A sua rapidez é fundamental para muitas vezes socorrer os centrais.
Tem como ponto fraco o jogo aéreo.

2. WESTERMANN + 5. BORDON: Dois centrais fortes na marcação mas algo lentos. Dão-se muito melhor com avançados possantes e pouco móveis do que propriamente atacantes rápidos (David Villa marcou em Gelsenkirchen, por ex:.). Ainda assim, dois jogadores de qualidade.
Bordon tem ainda a particularidade de marcar livres através do forte pontapé esquerdo que possui.

24. CHRISTIAN PANDER: De praticamente desconhecido na temporada passada a titular do Schalke e da selecção alemã. Este ano conseguiu relegar o conhecido Kobiashvili para o banco de suplentes. Muito bom a defender e inteligente na forma como ataca. Embora não tão rápido, faz lembrar Roberto Carlos pelas suas características. E atenção, tem uma "bomba" que mete respeito. O guarda-redes inglês Paul Robinson sabe do que falo.

13. JERMAINE JONES + 8. ERNST: São, normalmente, os donos do meio-campo defensivo do Schalke. O técnico Mirko Slomka opta quase sempre por dois pivots defensivos e Jones e Ernst são aqueles com mais minutos nas pernas, isto apesar de Mesut Ozil e Bajramovic serem, também eles, opções válidas.
Jones é um jogador mais possante e com maior liberdade nas suas acções. Normalmente descai mais para a direita enquanto Ernst prefere terrenos opostos. Para os leitores perceberem melhor as características deste Jermaine Jones, diria que é uma espécie de Raúl Meireles.
Relativamente a Ernst, é um jogador fundamentalmente de características defensivas. Faz, digamos assim, o trabalho "sujo" nesta equipa. Raramente o vemos a driblar ou a fazer grandes passes mas é de uma utilidade extrema. Bom jogador.

3 ATACANTES (ASAMOAH, LOVENKRANDS, KURANYI)

Em muitos jogos, é este o trio de avançados escolhidos pelo treinador do Schalke. É bom salientar que nem sempre é este o esquema com que Slomka começa as partidas. Tanto pode utilizar o 4-3-3 como o 4-4-2 losango. Se assim for, seguramente que só há espaço para dois destes três atletas, sendo que Lovenkrands é muito mais ala que Asamoah e, nesse sentido, costuma ser o preterido. Para o 4-3-3, entra também nas contas Halil Altintop, um ala que tanto joga à direita como à esquerda.
Numa rápida análise a este trio de ataque, pelas diferenças que separam os três, diria que até acaba por ser algo bastante positivo para a equipa. Asamoah é um jogador possante, diria até de passada larga o que lhe permite jogar à direita ou até como avançado centro. Não é um verdadeiro matador, mas é um atacante que faz golos e, essencialmente, dá muito trabalho a quem tem a missão de o marcar. Nunca está parado e nunca dá um lance por terminado, algo que abona a seu favor.
Relativamente a Kuranyi, o brasileiro naturalizado alemão é um avançado que eu aprecio particularmente. É daqueles que, passe o termo, não pede licença. Não é homem de grandes fintas nem rapaz de grandes "rodriguinhos". Quando tem de finalizar, seja de cabeça seja com o pé, está lá para assinar a factura. É um avançado que tem evoluído muito e só tem 25 anos. É internacional alemão e, estou em crer, ainda vai dar muito que falar no futebol.
Para terminar, Peter Lovenkrands. O ex-Rangers é um jogador rápido, esquerdino e é daqueles que prefere jogar junto à ala. É uma boa muleta para Kevin Kuranyi e também é muito útil nos jogos fora de casa onde a equipa explora mais o contra-ataque rápido. Não é um titular indiscutível, aliás, muitas vezes fica sentado no banco mas, ainda assim, quando está em campo, também ele dá que fazer.

NOTAS FINAIS:

Este Schalke 04 é uma equipa perigosa e que tem vindo a crescer ao longo dos anos. É, seguramente, a equipa mais capaz de lutar com o Bayern de Munique pelo campeonato. Na minha opinião, apresenta um futebol mais equilibrado e mais eficiente que o Werder Bremen e o Estugarda. Agora, a grande incógnita é saber se esta equipa chega para o Bayern.
Na Liga dos Campeões, vai tentar lutar com o Valência pelo segundo lugar do grupo, isto se o favorito Chelsea cumprir o seu papel. Uma coisa é certa, o primeiro passo para esse objectivo não foi conseguido dado que o conjunto alemão perdeu em casa contra o Valência na primeira jornada da Champions.
A ver vamos até onde vai este interessante Schalke quer na Bundesliga, quer na Champions League/Taça Uefa.

ROLABOLA - JORNADA 6 -

QUAL O MELHOR SISTEMA PARA ESTE BENFICA?





Pegando nas sábias palavras de Luis Freitas Lobo, parece-me que há coisas que efectivamente estão a falhar no futebol do Benfica. Partindo do principio que Camacho conhece bem melhor que eu o plantel que tem à sua disposição, o presente post nada mais tem que a opinião de um adepto que tem apenas como referência aquilo que lhe é apresentado jogo após jogo. Assim, vamos por partes, sendo que, apetece-me começar por falar no que de bom tem esta equipa.

1. Ponto prévio: o Benfica tem bons valores no seu plantel. Apesar das importantes saídas que houve, apesar da enorme distância pontual que separa o clube da luz do Porto, apesar das criticas a alguns reforços, apesar de muita coisa que (não) se tem passado durante os jogos, continuo a achar que o plantel tem qualidade suficiente para este campeonato.
Por paradoxal que possa parecer, no meu entender, dificilmente o Porto vai deixar fugir o primeiro lugar. Agora, uma coisa nada tem a ver com a outra. O plantel do Benfica, com toda a gente em condições físicas, psicológicas e com uma melhor adaptação à realidade do futebol europeu/português, tem condições para se bater com o Porto e o Sporting. Independentemente do plantel ser desequilibrado - já lá vamos -, os que cá estão, falando em termos de Superliga, chegam perfeitamente.

2. Ainda antes de entrar em pormenores mais tácticos, gostaria de salientar que estou desiludido com as performances da equipa mas, sinceramente, já estive bem mais preocupado. Tudo leva o seu tempo. Diria que o jogo deste fim-de-semana deveria ter sido uma espécie de jogo de final de pré-temporada. Camacho tem construído uma equipa de trás para a frente e isso é positivo. É assim que se constroi uma equipa, sempre ouvi dizer. Quim tem estado fabuloso - esteve mais uma vez muito bem contra o Sporting -, a defesa, com o regresso de Luisão e a extraordinária forma de jogadores como Léo ou Katsouranis tem estado em bom plano e, não tão menos importante, uma nota de destaque para a rápida transição ataque-defesa da equipa. Nesse capítulo, gostaria de salientar a importância de Cristian Rodriguez que tem revelado um coração e uma enorme determinação em anular qualquer iniciativa do adversário. Depois do que havia visto na Copa América, não tinha dúvidas que este uruguaio iria ser um bom reforço para a equipa. Já o disse e volto a dizer que um atleta que relega para o banco de suplentes tão e somente Alvaro Recoba, naturalmente que teria que ter qualidade. O "cebola" é, até ao momento e a par de Di Maria, o grande reforço desta época.

3. Se em termos defensivos a "coisa" tem funcionado bem, em termos ofensivos, de finalização para ser mais preciso, é que está o grande problema da equipa. Em 6 jogos, empatar 3 vezes a zero tem tanto de preocupante como de elucidativo. Só que há aqui uma questão que me deixa algo confuso. Se repararmos bem, se pusermos de parte o jogo de estreia de Camacho com o Guimarães, tivemos 7 jogos com o espanhol a comandar, 4 para a liga, 2 para a Champions (Copenhaga e Milan) e 1 para a Taça da Liga. Ora, nessas sete partidas, é curioso que o Benfica só ganhou nos jogos em que actuou num sistema mais próximo do 4-4-2, portanto com Nuno Gomes e Cardozo a assumirem as despesas do ataque. Em Milão (só Cardozo), em Braga e na Luz contra o Sporting (só Nuno Gomes) e na Amadora (só Dabau), o Benfica obteve os resultados que todos nós sabemos, enquanto que com o Copenhaga, Nacional e Naval, o Benfica ganhou os três jogos e marcou 7 golos, não sofrendo nenhum.
Podem dizer-me que os adversários eram mais acessíveis ou que esta constatação tem pouca relevância mas a verdade é que são factos concretos e bem curiosos.

4. A abordagem feita no ponto anterior leva-me finalmente à questão que levantei para este post. Qual será o melhor sistema para este Benfica?

- partindo do principio que daqui a um mês todos os jogadores do plantel estão disponíveis, alguns tópicos me parecem essenciais para chegar a uma melhor resposta para esta pergunta.

- começando pelo mais fácil - a defesa, creio que aí não há muitas dúvidas. Quim é indiscutível (mas infelizmente só no Benfica), Nélson à direita, não sendo grande "espingarda" a defender, é claramente melhor que o "barrete" Luis Filipe; no meio, David Luiz e Luisão serão seguramente os titulares - Edcarlos é fraco, Zoro parece-me algo faltoso para uma posição daquela envergadura e Miguel Vitor é ainda "verde" -; à esquerda, Léo é, também ele, dono e senhor da posição. À primeira vista, uma defesa de qualidade, sendo que não ficava nada mal um retoque naquela lateral direita.

- entrando no meio-campo, começam os "problemas". Para o meio há muitos e bons, para jogar num 4-2-3-1 com alas e como Camacho tanto gosta, nem tanto.
Como médios defensivos, temos Petit, Katsouranis e Bynia. Para falar dos trincos e de quem escolheria, teria também que referir o nome do maestro. É que há aqui um pormenor deveras importante. Petit, Katso e Rui Costa, estes três, pelo nome, pela qualidade e pelo estatuto que têm, obviamente que têm de ser titulares. A grande questão é precisamente como fazer para que estes três sejam compatíveis. Já o disse na época passada e mantenho a minha opinião, Petit e Katsouranis, os dois a actuarem como pivots defensivos, não funcionam tão bem. O médio português dá-se claramente melhor a jogar sozinho enquanto que Katsouranis, ou joga aí e também sozinho como se viu contra o Sporting, ou então terá que jogar mais avançado, ou seja, na propriedade pertencente a Rui Costa. Se tivermos em linha de conta que o "número 10 encarnado" também gosta de ter espaços, ter ali um anti-corpo não é nada vantajoso para o seu futebol.

- parecendo-me lógico que Camacho vai alinhar sempre com o trio de meio-campo acima referido, sobram apenas 3 vagas para o ataque. Mais um grande berbicacho. Tome-se, mais uma vez, as palavras de Freitas Lobo:



Parece-me evidente que Cardozo é o típico avançado que precisa de jogar com mais uma unidade no ataque. Ora, se Nuno Gomes não é nem nunca será um "matador", a verdade é que sempre se deu bem na companhia de um outro avançado. Se o português fizer poucos golos mas criar muitos espaços para o paraguaio ou o chinês marcar, então felizes da vida. No Nacional viu-se o que o "Tacuara" pode fazer perante a ajuda de um outro avançado.

- pois bem, temos Rodriguez à esquerda e Di Maria à direita - ao contrário do que já li, creio que como extremo direito podemos ter um Di Maria estilo Lionel Messi e, como tal, entendo que não é um "peixe fora d'água" -, jogadores que não vão sair do onze porque Camacho é fiel a um onze com alas, temos a questão do indiscutível trio de meio-campo que faz com que sobre apenas um lugar para o eixo do ataque. Sendo que Nuno Gomes e Cardozo não têm, de todo, características para jogarem "abandonados" na frente, como fazer então?

- abdicar de Katsouranis e jogar com dois avançados?

- tirar Di Maria e colocar Katso a falso interior direito, fazendo com que Nélson assuma todo o corredor direito?

- colocar Rui Costa mais perto de Cardozo e deixar Nuno Gomes de fora?

- abdicar de Rui Costa e, com dois avançados, ter em campo Di Maria a fazer de "10" e de ala ao mesmo tempo?

Pois é, quando se constroi um plantel desequilibrado e com jogadores sem características para o modelo de jogo do treinador, as coisas tornam-me mais difíceis. Naturalmente que esta equipa foi feita por Fernando Santos e foi pensada para um sistema totalmente diferente.
Não tendo certezas da melhor equipa para este modelo de Camacho, uma coisa me parece evidente. Enquanto não há Petit, há que arriscar mais e, para isso, julgo que chega bem Katsouranis como único médio defensivo, ainda por mais sabendo da enorme capacidade de Rodriguez nas transições ataque-defesa, revelando-se por isso, uma boa muleta para o grego e até para Rui Costa.
Depois, lá na frente, dois avançados e Di Maria a extremo-vagabundo dado que o facto de termos um jogador como Nélson a lateral permite ao argentino não se agarrar constantemente à ala.

Com este ou aquele sistema, é fundamental ganhar ao perigoso Shakthar Donetsk que tem sido uma espécie de Porto na Ucrânia. Apenas contabiliza um empate, tendo no resto somado por vitórias os jogos realizados. Atenção a Nery Castillo, Lucarelli e companhia.

ROLABOLA


Resultados e Marcadores:

Zaragoça 2-0 Sevilha
(D'Alessandro, Sérgio Garcia)

Getafe 0-1 Real Madrid
(Sérgio Ramos)

Huelva 0-1 Valência
(David Villa)

Wigan 0-1 Liverpool
(Benayoun)

West Ham 0-1 Arsenal
(Van Persie)

Birmingham 0-1 Manchester United
(C.Ronaldo)

Leverkusen 0-1 Bayern Munique
(Luca Toni)

Roma 1-4 Inter Milão
(Perrotta; Zlatan, Crespo, Cruz, Cordoba)

Benfica 0-0 Sporting

OLHÓGOLO:

PORTO 2-0 BOAVISTA
(Lisandro Lopez (2))

OLHÓGOLO MVP ("abola") = LISANDRO LOPEZ



CONSIDERAÇÕES:

- jornada com muitos palpites correctos e, claro está, muitos pontos. A jornada correu particularmente bem a Neves e André Braz que aproveitaram da melhor forma a nova regra dos "golos-extra". Lisandro Lopez foi o MARCADOR DE SERVIÇO de ambos e, só aí, amealharam 8 pontos preciosos.

- ao final da 5ª jornada, finalmente caíu o lider (Zé Boinas). Não foi um fim-de-semana feliz para este participante. A ver vamos até que ponto este vai ser ou não capaz de reagir a este primeiro desaire.

- uma nota final para dois participantes, Vitinho e a Cristina Falcão. O Vitinho tentou arriscar em 5 resultados. Ora, acertou em cheio em 2 deles (Arsenal e Manchester), algo que lhe permitiu fazer 14 pontos. Assumiu o risco e, até nem se deu muito mal. Louve-se a atitude do mesmo em tentar dar um "pontapé na crise".
Em relação à participante feminina, que dizer da jornada da mesma. Simplesmente espectacular. Fez 32 (!) pontos e foi a terceira melhor nesta jornada. Afinal, estas coisas da bola não é só para rapazes. Está aqui a prova disso.



NOTA: A partir de agora, as pontuações de cada jogador serão colocadas na zona dos comentários.